O País – A verdade como notícia

O julgamento do ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro e de outros sete aliados, acusados de liderar uma alegada tentativa de golpe de Estado, terá início no dia 02 de Setembro, determinou o Supremo Tribunal Federal do Brasil.

Cristiano Zanin, presidente de uma das secções do Supremo Tribunal Federal do Brasil, decidiu, também, que, se necessário, as audiências serão realizadas nos dias 03, 09, 10 e 12 de Setembro, para apurar o envolvimento ou não do líder da extrema-direita brasileira.

Jair Bolsonaro e outros sete aliados são acusados de orquestrar uma suposta tentativa de golpe de Estado para Bolsonaro permanecer no poder após a derrota nas eleições presidenciais de 2022.

Zanin determinou a data do julgamento a pedido do relator do caso no mais alto tribunal do Brasil, Alexandre de Moraes, que apresentou a sua solicitação na última quinta-feira, depois de os oito réus terem apresentado as suas alegações finais.

Além de Bolsonaro, quatro ex-ministros do seu governo entre 2018 e 2022 são réus do mesmo processo.

Igualmente, serão julgados como responsáveis do alegado plano de golpe, o ex-comandante da Marinha brasileira, o ex-director da Agência Brasileira de Informações e ex-assessor pessoal de Bolsonaro, quando este era Presidente da República.

Todos os réus respondem pelos crimes de golpe, tentativa de abolição do Estado de Direito, associação armada para cometer crimes, danos ao património público e deterioração do património público.

Os presidentes da Rússia e dos Estados Unidos da América reuniram-se, nesta sexta-feira, durante três horas, mas nenhum acordo foi alcançado em relação à guerra na Ucrânia. Não há data para uma nova reunião, apenas um pedido do Presidente russo para que se realize em Moscovo.

Foram três horas de reunião entre Donald Trump e Vladmir Putin, no Alasca, mas as partes não chegaram a nenhum acordo sobre o principal tema que ditou o encontro: a guerra da Ucrânia. 

Reunidos com as suas respectivas delegações, Trump e Putin não só não chegaram a nenhum acordo, como também não houve data para um novo encontro.

Entretanto, o presidente Russo fez um pedido para que a próxima reunião se realize em Moscovo. A imprensa internacional diz que a relação entre os dois presidentes pode ter saído reforçada, mas para a Ucrânia nada mudou para melhor. 

Os dois presidentes encontram-se frente a frente depois de mais seis anos. Putin foi o primeiro a falar na conferência de imprensa sem direito a perguntas dos jornalistas. 

Poucas horas antes da reunião, avançava-se que que o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, poderia ser convidado a juntar-se aos seus homólogos no Alasca, e que a cimeira podia ser prolongada, mas nada aconteceu.  

O Governo da Guiné-Bissau encerrou, hoje, as portas das emissões da RTP África, RDP África e Agência Lusa, com efeitos imediatos, por motivos até aqui desconhecidos. O governo português já reagiu e diz ser uma medida altamente censurável e injustificável. 

A medida afecta directamente a presença da comunicação social portuguesa naquele país. Até  esta altura, não foram apresentadas justificações oficiais para esta decisão.

Como consequência, as delegações da agência Lusa, da RTP e da RDP África foram encerradas de imediato. 

Os  representantes das delegações foram intimados a abandonar aquele país até a próxima  terça-feira.

Recorde-se que em Julho deste ano, o jornalista Waldir Araújo, delegado da RTP na Guiné-Bissau, foi agredido e assaltado em plena capital, supostamente, por motivações políticas.

O Governo português classifica a medida como “altamente censurável e injustificável”. Ainda promete fazer de tudo para reverter a decisão da Guiné-Bissau.

Refira-se que o Governo guineense anunciou a suspensão das emissões da RTP e RDP África, em 2017, por alegada cobertura tendenciosa. 

Analistas mostram-se pouco optimistas quanto aos resultados do encontro entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o seu homólogo russo, Vladimir Putin, realizado hoje, com o objectivo de discutir uma possível solução para o conflito na Ucrânia.

