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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou hoje, em Berlim, que espera que a reunião marcada para sexta-feira, no Alasca, entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder russo, Vladimir Putin, resulte em um cessar-fogo na guerra entre Rússia e Ucrânia.

“Discutimos a reunião no Alasca e esperamos que haja um cessar-fogo”, afirmou Zelensky após uma videoconferência com o chanceler alemão, Friedrich Merz, e Donald Trump. O diálogo também contou com a participação de líderes europeus em reunião virtual.

Segundo anúncio da Casa Branca, a cimeira entre Trump e Putin acontecerá na base militar de Elmendorf-Richardson, localizada em Anchorage, no Alasca. Este local, no norte da cidade, é considerado o único no estado que atende aos requisitos de segurança necessários para uma reunião de grande porte como esta.

Este encontro será o primeiro entre os presidentes dos dois países desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022.

O Exército da República Democrática do Congo acusa o grupo rebelde M23 de violar repetidamente o acordo de cessar-fogo, com ataques sucessivos no leste do país. 

A região leste da República Democrática do Congo, rica em recursos naturais, é palco de confrontos há décadas entre forças governamentais e grupos armados.

O grupo rebelde M23, apoiado pelo Ruanda, retomou as armas em 2021 e já conquistou diversas zonas estratégicas, como Goma e Bukavu. Nos últimos dias, os confrontos intensificaram-se na cidade de Mulamba, na província de Kivu do Sul, onde a linha de frente estava relativamente estável desde Março.

Um acordo de cessar-fogo foi assinado no mês passado em Doha, no Qatar, com apoio dos Estados Unidos, e previa uma trégua permanente. No entanto, o Exército congolês afirma que os ataques “quase diários” representam uma violação clara do acordo. O exército do Congo prometeu responder às provocações com força.

O grupo M23, por sua vez, acusa o governo congolês de manter operações ofensivas. A situação agrava ainda mais a crise humanitária na região e ameaça colapsar os esforços diplomáticos em curso.

Chuvas em Cabo Verde fazem pelo menos oito mortos e deixam suspensa a distribuição de água em São Vicente, devido a uma inundação na estação de captação local. A responsável pela Proteção Civil da ilha de São Vicente dá ainda conta de três desaparecidos e 12 desalojados. O Governo cabo-verdiano decretou dois dias de luto nacional, iniciado na terça-feira.

“Sete são resultado das cheias e um foi eletrocutado. Temos três desaparecidos e um bom número de desalojados que estão a ser apoiados”, afirmou o vereador para a Proteção Civil, Ambiente e Saneamento da ilha de São Vicente, José Carlos da Luz, em declarações à Rádio de Cabo Verde, revelando que quatro das vítimas mortais são crianças.

O ministro da Administração Interna de Cabo Verde, Paulo Rocha, confirmou à Rádio Renascença que não de outras nacionalidades.

As chuvas inundaram ruas, levantando pavimentos e arrastando carros à medida que espalhavam detritos. Há registo de danos materiais significativos, com casas, lojas e viaturas total ou parcialmente destruídas, tendo o executivo activado o Fundo Nacional de Emergência, o que “permitirá, num primeiro momento, afectar de forma extraordinária todos os recursos que forem necessários para apoiar as populações”, explicou o ministro, citado pela Renascença.

Segundo a imprensa internacional, houve muitas casas particulares e comércios afectados.A tempestade perturbou também a actividade turística, fazendo com que hotéis ficassem alagados.

Na ilha de São Vicente, entre as três e as quatro horas da madrugada de segunda-feira, registaram-se cerca de 163 milímetros de chuva por hora. Um valor que “excedeu de longe a norma para a ilha”, referiu Ester Brito, presidente do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) de Cabo Verde, citada pelo jornal Santiago Magazine, justificando a ausência de alerta para chuvas torrenciais com a falta de equipamentos.

“Utilizamos imagens de satélite e modelos de previsão, mas sem radares não conseguimos estimar a quantidade exacta de chuva que poderá cair”, explicou.

O comandante do Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros, Major Domingos Tavares, confirmou não ter recebido qualquer aviso prévio por parte do INMG, situação que impediu a activação antecipada de mecanismos de prevenção.

Além da situação de calamidade nas ilhas de São Vicente e Santo Antão, o governo cabo-verdiano decretou luto nacional de dois dias, a contar a partir de terça-feira.

Quanto ao presidente do país, José Maria Neves, destacou “a prontidão” dos serviços de proteção civil, bombeiros, polícia e cidadãos que participaram na assistência dada às vítimas.

Também Marcelo Rebelo de Sousa reagiu à tragédia em Cabo Verde, manifestando “profundo pesar”.

Israel vai permitir a saída para o estrangeiro dos habitantes da Faixa de Gaza que queiram fugir do território palestiniano, anunciou esta terça-feira o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ao mesmo tempo que afastou um cessar-fogo com o grupo islamita Hamas.

