O País – A verdade como notícia

Um ataque de Israel matou seis jornalistas, na Cidade de Gaza. De acordo com Al Jazeera, a morte dos jornalistas é uma tentativa desesperada de silenciar vozes corajosas antes da ocupação daquele território.

O ataque no qual algumas das vozes mais corajosas  na difusão de informações sobre  o conflito Israelo-palestiniano  foram silenciadas, decorreu na noite deste domingo, e foi confirmado pelo  hospital Al-Shifa.

O Exército israelita afirmou ter atacado e morto o repórter Anas Al-Sharif, acusando-o de liderar uma célula do Hamas. Mohammed Qreiqeh, outro proeminente jornalista da Al Jazeera em Gaza, também foi morto no ataque. 

Segundo a Al Jazeera, a ordem para matar Anas Al-Sharif, um dos jornalistas mais corajosos da Faixa de Gaza, juntamente com seus colegas, é uma tentativa desesperada de silenciar vozes antes da ocupação de Gaza.

Antes de ser morto, Al-Sharif fez uma publicação nas redes sociais: 

“Se essa loucura não acabar, Gaza será reduzida a ruínas, as vozes de seu povo silenciadas, seus rostos apagados e a história se lembrará de vocês como testemunhas silenciosas de um genocídio que vocês escolheram não impedir”.

Segundo a imprensa internacional, Al-Sharif estava em uma tenda com outros jornalistas perto da entrada do Hospital Al-Shifa quando foi morto.

As Forças de Defesa de Israel acusaram Al-Sharif de liderar uma célula do Hamas em Gaza, tendo lançado ataques com foguetes contra civis  israelitas e tropas das FDI.  

Refira-se que desde o início da guerra há quase dois anos, 186 jornalistas foram mortos em ataques israelitas, de acordo com  o Comité para a Protecção dos Jornalistas.

Esta segunda-feira, realiza-se uma reunião de urgência dos chefes da diplomacia europeia, a anteceder a reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin, que deverá acontecer na sexta-feira, no Alasca. Os líderes europeus desdobram-se em contactos e declarações a apontar a necessidade de a Ucrânia estar presente nessas negociações.

Segundo a RTP, o chanceler alemão, Friedrich Merz, disse claramente que não seria aceite um acordo feito sem europeus e ucranianos. No entanto, no terreno, as hostilidades continuam.

“Não podemos aceitar, em hipótese alguma, que questões territoriais sejam discutidas ou mesmo decididas entre a Rússia e os Estados Unidos sem a participação de europeus e ucranianos”, disse o chanceler, afirmando ainda que a Alemanha está a trabalhar de perto com Washington para assegurar que Zelensky esteja presente.

No mesmo sentido, a chefe da diplomacia comunitária, Kaja Kallas, revelou que haverá uma reunião de emergência dos ministros dos Negócios Estrangeiros europeus esta segunda-feira para assumir uma posição conjunta.

O secretário-geral da NATO realçou que a Ucrânia é um país soberano e decide sobre o seu futuro.

O próprio presidente ucraniano já avisou que, sem a Ucrânia, o que resultar do encontro de sexta-feira será um “acordo morto”.

Já no sábado à noite foi emitido um comunicado conjunto dos líderes europeus, enfatizando a necessidade de Kiev estar presente nas negociações.

Papa Leão convidou os fiéis reunidos na Praça de São Pedro a rezar pela paz e apelou pela libertação dos reféns e pelo fim da situação “cada vez mais desesperadora” no Haiti.

Falando, este domingo, na janela de seu escritório com vista para a praça, o pontífice também saudou o acordo de paz entre a Armênia e o Azerbaijão, assinado pelos líderes dos países no sábado.

O governo do Haiti anunciou no sábado que está a implementar um estado de emergência de três meses na região central do país devido ao aumento da violência de gangues.

A região, conhecida como o celeiro de arroz do Haiti, tem sido atacada nos últimos anos por gangues que matam fazendeiros ou os forçam a abandonar seus campos enquanto destroem comunidades próximas.

O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas observou que, de Outubro de 2024 até o final de Junho de 2025, mais de mil pessoas foram mortas, mais de 200 feridas e 620 sequestradas nos departamentos de Artibonite e Central e áreas próximas. A violência de gangues também deslocou mais de 239 mil pessoas na região central do Haiti, de acordo com a ONU.

No final de Abril, dezenas de pessoas atravessaram a nado o maior rio do país em uma tentativa desesperada de fugir de gangues.

Volodymyr Zelensky ainda não se pronunciou sobre a possibilidade de ser convidado para o encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin na próxima sexta-feira.

O Presidente dos Estados Unidos admitiu essa possibilidade e os principais líderes europeus defendem a presença de Kiev na mesa das negociações.

Nas incertezas do caminho para uma paz há uma certeza: Zelensky não abdica de território ucraniano.

