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O País – A verdade como notícia

As eleições presidenciais nos Estados Unidos se aproximam, e a campanha eleitoral intensifica-se dia após dia.

O Presidente Donald Trump visitou três Estados num só dia – Michigan, Wisconsin e Nebraska. Já o democrata Joe Biden esteve na Geórgia, um estado tradicionalmente republicano, mas que sofreu mudanças demográficas, com mais jovens eleitores, escreve a Euronews.

Segundo a Euronews, até ao momento, a nível nacional, as sondagens dão a Joe Biden uma vantagem de 10 pontos.

“As sondagens dizem que não posso ganhar. A verdade é que estamos a liderar em quase todo o lado. Também estou a trabalhar para isso”, afirmou Donald Trump.

Por sua vez, Joe Biden disse que “escolhemos a esperança em vez do medo, a unidade em vez da divisão, a ciência em vez da ficção. E sim, a verdade em vez da mentira. É tempo de nos erguermos e retomarmos a nossa democracia”.

Até agora, 69 milhões de pessoas já anteciparam os votos para as eleições nos Estados Unidos. Destes, 46,5 milhões de votos foram enviados pelo correio e os outros 23,2 milhões foram dados pessoalmente, escreve a CNN Brasil.

A pandemia da COVID-19 provocou uma derrapagem na economia angolana. No segundo trimestre de 2020, a queda foi de 8,8% relativamente a igual período do ano passado, anunciou o Instituto Nacional de Estatística de Angola.

“A desaceleração acentuada da actividade económica reflectiu o impacto da pandemia da COVID-19, que se fez sentir no referido trimestre”, lê-se no comunicado sobre as contas de Abril a Junho, citado pelo Observador.

Esta variação negativa é atribuída, fundamentalmente, às actividades de pesca (-27,8%), petróleo (-8,2%), extração de diamantes (-15,6%), construção (-41%), Comércio (-0,1%), transporte (-78,9%), imobiliária (-17,6%), impostos (-53,6%), outros serviços (-2,1%), indústria transformadora (-4%) e subsídios (-71,7%).

A divulgação das estatísticas relativamente ao segundo trimestre, surge depois da demissão do presidente do Instituto Nacional Estatística, Camilo Ceita, que a comunicação social local atribui ao facto de ter sido apresentado uma versão preliminar do documento, no qual a queda do PIB no segundo trimestre era de 12,7%, que terá merecido a discordância do Governo, tal como terá também acontecido em Janeiro relativamente aos números da inflação.

Num correio electrónico de despedida aos trabalhadores, citado por vários jornais angolanos, o agora ex-presidente salientou que “a autonomia é um dos pilares. Nossa casa grande de equilíbrio da democracia, não deve nunca descurar dela”.

 

Sete crianças morreram e 70 pessoas ficaram feridas na sequência da explosão de uma bomba numa madraça em Peshawar, capital do noroeste do Paquistão, anunciaram autoridades policiais, citadas pela agência noticiosa Associated Press.

O atentado aconteceu durante uma palestra sobre os ensinamentos do Islão no salão principal da ma-draça Jamia Zubairia, escreve o Observador, citando o agente da polícia Waqar Azim.

As investigações iniciais sugerem que a bomba explodiu minutos depois de alguém ter deixado um saco na escola religiosa.

Vários dos feridos estão em estado crítico e as autoridades hospitalares temem que o número de mortos possa aumentar.

Peshawar é a capital da província de Khyber Pakhtunkhwa, no Paquistão, que faz fronteira com o Afeganistão. Segundo o Observador, a província tem sido palco de ataques militantes nos últimos anos.

Amy Coney Barrett já é, oficialmente, juíza do Supremo Tribunal dos Estados Unidos.

Segundo a Euronews, o Senado norte-americano confirmou na noite desta segunda-feira a juíza Amy Coney Barrett para o Supremo Tribunal dos Estados Unidos da América (EUA). Uma hora depois foi empossada na Casa Branca por Clarence Thomas, considerado o juiz mais conservador no Supremo Tribunal.

No juramento, Amy Coney Barrett, citada pela Euronews prometeu exercer a função “sem medo, independentemente dos partidos políticos e das suas próprias preferências e escolhas políticas”.

“Trabalharei sem medo ou favor. Fá-lo-ei independentemente dos poderes políticos ou das minhas próprias preferências”, disse Amy Barrett, num breve discurso em que agradeceu a Trump e aos senadores republicanos.

