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Vários prisioneiros de guerra regressaram à Ucrânia no âmbito de mais um acordo de troca com a Rússia, tendo sido recebidos pelos familiares que os aguardavam. A libertação, efectuada ao abrigo dos acordos de Istambul, inclui tropas feridas e soldados com problemas de saúde, bem como vários soldados com menos de 25 anos.

Muitos dos militares libertos tinham passado mais de três anos em cativeiro russo, tendo um número significativo sido feito prisioneiro durante a defesa de Mariupol, em 2022.

Centenas de famílias de prisioneiros de guerra e de militares ucranianos desaparecidos reuniram-se perto do hospital, na esperança de encontrar os seus entes queridos ou informações sobre eles.

No meio das hostilidades, as duas partes prosseguiram as trocas de prisioneiros de guerra acordadas durante as recentes conversações entre as suas delegações em Istambul. O ministério da Defesa russo e as autoridades ucranianas confirmaram que a nova troca aconteceu na quinta-feira.

O ministério da Defesa da Rússia confirmou que um grupo de prisioneiros de guerra tinha sido liberto e chegado à Bielorrússia antes de ser transportado de volta para a Rússia.

Numa mensagem publicada no Telegram, o ministério afirmou que os homens estavam actualmente na Bielorrússia e a receber todo o apoio médico necessário, sem especificar o seu número.

Um vídeo publicado pelo ministério mostra soldados animados e cobertos com bandeiras russas a entrar num autocarro.

O presidente chinês, Xi Jinping, apelou, nesta quinta-feira, para uma renovação estratégica nas relações com a União Europeia, durante uma cimeira em Pequim marcada por crescentes tensões comerciais, tecnológicas e geopolíticas entre os dois blocos.

A reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, decorreu no Grande Palácio do Povo, no âmbito da 25ª cimeira China-UE, que assinala o 50º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre Bruxelas e Pequim.

Segundo Xi, citado pela RTP, ao longo das últimas cinco décadas, os laços sino-europeus produziram “resultados frutíferos” e beneficiaram ambas partes e o mundo.

O líder chinês defendeu que, perante “uma situação internacional mais desafiadora e complexa”, a China e a União Europeia devem reforçar a comunicação, fomentar a confiança e aprofundar a cooperação, contribuindo com mais estabilidade e previsibilidade para o mundo.

“Devemos procurar convergências, mesmo mantendo divergências, e persistir na abertura e no benefício mútuo”, afirmou, sublinhando a importância de promover um relacionamento bilateral “que continue a crescer na direção correta” e que possa projetar-se para os próximos 50 anos “ainda mais brilhantes”.

PONTOS DE DIVERGÊNCIA

Apesar da retórica diplomática, analistas e fontes europeias advertiram que a cimeira ocorre num clima de desconfiança mútua e com expectativas limitadas de resultados concretos.

O grupo de reflexão (“think tank”) Bruegel classificou o encontro como uma “não-cimeira”, devido ao impasse persistente nas principais áreas de discórdia.

Entre os temas centrais estão o desequilíbrio comercial – com um défice europeu superior a 300 mil milhões de euros – e o acesso a matérias-primas críticas, como as terras raras, sujeitas a restrições de exportação por parte da China.

A União Europeia acusa Pequim de distorcer os mercados ao subsidiar fortemente a sua indústria, sobretudo no sector dos veículos eléctricos, cujas exportações a preços abaixo dos praticados por fabricantes europeus levaram Bruxelas a impor tarifas adicionais entre 17% e 45,3%.

Outro foco de tensão reside no apoio chinês à Rússia. Em Junho, Von der Leyen acusou Pequim de alimentar a economia de guerra russa com apoio “incondicional” a Moscovo.

De acordo com o South China Morning Post, jornal de Hong Kong, citado por Lusa, o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, terá alertado interlocutores europeus de que um eventual colapso russo desviaria o foco estratégico dos Estados Unidos para o Indo-Pacífico – algo que a China pretende evitar.

Diplomatas europeus citados pela revista Político acusam ainda Pequim de tentar dividir o bloco comunitário, privilegiando relações bilaterais com países como a Alemanha ou a França, em detrimento de uma abordagem unificada.

