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O País – A verdade como notícia

A Direção-Geral da Saúde (DGS) portuguesa avança que há também 1308 casos suspeitos. No boletim epidemiológico desta sexta-feira, a Direção-Geral da Saúde dá conta de uma nova subida do número de casos confirmados de Covid-19 em Portugal: são, actualmente, 112.

Há ainda um total de 1308 casos suspeitos e 172 aguardam os resultados das análises laboratoriais. As autoridades de saúde mantêm o contacto com 5674 pessoas, que estão em vigilância.
53 destes casos confirmados estão concentrados no Norte do país, seis no Centro, 46 em Lisboa e Vale do Tejo, seis em Faro e um no estrangeiro.

O novo governo de Guiné-Bissau rejeita acusações de autoritarismo e perseguição política feitas pela liga dos direitos humanos e o exonerado primeiro-ministro Aristides Gomes.

Em comunicado, citado pela DW, o governo nomeado pelo autoproclamado presidente da Guiné-Bissau, Umaro Embaló, rejeitou todas acusações de ameaça, autoritarismo e perseguição a opositores políticos.

O novo governo liderado pelo Primeiro-Ministro Nuno Nabian argumenta que as acusações não passam duma tentativa de lançar-se a imagem de caos e confusão na Guiné-Bissau, acrescentando que até agora ninguém foi detido ou amedrontado.

Estas declarações contrastam com as da Liga Guineense dos direitos humanos que alertou sobre o agravamento da crise naquele país, denunciando a substituição de militares da CEDEAO pelas forças de defesa e segurança da Guiné-Bissau que continuam a ocupar edifícios públicos desde que Umaro Embaló tomou posse à revelia do tribunal supremo.

Já Aristides Gomes, Primeiro-ministro exonerado por Embaló, queixa-se de ter a sua residência rodeada pelos militares. Domingos Simões Pereira, candidato derrotado, segundo CNE, em entrevista à rádio vaticano, apelou ao CEDEAO a intervir no país antes que a crise política se torne desastrosa e afecte a região.

Ao início desta noite, finalmente a Organização Mundial de Saúde rendeu-se aos factos e decidiu declarar a epidemia do novo Coronavírus, baptizado com o nome de Covid-19, uma pandemia.

É que segundo a OMS a doença chegou a 114 países e mantou mais de quatro mil pessoas. O vírus infectou mais de 120 mil pessoas em todo o mundo e há nove países com mais de mil casos, o que aquela organização considera serem requisitos suficientes para declarar a pandemia. Esta é a primeira vez que um surto de um coronavírus é declarado pandemia segundo o director-geral da OMS que falou ao início da noite.

Ainda segundo a OMS o coronavírus aumentou 13 vezes fora da China e o número de países afectados triplicou nas últimas semanas. E a OMS espera que nos próximos dias e semanas, o número de casos, de mortes e de países infectados irá subir ainda mais.

A declaração da pandemia terá implicações no movimento de pessoas, de bens, mercadorias, trocas comerciais e um impacto profundo na economia mundial e leva ao cancelamento de grandes eventos internacionais tais como os Jogos Olímpicos, os campeonatos de futebol entre outros eventos de aglomeração de pessoas.

 

 

O surto de Coronavírus já levou ao adiamento ou cancelamento de vários eventos desportivos um pouco por todo o mundo, e a NBA pode estar prestes a ser obrigada a tomar medidas.

O jornalista Adrian Wojnarowski, da ESPN, citado pelo site Notícias ao Minuto, revelou que está agendada, para esta quarta-feira, uma reunião entre a direcção da NBA e os responsáveis dos diversos clubes, que terá como objetivo discutir os efeitos que o Coronavírus poderá ter na competição.

Ao que tudo indica, os donos das equipas que disputam a NBA estão cada vez mais preocupados com a propagação do vírus e equacionam pedir à organização da competição que se comecem a realizar jogos à porta fechada, como, de resto, já ocorreu em competições como a Euroliga e a primeira divisão de basquetebol italiana.

Para já, o adiamento de jogos não está em cima da mesa, mas também não está totalmente descartado na eventualidade de os Estados Unidos da América verem o número de casos de Coronavírus subir consideravelmente nas próximas semanas.

Giuseppe Conte anunciou esta segunda-feira a quarentena para todo o país até 3 de Abril. "Toda a Itália deve ficar em casa", disse o  Primeiro-ministro italiano, alargando assim a todo o país as medidas que tinham sido tomadas ontem para Lombardia e outras 14 províncias.

As restrições, que entram em vigor hoje,  impedem as deslocações de cidadãos (a não ser em casos de emergência e de trabalho) e também o cancelamento de eventos públicos.
"Não haverá apenas uma zona vermelha. Haverá Itália", disse Giuseppe Conte aos jornalistas. A medida vai afectar os 60 milhões de habitantes do país.

