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O País – A verdade como notícia

A China anunciou sanções à Presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, e aos seus familiares mais próximos, após a sua viagem a Taiwan.

De acordo com um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, citado pelo Notícias ao Minuto, “apesar das sérias preocupações e da firme oposição da China, Pelosi insistiu em visitar Taiwan, interferindo seriamente nos assuntos internos da China, minando a soberania e integridade territorial da China, espezinhando a política de uma só China, e ameaçando a paz e estabilidade do Estreito de Taiwan”.

 

MANOBRAS MILITARES CHINESAS REPRESENTAM “ESCALADA SIGNIFICATIVA”

O chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, criticou hoje as manobras militares da China em torno de Taiwan, considerando-as provocações que representam “uma escalada significativa” nas tensões.

Blinken disse que não havia pretexto para iniciar exercícios no estreito de Taiwan por parte de Pequim, que se opôs à visita à ilha, esta semana, da presidente da Câmara dos Representantes do Congresso norte-americano, Nancy Pelosi.

Pelosi classificou também hoje como “ridículo” que a sua visita a Taiwan possa prejudicar a ilha e assegurou que o objectivo é manter o ‘status quo’ internacional.

“A nossa delegação não procura alterar o ‘status quo’ na Ásia ou Taiwan”, disse Nancy Pelosi, durante uma conferência de imprensa na embaixada dos EUA na capital japonesa, Tóquio, a última paragem numa digressão asiática que também a levou, esta semana, a Singapura, Malásia e Coreia do Sul.

Subiu de 46 para 56 anos entre 2000 e 2019 a esperança de vida saudável no continente africano, ultrapassando a média global e o progresso em qualquer outra região do mundo durante o mesmo período, revela um novo relatório de avaliação da Organização Mundial de Saúde (OMS) citado pelo Observador.

O novo relatório da OMS sobre o Estado da Saúde em África mostra que a esperança de vida saudável, ou seja, o número de anos que um indivíduo está em bom estado de saúde aumentou 10 anos.

“A esperança de vida saudável na região aumentou quase 10 anos, situando-se em 56 anos em 2019, em comparação com 46 anos no ano 2000”, disse a directora regional assistente da OMS África, Lindiwe Makubalo, citando o novo relatório da OMS.

Embora ainda esteja muito abaixo a média global, que é de 64, nas quase duas décadas que foram avaliadas, a expectativa de vida saudável global aumentou apenas cinco anos.

“O ganho excede a esperança média de vida saudável global, que aumentou cinco anos durante o mesmo período”, disse Lindiwe Makubalo, atribuindo este aumento a melhores serviços de saúde essenciais, à melhoria da cobertura dos serviços de saúde, à saúde reprodutiva e materna e aos serviços de saúde para combater as doenças infecciosas.

“A menos que os países reforcem e façam maiores investimentos no desenvolvimento dos sistemas de saúde, bem como na implementação de planos de recuperação eficazes, estes ganhos na esperança de vida podem facilmente perder-se”, prosseguiu, alertando que a pandemia da COVID-19, que teve “maiores perturbações” nos serviços de saúde essenciais em África, em comparação com outras regiões, pode também afectar as estimativas de esperança de vida saudável do continente.

Os sistemas de saúde em todo o continente têm sido sobrecarregados, sobretudo pela pandemia da COVID-19, mas também por outros surtos de doenças como a Varíola do Macaco, Cólera e Febre de Lassa. Países como a Nigéria, a nação mais populosa do continente, estão a combater até cinco destes surtos.

Para melhorar os sistemas de saúde, além dos níveis pré-pandémicos e alcançar “serviços de qualidade, equitativos e acessíveis a todos”, segundo Makubalo, um passo importante seria impulsionar o financiamento da saúde pública, observando que apenas sete países da região financiam mais de metade das suas despesas nacionais anuais de saúde.

Um exemplo de países que registam enormes ganhos é o Botswana, onde a cobertura universal da saúde é “a pedra angular do nosso desenvolvimento e da nossa resposta ou abordagem à prestação de cuidados de saúde no país”, afirmou Moses Kitele, do Ministério da Saúde do Botswana.

“Fizemos alguns progressos na consecução da cobertura universal da saúde, particularmente no que diz respeito à minimização das dificuldades financeiras”, disse Kitele, durante o encontro ‘online’, citando um estudo recente financiado pela OMS que mostra que menos de 1% dos agregados familiares no Botswana enfrentam despesas catastróficas com a saúde associadas aos cuidados de saúde.

