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Enquanto a fome global mostra sinais de declínio, um novo relatório das Nações Unidas destaca uma tendência preocupante em África, onde a fome continua a aumentar. 

Segundo o relatório, estima-se que 512 milhões de pessoas em todo o mundo vão permanecer subnutridas até o final da década, 60% delas na África.

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, emitiu um alerta severo durante a Cúpula Global de Sistemas Alimentares da União Africana, realizada na Etiópia. Em vídeo, Guterres alertou que os alimentos não devem ser usados “como arma de guerra”, juntando-se a outros líderes no apelo por medidas urgentes para enfrentar a crescente crise alimentar no continente.

Segundo a African News, cerca de 280 milhões de pessoas em toda África estão actualmente desnutridas. O presidente da Comissão da União Africana, Mahamoud Ali Youssouf, apontou os choques climáticos, os conflitos e as perturbações económicas como os principais impulsionadores do agravamento da insegurança alimentar.

Os líderes presentes na cúpula enfatizaram a necessidade de investimentos mais robustos em agricultura, resiliência climática e sistemas de proteção social para reverter a tendência.

Cheias e chuvas intensas provocaram 34 mortos em Pequim, na China, segundo anunciaram, nesta terça-feira, autoridades locais, citadas pela imprensa internacional.  

Em comunicado, o governo municipal indicou que a maior parte das pessoas morreram no distrito de Miyun, o mais afectado, e duas no distrito de Yanqing, ambos situados na periferia de Pequim.

Mais de 80 mil residentes foram retirados da cidade, incluindo 17 mil em Miyun, acrescentou a mesma nota. Durante a noite de segunda-feira voltou a chover com intensidade na área, resultando, segundo as autoridades, num deslizamento de terras, que causou quatro mortos na zona rural de Luanping, na vizinha província de Hebei, onde outras oito pessoas continuam desaparecidas. 

Segundo a RTP, as autoridades de Miyun abriram as comportas de uma barragem que atingiu o nível mais elevado desde a sua construção, em 1959, e alertaram a população para se manter afastada dos rios a jusante, cuja subida vai continuar devido à previsão de mais chuva.

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, afirmou, na segunda-feira, que as cheias em Miyun causaram “graves baixas” e apelou a operações de salvamento, informou a agência noticiosa oficial Xinhua.

O temporal provocou cortes de eletricidade em mais de 130 aldeias, destruiu linhas de comunicação e danificou mais de 30 troços de estrada. Na zona de Miyun, as inundações arrastaram automóveis e derrubaram postes de eletricidade.

As autoridades de Pequim activaram, na segunda-feira à noite, o nível máximo de emergência, ordenando à população que permanecesse em casa, encerrando escolas, suspendendo obras e actividades turísticas ao ar livre, medidas que vão vigorar até nova indicação.

A capital chinesa previa para hoje de madrugada a chuva mais intensa, com precipitação de até 30 centímetros em algumas zonas.

Donald Trump e a Presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, chegaram a um acordo comercial este domingo, na Escócia. Os produtos europeus com destino à  América vão passar a ser taxados em 15% .  

O anúncio do acordo foi feito pelo presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, este domingo, após uma reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, na Escócia.

O acordo comercial vai impor tarifas aduaneiras de 15% sobre os produtos europeus com destino aos Estados Unidos da América, com excepção da taxa sobre aço e alumínio, que se mantém em 50%. 

O memorando surge após os Estados Unidos terem ameaçado a Europa com tarifas de 30%, a partir de 1 de Agosto e o bloco europeu  ter preparado um pacote de retaliação no valor de 93 mil milhões de euros.

Trump apontou que a União Europeia se comprometeu a comprar energia dos Estados Unidos, numa margem de 750 mil milhões de dólares e ainda vai investir 600 mil milhões de dólares na América.

Houve também consensos sobre as tarifas zero bilaterais sobre uma série de bens estratégicos, como em produtos químicos, agrícolas, componentes aeroespaciais, matérias-primas e recursos naturais.

Por seu turno, o Japão afirmou, esta segunda-feira, que pretende acompanhar de perto as consequências do acordo comercial entre os dois blocos, apesar de considerar que reduz a incerteza económica.

