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O Presidente venezuelano acusa os Estados Unidos da América de enviar navios de guerra para as águas ao largo da Venezuela.  Nicolás Maduro diz que o país dirigido quer apropriar-se dos recursos naturais.

Através de um evento transmitido pelo canal estatal Televisão Venezuelana, o presidente Nicolás Maduro anunciou que os Estados Unidos da América enviaram oito navios de guerra e 1.200 mísseis à costa do país.

Maduro rejeitou o argumento de Washington de que se trata de uma operação para combater o tráfico de drogas, descrevendo-o como uma história. 

O estadista venezuelano acusou os EUA de quererem apropriar-se do petróleo, do gás e do ouro, depois de repisar que o seu país é a quarta maior reserva de gás do mundo e  uma das maiores reservas globais de ouro.

Horas antes da comunicação de Maduro, o estadista Donald Trump anunciou nas redes sociais que as Forças Armadas norte-americanas realizaram um ataque contra um grupo de Narcoterroristas, do Tren de Aragua. 

Trata-se de uma organização terrorista envolvida no tráfico de drogas, de pessoas, actos de violência, homicídio e terror nos EUA, que segundo Trump, encontravam-se em águas internacionais, transportando narcóticos ilegais, a caminho dos Estados Unidos. 

Na operação foram enviados mais de quatro mil militares, incluindo dois mil fuzileiros navais, juntamente com aeronaves e navios. 

O presidente chinês, Xi Jinping, recebeu o seu homólogo russo, Vladimir Putin, em Pequim, na terça-feira, chamando-o de “velho amigo”, enquanto os dois líderes iniciavam uma nova rodada de negociações bilaterais. O encontro destaca o aprofundamento dos laços entre China e Rússia, especialmente desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia em 2022. O presidente Putin descreveu o relacionamento como “estratégico” e de “nível sem precedentes”.

“Nossa interação próxima reflecte a natureza estratégica das relações russo-chinesas”, disse Putin durante as negociações.

O presidente Xi repetiu o sentimento, posicionando a China como um parceiro global estável, em meio às crescentes mudanças geopolíticas. “China e Rússia permaneceram fiéis às suas aspirações originais e mantiveram o rumo”, disse Xi, acrescentando que “apoiamos o desenvolvimento nacional um do outro e defendemos uma ordem global mais justa”. 

A China continuou a negociar com a Rússia apesar das sanções ocidentais, proporcionando uma vital salvação económica. Ao mesmo tempo, Pequim enfrenta escrutínio por acusações de que algumas empresas chinesas podem estar indirectamente apoiando o sector militar russo. Xi também promoveu a estabilidade da China em contraste com as interrupções comerciais causadas pelas tarifas americanas introduzidas pelo ex-presidente Donald Trump.

As negociações acontecem um dia antes de um grande desfile militar em Pequim, que marca o 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial. A China deve revelar sua mais recente tecnologia militar, exibindo equipamentos nacionais e suas crescentes ambições globais.

O secretário-geral da ONU expressou hoje a sua “profunda consternação” perante o terramoto de magnitude 6,0 que, na noite passada, atingiu o leste do Afeganistão, deixando mais de 900 vítimas mortais e cerca de 2 700 feridos.

“O secretário geral expressa a sua solidariedade para com o povo afegão, estende as suas sinceras condolências às famílias das vítimas e deseja uma rápida recuperação aos feridos”, especifica o comunicado divulgado pelo porta-voz de António Guterres, Stéphane Dujarric, citado por Lusa.

 As Nações Unidas e os seus parceiros no Afeganistão estão agora a coordenar-se com as autoridades talibãs para avaliarem rapidamente as necessidades, prestar assistência de emergência e estarem preparados para mobilizar apoio adicional, acrescenta a nota.

Além disso, a ONU está a elaborar um apelo de emergência e foram disponibilizados, segundo a imprensa internacional, 5 milhões de dólares do fundo de emergência das Nações Unidas para fazer face a esta catástrofe.

“As Nações Unidas no Afeganistão não pouparão esforços para ajudar a população, mas o actual financiamento humanitário é insuficiente para satisfazer as necessidades. O secretário-geral apela a recursos humanitários adicionais para responder urgentemente à tragédia e às crises actuais”, refere também o comunicado.

O Supremo Tribunal Federal começa hoje a julgar o ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e mais sete réus acusados de articular um golpe de Estado. 

A denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados por participação na tentativa de golpe de Estado em 2022 foi apresentada em Fevereiro deste ano pela Procuradoria-Geral da República no Brasil.

A acusação originou a acção penal que agora será julgada a partir desta terça-feira, na Primeira Turma da Corte.

Segundo a Globo, Com base em investigações realizadas pela Polícia Federal, reunidas em um relatório entregue no fim do ano passado,  a PGR apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) cinco pedidos de abertura de acção penal: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa, dano qualificado e deteriorização de património tombado.

800 pessoas morreram e mais de duas mil ficaram feridas, devido a um terramoto de magnitude 6 na escala de Richter. Milhares de famílias ficaram sem casas como consequência do sismo que atingiu o leste do Afeganistão na noite de domingo.

Segundo o International CNN , O sismo de magnitude 6 na escala de Richter ocorreu às 23:47 locais  e foi seguido por pelo menos dois abalos de magnitude 5,2.ceifou vidas de 800 mil pessoas e deixou milhares de pessoas desalojadas, no leste do Afeganistão.