O relatório da OMS sobre o estado da Saúde em África “dá-nos uma oportunidade de refletir sobre onde estamos e sobre os progressos que foram feitos”, acrescentou.

Não podemos ser complacentes, há tanto a fazer, especialmente no período pós-COVID-19”, disse Makubalo.

O ministro da Defesa da Turquia, Hulusi Akar, anunciou esta quinta-feira que três novos barcos de transporte de cereais vão partir, esta sexta-feira, dos portos da Ucrânia.

“A saída dos três navios está prevista graças ao intenso trabalho do centro de coordenação conjunta”, afirmou Hulusi Akar, citado pelo Notícias ao Minuto, sem especificar os portos de onde irão partir os navios.

O primeiro carregamento de cereais exportados pela Ucrânia desde o início da invasão russa, a 24 de Março, partiu na segunda-feira do porto de Odessa.

Após uma inspecção efectuada dois dias depois, em Istambul, por especialistas turcos, russos e ucranianos, prosseguiu a sua viagem rumo ao Líbano.

Os Estados Unidos aprovaram a adesão da Finlândia e da Suécia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO). A votação foi conduzida, esta quarta-feira, pelo Senado norte-americano.

Segundo a SIC Notícias, a decisão, praticamente unânime, fortalece a união do bloco após a invasão da Rússia à Ucrânia. A entrada na Aliança Atlântica dos dois países já foi ratificada por mais de metade dos 30 membros do grupo.

O parlamento italiano também já tinha anunciado que iria ratificar a adesão, tal como a Helsínquia e Estocolmo.

No mês de Junho, segundo o Notícias ao Minuto, na cimeira da Aliança Atlântica de Madrid, os líderes dos Estados membros da NATO concordaram em convidar os dois países nórdicos a aderir à organização, depois de extensas negociações para a Turquia levantar o veto à adesão.

A Suécia e a Finlândia solicitaram o ingresso na NATO a 18 de Maio, colocando termo à sua tradicional política de não alinhamento devido à guerra na Ucrânia, apesar de já manterem há décadas uma estreita cooperação com a organização militar ocidental.

O princípio da defesa colectiva da NATO, segundo o qual um ataque contra um aliado equivale a um ataque contra todos, só se aplicará à Finlândia e à Suécia quando estes se tornarem membros de pleno direito da Aliança, uma vez concluído todo o processo de adesão.

A NATO foi fundada em 1949 por 12 países, incluindo Portugal, tendo aumentado os seus membros em sucessivos processos de alargamento.

 

 

 

O governo congolês exige às Nações Unidas que assegurem que o seu porta-voz na República Democrática do Congo deixe o país o mais rapidamente possíve. O pedido foi feito por meio de uma carta oficial assinada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Christophe Lutundula.

“A presença deste funcionário em território nacional não é susceptível de fomentar um clima de confiança mútua e serenidade, tão essencial entre as instituições congolesas e a Monusco”, afirma Lutundula na carta citada pelo Notícias ao Minuto.

Uma fonte governamental referiu que os comentários feitos por Gillmann à RFI, em que afirmou que a Monusco não tem os meios militares para fazer face ao [movimento rebelde] M23, estão na raiz da tensão actual.

Desde 25 de Julho, vários grupos de manifestantes têm vindo a saquear instalações da missão da ONU, que se encontra na RDCongo desde 1999.

Segundo o Notícias ao Minuto, quatro capacetes azuis foram mortos em Butembo e, pelo menos, 28 manifestantes morreram no Goma, Butembo e Kanyabaonga, no Norte do Kivu. Quatro outros manifestantes foram eletrocutados em Uvira, no Kivu do Sul, quando uma manifestação em que participavam foi dispersa pelas forças de segurança.

A Monusco é uma das maiores missões das Nações Unidas destacadas no mundo, com cerca de 14.000 soldados presentes em várias cidades do leste do Congo.

Desde 2019, movimentos pró-democracia e alguns funcionários locais eleitos têm vindo a apelar à partida da Monusco, que acusam de se recusar a combater os cerca de 100 grupos armados ativos no leste do país.

O Mali deu 72 horas aos militares estrangeiros que se encontram no aeroporto de Bamaco para deixarem o local. As autoridades do Mali consideram que a sua presença cria riscos para a segurança interna e externa do país.