Já a publicação The Diplomat observa que o simbolismo do 50º aniversário contrasta com a realidade actual: “A cimeira deverá apenas confirmar quão distantes estão os valores e interesses de ambas as partes.”

As defesas aéreas russas abateram 33 ‘drones’ ucranianos, na terça-feira à noite, em seis regiões do país, na véspera de mais uma ronda de negociações entre os dois países que decorre hoje na Turquia.

De acordo com o relatório militar do Ministério da Defesa, citado por Lusa, a maioria dos ataques aéreos concentrou-se nas regiões de Tula e Rostov, onde foram abatidas 12 e 11 aeronaves não tripuladas, respectivamente.

Os restantes ‘drones’ foram destruídos nas regiões de Nizhny Novgorod (6), Bryansk (2), Kursk (1) e Kaluga (1).

As autoridades russas impuseram restrições temporárias às operações nos aeroportos de Nizhny Novgorod e Kaluga, capitais das regiões com o mesmo nome, para garantir a segurança dos voos.

O ataque aéreo ocorreu horas antes da terceira ronda de negociações russo-ucranianas em Istambul, anunciada pela presidência turca.

O Kremlin afastou a possibilidade de “avanços milagrosos” na nova ronda de negociações.

De acordo com a presidência turca, a reunião terá lugar no Palácio Otomano Çiragan, em Besiktas, onde decorreu a última ronda de negociações, no dia 02 de junho.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou “profundamente” a saída dos Estados Unidos da Unesco, mas garante que a decisão não vai impedir a organização de continuar com as suas actividades e a sua missão.

“O secretário-geral lamenta profundamente a decisão dos Estados Unidos de se retirarem mais uma vez da Unesco”, afirmou o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, na sua conferência de imprensa diária, citada pela RTP.

Dujarric sublinhou que Guterres apoia o comunicado de Paris divulgado anteriormente pela diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, no qual recordava que a Unesco  duplicou os seus esforços “para actuar onde a missão do organismo possa contribuir para a paz”.

O Governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, ontem, em comunicado, a saída do seu país da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que se tornará efectiva a 31 de Dezembro de 2026, por considerar que a adesão à agência não contribui para os seus interesses nacionais.

A porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce, insistiu que a Unesco trabalha “para promover causas sociais e culturais divisivas” e o seu “enfoque desproporcionado” na “agenda globalista”, proposta pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, contradiz a política externa dos “EUA, em primeiro lugar”, promovida por Trump.

Os Estados Unidos anunciaram, esta terça-feira, que irão abandonar novamente a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), justificando a decisão com o que consideram ser uma tendência ideológica da instituição, especialmente no que diz respeito a Israel.

Segundo a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Tammy Bruce, a UNESCO tem seguido uma linha de atuação “facciosa” em causas culturais e sociais, mantendo uma atenção excessiva aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Na sua opinião, trata-se de uma “agenda globalista e ideológica” que já não corresponde aos interesses de política externa dos Estados Unidos.

A directora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, lamentou profundamente a decisão, embora tenha reconhecido que o anúncio já era esperado. A saída dos EUA será formalizada até ao final de dezembro de 2026, segundo noticiou a agência Associated Press (AP).

Esta será a terceira vez que os Estados Unidos se afastam da UNESCO. A mais recente ocorreu em 2017, durante o primeiro mandato de Donald Trump, também sob a alegação de um viés anti-Israel. O país só regressou à organização em 2023, após o pedido de reintegração feito pela administração do então presidente Joe Biden.

Em Fevereiro deste ano, o ex-presidente Donald Trump ordenou uma revisão da presença dos EUA na UNESCO, com foco especial em sinais de “antissemitismo ou sentimento anti-Israel” dentro da entidade. Fontes da Casa Branca, citadas pela imprensa norte-americana, revelaram que a decisão levou em conta a avaliação das políticas da organização ligadas à diversidade, equidade e inclusão, além do seu alegado alinhamento com a Palestina e a China.

Entre os pontos criticados pela atual administração está a classificação de determinados sítios como “Património Mundial da Palestina”, que, segundo Trump, são de origem judaica, além da utilização do termo “ocupação” para se referir aos territórios palestinianos sob controlo israelita, conforme definido por resoluções da ONU.