Durante a oração do Angelus, neste domingo, no Vaticano, o Papa Leão XIV denunciou a grave situação humanitária em Gaza, afirmando que a população está a sofrer com a fome, a violência e o risco constante de morte.

O líder da Igreja Católica apelou a um cessar-fogo imediato, à libertação dos reféns detidos pelo grupo Hamas e ao respeito pelo direito humanitário.

O Papa manifestou ainda preocupação com outros focos de conflito no mundo, como a violência na fronteira entre Tailândia e Camboja, e no sul da Síria, com destaque para o sofrimento das crianças e famílias deslocadas.

Reforçando a mensagem de paz, Leão XIV defendeu a necessidade de negociações para garantir um futuro pacífico e digno para todos os povos, e pediu que os líderes globais se comprometam com o fim das hostilidades.

Um tribunal militar na República Democrática do Congo iniciou o julgamento do ex-presidente Joseph Kabila, acusado de traição e uma série de crimes graves ligados ao seu suposto apoio ao grupo rebelde M23.

A audiência foi realizada no distrito de Gombe, em Kinshasa, mas Kabila não estava presente, pois está actualmente fora do país e a ser julgado à revelia. As acusações contra o ex-presidente incluem assassinato, tortura, estupro e conspiração para derrubar o governo. 

As autoridades alegam que Kabila apoiou os rebeldes do M23, que tomaram grandes áreas de território no leste da República Democrática do Congo (RDC). Kabila negou anteriormente qualquer vínculo com o grupo.

Kabila governou a RDC por 18 anos, antes de entregar o poder a Félix Tshisekedi em 2019. No entanto, as relações entre os dois se deterioraram em 2020, depois que Tshisekedi rescindiu o acordo de partilha de poder. Kabila partiu para a África do Sul.

Em Maio, Kabila retornou à RDC e visitou cidades sob controlo do M23, uma atitude que irritou as autoridades, que, posteriormente, suspenderam sua imunidade como senador vitalício para permitir seu processo.

O caso atraiu a atenção nacional, com muitas pessoas a acompanharem de perto o desenrolar do julgamento. O processo foi adiado até 31 de Julho. 

Os aliados de Kabila, como Ferdinand Kambere, acusam o governo de dupla moralidade, afirmando que o tratamento dado ao ex-presidente é desproporcional em relação ao acordo de paz com os rebeldes.

O movimento rebelde M23, que controla grandes extensões de terras no leste da República Democrática do Congo (RDC), ameaça boicotar o processo de paz em andamento, devido à suposta demora na libertação dos seus prisioneiros.

Com as negociações previstas para serem retomadas na capital do Catar, Doha, a 18 de Agosto, o M23, por meio de seu secretário permanente, Benjamin Mbonimpa, assumiu uma posição mais dura em uma conferência de imprensa na sexta-feira.

Mbonimpa questionou sobre o que será feito em Doha se os seus prisioneiros ainda não foram libertos, visto que,  em princípio, o acordo assinado em Doha sob a mediação do Catar previa um cessar-fogo imediato.

Mbonimpa, que integra a equipa de negociações,  disse, no entanto, que após a implementação da Declaração de Princípios, as discussões seguirão imediatamente para a assinatura de um acordo efectivo.

Por outro lado, os combates entre o M23 e os grupos de autodefesa Wazalendo, aliados ao exército congolês, estão a intensificar-se nas províncias de Kivu do Norte e do Sul.

Mbonimpa, citado pela imprensa internacional, afirmou que o M23 estará sempre na defensiva e culpa Kinshasa e suas forças aliadas pelos ataques.

Em Goma, uma cidade com mais de dois milhões de habitantes que foi tomada pelo em M23 em Janeiro, a esperança gerada pela assinatura do acordo já se começa a esvair.

Cansada da violência recorrente, a população deseja apenas uma coisa: uma paz real e duradoura.

As delegações de Israel e dos Estados Unidos decidiram abandonar, nesta quinta-feira, as negociações de cessar-fogo que decorriam em Doha, capital do Qatar, marcando uma nova fase de impasse diplomático no conflito da Faixa de Gaza.

O gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, foi o primeiro a anunciar a retirada da sua equipa, justificando a decisão com a necessidade de realizar “consultas adicionais” em Telavive. Pouco depois, os Estados Unidos confirmaram igualmente o regresso da sua equipa de mediação a Washington.

