O País – A verdade como notícia

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, alertou que a Inteligência Artificial pode ser transformada em arma caso não sejam estabelecidas regras claras de controlo no mundo.

António Guterres alertou, nesta quarta-feira, num debate do Conselho de Segurança da ONU, que Inteligência Artificial pode ser transformada em arma e pede controlo.

Reconheceu que a questão, neste momento, já não é se a Inteligência Artificial influenciará a paz e a segurança internacionais, mas sim como será moldada essa influência.

Segundo o secretário-geral da ONU, a Inteligência Artificial pode ser transformada numa arma se não forem aplicadas barreiras, apelando aos Governos para que regulem esta tecnologia.

Guterres destacou que, embora a Inteligência Artificial  tenha o potencial de salvar vidas e melhorar a resposta a crises, também pode causar danos irreversíveis, como ciberataques a infra-estruturas críticas, manipulação de informações e uso militar não controlado. 

Para Guterres, o controle humano sobre a tecnologia deve ser uma prioridade, porque ela deve servir à humanidade e não ameaçá-la. A inovação deve servir a humanidade – não miná-la.

Sem barreiras, a Inteligência Artificial também pode ser transformada numa arma e os conflitos recentes tornaram-se campos de testes para a segmentação e autonomia com essa tecnologia. 

 

O presidente do Malawi, Lazarus Chakwera, reconheceu publicamente a derrota nas eleições presidenciais, ainda antes de a Comissão Eleitoral anunciar os resultados oficiais, que dão vitória ao antigo presidente Peter Mutharika .

Em um discurso na imprensa, apenas algumas horas antes do anúncio dos resultados finais, Chakwera disse que havia falado com Mutharika para parabenizá-lo. 

“Dos resultados oficiais, ficou claro que meu principal rival, do Partido Democrático Progressista, já havia consolidado uma vantagem intransponível e é o vencedor presumido da eleição presidencial. Por essa razão, há pouco tempo, liguei directamente para parabenizá-lo por sua vitória histórica e desejar-lhe sucesso em seu próximo mandato como o 7º Presidente da República do Malawi”, disse.

Os resultados parciais divulgados sugerem que Mutharika obteve cerca de 60% dos votos na eleição de 16 de setembro. Lazarus Chakwera cumpriu apenas um mandato após vencer a repetição das eleições em 2019, quando a primeira volta foi anulada pelo Conselho Constitucional por casos de fraude a favor do então presidente Peter Mutharika.

A Guiné-Conacri aprovou, em referendo, uma nova Constituição que pode abrir caminho para que o líder da junta militar concorra à Presidência. Segundo os resultados provisórios divulgados pela Direção-Geral das Eleições, mais de 90% dos eleitores votaram a favor da proposta.

De acordo com a responsável do órgão eleitoral, Djenabou Touré, a participação foi de 91,4% em mais de 80% das secções de voto. Deste universo, 90,06% optaram pelo “sim”, enquanto 9,04% rejeitaram o novo texto constitucional. O referendo exigia uma participação mínima de 50% para ser validado, tornando-se um passo essencial na transição do regime militar para um governo civil.

Críticos do processo consideram que a nova Constituição representa uma tentativa de prolongar o poder da junta. O general Mamadi Doumbouya, que liderou o golpe de Estado de 2021 ao depor o então Presidente Alpha Condé, é apontado como o principal beneficiário das mudanças. 

Embora tenha afirmado inicialmente que não disputaria a Presidência, o novo texto permite que membros da junta se candidatem a cargos públicos, amplia o mandato presidencial de cinco para sete anos, com possibilidade de duas reeleições, e estabelece um Senado, no qual um terço dos membros será indicado pelo Chefe de Estado.

O presidente Yoweri Museveni, que comanda Uganda há quase quatro décadas, foi confirmado como candidato à Presidência da República para um sétimo mandato consecutivo. 

Aos 81 anos e no poder desde 1986, o presidente do Uganda, Yoweri Museveni reafirma sua ambição política, apoiado por mais de dois milhões de assinaturas colectadas por seu partido, o Movimento de Resistência Nacional, durante um evento que reuniu apoiantes arredores da capital, Kampala.

Museveni disse que nesta candidatura para as eleições presidenciais de 2026, pretende “convencer o povo de Uganda de que os frutos do passado vão servir para o trabalho contínuo em prol dos ugandeses”. 