Succès Masra, antigo primeiro-ministro à frente do principal partido da oposição no Chade, foi condenado a vinte anos de prisão efectiva, no sábado, pelo Tribunal de primeira instância de N’Djamena.

Masra foi considerado culpado da difusão de mensagens de ódio e xenófobas e de cumplicidade em homicídio no âmbito do drama de Mandakao, sudoeste do Chade, onde 42 pessoas, na maioria mulheres e crianças, foram mortas, segundo a Justiça chadiana.

O procurador-geral do Chade tinha pedido, a 8 de Agosto, 25 anos de prisão para o ex-primeiro-ministro do Chade por incitamento ao ódio e cumplicidade em homicídios.

Succès Masra também foi condenado a pagar uma multa de 1,5 milhões de euros. Succès Masra é originário do sul do país, pertence à etnia ngambaye e tem uma grande popularidade entre as populações do sul, muitas cristãs e animistas, que se consideram frequentemente marginalizadas pelo regime de N’Djamena, maioritariamente muçulmano.

Donald Trump confirmou que se vai reunir com Putin no Alasca para negociar cessar-fogo na Ucrânia após líder russo ignorar ultimato.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu que um acordo está muito próximo e que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, deve se preparar para assinar algo.

Trump disse, também, que um acordo envolveria alguma troca de territórios para o bem de ambos.

 Vladimir Putin expôs suas exigências para um acordo de cessar-fogo ao se encontrar em Moscovo com o enviado de Trump, exigindo  que as forças ucranianas se retirem completamente de Donetsk e Luhansk, duas regiões do leste da Ucrânia que a Rússia já controla na maior parte.

Entretanto, Zelensky reiterou que a Ucrânia não irá entregar as suas terras aos ocupantes, referindo que quaisquer soluções sem a Ucrânia serão soluções contra a paz.

A Ucrânia já afirmou anteriormente que quaisquer concessões territoriais negociadas sem a presença de seus representantes seriam inaceitáveis.

O presidente angolano anunciou, hoje, na província de Benguela, a inauguração, em Setembro, da refinaria de Cabinda, e a retoma “depois de muitos anos paralisado” do projecto de construção da refinaria do Lobito, escreve o Notícias ao Minuto.

O presidente angolano, João Lourenço, que discursava na abertura da quinta edição da Feira dos Municípios e Cidades de Angola, que este sábado arrancou em Benguela, disse que as duas infra-estruturas deverão tirar Angola da dependência da importação de refinados do petróleo, com destaque para o gasóleo e a gasolina.

Segundo João Lourenço, citado pelo Notícias ao Minuto, a refinaria de Cabinda é uma importante infra-estrutura para o desenvolvimento daquela província produtora de petróleo e do país em geral. A refinaria de Cabinda, cujas obras tiveram início em 2017, terá a capacidade inicial de refinação de 30 mil barris de petróleo por dia.

Angola gastou 582 milhões de euros com a importação de combustíveis, no primeiro trimestre de 2025, tendo importado 73%, menos do que no último trimestre de 2024, segundo dados oficiais.

 

 

 

O governo chadiano pediu uma pena de prisão máxima para o ex-primeiro-ministro, Succes Masra, que enfrenta acusações relacionadas a um surto de violência letal no sul do país, em Maio, que matou 76 pessoas.

O líder do Partido Transformers é acusado de disseminar mensagens de cunho xenófobo, conspiração criminosa e assassinato.

Succes Masra foi preso em Maio, dias após um episódio de violência intercomunitária na região sul do Chade, que matou pelo menos 76 pessoas.

Durante esta semana, foi solicitado ao tribunal a condenação de Masra a 25 anos de prisão.

A Procuradoria diz que Masra incitou uma das partes a pegar em armas num vídeo apresentado ao tribunal na capital Ndjamena, mas o antigo governante nega as acusações.

Masra serviu como Primeiro-Ministro do Chade em 2024, antes de renunciar para disputar uma eleição presidencial, que perdeu para o então líder da junta, Mahamat Idris Deby.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, anunciou, hoje, que será candidato independente às eleições presidenciais marcadas para 23 de novembro. Ainda assim, declarou estar disponível para receber apoios de partidos políticos e grupos de cidadãos que desejem apoiar a sua candidatura.

“Hoje declaro a minha candidatura. Repito, declaro a minha candidatura como candidato independente de nenhum partido. Todo o partido que pretender apoiar a minha candidatura pode fazê-lo”, afirmou o chefe de Estado guineense, citado pela DW.

O anúncio foi feito durante a cerimónia de posse do novo primeiro-ministro, Braima Camará, empresário e político de 57 anos, nomeado por Embaló por ser uma pessoa em quem deposita “confiança pessoal”.

Sissoco Embaló sublinhou que está aberto ao apoio de diversas entidades, como grupos de imames, padres, pastores, partidos ou associações de cidadãos, reiterando que isso não comprometerá a sua independência.

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