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O País – A verdade como notícia

Após o fracasso da cimeira de Hanói, especialistas norte-americanos dizem que Pyongyang avança para uma reconstrução rápida da instalação de mísseis, depois de terem detectado sinais de actividade no centro de lançamento de mísseis de Sohae, na Coreia do Norte.

Durante a cimeira entre o presidente norte-americano, Donald Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-un não foi alcançado nenhum acordo sobre a desnuclearização.

De acordo com o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) a reconstrução do centro de lançamento de mísseis pode ser uma resposta  face à rejeição dos EUA em reduzir as sanções económicas sobre o regime norte-coreano, avança a imprensa internacional.

"Esta instalação estava inactiva desde Agosto de 2018, o que indica que as actividades são deliberadas e têm um propósito", apontou o CSIS.

Em Setembro, o líder da Coreia do Norte concordou em desmantelar de forma permanente o principal complexo nuclear, em Nyonbyon, e encerrar instalações de testes em Punggye-ri e o lançamento de mísseis em Sohae, mas com uma condição: "medidas proporcionais" dos EUA.

A ex-candidata à presidência dos EUA, Hilary Clinton afastou a hipótese de ser candidata nas eleições de 2020. Enquanto candidata democrata em 2016, Clinton contava tornar-se na primeira mulher Presidente dos EUA, antes de ser derrotada por Donald Trump.

"Eu não estou a concorrer, mas vou continuar a trabalhar, a falar e a defender aquilo em que acredito," declarou Hilary Clinton.

Quem também não se candidata à Casa Branca é o ex- presidente da Câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg.

O multimilionário disse que seria uma honra servir o país como Chefe de Estado  mas que iria estar concentrando na sua campanha contra as alterações climáticas.

Até agora há aproximadamente uma dúzia de democratas que esperam vir a ser escolhidos para representar o partido na eleição presidencial.

 

O Presidente português afirmou esta quarta-feira, no primeiro dia de visita de Estado a Angola, que cerca de dois terços da dívida certificada do país de João Lourenço a empresas portuguesas está a ser paga. Marcelo Rebelo de Sousa falava numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo angolano, João Lourenço, com quem hoje se reuniu, no palácio presidencial, em Luanda.

Segundo o chefe de Estado português, registaram-se "muitos avanços" na delimitação do universo total da dívida, na certificação e no pagamento.
Sem nunca mencionar valores, o Presidente português adiantou que, "desse universo de dívida certificada, cerca de dois terços está a ser paga, através das várias formas que o Presidente João Lourenço aqui disse que são negociadas especificamente com cada uma das contrapartes".

"E isto, para quem tem experiência em matéria de política económica e de economia internacional, é raríssimo", acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa, salientando que este é "um processo que, em rigor, tem sete meses".

"Estamos condenados a ser irmãos".

O Presidente português defendeu esta quarta-feira, no parlamento angolano que Portugal e Angola têm uma fraternidade que faz ultrapassar "queixas, aborrecimentos, divergências, juras de zangas eternas que todas as famílias conhecem ao longo da sua vida". "Estamos condenados a sermos irmãos. E mais vale assumirmos que o somos e dessa inspiradora inevitabilidade retirarmos todos os proveitos para os nossos povos, do que teimarmos em negar uma realidade irremovível. Sim, porque essa fraternidade nunca desaparecerá", acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa falava perante o Presidente angolano, João Lourenço, e os deputados da Assembleia Nacional de Angola, numa sessão solene em que, na parte final da sua intervenção, descreveu as relações luso-angolanas como uma "fraternidade que não se escolhe" e que "nunca desaparecerá".

Segundo o chefe de Estado português, "é mais do que a amizade, é mais do que a cumplicidade nas horas más e nas horas boas, é mais do que a parceira económica financeira social e política, é mais do que a partilha linguística ou cultural".

O Presidente português, que hoje iniciou uma visita de Estado de quatro dias a Angola, considerou que os dois países estão unidos por "um mundo mais justo, mais pacífico, mais dialogante, mais respeitador dos direitos humanos, mais multilateral, mais atento às alterações climáticas e à justiça entre gerações".

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que Portugal vê em Angola "um só povo e uma só nação, uma potência a emergir, um caminho na vivência democrática e no combate pela justiça e a transparência, um peso geoestratégico regional, continental e universal".

 

 

O presidente angolano, João Lourenço, admitiu em entrevista à RTP concorrer a um segundo e último mandato. "Se até lá estiver de boa saúde, em princípio vou concorrer", admitiu.

O terceiro presidente de Angola desde a independência do país disse que quando chegou ao poder encontrou um país sem saúde financeira.

João Lourenço apontou como motivos da situação a falta de diversificação da economia, que continua assente na exportação de petróleo.

"O caminho é este. O ambiente propício ao investimento está aí, foi criado em tempo recorde. Em pouco mais de um ano, combatemos os monopólios, estamos a fomentar a concorrência entre as empresas e com este novo ambiente temos a garantia de que é uma questão de tempo, vamos aumentar a quota do sector não petrolífero na economia nacional", disse, estipulando a agricultura, a indústria, as pescas e o turismo como "prioridades".

João Lourenço sucedeu em Setembro último, igualmente, a José Eduardo dos Santos na liderança do MPLA e, desde então, que as relações entre ambos se deterioraram, nomeadamente com a detenção do filho do ex-Presidente José Filomeno dos Santos e com as críticas públicas de João Lourenço à forma como a transição foi conduzida pelo anterior chefe de Estado, escreve o Notícias ao Minuto.

O presidente angolano afastou pelo menos 230 governantes, administradores de empresas públicas e altas chefias militares, a um ritmo de uma exoneração a cada dois dias, valendo-lhe a alcunha popular de "exonerador implacável".