A Casa Branca também manifestou oposição à iniciativa da UNESCO intitulada “Transforming MEN’talities”, que tem como objetivo abordar questões de género, promover a inclusão e desconstruir normas sociais que sustentam discriminação e preconceito.

Vinte e sete pessoas morreram, esta segunda-feira, após a queda de um jato de treinamento militar numa escola na capital do Bangladesh. As vítimas incluem alunos, um professor e o piloto.

O acidente aéreo é descrito  como o mais mortal na capital do Bangladesh nos últimos tempos. O caça F-7 BGI, de fabricação chinesa, apresentou uma falha técnica logo após a decolagem e caiu no campus da escola, causando um grande incêndio. 

O piloto teria tentado desviar o jato para uma área menos populosa, mas sem sucesso. Era seu primeiro voo de treinamento sem um supervisor.

Mais de 170 pessoas foram resgatadas, muitas com queimaduras graves  e 78 permanecem hospitalizadas, a maioria estudantes. Algumas vítimas ficaram carbonizadas e irreconhecíveis. 

O governo declarou luto nacional devido à tragédia.

Investigações estão em andamento, enquanto mensagens de condolências chegam de alguns cantos do mundo.

A próxima rodada de negociações de paz entre Rússia e Ucrânia está prevista para quarta-feira, na Turquia, segundo afirmou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, citando o chefe do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, na segunda-feira.

“Hoje conversei com Rustem Umerov sobre a preparação para uma troca de prisioneiros e outro encontro com o lado russo na Turquia”, disse o líder ucraniano em seu pronunciamento em vídeo noturno, citado pela CNN.

Umerov, atualmente secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, liderou as duas primeiras rondas de negociações com a Rússia.

Mais de mil pessoas morreram, durante a semana passada, marcada por conflitos locais e ataques israelitas na Síria. O balanço é do Observatório Sírio para os Direitos Humanos. 

Os confrontos intensos entre as comunidades beduínas e drusas, no sul da Síria, provocaram 1100 mortos, em apenas uma semana, segundo o Observatório sírio dos Direitos do Homem.

Entre as vítimas, há combatentes e civis drusos de um lado, minoria religiosa derivada no século 11 do islamismo xiita, mas que não se identifica como muçulmana,  do outro, agentes de segurança do governo sírio e beduínos sunitas.

Neste momento, há uma trégua desde domingo, mas a região enfrenta destruição.

Segundo a DW, os moradores da região sul da Síria, relatam que, apesar da trégua, a região enfrenta falta de água, eletricidade e outros serviços básicos, como assistência médica.

Refira-se que no último sábado, foi anunciado um cessar-fogo permanente, após tentativas de acordos entre as partes beligerantes. 

O conflito evoluiu a ponto de envolver o governo liderado por islamistas, as forças armadas israelenses e tribos armadas de outras partes da Síria.

Ataques de drones e mísseis russos atingiram a capital da Ucrânia, Kiev, durante a madrugada desta segunda-feira, matando uma pessoa e deixando outras seis  pessoas feridas. 

Novos ataques noturnos levados a cabo pela Rússia atingiram a capital da Ucrânia, Kiev, matando uma pessoa e ferindo pelo menos seis, segundo relatam as autoridades.

O ataque em larga escala com drones e mísseis provocou vários incêndios por toda a cidade, incluindo em edifícios residenciais, numa creche, em quiosques ao ar livre e numa estação de metro, segundo as autoridades locais.

O chefe da administração militar da cidade de Kiev, Tymur Tkachenko, declarou que a entrada da estação de metro de Lukianivska ficou danificada, mas que não há registo de vítimas.

Já o presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, anunciou que a creche se incendiou na sequência do ataque.

Esta segunda-feira, os membros do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia, presidido pelo Reino Unido e pela Alemanha, reúnem-se para discutir os planos do Presidente dos EUA, Donald Trump, para que os aliados da NATO forneçam armas à Ucrânia.

O encontro acontece uma semana depois de Trump ter anunciado um acordo com os aliados da NATO que conduziria ao fornecimento de armas em grande escala à Ucrânia.

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