“O alojamento e acolhimento de militares estrangeiros na base cria riscos para a segurança interna e externa” do Mali,  consideram os Aeroportos do Mali, e não estavam previstos no acordo de utilização do espaço referido assinado em 2018, escreve a DW, que afirma ter contactado a a SAS, companhia aérea privada que opera voos na região do Sahel, mas esta não respondeu.

A base da SAS no aeroporto de Bamaco serve como base logística para vários parceiros internacionais do Mali, incluindo militares costa-marfinenses, mas também soldados alemães, austríacos, belgas, suecos e até paquistaneses destacados em missões internacionais, em particular a ONU, disse em meados de Julho o Estado-Maior General costa-marfinense.

Ainda em Julho, o Ministério da Defesa alemão disse que a base da SAS no aeroporto era protegida por militares da Costa do Marfim.

De acordo com a DW, a detenção no dia 10 de Julho de 49 desses militares no aeroporto de Bamaco, que, segundo Abidjan, integravam um procedimento da ONU de apoio aos seus contingentes, mas para o Mali tratavam-se de “mercenários”, desencadeou uma crise diplomática entre Bamaco, Abidjan e a ONU.

O porta-voz da missão da ONU no Mali foi expulso após ser acusado por Bamaco de ter publicado informações falsas sobre o referido caso.

A líder da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, garante que Washington não vai abandonar Taipé, enquanto a Presidente de Taiwan assegurou que a ilha vai manter-se firme face à ameaça militar da China.

“Não vamos abandonar o nosso compromisso com Taiwan”, afirmou Nancy Pelosi, cuja visita à ilha desencadeou a indignação de Pequim.

“Hoje, a nossa delegação (…) veio a Taiwan para dizer inequivocamente que não vamos abandonar o nosso compromisso com Taiwan e que estamos orgulhosos da nossa amizade duradoura”, acrescentou, num evento com a Presidente da ilha, Tsai Ing-wen, refere  o Notícias ao Minuto.

Por sua vez, Tsai Ing-wen assegurou que Taiwan não desistirá face à ameaça das armas. “Face ao aumento deliberado das ameaças militares, Taiwan não recuará. Vamos (…) continuar a defender a democracia”, reiterou.

A China anunciou uma série de exercícios militares junto à ilha, em retaliação à visita de Nancy Pelosi. Mais de 20 aviões militares chineses entraram na Zona de Identificação da Defesa Aérea de Taiwan esta terça-feira, de acordo com o Ministério da Defesa da ilha em comunicado citado pelo Notícias ao Minuto.

As incursões de aviões chineses aconteceram no dia em que a líder da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos chegou a Taipé, no âmbito de uma visita à Ásia.

Nancy Pelosi é a mais importante responsável norte-americana a visitar a ilha em 25 anos. A China, que considera Taiwan parte do seu território, chamou à visita uma grande provocação e ameaçou os Estados Unidos de retaliação, mas os Estados Unidos dizem estar preparados para uma resposta da China.

O processo de corrupção de mais de 20 anos contra o ex-presidente sul-africano Jacob Zuma e o fabricante de armas francês Thales foi adiado novamente, esta segunda-feira, no Tribunal Superior de Pietermaritzburg.

Segundo o Notícias ao Minuto, o juiz Piet Koen decidiu adiar para 17 de Outubro o caso de corrupção, devido a um recurso pendente no Tribunal Constitucional submetido pelo antigo Chefe de Estado sul-africano para que o procurador Billy Downer seja afastado do caso.

Zuma, de 80 anos, e um representante do fabricante de armamento francês Thales não compareceram, ontem, no tribunal por decisão judicial.

Em Maio, o juiz Piet Koen adiou o caso para esta segunda-feira, afirmando que estava pendente uma decisão da presidente do Supremo Tribunal de Apelação, em Bloemfontein, centro do país.

A juíza Mandisa Maya, presidente do SCA, indeferiu posteriormente o pedido de recurso de Zuma ao indeferimento pelo juiz Koen de um pedido especial na instância inferior em Pietermaritzburg, que pedia o afastamento do procurador do julgamento do caso.

A decisão foi anunciada em 16 de Fevereiro pelo juiz Piet Koen, com o fundamento de que “lhe faltam argumentos razoáveis” para aceitar o afastamento do procurador.

