O País – A verdade como notícia

O presidente norte-americano, Donald Trump, foi diagnosticado com insuficiência  venosa crónica. A informação foi partilhada, esta quinta-feira, pela  Casa Branca. 

O diagnóstico foi alcançado depois de o chefe de estado, de 79 anos de idade, ter relatado ligeiros inchaços na parte superior das pernas e hematomas nas mãos, tendo passado por exames de sangue. 

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, descreveu a condição como “benigna e comum, especialmente em indivíduos com mais de 70 anos”, e esclareceu que “não foram encontrados indícios de trombose venosa profunda ou doença arterial”.

A insuficiência venosa crónica é uma condição que faz com que as válvulas nas veias do paciente não funcionem devidamente e passam a impedir que o sangue retorne para o coração, causando um acúmulo de sangue nas pernas.

A França devolveu suas duas últimas bases militares às forças senegalesas na manhã desta quinta-feira, em meio a uma onda de sentimento anti-francês na África Ocidental.

O general Mbaye Cissé e o chefe do comando francês na África, Pascal Ianni, supervisionaram o evento oficial de transferência em Dacar, que marca o fim da presença francesa de 65 anos no Senegal.

O exército francês tem uma base permanente no Senegal desde a independência do país da França em 1969. O Campo Geille, onde cerca de 350 soldados franceses estão estacionados, é a última base a retornar ao comando senegalês depois que várias outras instalações militares foram fechadas desde março do ano passado.

Israel acusou, ontem, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, de “falência moral” por ter condenado os ataques aéreos israelitas à Síria.

Segundo a CNN, o representante de Israel junto da ONU, Danny Danon, na rede social X, referiu que a acusação contra Guterres resulta também do seu silêncio diante do massacre de membros da comunidade israelita drusa na Síria.

O diplomata israelita compara os confrontos na Síria com os ataques do Hamas ao sul de Israel e critica as Nações Unidas por não terem condenado o referido grupo pela acção de 7 de Outubro de 2023 que fez vários mortos e feridos.

Horas antes desta acusação, António Guterres pediu o fim imediato de todas as violações da soberania e da integridade territorial da Síria, assim como admitiu estar alarmado com os confrontos mortais no sul do país em um comunicado.

Na nota, o líder da ONU ainda condenou a violência contra civis na Síria, incluindo relatos de assassinatos arbitrários e a intensificação de tensões locais, minando o processo de paz, volvidos 14 anos de conflito.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos relatou a ocorrência de pelo menos dois ataques de aviação israelita contra a cidade de Sweida, no sul da Síria, que resultaram em mais de 350 mortos desde o último fim de semana.

Os Estados Unidos enviaram cinco imigrantes que foram condenados por crimes graves para a nação africana de Eswatini, informou o Departamento de Segurança Interna dos EUA, citado por Associated Press.

Os EUA já deportaram oito homens para outro país africano, o Sudão do Sul, depois que a Suprema Corte suspendeu as restrições ao envio de pessoas para países com os quais não têm vínculos. 

Em uma publicação, na madrugada de terça-feira, a Secretária Assistente de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, afirmou que cinco homens, cidadãos do Vietnã, Jamaica, Cuba, Iêmen e Laos, foram deportados para Eswatini. McLaughlin afirmou ainda que todos eram criminosos condenados e “indivíduos tão singularmente bárbaros que seus países de origem se recusaram a aceitá-los de volta”, cita a AP.

 A Secretária Assistente de Segurança Interna disse que os individuos em causa  foram condenados por crimes como assassinato e estupro de crianças, e que um deles era membro “confirmado” de uma gangue. 

O governo de Eswatini disse, na quarta-feira, que os homens, aos quais se referiu como “prisioneiros” e “detentos”, estavam a ser mantidos em unidades isoladas em instalações correcionais não identificadas em Eswatini, mas eram considerados em trânsito e seriam enviados aos seus países de origem.

Em uma série de publicações no X, o governo de Eswatini afirmou que vai colaborar com os Estados Unidos e a agência de migração da ONU para facilitar o retorno deles e garantir que “o devido processo legal e o respeito aos direitos humanos sejam seguidos” como parte de sua repatriação. O governo não deu um prazo para que isso acontecesse.

Segundo a Associated Press, quatro dos cinco países de onde os homens são originários têm historicamente resistido a aceitar de volta alguns cidadãos quando são deportados dos Estados Unidos.

O Presidente Angolano, João Lourenço, recebeu, na terça-feira, em audiência no Palácio da Cidade Alta, o Príncipe Henry Charles Albert David, Duque de Sussex, que está em Angola, para o fortalecimento do trabalho de desminagem, segundo escreve a imprensa local.

O Príncipe Harry é embaixador da Halo Trust, organização sem fins lucrativos especializada na limpeza de escombros de guerras, tais como minas terrestres e armamentos não detonados em zonas de guerra pós-conflito. 

O Duque de Sussex, como também é conhecido, já esteve em Angola em outras ocasiões com o mesmo objectivo.

Segundo o Jornal de Angola, em Setembro do ano passado, a Halo Trust enalteceu o empenho do Presidente João Lourenço no processo de desminagem em Angola, durante um reconhecimento feito pelo próprio Príncipe Harry.

Angola alcançou, nos últimos anos, milhares de hectares desminados, o que está a permitir o regresso à agricultura e ao turismo em áreas antes inacessíveis, devido à presença de minas terrestres.

O Príncipe Harry sublinhou que o seu envolvimento nesta missão significa muito para a memória da sua mãe, Princesa Diana, que também se dedicou a esta causa. 

