O País – A verdade como notícia

O Governo alemão suspendeu exportações que poderiam ajudar o plano de Israel em Gaza.   A medida surge numa altura em que  Israel aprovou um plano para assumir o controlo total da Faixa de Gaza.

A informação sobre a decisão do governo Alemão de  não aprovar nenhuma exportação de equipamento militar que possa ser usado na Faixa de Gaza até novo aviso foi compartilhada nesta sexta-feira, pelo  chanceler, Friedrich Merz, em resposta ao plano israelita de expandir as operações militares na Faixa de Gaza.

Esta decisão surge numa altura em que o  gabinete político de segurança israelita aprovou ainda nesta sexta-feira um  plano para assumir o controlo total de Gaza.

A  medida expande as operações militares, apesar das crescentes críticas internas e externas à guerra devastadora que dura há quase dois anos.

Aliados de extrema-direita na coligação do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, têm pressionado pela tomada total de Gaza como parte de sua promessa de erradicar os militantes do Hamas, porém os militares já alertaram que isso poderia colocar em risco a vida dos reféns restantes.

Merz explicou que a libertação dos reféns e as negociações para um cessar-fogo são as principais prioridades da Alemanha, olhando para o nível do sofrimento dos civis na Faixa de Gaza.

Recorde-se que o parlamento alemão informou em junho que licenças de exportação de equipamentos militares para Israel no valor de  564 milhões de dólares foram concedidas entre 7 de outubro de 2023 e 13 de maio de 2025.

Sean “Diddy” Combs aguarda ainda pela decisão do tribunal que irá definir a medida da pena a cumprir pela condenação por dois crimes de transporte para prostituição. No entanto, a sua defesa já está a envidar esforços para conseguir um perdão do Presidente dos EUA, Donald Trump.

A advogada Nicole Westmoreland, uma das mandatárias do músico e empresário, admitiu à CNN a existência de contactos nesse sentido com a Casa Branca. “Segundo sei, entrámos em contacto e tivemos conversas sobre um perdão”, declarou ao canal de televisão norte-americano.

“Diddy” encontra-se atualmente numa prisão federal, na sequência do veredito que o absolveu de três dos cinco crimes pelos quais era acusado pelo Ministério Público. Os três crimes dos quais foi absolvido eram os mais graves: conspiração para extorsão, tráfico sexual de Casandra Ventura e tráfico sexual da ex-namorada “Jane”.

Porém, os dois crimes de transporte para prostituição pelos quais foi considerado culpado no início de Julho podem levar à aplicação de uma pena máxima de 10 anos por cada crime, ou seja, um total de 20 anos. A equipa jurídica do músico e empresário, de 55 anos, tentou ainda obter a libertação sob fiança até à audiência de Outubro que vai definir a sentença, mas um juiz federal recusou esta segunda-feira libertar Sean Combs.

Os presidentes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e da Rússia, Vladimir Putin, podem ter um encontro com o líder americano, Donald Trump, na próxima semana, para um acordo de paz no território ucraniano. 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenciona encontrar-se pessoalmente com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, possivelmente na próxima semana.

Depois das conversações com Putin, Trump pretende realizar uma reunião a três, incluindo ele, Putin e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sem presença de representantes europeus.

Trump anunciou esses planos numa chamada com Zelensky e os líderes europeus na noite desta quarta-feira.

A informação foi partilhada após Vladimir Putin ter mantido conversações recentemente, com o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, em Moscovo, dias antes do prazo previsto pela Casa Branca para a Rússia chegar a um acordo de paz ou enfrentar potencialmente severas sanções económicas.

O presidente da Ucrânia  afirmou no seu discurso noturno de quarta-feira que a Rússia parece estar mais inclinada para um cessar-fogo após a visita do enviado especial dos EUA a Moscovo.

O Marrocos entregou, ontem, o terceiro comboio de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, região em conflito desde 2023. O apoio ocorre num contexto em que Israel é pressionado a permitir a entrada de novas ajudas. 

O terceiro carregamento marroquino que atravessou a fronteira de Kerem Shalom, em Israel, inclui medicamentos, materiais médicos e alimentos básicos destinados a civis que enfrentam o drama humanitário na Faixa de Gaza.

Trata-se de uma ajuda que entrou na zona de conflito, na Faixa de Gaza, esta terça-feira e foi recebida pelo Crescente Vermelho Palestino, entidade responsável pela distribuição da ajuda para as áreas mais afectadas da região.

O envio terrestre da ajuda humanitária do Marrocos coincide com as operações intensificadas de ajuda multinacional, com a crescente urgência em lidar com a escassez catastrófica de alimentos e recursos médicos na Faixa de Gaza.

