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O País – A verdade como notícia

O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, considerou hoje que o arcebispo emérito sul-africano, Desmond Tutu, amou infinitamente a liberdade e foi uma figura incontornável da África contemporânea.

“Faleceu Desmond Tutu, aos 90 anos. Amigo de Nelson Mandela, lutou pacificamente contra o apartheid, denunciou todas as formas de discriminação e amou infinitamente a liberdade”, escreveu o Chefe de Estado cabo-verdiano, citado pelo Notícias ao Minuto.

“Mais uma estrela negra que se destaca no firmamento universal. Apresento à família enlutada e ao povo da África do Sul as minhas sentidas condolências”, terminou a mensagem do mais alto magistrado da Nação cabo-verdiana.

Desmond Tutu, arcebispo emérito sul-africano e vencedor do Prémio Nobel da Paz de 1984 pelo seu ativismo contra o regime de segregação racista do ‘apartheid’, morreu no domingo aos 90 anos, na sequência de um cancro da próstata, na Cidade do Cabo.

O funeral do arcebispo anglicano sul-africano vai realizar-se no próximo sábado na Catedral de São Jorge, a sua antiga paróquia na Cidade do Cabo, anunciou a sua fundação.

Os infectados pela COVID-19 na África do Sul podem levar a sua vida normalmente, ir para onde precisam, incluindo o trabalho, e estar com quem desejam, desde que sejam assintomáticos. Devem, contudo, manter as medidas de prevenção como o uso de máscara e evitar aglomerações.

O País mais assolado pela COVID-19 em África decidiu, através de um documento divulgado na página oficial, tomar medidas que mudam drasticamente os protocolos de prevenção da doença.

Na África do Sul, deixa de existir o rastreamento de contactos de casos positivos. A medida surge num contexto em que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, 80 por cento dos casos da COVID-19 passam despercebidos, e por isso mesmo, boa parte dos contactos desses casos positivos nunca foram seguidos.

Outra medida tem que ver com a testagem. A recomendação oficial é que as pessoas só devem ser testadas se tiverem sintomas. Não importa se mantiveram contacto com um caso positivo.

Isto porque os assintomáticos têm menor carga viral e são menos susceptíveis de transmitir a doença para outras pessoas.

Em relação à quarentena, ela deixa de ser necessária para os que tenham tido contacto com casos positivos da doença enquanto não tiverem nenhuma manifestação sintomática.

O isolamento, por sua vez, depende do tipo de sintomas. Infectados sem sintomas não precisam de se isolar. Podem continuar a ir ao trabalho ou a outros afazeres do dia-a-dia. Devem, sim, auto-monitorar-se durante 5 a 7 dias para verem se desenvolvem sintomas, evitando aglomerações e usar a máscara em locais recomendados.

Os casos positivos com sintomas ligeiros ou moderados podem regressar ao trabalho depois de 8 dias de isolamento e não precisam de fazer novo teste, enquanto que positivos com sintomas graves só deverão regressar ao trabalho depois de 10 dias de isolamento já sem sintomas.

O Presidente da Somália, Mohamed Abdullahi Mohamed, anunciou hoje a suspensão do primeiro-ministro, no dia seguinte a uma divergência pública sobre eleições, há muito adiadas no país.

Presidente decidiu suspender o primeiro-ministro Mohamed Hussein Roble e pôr término aos seus poderes, a partir do momento em que esteja ligado à corrupção, disse o gabinete presidencial, numa declaração, em que acusou o primeiro-ministro de interferir numa investigação sobre um caso de apropriação de terras.

Segundo o Notícias ao Minuto, as tensões entre o Presidente Mohamed Abdullahi Mohamed, conhecido como Farmajo, e o seu primeiro-ministro, Mohamed Hussein Roble, têm sido recorrentes.

No domingo, o primeiro-ministro acusou o Presidente de sabotar o processo eleitoral, depois de o Chefe de Estado ter decidido retirar a Mohamed Hussein Roble a responsabilidade pela organização das eleições, há muito aguardadas e na origem de uma grave crise institucional.

Presidente desde 2017, Farmajo viu o mandato terminar a 08 de Fevereiro sem um acordo com os líderes regionais sobre a organização do escrutínio, regido na Somália por um sistema eleitoral complexo e indirecto.

O anúncio, em meados de abril, de que o mandato presidencial seria prolongado por dois anos provocou confrontos armados em Mogadíscio.

