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O País – A verdade como notícia

Os deputados da oposição na África do Sul abandonaram o parlamento, numa pressão política para o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, renunciar ao cargo após acusações de lavagem de dinheiro. 

O protesto levado a cabo pelos deputados da oposição no parlamento sul-africano ocorreu durante uma sessão de perguntas e respostas ao Governo deste país, liderado por Cyril Ramaphosa.

A oposição contestou a continuidade dos trabalhos parlamentares, enquanto persistem as acusações contra Ramaphosa. Os parlamentares defendem que Ramaphosa deve responder politicamente pelas acusações de lavagem de dinheiro.

O governante enfrenta acusações relacionadas com o alegado encobrimento de um assalto ocorrido em 2020 numa das suas propriedades privadas, onde teriam sido roubadas grandes somas em moeda estrangeira. 

Ramaphosa rejeita qualquer envolvimento em irregularidades e insiste que não pretende abandonar o cargo.

Refira-se que na semana passada, o Tribunal Constitucional sul-africano considerou que o relatório independente produzido em 2022 deveria ter sido encaminhado para um comité parlamentar de impeachment, ou seja, de destituição, destinado a aprofundar a investigação sobre o escândalo.

Para que a destituição de Ramaphosa avance, será necessário o apoio de pelo menos dois terços dos 400 deputados do Parlamento, entretanto, antes, o comité multipartidário encarregado do processo ainda terá de conduzir investigações adicionais.

Os Presidentes dos Estados Unidos da América e da China defenderam a reabertura do Estreito de Ormuz ao tráfego internacional de petróleo e gás, numa altura em que o bloqueio iraniano continua a provocar tensão nos mercados energéticos mundiais. O encontro entre os governantes decorreu em Pequim e marcou uma nova aproximação diplomática entre as duas maiores economias do mundo.

Em comunicado de imprensa, a Casa Branca afirmou que Xi Jinping e Donald Trump querem a abertura do estreito Ormuz para garantir o livre fluxo de energia.

“Ambos partes concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para garantir o livre trânsito de energia. O presidente Xi deixou clara a oposição da China à militarização do estreito e a quaisquer esforços para impor taxas pelo seu uso”, disse Donald Trump.

Trump revelou ainda que Xi Jinping manifestou disponibilidade para ajudar na resolução da crise e apontou que  Pequim garantiu que não vai  apoiar o Irão.”O Presidente Xi gostaria de ver um acordo. Ele disse: Se eu puder ajudar de alguma forma, terei todo o prazer em ajudar (…) Ele disse que não iria fornecer equipamento militar ao Irão”.

Por sua vez, Xi Jinping defendeu que os projectos das duas nações devem avançar. “Alcançar o rejuvenescimento da nação chinesa e tornar a América grande novamente pode avançar plenamente em paralelo, reforçar-se mutuamente e beneficiar o mundo”, afirmou o Presidente da China.

Apesar do ambiente de cooperação, houve alertas para os Estados Unidos. “Washington deve estar atento aos riscos de conflito caso os Estados Unidos desrespeitem as pretensões chinesas sobre Taiwan”, sublinhou.

As conversações terminaram com um convite formal de Donald Trump para que Xi Jinping visite a Casa Branca em Setembro.

Os governantes militares do Burkina Faso intensificaram a sua repressão sobre ONGs e grupos da sociedade civil nesta terça-feira, anunciando a suspensão de mais 247 associações. As instituições são acusadas pela junta de espionagem  de fazerem acordos com jihadistas que lutam contra o exército.

A suspensão de 247 Associações neste país da África Ociental anunciada esta terça-feira  eleva para mais de 900 o número de organizações encerradas ou dissolvidas pela junta desde o mês passado.

Os impactados pelo mais recente decreto ministerial incluem associações sediadas no Burkina que actuam nos sectores da saúde, educação, direitos das mulheres, agricultura, ambiente, cultura e desporto.

Em julho de 2025, o líder da junta, Ibrahim Traoré, assinou uma lei que restringe o funcionamento de grupos de direitos e sindicatos.

As ONGs internacionais e instituições de caridade que recebem doações estrangeiras são regularmente acusadas pela junta de espionagem ou conluio com jihadistas que lutam contra o exército.

Tanto a Amnistia Internacional como a Human Rights Watch expressaram a sua preocupação com os movimentos que reforçam ainda mais o controlo da junta sobre a sociedade civil.