A magistrada conservadora, indicada por Donald Trump, tomou posse depois de confirmada pelo Senado, por uma margem de 52 votos a favor e 48 contra.

O Presidente dos Estados Unidos saudou a confirmação da juíza Amy Barrett no Supremo Tribunal como um “dia histórico para a América”, consolidando assim a maioria conservadora nas próximas décadas no mais alto tribunal do país.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou este domingo que o Instituto Venezuelano de Investigações Científicas (IVIC) testou com sucesso uma molécula, a DR10, que “anula 100%” o novo Coronavírus, escreveu o Notícias ao Minuto.

Segundo Nicolás Maduro o “estudo foi certificado, com todos os testes necessários” e nos próximos dias a Venezuela “procederá (…), através da Organização Mundial de Saúde, para ratificar (homologar) os resultados obtidos”.

“O IVIC testou uma molécula usada para tratar a hepatite C para tratar a COVID-19. Este estudo durou seis meses, resultando na aniquilação de 100% do vírus. A Venezuela obteve um medicamento que anula 100% o coronavírus”, disse o Presidente à televisão estatal venezuelana.

O Presidente da Venezuela explicou ainda que se trata da molécula DR10, que foi totalmente isolada e “não tem nenhum tipo de toxicidade que afecta moléculas saudáveis” ou cause efeitos colaterais.

Nicolás Maduro mostrou-se confiante de que em breve a Venezuela começará “a produção em massa” graças às “alianças internacionais”.

Por outro lado, citada pelo Notícias ao Minuto, a ministra venezuelana de Ciência e Tecnologia, Gabriela Jiménez, explicou que a investigação foi monitorizada “através de células infectadas com o Coronavírus, isolado, em pacientes venezuelanos”.

O tufão Molave, que fustigou o centro das Filipinas entre domingo e a madrugada de hoje, levou à retirada de mais de 30 mil pessoas, devido aos ventos fortes, chuvas torrenciais e inundações.

As medidas preventivas da COVID-19 dificultaram os esforços de retirada, uma vez que o distanciamento social deve ser assegurado nos abrigos, na maioria criados em escolas, onde não são permitidas mais de oito pessoas por sala, escreve o Notícias ao Minuto.

Pelo menos 570 pessoas ficaram retidas nos portos, quando a navegação entre as ilhas foi suspensa devido à forte ondulação causada pelo tufão, localmente conhecido como quinto, de acordo com uma contagem parcial do Conselho para a Redução de Riscos de Catástrofes filipino.

O tufão chegou a Mindoro, no norte do arquipélago, com ventos sustentados de 125 quilómetros por hora (km/h) e rajadas de 180 km/h, segundo o Notícias ao Minuto.

As últimas previsões meteorológicas indicaram que o tufão deverá progredir durante o dia para o mar do Sul da China, onde é provável que se fortaleça nas próximas 24 a 48 horas, mantendo-se na direção do Vietname.

A Etiópia denunciou, este fim-de-semana, ameaças belicistas sobre a grande barragem quase completa sobre o Rio Nilo, um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ter dito que Egipto poderá explodir o projecto que considera uma ameaça existencial.

O ministro de relações externas da Etiópia chamou o embaixador dos Estados Unidos para buscar esclarecimentos, dizendo que “o incitamento à guerra entre Etiópia e Egipto por parte dos Estados Unidos não reflecte a longa parceria estratégica entre os dois países e constitui uma violação as leis internacionais dentre os Estados”, lê-se no comunicado.

Sem citar Donald Trump ou os Estados Unidos, o gabinete do primeiro-ministro Abiy Ahmed emitiu um comunicado em em meio a agitações populares na Etiópia sobre as declarações de Trump.

A Grande Barragem de Renascença Etíope avaliada em 4.6 biliões de dólares é um orgulho nacional que promete tirar milhões de pessoas da pobreza e transformar etíope na maior exportadora de energia em África.

“O homem não faz ideia do que está a falar”, disse o antigo primeiro-ministro Hailemariam Dessalagen, no twitter, considerando as declarações de Trump insensatas e irresponsáveis.

Trump fez este comentário, quando anunciava que o Sudão começaria a normalizar relações com Israel. O Sudão faz parte das conversações sobre a disputa da barragem com Etiópia e Egipto.

“Eles (Egipto) vão terminar por demolir a barragem. E digo isso claro e em viva voz… eles vão explodir aquela barragem. E eles têm de fazer alguma coisa”.

