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Donald Trump garante que o cessar-fogo em Gaza está em vigor apesar de ter sido violado por Israel e pelo Hamas. O Egito, país mediador do conflito, apela a que ambas partes cumpram o que está acordado no plano de paz.

Na Faixa de Gaza, regressou o medo dos bombardeamentos e o receio de que a trégua não seja respeitada.

Um dos emissários dos Estados Unidos da América às conversações entre Israel e o movimento islamista Hamas afirmou que o estado hebraico tem de “arranjar maneira de ajudar” os palestinianos a reerguerem-se depois da guerra. Jared Kushner falava nesta segunda-feira, numa entrevista pré-gravada à televisão CBS.

A guerra entre Israel e Hamas está na fase do cessar-fogo, desde que os Estados Unidos, Egipto e Qatar decidiram negociar o seu fim, com acordos feitos e que devem permitir a troca de prisioneiros e demais condições entre as partes.

Entretanto, Jared Kushner, que já chegou a Israel juntamente com o enviado norte-americano Witkoff, que falou antes dos mais recentes ataques das Forças da Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa), apesar do cessar-fogo acordado e patrocinado por Trump, Qatar, Turquia e Arábia Saudita, considera que Israel deve arranjar formas de ajudar Palestina a ficar melhor.

“A mensagem mais importante que queremos transmitir aos responsáveis israelitas, agora que acabou a Guerra, é a de que, se querem ter Israel integrado no Médio Oriente, têm de arranjar maneira de ajudar o povo palestino a singrar e a ficar melhor”, disse Jared Kushner.

O também genro do Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou ainda que se trata de “uma situação muito difícil e de uma dinâmica bastante complexa”.

“Agora, o Hamas está a fazer precisamente o que seria expectável por parte de uma organização terrorista, tentar reagrupar-se e voltar a ganhar equilíbrio”, continuou, contrapondo que, se houver “uma alternativa”, aquele grupo palestino extremista “vai fracassar e Gaza deixa de ser uma ameaça para Israel”.

Questionado directamente sobre a coexistência de dois estados naqueles territórios, Kushner afirmou que “a palavra ‘Estado’ significa coisas diferentes para pessoas diferentes”.

“O nosso foco, agora, é criar uma situação de segurança para ambos e de oportunidades económicas tanto para israelitas como para palestinianos, para que possam viver pacificamente, lado a lado, sustentavelmente”, concluiu.

Israel bombardeou vários locais na Faixa de Gaza no domingo em resposta ao que interpretou como uma violação do acordo por parte do Hamas.

Os bombardeamentos ocorreram após confrontos na manhã de domingo na zona de Rafah, localizada no sul de Gaza, e controlada pelo exército israelita, tendo morrido dois soldados das IDF e dezenas de palestinos, de acordo com o Hamas.

Após estes confrontos, Israel alegou ter “retomado a aplicação do cessar-fogo”, enquanto Trump afirmou que a trégua “continua em vigor”.

Dois membros do pessoal da segurança morreram, na madrugada desta segunda-feira, após um avião de carga  derrapar em direcção ao mar, no aeroporto de Hong Kong. O acidente ocorreu durante a aterragem.

Dois funcionários  que se encontravam num veículo em serviço no aeroporto internacional de Hong Kong morreram, depois de um avião de carga Boeing 747 proveniente do Dubai ter derrapado na pista durante a aterragem e colidido com o veículo em que seguiam, empurrando-o para o mar. 

O aparelho, operado pela transportadora turca ACT Airlines em nome da Emirates, ficou parcialmente submerso, mas os quatro tripulantes a bordo escaparam ilesos.

A Emirantes reagiu ao sinistro e explicou que o voo sofreu danos ao aterrar em Hong Kong e que era um avião de carga alugado com tripulação. 

Sobre as causas do acidente, a companhia aérea assegura que ainda estão a ser investigadas, incluindo as condições meteorológicas, da pista e do próprio avião.  

O exército israelita lançou novos ataques aéreos no sul de Gaza, alegando responder a uma “flagrante violação” do cessar-fogo por parte do Hamas, e suspendeu o acesso à ajuda humanitária ao enclave. 15 pessoas morreram durante a ofensiva.

As Forças de Defesa de Israel iniciaram uma série de ataques contra alvos terroristas do Hamas, no sul da Faixa de Gaza, segundo anunciou o exército israelita, em comunicado. 

Os bombardeamentos atingiram a zona oriental de Khan Yunis e a área de Rafah, no sul do território.

Em resultado da ofensiva, pelo menos 15 pessoas morreram, incluindo seis civis.

Israel justifica que os ataques são uma resposta aos disparos do Hamas, entretanto o movimento islamita nega as acusações e assegura que permanece comprometido com o cessar-fogo.  

O cessar-fogo prevê a retirada gradual do Exército israelita da Faixa de Gaza, a libertação de reféns e prisioneiros e a entrada de ajuda humanitária no território, além da futura formação de um novo governo sem a participação do Hamas.

O Afeganistão e o Paquistão acordaram num cessar-fogo imediato, após conversações com mediadores do Qatar em Doha. A informação foi partilhada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar.