Na semana passada, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, França e Reino Unido realizaram lançamentos aéreos de precisão de ajuda humanitária usando aeronaves militares para contornar restrições de acesso.

O Congresso brasileiro cancelou as sessões de terça-feira, após o boicote promovido por parlamentares da extrema-direita, que pretendiam apresentar um projecto de amnistia dos acusados de golpe de Estado, que beneficiaria o antigo presidente Jair Bolsonaro.

Com adesivos na boca, os parlamentares da extrema-direita ocuparam as mesas do Senado esta terça-feira,  para demonstrar apoio ao antigo líder brasileiro, Jair Bolsonaro, condenado a prisão domiciliar. 

Os parlamentares também denunciaram uma suposta censura promovida pelo Supremo Tribunal, por proibir Bolsonaro de transmitir mensagens nas suas redes sociais e nas de terceiros.

Face a este cenário, os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre,  cancelaram os trabalhos da plenária, mas insistiram no respeito e no diálogo para discutir os temas da agenda institucional.

Durante os protestos, a oposição prometeu obstruir votações até que o projecto de amnistia dos acusados de golpe de Estado seja aprovado e espera o apoio popular, bem como dos EUA.

Além dos mais de 30 pedidos de impeachment já protocolados no Senado contra o ministro Alexandre Moraes e o apoio público de 38 senadores à sua abertura, a oposição aposta no agravamento dos cenários político, institucional e internacional como gatilho para uma reacção mais ampla e efectiva do Congresso.

O enviado norte-americano, Steve Witkoff, chegou hoje a Moscovo para se reunir com a liderança russa, poucos dias antes do fim do prazo dado pelo Presidente norte-americano para que a Rússia cesse a ofensiva na Ucrânia.

Witkoff “foi recebido pelo representante especial do Presidente [Vladimir Putin], Kirill Dmitriev”, escreveu a agência Tass, citada por Lusa.

Steve Witkoff, braço direito de Donald Trump para “missões de paz” no Médio Oriente e Ucrânia, já se reuniu com o líder russo várias vezes, mas nenhuma dessas conversas levou Putin a mudar de rumo.

As relações entre Moscovo e Washington passaram por um súbito pico de tensão na semana passada, com o envio de dois submarinos nucleares por Donald Trump para locais no globo nunca revelados, após uma discussão `online` com o ex-presidente russo Dmitri Medvedev.

O líder norte-americano deu dez dias, para a Rússia pôr fim à ofensiva na Ucrânia, sob pena de imposição de novas sanções.

Por outro lado, Donald Trump ameaçou impor “direitos aduaneiros secundários” aos países que continuam a negociar com a Rússia, como China e Índia.

Questionado na terça-feira, na Casa Branca, sobre se iria impor sobretaxas de 100%, o dirigente indicou que “nunca falou em percentagem, mas que [os Estados Unidos] irão fazer muitas coisas nesse sentido”.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou, na terça-feira, aos países ocidentais para que “intensifiquem a pressão” sobre os lucros das petrolíferas russas.

Zelensky anunciou ter discutido as sanções contra Moscovo e a cooperação militar, por telefone, com Donald Trump, mencionando na plataforma Telegram um “projecto de acordo sobre `drones`”.

Donald Trump tem manifestado publicamente a frustração em relação a Vladimir Putin.

Falta de financiamento para ajuda humanitária ameaça os esforços de Uganda, país que acolhe cerca de 600 refugiados por dia desde o início do ano,  a maioria vindo do Sudão do Sul e RDC, devido aos conflitos.

Há cada vez mais refugiados a procurar por segurança no Uganda, um dos maiores países africanos que acolhe os “sem teto”. 

Desde o início de 2025, uma média de 600 pessoas por dia chegaram ao país, com a expectativa de que este número chegue a 2 milhões até o final do ano.

Actualmente, Uganda abriga 1,93 milhão de refugiados, dos quais mais de um milhão têm menos de 18 anos. No entanto, a resposta humanitária enfrenta uma das piores crises de financiamento em décadas, segundo as Nações Unidas.

A Diretora de Relações Externas do ACNUR visitou recentemente centros que acolhem refugiados sudaneses e sul-sudaneses em Uganda e alertou que mais crianças morrerão de desnutrição, mais meninas serão vítimas de violência sexual e famílias ficarão sem abrigo ou protecção, a menos que o mundo se mobilizasse, já que o financiamento de emergência pode acabar até Setembro.