Em paralelo João Lourenço promoveu cerca de 400 nomeações, as quais, a par das exonerações, permitiram, no espaço de um ano, afastar do poder praticamente todos os que tinham sido nomeados, alguns poucos meses antes das eleições de Agosto de 2017, por José Eduardo dos Santos, chefe de Estado desde 1979.

Casas destruídas, estradas intransitáveis e árvores derrubadas.

É o triste cenário no Estado do Alabama, nos Estados Unidos, após a passagem de um tornado de ventos de 266 quilómetros por hora.

Pelo menos 23 pessoas, incluindo crianças, foram dadas como mortas, e várias continuam desaparecidas. Há receio de que o número de vítimas mortais possa subir, pois as buscas ainda não foram concluídas devido ao mau tempo.

A catástrofe também atingiu o Estado da Géorgia, onde o apagão afecta milhares de pessoas. Este domingo, foram lançados alertas em várias zonas dos Estados do Alabama, Georgia, Florida e Carolina do Sul.

 

 

Depois de dar a volta por vários países da América do Sul, o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou seu regresso ao país e convocou uma manifestação.

"Anuncio o meu regresso a casa desde o Equador, país irmão, que hoje restabelece relações produtivas com o nosso povo, não apenas por causa da crise migratória, mas também devido ao flagelo da corrupção", disse o líder do parlamento venezuelano citado pela imprensa internacional.

Guaidó disse ainda que a viagem pela América do Sul não foi apenas para pedir ajuda, mas também para procurar liberdade, democracia e prosperidade para Venezuela.

Por outro lado, Lenín Moreno, presidente do Equador, prestou seu apoio a transformação na Venezuela.

"Estaremos atentos aos sinais do povo venezuelano e a Juan Guaidó, líder e defensor desta profunda transformação que o povo venezuelano necessita", disse Moreno acrescentando que o estado venezuelano está completamente falido e não deve ir mais longe.

Nicolás Maduro disse que Guaidó deve prestar contas nos tribunais assim que regressar ao país
 

O antigo Presidente do Brasil, Lula da Silva, actualmente a cumprir pena de prisão, foi autorizado a sair da cadeia para acompanhar o funeral do neto, Arthur Araújo Lula da Silva que morreu no início da tarde de ontem.

Segundo informações avançadas pela Folha de São Paulo, a autorização foi concedida tendo como base a Lei de Execução Penal, que prevê a possibilidade de saída temporária de reclusos para velórios e enterros de familiares.

Arthur Araújo Lula da Silva, de apenas sete anos de idade, deu entrada no hospital Bartira, da rede D'Or na manhã desta sexta-feira, com um quadro instável de meningite meningocócica. A criança acabou por não resistir e morreu no hospital.

Arthur é filho de Marlene Araújo Lula da Silva e Sandro Luís da Silva, filho do antigo Presidente brasileiro e da ex-primeira-dama Marisa Letícia, também ela falecida.

No passado mês de Janeiro faleceu o irmão de Lula da Silva, Genival Inácio da Silva, aos 79 anos, vítima de cancro no pulmão.

Na altura, os advogados de defesa de Lula da Silva pediram à Justiça que o autorizasse a comparecer no velório. O pedido foi inicialmente negado, até que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, autorizou a saída de Lula. O velório e o enterro, porém, já tinham terminado na altura em que a decisão chegou. Por essa razão, Lula optou por permanecer na prisão.

 

 

 

Um Brexit no dia 29 de Março sem acordo é improvável. Quem assim o diz é o primeiro-ministro irlandês Leo Varadkar, falando durante um jantar, em Belfast, com empresários da Irlanda do Norte.

O governante garantiu que o Executivo de Dublin está a preparar a eventualidade de um divórcio litigioso, mas acredita que haverá acordo ou uma prorrogação do prazo.

"Não quero falar muito sobre isso nesta fase, mas creio que a saída do Reino Unido da União Europeia sem um acordo, a 29 de Março, é improvável. Penso que ou teremos um acordo ou teremos uma prorrogação".

O eventual regresso de uma fronteira física entre as duas Irlandas é uma das questões fraturantes para um acordo. Varadkar garantiu que qualquer cidadão da Irlanda do Norte poderá pedir nacionalidade irlandesa, após o Brexit.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pediu que às instituições da Venezuela protegam a vida e integridade de Juan Guaidó.
A CIDH disse em comunicado que teriam surgido, recentemente, ameaças de morte contra Guaidó, de acordo com o Notícias ao Minuto.

"Estas ameaças teriam sido feitas através de telefonemas a familiares, e teriam sido precedidas por outros eventos de risco que foram conhecidos pela Comissão. Estes eventos incluem visitas de alegados funcionários de uma unidade especial da Polícia Bolivariana à sua casa, assim como a detenção temporária a que foi submetido a 13 de Janeiro, 2019, que foi classificada pelas autoridades como irregular", explica o comunicado.

Juan Guaidó é actualmente a figura mais visível da oposição num contexto de grande instabilidade política e profunda agitação social, que tem levado à mobilização de milhares nas ruas de Venezuela, onde ocorreram atos de violência.

Por isso, a CIDH "considerou que as provas descritas "demonstram um contexto expcecional de alta tensão, onde haveria setores politicamente divididos sobre as atuações que têm sido realizadas com relação à situação de Juan Guaidó".

"Dado o perfil que tem Juan Guaidó no presente momento, e o reconhecimento de vários países, como presidente encarregado da Venezuela, a CIDH considera que enfrenta uma maior situação de vulnerabilidade ou risco a ser um alvo possível de ataques",lê-se.

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