Ao pronunciar-se sobre este assunto, o ministro das Relações Exteriores, Téte António, citado pelo Jornal de Angola, fez saber que Angola é dos poucos países no mundo que paga a sua própria desminagem, gastando cerca de 60 milhões de dólares. 

Pelo menos 27 pessoas foram mortas e várias ficaram feridas, num ataque desencadeado por um grupo de homens armados no estado de Plateau, no centro da Nigéria, segundo fontes locais.

“Vinte e sete pessoas inocentes foram mortas a tiros e algumas a golpes de machetes, principalmente mulheres. Muitos feridos foram transportados para o hospital. Suspeitamos que os agressores sejam criadores de gado, [da etnia] fula”, disse Haggai Gankis, secretário da organização local dedicada à juventude, Berom Youth Moulders, citado por Notícias ao Minuto.

O estado de Plateau sofre há muito tempo com a violência, que se intensificou recentemente devido aos efeitos das alterações climáticas, entre criadores de gado, muçulmanos e agricultores, predominantemente cristãos, pelo controlo de terras e recursos.

Segundo Gankis, o ataque ocorreu na noite de segunda-feira, quando os agressores entraram numa aldeia, dispararam e mataram as suas vítimas.

“Estávamos a dormir quando ouvimos tiros. Os assaltantes dispararam (…) [e] também usaram machetes para matar muitas pessoas”, disse David Chuwang, um morador.

Segundo Chuwang, entre os cadáveres, foram encontrados alguns queimados e, por isso, irreconhecíveis.

 

Donald Trump ameaça tarifas severas de 100% à Rússia, caso não seja firmado um acordo de cessar-fogo na Ucrânia, dentro de 50 dias. O presidente norte-americano diz que o conflito deve parar urgentemente.   

O presidente norte-americano, Donald Trump, estabeleceu nesta segunda-feira o prazo de 50 dias para que a Rússia alcance um acordo de paz com a Ucrânia,  caso não, ameaça aplicar um pacote de tarifas severas. 

Depois de afirmar que está insatisfeito com o presidente russo Vladimir Putin, com quem já teria formalizado quatro acordos para pôr fim ao conflito, Trump explicou que a taxa cobrada a Moscovo será de 100%. 

O estadista falava durante um encontro com  o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Mark Rutte, que decorreu na Casa Branca, onde justificou que o comércio é “excelente para resolver guerras”.

As sanções aplicadas incluirão medidas punitivas contra terceiros que mantiverem laços comerciais com Moscovo.

Além de aplicar tarifas severas, Trump afirmou que enviará armas de ponta à Otan para apoiar a Ucrânia, cujos custos serão cobertos por integrantes da aliança militar.

Na manhã desta terça-feira,  Moscovo reagiu às ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump. O vice-presidente do Conselho de Segurança do país, Dmitry Medvedev, desvalorizou e disse que a Rússia “não se importa”. 

Em contrapartida, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu a Trump pelo anúncio e acusou a Rússia de querer fazer com que a guerra seja vista como um “novo normal”.

A guerra entre a Rússia e Ucrânia perdura desde Fevereiro de 2022 

O presidente ucraniano agradeceu a Donald Trump e aos países da NATO a decisão de fornecer armas a Kiev e de avançar com sanções à Rússia. Volodymir Zelensky tem vindo a defender que a paz só será possível através da força e levanta o véu sobre um entendimento militar mais vasto com Washington.

“Estou a agradecer aos Estados Unidos, à Alemanha e à Noruega, por terem preparado uma decisão sobre patriots na Ucrânia. Estamos também a trabalhar em importantes acordos de defesa com os EUA. Ainda não posso revelar os detalhes, mas juntos podemos conseguir muita coisa em prol da segurança”, disse o presidente ucraniano. 

O Presidente brasileiro assinou, na segunda-feira, o decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade, o instrumento aprovado pelo Congresso em Maio, que permite ao Brasil adoptar contramedidas para responder às tarifas anunciadas por Donald Trump.

O decreto detalha os procedimentos de proteção económica que o Governo deve adoptar, em reciprocidade, para responder a medidas unilaterais ou barreiras impostas por parceiros comerciais, que restrinjam as exportações brasileiras.

A medida prevê a “reciprocidade” com que Lula da Silva prometeu responder caso as negociações não impeçam o Governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre as importações de produtos brasileiros a partir de 01 de Agosto, como anunciou Trump na semana passada.

O Presidente norte-americano justificou a medida unilateral como uma resposta ao alegado elevado excedente do Brasil no comércio bilateral, que as próprias estatísticas norte-americanas negam, mas também usou como justificação o processo contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, considerando tratar-se de “uma caça às bruxas” e que este está a ser vítima de “perseguição”.

Os Estados Unidos são o destino de 12% das exportações do Brasil, que no ano passado totalizaram 40,3 mil milhões de dólares (34,5 mil milhões de euros), enquanto as importações da maior economia do mundo ascenderam a 40,5 mil milhões de dólares. 

Segundo Lusa, o ministro da Presidência do Brasil, Rui Costa, anunciou que o decreto tinha de ser assinado na segunda-feira para que pudesse ser publicado hoje no Diário Oficial da União, altura em que o Governo vai realizar as primeiras reuniões com exportadores para estudar uma resposta às ameaças de Trump.

O ministro afirmou que a lei aprovada pelo Congresso autoriza o Executivo a adotar medidas para “proteger o país, quando outros países impuserem medidas unilaterais extemporâneas e extraordinárias” que afectem as exportações.

A Lei da Reciprocidade permite ao Brasil adoptar contramedidas comerciais e diplomáticas proporcionais a barreiras injustificadas impostas por países ou blocos económicos a produtos brasileiros.

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