O funeral do arcebispo anglicano sul-africano Desmond Tutu, ícone da luta contra o regime do apartheid, vai realizar-se no próximo sábado na Catedral de São Jorge, a sua antiga paróquia na Cidade do Cabo, anunciou ontem a sua fundação.

“Os preparativos para uma semana de luto estão na sua fase inicial”, disse a fundação através de uma declaração, acrescentando que “vários eventos foram confirmados para a próxima semana, que antecede o funeral do arcebispo, no sábado, 01 de Janeiro de 2022”.

Desmond Tutu, arcebispo emérito sul-africano e vencedor do Prémio Nobel da Paz de 1984 pelo seu activismo contra o regime de segregação racista do Apartheid, morreu ontem aos 90 anos, anunciou o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

O arcebispo anglicano estava debilitado há vários meses, durante os quais não falou em público, mas ainda cumprimentava os jornalistas que acompanhavam cada uma das suas saídas recentes, como quando foi tomar a sua vacina contra a covid-19 num hospital ou quando celebrou os seus 90 anos em Outubro.

Perdeu a vida, hoje, aos 90 anos, o arcebispo emérito sul-africano, Desmond Mpilo Tutu, que se destacou na luta contra o regime apartheid e que foi laureado Nobel da Paz em 1984.

É o fim da caminhada de um homem de grandes causas. Desmond Mpilo Tutu nasceu a 7 de Outubro de 1931, em Klerksdorp; ficou conhecido como defensor dos direitos humanos e primeiro negro a ocupar o cargo de Arcebispo anglicano da Cidade do Cabo, e permaneceu até 1996.

Tutu foi diagnosticado com câncer de próstata no final dos anos 1990 e, nos últimos anos, foi hospitalizado várias vezes para tratar infecções associadas à doença. Por conta da sua doença, o arcebispo desencadeou vários movimentos de combate ao cancro da próstata.

O arcebispo, que lutou pela emancipação dos negros sul-africanos junto dos outros líderes, como Nelson Mandela, morreu numa clínica para idosos, na cidade do Cabo. As causas da sua morte ainda não são conhecidas.

Segundo escreve a News24, o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, expressou as suas condolências à esposa de Tutu, Leah, e à sua família, bem como ao Conselho e à equipa da Fundação Desmond e Leah Tutu Legacy.

“O falecimento do arcebispo emérito Desmond Mpilo Tutu é outro capítulo de luto na despedida da nossa nação a uma geração de notáveis ​​sul-africanos que nos legaram uma África do Sul libertada. Desmond Mpilo Tutu era um patriota sem igual; um líder de princípios e pragmatismo que deu significado para a visão bíblica de que a fé sem obras está morta”, disse Ramaphosa.

Para o líder sul-africano, Tutu era o exemplo de um homem de intelecto extraordinário, integridade e invencibilidade contra as forças do apartheid.

“Ele também era terno e vulnerável na sua compaixão por aqueles que sofreram opressão, injustiça e violência sob o apartheid e pessoas oprimidas ao redor do mundo”.

Os feitos de Desmond Mpilo Tutu foram reconhecidos pelo resto do mundo pelas extensas realizações em prol da justiça social e económica em todo o mundo e pela valorização dos negros.

O arcebispo Tutu era último sobrevivente sul-africano vencedor do Prêmio Nobel da Paz, depois da morte de Nelson Mandela em 2013 e de Frederik  Klerk em em Novermbro deste ano.

O Papa Francisco celebrou, ontem, a missa de véspera de Natal, perante cerca de 1.500 pessoas, na Basílica de São Pedro, pedindo atenção para os mais desfavorecidos e reclamando por dignidade no trabalho.

Na homilia, o Papa recordou que Jesus de Nazaré nasceu como “uma criança pobre envolta em panos”, rodeado de pastores que trabalhavam a cuidar dos seus rebanhos. Na ocasião, o sumo pontífice, citando frases bíblicas, pediu mais atenção para os desfavorecidos e mais vulneráveis. Mas o pontífice não se dirigiu apenas aos fiéis do mundo na sua homilia, mas também à hierarquia da Igreja Católica, apelando para a sua unidade e prática da caridade.

“Queridos irmãos e irmãs, voltemos a Belém, voltemos às origens. Voltemos aos fundamentos da fé, ao primeiro amor, à adoração e à caridade que Deus nos permita ser Igreja adoradora, pobre e fraterna”, exortou o Papa.