Em uma entrevista ao canal de televisão i24 News, citado por Lusa, o Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu apelou: “Na Síria, milhões partiram (…), na Ucrânia, milhões partiram, no Afeganistão, milhões partiram… E de repente eles [comunidade internacional] decidem que, em Gaza, os civis devem ficar presos? Deem-lhes a oportunidade de sair, antes de tudo, das zonas de combate e, em geral, do território, se assim o desejarem”. 

Referindo que não podia entrar em pormenores, o chefe do Governo relatou que está em contacto com vários países na qualidade de possíveis anfitriões, insistindo que “o mais natural, para todos aqueles que se manifestam, aqueles que dizem que se preocupam com os palestinianos e os querem ajudar, é abrir as suas portas” a quem queira abandonar o território.

“Vamos permitir isso, em primeiro lugar, dentro de Gaza, durante os combates, e certamente permitiremos que eles também saiam de Gaza. Não os estamos a expulsar, mas estamos a permitir que saiam, e é isso que está a acontecer”, sustentou Netanyahu.

O Exército israelita anunciou uma nova fase dos combates, ao fim de 22 meses de ofensiva, no seguimento da aprovação do Gabinete de Segurança do plano de ocupação da Cidade de Gaza e deslocação de centenas de milhares dos seus habitantes, além da expansão das operações militares aos campos de refugiados da costa central do enclave.

Na entrevista ao canal i24 News, Netanyahu rejeitou a possibilidade de um cessar-fogo de 60 dias com o Hamas, no âmbito da tentativa de relançamento de negociações entre as partes, anunciadas pela mediação egípcia e que envolveria a libertação de reféns em posse das milícias palestinas.

“Penso que já ultrapassámos isso. Tentámos, fizemos todo o tipo de tentativas (…), mas no final de contas estavam apenas a enganar-nos”, comentou o primeiro-ministro israelita, referindo-se às rondas anteriores, que não produziram resultados.

Netanyahu reiterou que quer recuperar todos os cerca de 50 reféns mantidos pelo Hamas, dos quais se estima que 20 estejam vivos.

Segundo a imprensa internacional, além da ocupação da Cidade de Gaza, o novo plano israelita, que suscitou amplas críticas dentro e fora de Israel, tem como objetivos a destruição do grupo armado palestiniano e a libertação dos reféns, seguindo-se a criação de um “perímetro de segurança” e entrega do território a uma administração civil que não seja hostil a Telavive.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Egito, Badr Abdelaty, revelou aos jornalistas no Cairo que o seu país está em negociações com o Hamas e Israel para retomar a proposta de cessar-fogo do enviado norte-americano para o Médio Oriente, Steve Witkoff, com o qual o governante egípcio diz manter “contacto diário”.

A proposta inclui uma trégua de 60 dias, durante a qual o grupo palestiniano libertaria dez reféns vivos na Faixa Gaza e outros 18 mortos, e um período durante o qual as partes abordariam o fim definitivo da guerra.

A Faixa de Gaza, totalmente dependente de ajuda humanitária, está ameaçada por uma “fome generalizada”, segundo a ONU, que pediu a entrada de apoio urgente face a uma “catástrofe inimaginável”, apesar de Israel negar este alerta, que é acompanhado por outras organizações internacionais e advertências de vários países.

O conflito no enclave foi desencadeado pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de Outubro de 2023 no sul de Israel, onde cerca de 1 200 pessoas morreram e cerca de 250 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma vasta operação militar no território, que já provocou mais de 61 mil mortos, segundo as autoridades locais, a destruição de quase todas as infraestruturas do enclave e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.

Mais de 3 milhões de deslocados internos retornaram para suas zonas de origem, de Janeiro até esta parte, como resultado da redução da violência, no leste da República Democrática do Congo. Os dados são da ONU.

Depois de fugirem da violência no leste da República Democrática do Congo, mais de dois milhões de deslocados do  Kivu do Norte e mais de 600.000 do Kivu do Sul, já retomaram as suas zonas de origem, segundo as Nações Unidas.

De acordo com um relatório da agência de coordenação de ajuda humanitária das Nações Unidas, os mais de três milhões de deslocados internos retornaram para suas casas na sequência do acordo de paz entre a RDC e Ruanda

O referido acordo foi assinado em Washington, nos Estados Unidos, no final de Junho. Porém, os combates entre o exército congolês e o M23 voltaram a ter lugar, no último fim-de-semana, em Kivu do Norte e do Sul.

Tais ataques acontecem numa altura em que Kinshasa e rebeldes do M23 negociam um acordo de cessar-fogo duradouro com intermédio do Qatar.  

Sublinhe-se que a tensão renovada está a agravar a situação humanitária no país africano, com mais de 27 milhões de pessoas em crise alimentar. 

O presidente dos Estados Unidos prolongou a pausa tarifária contra a China por mais 90 dias, horas antes do fim da última trégua comercial.

Donald Trump assinou uma ordem executiva nesta segunda-feira, poucas horas antes da expirar o último acordo entre as duas maiores economias mundiais, adiando a aplicação de tarifas generalizadas.