O presidente norte-americano, no início deste ano, disse ao Departamento Estatal para suspender milhões de dólares de ajuda a Etiópia, porcausa da disputa da barragem, uma medida que enfureceu os etíopes que acusaram os Estados Unidos de serem tendeciosos durante as conversações com Etiópia, Egipto e Sudão sobre a barragem.

Por fim, Etiópia desistiu das negociações que ocorriam nos Estados Unidos.

“Eles nunca viram esse dinheiro, ao menos que adiram ao acordo”, disse Trump, na sexta-feira.

“Comunicados ocasionais de ameaças beligerantes para forçar Etiópia a aceitar acordos injustos ainda persistem” lê-se no comunicado do gabinete do primeiro-ministro etíope.

“Estas ameaças e afrontas para soberania da Etiópia são desinformantes, improdutivas e uma clara violação das leis internacionais”.

Não houve comentários por parte do governo egípcio sobre as declarações de Trump, apesar de os Media pró-governamentais terem reportado o assunto.

Egipto tem dito repetitivamente que tem procurado uma solução diplomática sobre o assunto, mas está disposto a usar todos os meios possíveis para defender interesses do seu povo.

A Etiópia comemorou o primeiro enchimento da barragem em agosto, citando fortes chuvas, para desespero do Egipto. Mais tarde, Etiópia baniu voos sobre a barragem por receiar possíveis ataques militares por parte do Egipto.

Com recentes comentários de Trump, alguns etíopes apelam aos etíope-americanos para não votar no candidato republicano.

Preocupado com possíveis dissensos entre dois países mais populosos de África, o representante da União Europeia Josep Borrell, disse num comunicado que “agora é tempo de agir e não aumentar tensões”, acrescentando que o acordo sobre a barragem está perto do alcance.

O comunicado do gabinete de Abiy disse que as negociações com Egipto e Sudão têm mostrado avanços significativos desde que a União Africana começou a supervisionar as conversações.

Pelo menos 24 pessoas morreram e outras 57, incluindo crianças ficaram feridas, este sábado, em consequência de um ataque suicida em Cabil, capital do Afeganistão.

Os talibãs, um grupo insurgente que luta contra o governo afegão, negaram ser os autores do ataque, mas o Estado Islâmico reivindicou a autoria, apesar de não oferecer evidências.

Maior parte das vítimas são estudantes entre 15 e 26 anos de idade. Familiares ficaram à beira do hospital mais próximo do incidente à espera de identificar os seus membros em sacos que transportavam partes das vítimas. O ataque acontece numa altura em que os talibãs e governo afegão estão a negociar paz em Qatar.

Por sua vez, a NATO condenou o ataque terrorista e apela ao cessar-fogo.

Continua a tensão político-social na Nigéria. Este sábado, o inspector-geral da polícia decidiu convocar todas as forças policiais do país para combater o alegado crime mascarado em protestos anti-policiais.

Segundo as autoridades policiais, há muitos criminosos infilitrados no movimento de protestos que têm causado violência, saqueado lojas e vandalizado bens públicos.

A polícia promete ser implacável, uma decisão que poderá agravar ainda mais as críticas contra as forças de segurança.

Há mais de duas semanas que milhares de Nigerianos têm saido à rua para protestar a brutalidade polícial que inclui torturas, mortes extrajudiciais, violação sexual e extorsões. Os protestos têm sido repreendidos com actos de violência que já causaram 69 mortos, incluindo 51 civís, 11 agentes da polícia e sete soldados.

O presidente nigeriano Muhammadu Buhari, durante o discurso à nação, avisou aos protestantes que não menosprezassem a força policial. Entretanto, os manifestantes, que têm desafiado o recolher obrigatório, prometeram continuar a sair à rua até haver mudanças concretas na polícia.

Na terça-feira passada, os protestos foram interrompidos violentamente por grupos armados, uma situação que causou pelo menos 12 mortos.

O governo nigeriano comprometeu-se a  investigar a alegada violência denunciada pela Amnistia Internacional.

Ademais, as autoridades prometem banir a SARS, Esquadrão Especial Anti-Roubo, entidade que tem sido alvo de críticas populares, assim como introduzir exames psicológicos mais rigorosos para as pessoas que quiserem entrar nas forças policiais.

A ONU, União Europeia e União Africana condenam a violência policial e apelam a responsabilização.

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