A Amnistia descreveu no mês passado a dissolução de associações como inconsistente com a constituição do Burkina Faso, que, segundo a organização, garante a liberdade de associação e de sindicato. 

A repressão surge um mês depois de o governo militar ter emitido um decreto que dissolve todos os partidos políticos.

Os governantes militares do Burkina Faso intensificam a repressão sobre grupos da sociedade civil

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou este domingo a Rússia de “terrorismo nuclear” por ocasião do 40.º aniversário do acidente na central ucraniana de Chernobyl, a pior catástrofe nuclear civil da história.

“O mundo não deve permitir que este terrorismo nuclear continue, e a melhor forma de lhe pôr fim é obrigar a Rússia a parar os seus ataques irresponsáveis”, declarou Zelensky, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Zelensky referia-se à guerra desencadeada pela invasão russa da Ucrânia em Fevereiro de 2022.

O acidente na central de Chernobyl ocorreu a 26 de Abril de 1986 quando a Ucrânia integrava a então União Soviética, de que se tornou independente em 1991, pouco antes da dissolução do bloco político controlado pela Rússia.

O número de vítimas permanece desconhecido, com uma contagem oficial de 31 mortos divulgada na altura, mas as estimativas variam entre quatro mil e centenas de milhares, devido a doenças contraídas por exposição à radiação..

O reactor que esteve na origem do acidente foi coberto por um sarcófago construído em pouco tempo, cuja segurança tem sido posta em causa, nomeadamente devido à guerra iniciada pela Rússia.

Zelensky denunciou que drones russos sobrevoam regularmente Chernobyl e que um deles embateu na cúpula de proteção em Fevereiro de 2025.

A Rússia está “mais uma vez a levar o mundo ao limite de uma catástrofe provocada pelo homem”, acrescentou na mensagem alusiva ao aniversário de Chernobil.

A Ucrânia tem actualmente quatro centrais de energia com um total de 15 reactores nucleares.

Uma delas, a de Zaporijia (sul), a maior da Europa, está ocupada por tropas russas desde a invasão de Fevereiro de 2022.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado de emergência do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, na noite deste sábado, após disparos de arma de fogo nas proximidades do evento, em Washington.

Segundo informações preliminares, os tiros foram registados junto à zona de segurança do hotel onde decorria a cerimónia, provocando momentos de pânico entre jornalistas, convidados e altas figuras do Estado. 

Testemunhas relatam que centenas de pessoas se abrigaram debaixo das mesas, enquanto agentes do Serviço Secreto evacuavam rapidamente o presidente e outros dirigentes.

As autoridades confirmam que um suspeito armado foi detido. Há indicação de que o indivíduo tentou violar o perímetro de segurança e efetuou disparos, tendo sido neutralizado pelas forças de segurança.

Donald Trump e a primeira-dama não sofreram ferimentos e já se encontram em segurança. Um agente do Serviço Secreto terá sido atingido, mas protegido pelo colete balístico.

O incidente interrompeu abruptamente o evento, considerado um dos mais importantes encontros entre o poder político e a imprensa nos Estados Unidos, e levanta novas preocupações sobre a segurança em eventos de alto nível.

As autoridades policiais norte-americanas detiveram imediatamente o autor do tiroteio ocorrido no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, no Hotel Hilton, em Washington, D.C., onde estavam presentes Donald e Melania Trump.

O presidente dos Estados Unidos publicou mesmo uma fotografia do alegado autor do incidente na sua conta pessoal da rede social Truth.

Imediatamente após o incidente, o presidente dos EUA deu uma conferência de imprensa na qual elogiou os membros da sua equipa de segurança pela sua resposta imediata, embora tenha sublinhado que não havia informações que indicassem o que estava prestes a acontecer.

Imediatamente após o incidente, o presidente dos EUA deu uma conferência de imprensa na qual elogiou os membros da sua equipa de segurança pela sua resposta imediata, embora tenha sublinhado que não havia informações que indicassem o que estava prestes a acontecer.

O presidente dos Estados Unidos, quando questionado sobre a razão pela qual estava a ser alvo de um possível assassinato, respondeu que poderia ser por ser “muito influente” e comparou-se a Abraham Lincoln.

“Estudei os assassinatos e tenho de vos dizer que as pessoas mais influentes, as que têm mais influência… olhem para as pessoas… Abraham Lincoln. Quero dizer, se olharmos para as pessoas que passaram por algo assim, veremos onde as encontram. As que têm o maior impacto, as que deixam a maior pegada, são as que são visadas”, disse Donald Trump.