Papa Francisco celebrou a missa e percorreu o corredor central da Basílica de São Pedro sem máscara de protecção contra a COVID-19, mas todos os fiéis que assistiram à cerimónia foram obrigados a usá-la.

O secretário de Estado do Vaticano impôs, na quinta-feira, a obrigatoriedade de vacinação a todos os funcionários do Vaticano, excepto aqueles que já se recuperaram da doença da COVID-19. Até agora, apenas os funcionários que lidavam directamente com o público, como os funcionários do Museu do Vaticano ou os elementos da Guarda Suíça, foram vacinados.

A Food and Drug Administration (FDA) autorizou esta quinta-feira o uso do segundo tratamento oral contra a COVID-19. Este é o segundo comprimido antiviral contra a COVID-19 autorizado pelo regulador norte-americano em dois dias.

De acordo com, o Notícias ao Minuto, o comprimido, com o nome de Molnupiravir, é produzido pela empresa americana Merck e é o segundo tratamento antiviral contra a COVID-19 autorizado para as pessoas doentes tomarem em casa, antes de o quadro clínico se agravar.

Na última quarta-feira tinha sido autorizado o comprimido da Pfizer com o nome Paxlovid.

O Brasil está em alerta devido ao alastramento de um surto do vírus Influenza H3N2. A gripe, diferente da COVID-19, mas com alguns sintomas semelhantes, já levou pacientes à morte em cinco Estados.

Os surtos de gripe causados pelo vírus influenza A H3N2 estão a expalhar-se pelo Brasil e já atingem pelo menos dez estados. Em cinco – Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco e Paraná – foram registradas mortes pela doença, escreve o portal Exame.

Há registo de óbitos pelo influenza também em Alagoas, mas ainda não se sabe o subtipo do vírus. Especialistas relacionam a alta de casos à baixa cobertura da vacina contra a gripe este ano, por causa da pandemia da COVID-19. A alta da doença também foi registada em São Paulo, Pará, Amazonas e Rondônia.

O Estado de São Paulo registou mais de 50 óbitos por influenza de Janeiro até 10 de Dezembro deste ano, segundo a Secretaria da Saúde do Estado. No total, houve 665 casos da síndrome respiratória aguda grave por influenza. No ano passado todo, houve 713 casos e 54 mortes.

Embora diferente do novo Coronavirus, a gripe influenza apresenta sintomas parecidos com os da COVID-19 e a transmissão ocorre da mesma forma. Os principais sintomas são febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo e na cabeça, calafrios e secreção nasal excessiva.

O H3N2 da influenza não é um vírus novo. Ele foi identificado em 1968, quando provocou uma epidemia chamada Influenza de Hong Kong.

A autoridade norte-americana da saúde, a Food and Drug Administration, aprovou ontem o uso do comprimido da Pfizer contra a COVID-19, o primeiro tratamento oral nos EUA para combate à doença.

A FDA (na sigla em inglês) anunciou a decisão em comunicado no qual especifica que o medicamento pode ser usado para casos moderados da COVID-19 em adultos e crianças menores de 12 anos e pelo menos com 40 quilos de peso e cuja saúde os coloquem em perigo de ser hospitalizados.

O comprimido do laboratório Pfizer é o primeiro tratamento oral contra a COVID-19 que os norte-americanos poderão tomar em casa e pode vir a tornar-se “uma ferramenta crucial contra a pandemia numa altura em que os casos aumentaram vertiginosamente com a variante Ómicron”, refere.

Até agora, todos os tratamentos nos EUA contra a COVID-19 eram administrados por injeção ou por via intravenosa.

De acordo com o Notícias ao Minuto, o medicamento, que será vendido com o nome de Paxlovid, só pode ser comprado com receita médica e os pacientes devem tomá-la assim que souberem que foram infectados com a doença no máximo nos primeiros cinco dias após o aparecimento dos sintomas.

Além disso, deve ser tomado duas vezes ao dia durante cerca de cinco dias, detalha o FDA no comunicado.

O comprimido funciona ao bloquear a actividade de um enzima específico que o Coronavírus precisa para se replicar no organismo infectado, mecanismo semelhante ao do comprimido desenvolvido por outra farmacêutica, a MSD (Merck nos EUA e no Canadá).

O FDA deve aprovar esse outro medicamento em breve, embora os dados mostrem que o da Pfizer é mais eficaz e tem menos efeitos colaterais.

A Pfizer afirma que está pronta para começar imediatamente a distribuir os seus comprimidos e aumentou a sua produção de 80 para 120 milhões no próximo ano.

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