Rumo à presidência do Uganda, o principal adversário de Museveni continua a ser Bobi Wine, músico e activista que se tornou o rosto da juventude insatisfeita. Porém, é acusado pelo actual presidente de ser “agente de interesses estrangeiros”. 

Nas eleições de 2021, Bobi Wine tornou-se o oponente mais forte do presidente em décadas, tendo recebido 35% dos votos, enquanto Museveni teve 58%, o pior resultado de sua história de governação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta terça-feira a Organização das Nações Unidas de “fraude verde” por alegada sabotagem às economias nacionais. O governante acusa ainda a ONU de financiar ataques no ocidente. 

A Assembleia Geral das Nações Unidas foi palco de várias críticas à própria organização. Na ocasião, nesta terça-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump classificou a mudança climática como “a maior fraude global já registada” e acusou a ONU de fomentar riscos ambientais em nome de uma agenda que, segundo ele, sabota economias nacionais.

Trump fez referência ainda à questão migratória, afirmando que os programas de ajuda da ONU estariam “financiando um ataque” às nações ocidentais. 

Para o presidente dos Estados Unidos da América, Europa vive sob a ameaça de um “monstro de duas cabeças”: energia renovável e imigração descontrolada.

Trump ainda reivindicou um Prémio Nobel da Paz, por se autointitular de ter encerrado sete conflitos armados. A afirmação, no entanto, causou reacções imediatas, como é o caso do líder francês, Emmanuel Macron, afirmando que Donald Trump só poderá ganhar o Prémio Nobel da Paz se acabar com a guerra entre Israel e o grupo Hamas.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu ao homólogo norte-americano, Donald Trump, pela inflexão inesperada na posição sobre a eventual cedência de territórios à Rússia no âmbito do conflito entre os dois países.

“Acho que ele entende actualmente que não podemos simplesmente trocar territórios. Não é justo. Não é a realidade”, disse Zelensky, na terça-feira, durante uma entrevista à estação norte-americana de televisão Fox News.

O líder ucraniano reforçou com um “que Deus o abençoe” o agradecimento a Trump pela inflexão radical que o Presidente norte-americano protagonizou durante a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), ao exortar a Ucrânia a lutar até recuperar os territórios ocupados pela Rússia, numa aparente rutura com a linha de negociações de paz que tinha promovido durante agosto.

“[A Ucrânia] tem um grande espírito, cada vez mais forte. Poderá recuperar o país na sua forma original e, quem sabe, talvez até ir além! Putin e a Rússia estão com graves problemas económicos, e este é o momento para a Ucrânia agir”, escreveu Trump na plataforma que detém, a Truth Social.

Zelensky disse que a relação com Trump melhorou, que mantêm contactos telefónicos constantes e acrescentou que a mudança de postura de Trump se deve possivelmente ao facto de Putin “lhe ter mentido repetidamente”.

Uma das solicitações concretas que Zelensky fez a Trump foi de instar a Índia e a China a reafirmarem a posição de apoio à Ucrânia.

Durante a entrevista, Zelensky foi questionado sobre o estado das tropas do exército ucraniano após 43 meses de guerra e respondeu que estão numa “posição muito difícil”.

“Estamos a sobreviver, mas não podemos perder. Não podemos perder. Caso contrário, perderemos a nossa independência”, acrescentou.

Por fim, o líder ucraniano negou que não haja vontade de realizar eleições no país, algo de que tem sido acusado, mas reafirmou que esse processo não poderá ocorrer até que “haja um cessar-fogo”.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o seu homólogo da Ucrânia vão reunir-se hoje, em Nova Iorque, à margem da Conferência 80.ª Assembleia-Geral da NATO.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou o encontro entre Trump e Zelensky, com vista a resolver o conflito na Ucrânia. O encontro será realizado nesta terça-feira, em Nova Iorque.

O Presidente Ucraniano já se encontra na cidade norte-americana, acompanhado da Primeira-Dama, e manifestou, através das suas redes sociais, a expectativa de novo apoio de parceiros internacionais.  

Segundo o New York Post, a reunião tem como foco principal discutir garantias de segurança para a Ucrânia e medidas adicionais contra a Rússia, incluindo possíveis sanções. 

É a quarta vez, neste ano, que os dois presidentes mantêm um encontro presencial. 