Abraham Lincoln foi o primeiro presidente dos EUA a ser assassinado, em 1865, com um tiro na cabeça.

“Foi uma experiência traumática para Melania”, disse Trump, afirmando que inicialmente não queria que eles saíssem da sala, mas foi-lhe dito que o protocolo tinha de ser seguido.

“Não vamos deixar que ninguém se apodere da nossa sociedade”, salientou Donald Trump.

“Foi um barulho muito alto, vindo de longe. Ainda não tinha chegado à nossa zona. Eles ouviram-no e apanharam-no, mas estava muito longe. Mas era uma arma. E algumas pessoas perceberam-no muito rapidamente. Outras não. Eu estava a ver o que se passava. Se calhar devia ter descido ainda mais depressa. A Melania estava plenamente consciente, penso eu, do que estava a acontecer. Acho que ela entendeu imediatamente o que estava a acontecer. Ela disse: ‘É um barulho mau.’ Fomos rapidamente retirados juntamente com outras pessoas”, disse Donald Trump ao descrever o incidente.

Autor do crime foi detido

Segundo as primeiras investigações, o autor do incidente estava armado com uma pistola, uma caçadeira e facas, de acordo com as autoridades policiais.

De acordo com Janine Piro, procuradora-geral de Washington, o autor do ataque “queria claramente magoar o maior número possível de pessoas e causar o maior número possível de danos”

O tiroteio teve lugar no átrio, fora da sala onde se realizou o evento.

Não é a primeira vez que este hotel é palco de um atentado contra um presidente norte-americano. O Hotel Hilton em Washington DC ficou marcado pela tentativa de assassinato do então Presidente dos EUA Ronald Reagan, a 30 de Março de 1981, por John Hinckley Jr.

O atirador conseguiu disparar seis vezes contra o ocupante da Casa Branca numa questão de segundos. Uma das balas atingiu Reagan no peito e outras feriram gravemente o assessor de imprensa, um polícia e um agente do Secret Service. 

Os seguranças de Reagan salvaram-lhe a vida ao colocá-lo imediatamente na limusina presidencial. Foi levado para o Hospital George Washington, onde foi imediatamente submetido a uma cirurgia.

O autor do crime foi preso, declaradamente obcecado com a atriz Jodie Foster, cuja atenção quis chamar, mas foi posteriormente absolvido por insanidade e colocado num hospital psiquiátrico.

A antiga primeira-dama moçambicana e presidente do Conselho de Administração da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, Graça Machel, foi distinguida, esta sexta-feira, em Luanda, com o Prémio “Individualidade Lusófona 2026”, atribuído pela Forbes África Lusófona.

A distinção reconhece o contributo de Graça Machel na promoção dos direitos humanos, da educação e do desenvolvimento sustentável em África e no espaço lusófono, ao longo de várias décadas de intervenção política e social.

Durante o discurso de agradecimento, a homenageada evocou figuras históricas da luta de libertação africana, sublinhando o espírito de missão colectiva que marcou a sua geração.
“Numa altura das nossas vidas, decidimos que não nos pertencíamos a nós próprios. Dedicámo-nos à luta de libertação nacional e, neste momento, evoco muitos, em particular Agostinho Neto, Aristides Pereira e Samora Machel”, afirmou.

O prémio destaca personalidades que, para além da esfera política, têm influenciado políticas públicas e mobilizado diferentes sectores em torno de causas estruturais, como a educação, a igualdade de género e a inclusão social.

Nascida Graça Simbine, em Moçambique, construiu um percurso marcado pelo activismo desde cedo. Em 1968, integrou a Casa dos Estudantes do Império e, no contexto da luta anti-colonial, aproximou-se da FRELIMO, onde viria a desempenhar um papel activo.

Após a independência, assumiu o cargo de Ministra da Educação, liderando reformas no sistema educativo num período de reconstrução nacional. Ao longo da sua trajectória, colaborou com organismos internacionais como a UNESCO e o UNICEF, contribuindo para estudos sobre o impacto dos conflitos armados na infância e para a definição de políticas orientadas ao desenvolvimento humano.

Reconhecida como uma das vozes mais influentes na defesa dos direitos das mulheres em África, Graça Machel tem também contestado práticas tradicionais que limitam o desenvolvimento feminino, promovendo a igualdade de género no continente.