Em sequência do indeferimento da juíza Maya, Zuma recorreu ao Tribunal Constitucional da África do Sul.

O ex-presidente e a Thales enfrentam acusações de fraude, extorsão, corrupção, evasão fiscal e lavagem de dinheiro, num caso de corrupção pública de aquisição de armamento multibilionário com mais de 20 anos em que a companhia de armamento francesa é acusada de subornar o antigo Chefe de Estado, refere o Notícias ao Minuto.

O Presidente dos Estados Unidos confirmou a morte do líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, após uma operação antiterrorista que permitiu “fazer justiça” ao eliminar um dos mentores dos ataques de 11 de Setembro.

Esteve profundamente envolvido no planeamento dos ataques de 11 de Setembro [de 2001]. Durante décadas foi responsável por orquestrar ataques contra cidadãos norte-americanos. Agora, foi feita justiça e este líder terrorista já não existe”, frisou Joe Biden, citado pelo Notícias ao Minuto.

Joe Biden referiu que o mundo já não precisa temer este “assassino impiedoso”, destacando em particular, os familiares das vítimas do 11 de Setembro.

“Espero que esta acção decisiva permita mais um virar de página para as famílias que perderam alguém no 11 de Setembro”, afirmou, garantindo que os EUA “continuam a demonstrar capacidade para defender os cidadãos norte-americanos dos que querem fazer mal” ao país.

“Não interessa quanto tempo demore, ou onde quer que se escondam, se forem uma ameaça à população dos EUA, vamos encontrar-vos e eliminar-vos”, sublinhou ainda, dirigindo-se a “todos aqueles um pouco por todo o mundo que querem prejudicar os Estados Unidos”, escreve o Notícias ao Minuto.

Um alto funcionário do governo norte-americano tinha revelado aos jornalistas que decorreu no fim de semana uma “operação antiterrorista contra um grande alvo da Al-Qaeda” no Afeganistão.

Os ‘media’ norte-americanos adiantaram, de imediato, que o alvo de um ataque de ‘drone’ da Agência Central de Inteligência (CIA) “bem-sucedido”, em Cabul, era o líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri.

Joe Biden revelou que os agentes dos serviços de informação norte-americanos rastrearam Al-Zawahiri, que se encontrava numa casa no centro de Cabul, escondido com a família.

O Chefe de Estado norte-americano aprovou a operação na semana passada, na segunda-feira, e esta foi executada no domingo, de manhã, acrescentou.

Segundo a Casa Branca, apenas o líder da Al-Qaeda morreu na operação, e não houve danos colaterais, nem mesmo dos membros da família do líder da organização terrorista, sendo que a mesma informação foi transmitida por Biden.

Uma autoridade dos EUA frisou à agência de notícias France-Presse (AFP) que a operação decorreu sem qualquer presença militar no terreno.

Nascido no Egito em 1951, Zawahiri assumiu a liderança da organização terrorista após a morte de Osama bin Laden, numa operação norte-americana no Paquistão, em 2011.

O Departamento de Estado norte-americano oferecia até 25 milhões de dólares (24,3 milhões de euros) de recompensa por informações que levassem à captura do líder da Al-Qaeda.

O ataque contra Al-Zawahri permite eliminar a figura que moldou a Al-Qaeda, primeiro como ‘vice’ de Osama Bin Laden desde 1998 e depois como o seu sucessor.

As duas figuras utilizaram armas do movimento ‘jihadista’ para atacar os Estados Unidos, orquestrando o ataque mais mortífero em solo norte-americano, os ataques de 11 de Setembro de 2001.

Os ataques ao World Trade Center e ao Pentágono fizeram de Bin Laden o ‘inimigo número um da América’, mas estes nunca teriam ocorrido sem o seu braço direito.

Bin Laden forneceu carisma e dinheiro à Al-Qaeda, mas Al-Zawahri trouxe capacidade tática e habilidades organizacionais necessárias para criar militantes numa rede de células em países de todo o mundo.

A operação ocorreu quase um ano depois da retirada caótica das forças norte-americanas do Afeganistão, que permitiu aos talibãs recuperarem o controlo do país, 20 anos depois.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a Al-Qaeda já tinha perdido o seu ‘número dois’, Abdullah Ahmed Abdullah, morto em Agosto de 2020 em Teerão por agentes israelitas, numa operação secreta apoiada por Washington, segundo revelou na altura o jornal New York Times.

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