No último encontro entre os dois líderes, Trump tentou lançar esforços para um acordo entre Kiev e Moscovo, sem avanços até ao momento.

Além da reunião com Zelensky, Trump terá ainda encontros bilaterais com o secretário-geral da NATO, António Guterres, e com o presidente argentino, Javier Milei.

As enxurradas de Agosto nas ilhas nortenhas de Cabo Verde ameaçam a redução prevista da insegurança alimentar aguda, nesta altura do ano, no arquipélago, alertou a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) das Nações Unidas.

As projecções apontavam para “cerca de 35 300 pessoas a enfrentar insegurança alimentar aguda, de Junho a Agosto, durante a época de escassez (em que se esgotam as reservas, antes da colheita seguinte), um valor abaixo das 44 100 pessoas a precisar de assistência humanitária calculadas para o mesmo período de 2024”, indicou a FAO, no mais recente sumário do Sistema Global de Informação e Alerta Agrícola e Alimentar (GIEWS).

O documento, com data de referência de sexta-feira, detalhou, no entanto, que “o número real de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda, em 2025, deverá ser superior às estimativas, tendo em conta o impacto das cheias repentinas que atingiram as ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau, em 11 de Agosto”.

“As inundações destruíram reservas alimentares, meios de subsistência e danificaram infraestruturas críticas, aumentando as necessidades humanitárias das famílias mais vulneráveis”, justificou a FAO.

A organização recorda que o Governo declarou estado de calamidade para os municípios atingidos pela intempérie, com projecções preliminares a ascender a 95 mil residentes afectados.

A época agrícola de 2024 foi mais generosa que o habitual, mas a que se aproxima é uma incógnita: a irregularidade das chuvas (que, tipicamente, caem de Julho a Outubro) “tem afectado a sementeira e a germinação das culturas de milho”, que é “praticamente o único cereal produzido pelo país”, recordou a organização.

“As previsões meteorológicas para Setembro e Outubro apontam para níveis de precipitação próximos ou abaixo da média, o que deverá ter um impacto negativo nos rendimentos do milho”, acrescentou.

A produção do cereal, em 2024, no arquipélago, terá atingido 3600 toneladas, “quase 80% acima dos mínimos dos cinco anos anteriores, período que incluiu três campanhas consecutivas com colheitas falhadas, devido à seca”. 

“A produção acima da média em 2024 resultou, em grande medida, de condições meteorológicas favoráveis e da disponibilização de fornecimentos agrícolas pelo Governo, que compensaram uma redução significativa da área semeada. A diminuição das sementeiras insere-se numa tendência mais ampla de abandono da atividade agrícola em algumas zonas do país, motivada pela irregularidade das chuvas e pelo elevado custo da mão-de-obra agrícola nos últimos anos”, detalhou-se no documento da FAO.

O contexto herdado de 2024 tem permitido que “os preços a retalho do milho de produção local se tenham mantido estáveis ou a registar uma descida de 5% nos mercados monitorizados, entre Abril e Julho de 2025, situando-se próximos ou abaixo dos valores de há um ano”.

“Os preços a retalho do arroz e da farinha de trigo importados mantiveram-se maioritariamente estáveis entre Abril e Julho de 2025, ficando, em Julho, próximos dos níveis registados no mesmo período do ano anterior”, concluiu-se no relatório.

O tráfego aéreo em toda a Europa foi severamente afectado, após um grande ciberataque que visou sistemas críticos de check-in e embarque utilizados por vários aeroportos, causando atrasos generalizados, cancelamentos e crescente frustração entre os viajantes. 

O ataque visou sistemas críticos de check-in e embarque utilizados por vários aeroportos, causando atrasos generalizados, cancelamentos e crescente frustração entre os viajantes. 

O ataque atingiu sistemas operados pela Collins Aerospace, um importante prestador de serviços de aviação cujas tecnologias de check-in electrónico e manuseamento de bagagens são utilizadas em aeroportos por todo o continente.

As operações foram significativamente afectadas no Aeroporto de Bruxelas, no Aeroporto de Berlim e no Heathrow de Londres, entre outros. 

A Collins Aerospace, uma das maiores empresas de aviação e defesa do mundo, com mais de 80.000 funcionários, está agora a enfrentar escrutínio sobre a sua resiliência em cibersegurança.

+ LIDAS

Siga nos