O decreto aprovado pelo executivo italiano também prolonga o encerramento das escolas em todo o país até 3 de Abril.

As mortes em Itália devido à epidemia do novo Coronavírus subiram hoje para 463, um aumento de 97 óbitos relativamente a domingo, referiam os últimos dados divulgados pelo chefe da Proteção Civil, Angelo Borrelli.

Os casos positivos ascendem aos 7.985, com 724 pessoas que se curaram, com o total de todos os contágios desde o início da crise a atingir 9.172 pessoas.

A grande maioria dos casos de contágio e de mortos concentra-se na região da Lombardia, onde se registaram 333 mortes, seguida da região de Emília-Romanha, com 70 óbitos e 1.386 casos positivos. No Veneto foram contabilizados até hoje 20 óbitos e 744 contágios.

A epidemia de Covid-19 foi detectada em Dezembro e desde então foram infectadas mais de 110 mil pessoas, mas a maioria já recuperou. A doença provocou até ao momento cerca de 3.800 mortos.

Nos últimos dias, a Itália tornou-se o caso mais grave de epidemia fora da China, estando neste momento cerca de 16 milhões de pessoas em quarentena no Norte do país.

A China voltou hoje a registar uma queda no número de novos casos de infecção, 40, face a 44 deste domingo, ao mesmo tempo que ocorreram 22 mortes, quase todas na província de Hubei, epicentro do Covid-19.

Até à meia-noite desta segunda-feira (hora local), a China continental, que exclui Macau e Hong Kong, contabilizava, no total, 80.735 infectados e 3.119 mortos devido ao novo Coronavírus.

Todas as mortes ocorridas nas últimas 24 horas, excepto uma, que ocorreu na província de Guangdong, adjacente a Macau, foram registadas em Hubei, assim como 36 dos 40 novos casos.

No total, Hubei soma 3.007 mortes e 67.743 casos confirmados, até à data. Várias cidades da província foram colocadas em quarentena, com entradas e saídas bloqueadas, numa medida que afecta quase 60 milhões de pessoas.

Nas últimas 24 horas, a China reportou ainda quatro casos "importados" na província de Gansu, no noroeste da China.

Além disso, a Comissão Nacional de Saúde informou hoje que, no mesmo período de 24 horas, 1.535 pessoas receberam alta após superarem a doença.

Desde o início do surto, 674.760 pessoas que tiveram contacto próximo com os infectados foram acompanhadas pelas autoridades, entre as quais 20.146 permanecem sob observação.

Uma das prioridades das autoridades chinesas é "protegerem-se contra a importação" de infecções de outros países.

Trata-se dum turista alemão de 60 anos de idade que chegou àquele país há uma semana, informou o Ministro egípcio da Saúde. Actualmente, Egipto conta com três casos confirmados e outros 55 registados em um navio de cruzeiro na cidade de Luxor.

Camarões e Togo registaram primeiros casos do Covid-19, elevando para cinco o número de países da África Subsaariana infectados. O número de casos confirmados na vizinha África do Sul subiu para sete.

Todos os pacientes fazem parte do grupo de 10 pessoas que regressaram de Itália no início deste mês. Uma escola em Sandton teve de ser encerrada, depois de ter-se descoberto que um professor manteve contacto com um dos infectados.

Com pelo menos 366 mortos, a Itália continua a ser o segundo país com mais registo de vítimas mortais, seguido de Irão com 194. Portugal já conta com pelo menos 30 casos.

Pelo menos 104 países do mundo já têm registos de casos do Covid-19 e mais de 110 mil pessoas estão infectadas e 3 800 pessoas morreram, de acordo com o gráfico da Reuters, baseado em dados governamentais.

Agrava-se a situação do surto do novo coronavírus na vizinha África do Sul. O ministro sul-africano da saúde, citado pela News 24, confirmou hoje mais casos do COVID-19, elevando para sete o número de infectados naquele país.

Os pacientes fazem parte do grupo de 10 pessoas que voltaram da Itália no início deste mês. As autoridades sul-africanas já deram início ao processo de localizar todas as pessoas que mantiveram contacto com os infectados. Uma escola em Sandton teve de ser encerrada, depois de ter-se descoberto que um professor manteve contacto com um dos pacientes.

A África Subsaariana, ao todo, conta com cinco países infectados, sendo que Camarões e Togo são os mais recentes países a registar primeiros casos do COVID-19.

Já o Egipto registou, este domingo, a primeira vítima mortal do surto do novo coronavírus, tornando-se o primeiro país africano com esta fatalidade. Trata-se dum turista alemão de 60 anos de idade que chegou àquele país há uma semana atrás, informou o Ministro egípcio de saúde.

Actualmente, Egipto conta com três casos confirmados e outros 55 registados em um navio cruzeiro na cidade de Luxor.

Com pelo menos 366 mortos, a Itália continua a ser o segundo país com mais registo de vítimas mortais, seguido de Irão com 194.

 

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