A cerimónia, realizada em Luanda, reuniu líderes empresariais, representantes institucionais e organizações da sociedade civil. Na mesma ocasião, foi igualmente distinguido o antigo Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, pelo seu contributo para a democracia, os direitos civis e o desenvolvimento em África.

Grupos de defesa do clima alertam que o adiamento do encerramento de usinas termelétricas a carvão na África do Sul pode levar à morte de até 32 mil pessoas ​​entre 2026 e 2050. A zona industrial mais poluente do país dista a 300 quilómetros de Maputo.

Cerca de 80% da energia da África do Sul é fornecida pelas usinas termelétricas a carvão, uma das fontes energéticas que mais poluem o ambiente. Devido a esta e outras situações, a África do Sul ocupa a 11ª posição em emissões de gases de efeito estufa no mundo. 

Embora o país esteja no caminho do cumprimento do Acordo de Paris, para limitar o aquecimento global, no ano passado o governo aprovou a prorrogação do prazo de operação de 14 usinas termelétricas a carvão, duas delas até 2050, contra o prazo inicial de 2030.

Entretanto, um relatório de organizações ambientais baseadas na terra do Rand, aponta que o atraso no encerramento das usinas, baseadas em Mpumalanga província  fronteiriça com Moçambique, poderá levar a milhares de mortes e provocar 41 mil partos prematuros.

Boa parte das usinas de carvão estão no Mpumalanga, incluindo 12 centrais de energia eléctrica a carvão da estatal Eskom. A província que até 2024 concentrava cerca de 800.000 moçambicanos, tem um dos ares mais poluídos pela concentração de dióxido de nitrogénio.

A presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, prometeu uma reforma constitucional em resposta à violência pós-eleitoral do ano passado, que deixou centenas de mortos. 

A promessa da presidente da Tanzânia surgiu após o anúncio das conclusões, nesta quinta-feira, da comissão governamental criada para investigar o derramamento de sangue naquele país da África Oriental depois da violência pós-eleitoral. 

Segundo as conclusões, 518 pessoas foram mortas e pelo menos 2 mil ficaram feridas, dados que, para Hassan, vão orientar emendas constitucionais, incluindo a criação de uma comissão de reconciliação.

Além disso,  a presidente também anunciou a criação de um órgão de investigação criminal para revisar a agitação pós-eleitoral.

O presidente também anunciou a formação de um órgão de investigação criminal para analisar os distúrbios ocorridos após as eleições.

“O que aconteceu em Outubro de 2025 não interrompeu nem diminuiu os problemas que enfrentamos como país. O caos se instaurou, mas o caos e a violência não resolveram nossos problemas. Pelo contrário, agravaram-nos”, disse Hassan, citada por African News.

Ela afirmou que o órgão irá identificar aqueles que planejaram, financiaram e estiveram envolvidos em actos criminosos como saques e danos à infra-estrutura.

Hassan afirmou que a investigação também abrangerá casos de corpos desaparecidos e alegações de sequestros.

Refira-se a Tanzânia foi palco de violência pós-eleitoral em 29 de Outubro, após jovens saírem às ruas acusando o Governo de silenciar a oposição, enquanto o líder do principal partido de oposição permanecia preso por traição e o candidato presidencial do segundo maior partido de oposição estava impedido de concorrer.

A Comissão Europeia promete agir em caso de agressão a um Estado-membro, afirmou esta sexta-feira o Presidente de Chipre aos jornalistas. A medida foi tomada durante a cimeira informal de chefes de Estado e de Governo que decorre em Nicósia, Capital do Chipre.  

Em declarações esta sexta-feira aos jornalistas à chegada no segundo dia da cimeira informal de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, em Nicósia, o presidente do Chipre foi questionado sobre o que é que os líderes acordaram quanto ao artigo 42.7 dos tratados, que consagra o princípio de defesa mútua em caso de agressão a um Estado-membro, e que discutiram esta quinta-feira à noite.

“O que concordamos ontem à noite é que a Comissão vai preparar um plano sobre como responderemos caso um Estado-membro ative o artigo 42.7. Há várias questões para as quais precisamos de ter uma resposta”, afirmou.

O presidente de Chipre disse ainda  que, por exemplo, se França decidir activar o artigo 42.7, é preciso perceber qual é que vai ser o primeiro Estado-membro a responder e que meios é que poderão ser mobilizados.

O artigo 42.7, que consagra o princípio de defesa coletiva em caso de agressão a um Estado-membro, só foi ativado uma vez na história da Uniao Europeia: pela França, em 2016, após os atentados terroristas em Paris.

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