O anterior balanço, feito pelo porta-voz dos serviços de saúde da província de Nangarhar, na fronteira com o Paquistão, deixou nove mortos e 25 feridos na aldeia de Dar-e-Nour.

As imagens da tragédia mostram locais em ruínas e casas dos residentes devastadas. 

Refira-se que, os países asiáticos são vulneráveis a desastre naturais, devido a proximidades das zonas montanhosas 

O presidente chinês, Xi Jinping, alertou hoje para o avanço de uma “mentalidade de Guerra Fria” e para os riscos de intimidação nas relações internacionais.

As  declarações do líder chinês, Xi Jinping, foram expressas durante a 25ª cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, realizada em Tianjin, no norte da China.

Xi disse que as nações devem se opor à mentalidade da Guerra Fria e ao confronto entre blocos, bem como à intimidação.

No seu entender, deve existir uma nova ordem mundial “justa e ordenada”, acompanhada por um modelo de governação internacional mais equitativo, numa altura em que crescem os conflitos armados e disputas comerciais.

Diante de líderes como Vladimir Putin, da Rússia, Narendra Modi, da Índia, e Masoud Pezeshkian, do Irão, Xi criticou as políticas de confronto entre blocos e reafirmou o papel central da Organização Mundial do Comércio como eixo do comércio global.

Como gesto concreto, Xi anunciou uma ajuda financeira de 239 milhões de euros aos países-membros da Organização de Cooperação de Xangai .

Embora não tenha carácter militar, a organização é vista por analistas como um contrapeso à influência da NATO e dos Estados Unidos, no contexto euroasiático e mais representativo dos interesses do Sul Global. 

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenou a detenção de mais de uma dezena de funcionários da organização internacional no Iémen pelo grupo de rebeldes xiitas huthis.

“Condeno veementemente as detenções arbitrárias, a 31 de Agosto, de pelo menos 11 funcionários das Nações Unidas pelas autoridades huthis no Iémen, nas zonas sob o seu controlo”, afirmou António Guterres em comunicado.

 O secretário-geral da ONU apelou à libertação “imediata e incondicional” dos trabalhadores e de “todos os funcionários das Nações Unidas, das organizações não-governamentais internacionais e nacionais, da sociedade civil e de missões diplomáticas que estão detidos arbitrariamente”.

A ONU revelou, este domingo, que pelo menos 11 funcionários foram detidos pelos huthis em Sana e em Hodeida, cidades que são controladas por este grupo de rebeldes xiitas pró-iranianos.

Já o enviado especial da ONU para o Iémen, Hans Grundberg, fez um apelo para que o Iémen não se torne num campo de batalha e para que cessem os ataques, após as acções israelitas na quinta-feira passada em solo iemenita.

Desses ataques resultou a morte de altos funcionários do governo controlado pelos rebeldes xiitas huthis, incluindo o primeiro-ministro, Ahmed al-Rahawi.

Em reacção aos ataques, os huthis prometeram vingar a morte de Ahmed al-Rahawi e anunciaram a nomeação de Mohammed Ahmad Mouftah como primeiro-ministro interino.

Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, os mais de um milhão de soldados russos mortos desde a invasão à Ucrânia, em Fevereiro de 2022, revelam a crescente brutalidade do conflito que parece estar longe de terminar. 

Nas últimas 24 horas, Kiev afirma ter neutralizado mais 810 militares inimigos.

Desde o início da guerra, a Ucrânia aponta ainda para perdas materiais maciças por parte da Rússia, correspondentes a  mais de 11 mil tanques e 23 mil veículos blindados destruídos.

No ar e no mar, o cenário é semelhante. Kiev afirma ter abatido mais de 55 mil drones, 422 aviões e 340 helicópteros russos. Do lado naval, pelo menos 28 navios, incluindo um submarino, terão sido afundados.

A guerra na Ucrânia ultrapassou os limites geográficos e transformou-se em contagem de vidas humanas e de máquinas desfeitas. Aponta-se que mais de 73 mil soldados ucranianos também perderam a vida desde o início da guerra.

O grupo rebelde huthis, que controla parte do Iémen, prometeu, este sábado, retaliar após a morte do seu primeiro-ministro, Ahmed al-Rahawi, num ataque aéreo de Israel, em Sana, capital iemenita.

O bombardeamento efectuado por Israrel, na última quinta-feira, para além de ter morto o primeiro-ministro iemita, Ahmed al-Rahawi, ceifou a vida de vários ministros, marcando uma escalada significativa no conflito entre os huthis e Telavive.

A liderança política dos huthis classificou o ataque como uma “flagrante violação da soberania iemenita” e nomeou Mohammed Ahmad Mouftah como primeiro-ministro interino.
Em mensagem divulgada na plataforma Telegram, no sábado, o líder do Conselho Político Supremo, Mehdi al-Mashat, prometeu vingança “em nome de Deus, do povo iemenita e das famílias dos mártires”.

O movimento palestiniano Hamas lamentou a morte de Al-Rahawi, chamando o ataque de “crime terrível”.

Desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em Outubro de 2023, os huthis, apoiados por Irão, têm lançado mísseis e drones contra Israel, justificando as acções como demonstração de solidariedade ao povo palestiniano.

 

 

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