O analista Tárcio Muta considera improvável que a reunião produza avanços relevantes. Para Muta, factores históricos e interesses geoestratégicos tanto da Rússia quanto da Ucrânia continuam a dificultar qualquer entendimento duradouro.

“Com o poder negocial do lado russo, é expectável que Putin procure extrair ganhos económicos do encontro, o que pode desviar o foco da busca por uma solução política e pacífica para o conflito”, afirmou Muta.

Por sua vez, o especialista Jaime Saia alerta que a reacção do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sobre o encontro poderá servir como indicador da eficácia ou não do processo de negociação. Saia destaca que, ao intermediar estas conversações, os Estados Unidos estão, acima de tudo, a proteger os seus próprios interesses na região.

“A iniciativa de Trump tem, claramente, uma agenda paralela que serve os interesses estratégicos norte-americanos. A paz na Ucrânia, embora importante, parece não ser o único objectivo”, observou Saia. 

Importa referir que, nos dias que antecederam o encontro, Donald Trump ofereceu incentivos económicos à Rússia, numa tentativa de influenciar a disposição de Putin nas negociações.

Apesar das expectativas geradas, os analistas entrevistados pelo “O País” não acreditam que o encontro resulte em acordos definitivos, sublinhando a complexidade do conflito e o desequilíbrio nas prioridades dos envolvidos.

O Irão assegurou, esta quinta-feira, que está a cooperar com a China e a Rússia, para travar possíveis sanções europeias ligadas ao programa nuclear iraniano.

A Alemanha, o Reino Unido e a França (grupo conhecido como E3), indicaram estar prontos para accionar sanções, se não for encontrada nenhuma solução negociável para o programa nuclear iraniano até ao final de Agosto, numa carta enviada na terça-feira, ao secretário-geral da ONU, António Guterres.

O Irão avisou que se as sanções europeias avançarem, Teerão “tem as ferramentas para reagir”. 

Nesta altura, Teerão garante que está a trabalhar com a China e a Rússia para evitar possíveis sanções dos 3 países europeus, no contexto do programa iraniano. 

Refira-se que os  três países europeus, juntamente com China, Rússia e Estados Unidos, estiveram nas negociações do acordo nuclear de 2015 com as autoridades iranianas, para controlo das actividades nucleares do Irão  iranianas em troca do levantamento das sanções internacionais.

A guerra, desencadeada por um ataque israelita ao Irão, em Junho, atrasou o programa iraniano, mas também interrompeu as negociações entre Teerão e Washington.

 

Na véspera da aguardada cimeira entre Vladimir Putin e Donald Trump, a Rússia e a Ucrânia realizaram hoje uma troca de 84 prisioneiros de guerra, informou o Ministério da Defesa russo.

Segundo o comunicado, 84 militares russos regressaram de áreas controladas pelo governo de Kyiv, enquanto 84 soldados das forças armadas ucranianas foram devolvidos a Ucrânia. Não foram fornecidos detalhes sobre o procedimento adotado para a operação.

A troca de prisioneiros e de corpos de soldados mortos continua a ser uma das poucas áreas de cooperação entre Moscovo e Kyiv, mais de três anos após o início da ofensiva russa contra a Ucrânia.

Ao longo deste ano, milhares de prisioneiros foram libertados por ambas as partes, no âmbito de três rondas de negociações diretas realizadas em Istambul, entre maio e julho. Estes intercâmbios representam o único avanço concreto dessas reuniões.

No encontro mais recente, em julho, as delegações apenas reconheceram o aumento da distância entre as respetivas posições para alcançar o fim do conflito.

A troca desta quinta-feira acontece um dia antes da reunião no Alasca, que deverá focar-se principalmente nas possibilidades de paz na Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não deverá participar no encontro.

Cinco medidas foram tomadas pela África do Sul, depois da  imposição de tarifas unilaterais de 30% pelos Estados Unidos, que entrou em vigor a 7 de Agosto. 