A política progressista de refugiados de Uganda permite que os refugiados vivam, trabalhem e tenham acesso a serviços públicos, mas a escassez de financiamento está a impactar drasticamente a prestação de ajuda e ameaça desfazer anos de progresso. Actualmente, os refugiados recebem apenas um terço do que precisam para atender às suas necessidades básicas anualmente.

O ministro do Comércio e Indústria da África do Sul disse, na segunda-feira, que as tarifas recíprocas de 30% impostas pelos Estados Unidos poderiam colocar dezenas de milhares de empregos em risco.

“Baseamos isso nas consultas em andamento que temos com todos os sectores da economia, desde o automotivo, agricultura e todos os outros sectores que serão impactados”, disse Simphiwe Hamilton, Director-Geral do Departamento de Comércio, Indústria e Concorrência, citado pela African News, acrescentando que “neste momento, aproximadamente 30 mil empregos podem ser afectados por isso, se houver alguma má gestão”.

Na última quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva impondo novas tarifas a dezenas de países, horas antes do prazo de 1 de Agosto que havia sido estabelecido para que os acordos fossem fechados.

Enquanto alguns países receberam tarifas modificadas, a da África do Sul permaneceu nos 30% propostos anteriormente, colocando-a entre as cinco maiores taxas impostas por Trump a qualquer nação.

Os EUA são o terceiro maior parceiro comercial da África do Sul (7,5% do total das exportações), seguido pela China, com 11%, e a União Europeia, a maior, com 17%.

Espera-se que as indústrias agrícola e automotiva da África do Sul estejam entre as mais afectadas.

A África do Sul enfrenta taxas de desemprego persistentemente altas. A taxa oficial era de 32,9% no primeiro trimestre de 2025, segundo a StatsSA, a agência nacional de estatística.

Os Estados Unidos criticaram a prisão domiciliária do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro decretada na quarta-feira pelo juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, Alexandre de Morais, e prometeram responsabilizar todos os envolvidos.

Numa nota divulgada nas redes sociais, citada pela RTP,  o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos Estados Unidos recorda que, apesar do juiz Alexandre de Morais “já ter sido sancionado pelos Estados Unidos por violações de direitos humanos, continua a usar as instituições brasileiras para silenciar a oposição e ameaçar a democracia”.

Os EUA consideram que “impor ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender publicamente não é um serviço público”.

“Deixem Bolsonaro falar!”, lê-se na mesma nota, na qual os Estados Unidos “condenam a ordem de Moraes que impôs prisão domiciliária a Bolsonaro”, prometendo ainda que vão responsabilizar “todos aqueles que colaborarem ou facilitarem condutas sancionadas”.

Esta declaração surge poucas horas depois do juiz do STF ter decretado, na segunda-feira, prisão domiciliária para o ex-presidente brasileiro por incumprimento de medidas cautelares impostas no processo de tentativa de golpe de Estado, e depois da Polícia Federal ter realizado uma operação de busca e apreensão, tendo apreendido o telemóvel de Jair Bolsonaro.

O ex-presidente permanece em casa com a obrigação de uso de pulseira eletrónica, e estando agora impedido de receber visitas na sua residência, com exceção de advogados e pessoas autorizadas pelo STF.

Segundo a imprensa internacional, Bolsonaro está também proibido de utilizar o telemóvel, ou qualquer outro aparelho de comunicação, “diretamente ou por intermédio de terceiros”, de comunicar com autoridades estrangeiras e outros réus no processo de tentativa de golpe de Estado.

O incumprimento destas medidas, avisou o juiz, levará a que seja decretada “imediata prisão preventiva”.

Em causa estão as manifestações em São Paulo e no Rio de Janeiro no último domingo em apoio a Jair Bolsonaro e contra Alexandre de Moraes, considerado o “inimigo número um do bolsonarismo”, nas quais os apoiantes do ex-presidente defenderam a aprovação de uma amnistia para todos os acusados no processo de tentativa de golpe de Estado.

Jair Bolsonaro não marcou presença física devido às medidas cautelares impostas, mas participou nas manifestações por telefone, contrariando restrições expressas determinadas pelo STF, que o proibiram de usar as redes sociais.

No Rio de Janeiro, o seu discurso foi transmitido através do senador e filho Flávio Bolsonaro, enquanto em São Paulo participou através de uma videochamada exibida por um deputado.

Na quarta-feira, os Estados Unidos impuseram a Lei Magnitsky a Alexandre de Moraes, dispositivo que impõe sanções económicas por violações graves contra os direitos humanos ou corrupção.

Poucas horas depois, o Presidente norte-americano, Donald Trump, assinou o decreto que oficializa a imposição de tarifas de 50% a vários produtos brasileiros.

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