O acordo anterior expiraria pouco depois da meia-noite de terça-feira. A nova ordem executiva evitará que os direitos aduaneiros sobre os produtos chineses importados pelos Estados Unidos aumentem para 145%.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros da China reagiu em comunicado, dizendo que espera que os dois países sigam o importante consenso alcançado e obtenham resultados positivos com base na igualdade e no benefício mútuo. 

No dia 12 de Maio, os EUA e China concordaram em reduzir temporariamente as chamadas “tarifas recíprocas” por um período de 90 dias.

As tarifas aplicadas pelos EUA sobre importações chinesas caíram de 145% para 30%. Por seu turno, as taxas impostas pela China sobre produtos americanos foram reduzidas de 125% para 10%.

O exército da Nigéria informou ter matado dezenas de membros de gangues armadas em uma operação conjunta aérea e terrestre em uma região florestal, no noroeste, uma área assolada por sequestros em massa e ataques a vilarejos.

Segundo a Reuters, as forças armadas disseram que agiram no domingo depois que mais de 400 membros de gangues, conhecidos localmente como bandidos, foram vistos a preparar-se para atacar uma vila na área do governo local de Bukuyum, no estado de Zamfara.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou esta segunda-feira o assassinato de seis jornalistas na Faixa de Gaza, num ataque cirúrgico de Israel, e pediu a abertura de uma investigação imparcial sobre o caso.

“[António Guterres] condena o assassínio de seis jornalistas palestinos, num ataque aéreo israelita na cidade de Gaza, a 10 de Agosto. Estas últimas mortes destacam os riscos extremos que enfrentam os jornalistas que cobrem este conflito”, declarou o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, na sua conferência de imprensa diária.

Guterres apela, por isso, para que seja realizada “uma investigação independente e imparcial” sobre estas mortes selectivas, prosseguiu Dujarric, recordando que pelo menos 242 jornalistas morreram violentamente na Faixa de Gaza desde o início da guerra, em Outubro de 2023.

O porta-voz sublinhou ainda que os jornalistas e os profissionais da comunicação social devem ser respeitados, protegidos e deve ser-lhes permitido realizar o seu trabalho livremente, “sem medo ou perturbação”.

O Exército israelita admitiu ter matado os jornalistas num bombardeamento de precisão e afirmou, como noutras ocasiões semelhantes, que Anas Al-Sharif tinha ligações ao movimento islamita palestiniano Hamas, desde 2007 no poder em Gaza, apresentando como prova dois documentos cuja origem não especificou e cuja autenticidade não pode ser verificada.

A 24 de Julho último, a Comissão para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) expressou preocupação com a segurança de Al-Sharif que denunciou estar “a ser alvo de uma campanha de difamação militar israelita” que considerava “ser o passo anterior ao seu assassínio”.

Segundo a RTP, nesta terça-feira, a organização não-governamental (ONG) Repórteres Sem Fronteiras (RSF) exortou a que o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reúna com caráter de urgência depois de Israel ter assassinado seis jornalistas em Gaza num ataque cirúrgico.

Um ataque de Israel matou seis jornalistas, na Cidade de Gaza. De acordo com Al Jazeera, a morte dos jornalistas é uma tentativa desesperada de silenciar vozes corajosas antes da ocupação daquele território.

O ataque no qual algumas das vozes mais corajosas  na difusão de informações sobre o conflito Israelo-palestiniano foram silenciadas decorreu na noite deste domingo, e foi confirmado pelo  hospital Al-Shifa.

O Exército israelita afirmou ter atacado e matado o repórter Anas Al-Sharif, acusando-o de liderar uma célula do Hamas. Mohammed Qreiqeh, outro proeminente jornalista da Al Jazeera em Gaza, também foi morto no ataque. 

Segundo a Al Jazeera, citada pela imprensa internacional, a ordem para matar Anas Al-Sharif, um dos jornalistas mais corajosos da Faixa de Gaza, juntamente com seus colegas, é uma tentativa desesperada de silenciar vozes antes da ocupação de Gaza.

Antes de ser morto, Al-Sharif fez uma publicação nas redes sociais: 

“Se essa loucura não acabar, Gaza será reduzida a ruínas, as vozes de seu povo silenciadas, seus rostos apagados e a história se lembrará de vocês como testemunhas silenciosas de um genocídio que vocês escolheram não impedir.”

Segundo a imprensa internacional, Al-Sharif estava numa tenda com outros jornalistas perto da entrada do Hospital Al-Shifa quando foi morto.

As Forças de Defesa de Israel acusaram Al-Sharif de liderar uma célula do Hamas em Gaza, tendo lançado ataques com foguetes contra civis israelitas e tropas das FDI.

Refira-se que, desde o início da guerra há quase dois anos, 186 jornalistas foram mortos em ataques israelitas, de acordo com o Comité para a Protecção dos Jornalistas.

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