Diante da tarifa de 30% nas exportações da África do Sul para os Estados Unidos, a terra do rand decidiu tomar medidas para reduzir seu impacto na economia. São elas: 

  • Engajamento contínuo com EUA para garantir um acordo e reduzir as tarifas;
  • Diversificação das exportações para mercados alternativos;
  • Pacote de respostas económicas para trabalhadores e empresas vulneráveis;
  • Defesa comercial contra aumento repentino de importações e;
  • Intervenções do lado da demanda.

Por outro lado, a África do Sul pretende acelerar o desenvolvimento do Acordo da Zona de Comércio Livre Continental Africana, bem como reforçar a sua presença nos mercados da Europa, Ásia, Médio Oriente e outras regiões.

É ainda intenção da África do Sul melhorar  a certificação de exportação e as normas de biossegurança, bem como reforçar a resiliência económica.

Consequentemente, o USA-Africa Trade Desk informou que irá enviar contentores de aves e carne de porco de vários estados para a África do Sul dentro de duas semanas.

O governo sul-africano declarou que fará o máximo para proteger o mercado americano, ao mesmo tempo que acelera o ritmo de diversificação do seu mercado local para garantir o emprego e a estabilidade industrial.

O Banco Mundial aprovou um apoio de emergência de 10 milhões de dólares para reforçar a resposta aos danos provocados pelas cheias, que causaram oito mortos e três desaparecidos, anunciou o primeiro-ministro de Cabo Verde.

O apoio foi acionado ao abrigo de um programa de cooperação para ajudar os esforços do Governo numa recuperação económica resiliente e equitativa, com o Banco Mundial a permitir um desembolso imediato, adiantou Ulisses Correia e Silva, na página oficial do Facebook.

O governante agradeceu ao Grupo Banco Mundial pela “resposta célere” ao pedido efectuado por Cabo Verde “e pelo elevado sentido de solidariedade” perante a necessidade de emergência social e infraestrutural, para proteger as pessoas e reconstruir com maior resiliência”.

Segundo a RTP, a tempestade, na madrugada de segunda-feira, provocou oito mortos e três desaparecidos na ilha de São Vicente, onde casas e estradas foram destruídas, pontes colapsaram e alguns bairros ficaram inundados.

Também foram registados danos em Santo Antão e São Nicolau, com o Governo a declarar situação de calamidade por seis meses nos três municípios, para permitir a mobilização urgente de recursos.

Na terça-feira, um contingente de 30 militares e polícias, três viaturas e material para limpezas e transporte de água chegou para apoiar as operações de resposta e recuperação em São Vicente.

A defesa de Jair Bolsonaro pediu, na quarta-feira, ao Supremo Tribunal Federal a absolvição do ex-presidente brasileiro, julgado por alegada tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022, vencidas por Lula da Silva.

Num documento de 197 páginas entregue ao tribunal, citado pela imprensa internacional, os advogados do ex-chefe de Estado (2019-2022), de 70 anos, sustentaram que Bolsonaro é “inocente de todas as acusações” que lhe são imputadas e que “a total ausência de provas” foi demonstrada.

O líder do campo conservador na maior economia da América Latina deverá conhecer em breve o desfecho do julgamento.

Juntamente com sete colaboradores, Bolsonaro é acusado de tentar garantir a sua “manutenção autoritária no poder” apesar da derrota frente a Lula da Silva (esquerda).

Em 08 de janeiro de 2023, uma semana após a posse de Lula, milhares de apoiantes de Bolsonaro invadiram as sedes dos três poderes em Brasília, denunciando uma alegada fraude eleitoral e apelando para uma intervenção militar.

Bolsonaro declarou-se inocente em Junho perante o Supremo Tribunal Federal, afirmando que “um golpe de Estado é algo abominável”. O ex-presidente poderá ser condenado a 40 anos de prisão.

No início de Agosto, antes mesmo da conclusão do julgamento, Bolsonaro foi colocado em prisão domiciliária, na sua casa em Brasília, por ter desrespeitado uma proibição de se expressar nas redes sociais.

Apesar de ter sido declarado inelegível até 2030 por ataques sem provas à fiabilidade das urnas eletrónicas, o ex-presidente mantém a esperança de concorrer às presidenciais de 2026.

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