Segundo fontes envolvidas nas negociações, a retirada poderá representar uma manobra de pressão sobre o Hamas, que tem resistido a aceitar os termos propostos pelos mediadores. A intenção, dizem, é forçar um avanço nas conversações, após sucessivas estagnações nas últimas rondas.

O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, manifestou frustração com a postura do grupo palestiniano. “Apesar dos esforços intensivos dos mediadores, o Hamas não tem demonstrado coordenação nem boa-fé”, escreveu nas redes sociais. Witkoff sublinhou ainda que os Estados Unidos estão a considerar “alternativas” para garantir a libertação dos reféns e criar condições para maior estabilidade em Gaza. “É lamentável que o Hamas tenha agido de forma tão egoísta”, acrescentou.

Também Netanyahu reagiu publicamente, reiterando que Israel não recuará nos seus objetivos militares em Gaza. Durante um discurso em Jerusalém, deixou um recado direto ao Hamas: “Se interpretarem a nossa disposição para negociar como sinal de fraqueza, e tentarem impor condições que comprometam a segurança de Israel, estarão gravemente enganados.”

Com esta retirada simultânea, o futuro das negociações para um cessar-fogo permanece incerto, enquanto a situação humanitária em Gaza continua a deteriorar-se.

Os Estados Unidos da América poderão sancionar alguns líderes do ANC, na África do Sul, por supostamente colocar em risco os interesses norte-americanos ao manter relações estreitas com a Rússia e a China. Pretória já reagiu afirmando que resultam de propaganda nefasta liderada por organizações de extrema direita.

O projecto de lei que acusa a África do Sul de colocar em causa os interesses norte-americanos ao manter relações estreitas com a Rússia e a China foi aprovado na terça-feira.

Igualmente, Pretória é acusada de apoiar o grupo Hamas, que está em conflito com Israel na Faixa Gaza.

A  lei prevê a revisão das relações bilaterais entre os Estados Unidos da América e África do Sul, imposição de sanções a alguns dirigentes do ANC, partido no poder na terra do rand, apesar de ainda não terem sido revelados os nomes.

Na perspectiva de Donald Trump, trata-se de pessoas que estão envolvidas em processos de corrupção e violação dos direitos humanos naquele país.

Reagindo esta quarta-feira, a porta-voz do ANC aponta que as sanções propostas são produto de propaganda, nefasta liderada por organizações de extrema direita, tanto na África do Sul quanto nos Estados Unidos da América.

Porta-voz do ANC, Malhengi Bengu-Motsiri

“Queremos que os que estão ao lado da justiça, ao lado da paz e da amizade, sejam informados das reais intenções desta iniciativa legislativa norte-americana. Portanto, continuaremos com o trabalho que temos que fazer. Continuaremos a usar o que fizemos e nos permitiu derrubar o governo do apartheid, que é mobilizar a comunidade internacional para expor tudo isso que está sendo feito contra a África do Sul, que serve para punir as posições que assumimos em relação à questão de Israel e Palestina; ao genocídio na Palestina”, disse a porta-voz do partido. 

O partido sul-africano afirma que tudo vai fazer para salvaguarda da sua honra.

Um avião russo com 49 ocupantes despenhou-se, esta quinta-feira, próximo à fronteira com a China. A fuselagem do avião foi localizada, em chamas. Dos 49 passageiros que seguiam na aeronave, cinco são crianças. 

O avião desapareceu dos radares enquanto se aproximava de uma localidade próxima da fronteira com a China.

A comunicação com a aeronave foi perdida a vários quilómetros do aeroporto na cidade de Tynda, tempo depois um helicóptero de resgate localizou destroços do avião, em chamas, segundo informou o Ministério das Situações de Emergência russo em comunicado citado pela Reuters.

O governador da cidade onde o resto do aparelho foi encontrado fala de 43 passageiros e uma tripulação de seis pessoas, mas o Ministério das Situações de Emergência russo fala de menos de 40 passageiros, relata o Notícias ao Minuto.

Apesar de a aeronave ter sido contratada em chamas, não houve anúncio oficial de mortes. Forças russas foram alocadas para efetuar buscas.

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