O acordo de cessar-fogo imediato entre Afeganistão e Paquistão marca o fim de uma semana de combates transfronteiriços que mataram dezenas de pessoas e feriram centenas de outras, entre os dois países em vários anos.

Depois da mediação do Qatar, as duas partes concordaram em estabelecer mecanismos para consolidar a paz e a estabilidade duradouras.

Concordaram também em realizar conversações de acompanhamento nos próximos dias para garantir a sustentabilidade das tréguas.

Um comunicado do Qatar acrescenta que os negociadores turcos também contribuíram para a conclusão do acordo.

Nos últimos tempos, a violência entre os dois países tem vindo a aumentar desde o início do mês e cada um deles diz estar a responder à agressão do outro. 

As Nações Unidas alertam que quase 900 milhões de pessoas pobres estão expostas a riscos climáticos como calor extremo, secas e enchentes.O  alerta surge para exigir respostas concretas da COP30, em Novembro no Brasil.

Um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas, nesta sexta-feira, revela que quase 900 milhões de pessoas em situação de pobreza estão directamente expostas a riscos climáticos agravados pelo aquecimento global.

De acordo com o estudo, essas populações estão vulneráveis devido a ondas de calor extremo, secas prolongadas, enchentes e altos níveis de poluição do ar. 

A ONU aponta que a África Subsaariana e o Sul da Ásia são as regiões mais afectadas, onde a pobreza extrema combina com impactos ambientais cada vez mais severos.

A pesquisa mostra que mais de 650 milhões de pessoas pobres estão expostas a dois ou mais riscos em simultâneo  e 11 milhões já enfrentaram os quatro tipos de ameaça em apenas um ano. 

A organização apela aos líderes globais para adoptarem  políticas urgentes contra o avanço do aquecimento global na próxima COP30 marcada para Novembro no Brasil.

 

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, adverte ao Hamas, que não teria outra opção  senão entrar e matar os membros, se o derramamento de sangue  persistir na Faixa de Gaza. Trump aumenta as críticas  contra o Hamas, numa altura em tenta manter o seu acordo de paz em Gaza. 

Foi através de uma publicação nas redes sociais, que o presidente norte-americano, Donald Trump,  ameaçou tomar medidas severas se o Hamas não avançar com o desarmamento em Gaza.

“Se o Hamas continuar a matar pessoas em Gaza, o que não estava no acordo, não teremos outra escolha senão entrar e matá-los”, escreveu numa rede social. 

A advertência de Trump veio depois dele ter minimizado a violência interna no território desde que um acordo de cessar-fogo e libertação de reféns entre Israel e o Hamas entrou em vigor na semana passada, após dois anos de guerra.

A Casa Branca não prestou qualquer esclarecimento e o líder norte-americano não explicou como é que iria levar a cabo o seu aviso, mas Trump esclareceu mais tarde que não iria enviar tropas norte-americanas para Gaza.

Na terça-feira, Trump disse que o Hamas tinha eliminado um par de gangues que eram maus e tinha matado vários membros de gangues. 

Mas também deixou claro que tinha pouca paciência para os assassinatos que o Hamas estava a levar a cabo contra facções rivais no interior do território devastado.

O coronel do exército que tomou o poder num golpe militar foi empossado como novo líder de Madagáscar nesta sexta-feira.  A tomada de poder derrubou o Presidente Andry Rajoelina e o obrigou a fugir do seu país.

O Coronel Michael Randrianirina, comandante de uma unidade de elite do exército malgaxe, prestou juramento para se tornar o novo presidente numa cerimónia realizada na câmara principal do Supremo Tribunal Constitucional do país, perante os nove juízes do órgão.

A sua ascensão à presidência ocorreu apenas três dias depois de ter anunciado que as forças armadas estavam a assumir o poder na ilha do Oceano Índico, com cerca de 30 milhões de habitantes, localizada na costa oriental de África.

As Nações Unidas condenaram a tomada militar como uma alteração inconstitucional do governo, mas houve poucas reacções de outros países, incluindo do antigo poder colonial de Madagáscar, França.

A tomada de poder ocorreu após três semanas de protestos anti-governamentais.

O presidente interino da Síria, Ahmad al-Sharaa, realiza uma visita ao Kremlin, onde espera-se que vá apelar oficialmente à extradição de Bashar al-Assad. A viagem ocorre menos de um ano após al-Sharaa liderar uma ofensiva rebelde que pôs fim a mais de uma década de regime autoritário e de apoio russo a al-Assad.

Apesar de ter sido recebido com todas as honras em Moscovo, esta quarta-feira, al-Sharaa adoptou uma postura pragmática, mantendo o controlo russo sobre as bases militares na Síria, enquanto reforça os laços diplomáticos com o Ocidente. 

Em declarações, Al-Sharaa sublinhou a importância de desenvolver laços históricos entre os dois países.

O Kremlin tem evitado abordar o futuro de al-Assad, que se encontra sob asilo político na Rússia desde a sua fuga em Dezembro. 

Moscovo justificou o asilo como uma medida humanitária, alegando que o ex-presidente e sua família enfrentavam risco de morte caso permanecessem na Síria.

Numa recente entrevista, al-Sharaa declarou que vai usar “todos os meios legais” para levar al-Assad a julgamento no país. 

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