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O País – A verdade como notícia

Cerca de 10 mil pessoas manifestaram-se, este sábado, no centro de Berlim para pedir negociações com Moscovo, em vez da entrega armas a Kiev. Os protestos aconteceram para marcar um ano após a invasão russa na Ucrânia.

A manifestação, que teve como slogan “Levante-se pela paz”, os manifestantes tomaram a palavra para pedir diplomacia em vez de entrega de armas.

Os manifestantes acusam o governo do chanceler federal alemão, Olaf Scholz, de promover uma escalada belicista com a ajuda militar a Kiev. Os protestos foram antecedidos de uma petição online que obteve apoio de mais de 620 mil assinaturas, de acordo com o site change.org.

Os organizadores da manifestação quererem ver “negociações e comprometimentos” de ambos os lados do conflito na Ucrânia, para evitar que ele se transforme em uma possível guerra nuclear.

Segundo um porta-voz da polícia de Berlim, outras manifestações do mesmo movimento foram anunciadas, assim como contramanifestações. Com receio de confrontos, a polícia mobilizou cerca de 1.400 efectivos.

Igualmente em Madrid, centenas de pessoas manifestaram-se este sábado a favor da paz na Ucrânia e contra o Presidente russo, Vladimir Putin, e a NATO, exigindo o fim da guerra através de um caminho pacífico, que não contribua para a “escalada belicista” que, segundo os manifestantes, está a ser promovida tanto pela Rússia como pela Aliança Atlântica.

Os manifestantes marcharam pelo centro da capital até chegar ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O Papa Francisco lamentou a morte de mais de 30 migrantes, incluindo vários menores, na costa do sul de Itália, após o barco em que viajavam ter batido em rochas e naufragado.

“Esta manhã, soube com tristeza do naufrágio ao largo da costa da Calábria, perto de Crotone. Quarenta mortos já foram recuperados, entre eles muitas crianças. Rezo por cada uma delas, pelos desaparecidos e pelos outros migrantes sobreviventes”, disse Francisco no final do Angelus na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano.

O naufrágio ocorreu de madrugada, numa altura de forte agitação marítima. As equipas de socorro disseram que encontraram 43 corpos e 80 sobreviventes, escreve o Notícias ao Minuto.

Entre as vítimas encontram-se muitas crianças, incluindo um recém-nascido, e mulheres, segundo relatos dos socorristas.

As autoridades receiam que o número de vítimas mortais possa aumentar, dado que, segundo relatos de sobreviventes, estariam entre 150 e 250 pessoas a bordo.

A imprensa italiana noticiou que os migrantes são do Iraque, Irão, Síria e Afeganistão.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, expressou o seu “profundo pesar” pela tragédia e disse que era “criminoso colocar um barco de 20 metros com 200 pessoas a bordo e uma previsão do mau tempo” no mar.

Cerca de 94 milhões de eleitores foram chamados este sábado às urnas para eleger o próximo Presidente da Nigéria. O actual Chefe de Estado, Muhammadu Buhari, vai deixar o cargo após dois mandatos.

A votação para eleger o sucessor do Presidente Muhammadu Buhari, na Nigéria, decorreu sem incidentes graves, apesar de atrasos em várias secções de voto. Os resultados eleitorais devem ser conhecidos na próxima semana.

De acordo com a DW, a Comissão Eleitoral Nacional Independente, que preparou mais de 170 mil centros de votos por todo o país, tinha registados perto de 93,5 milhões de possíveis eleitores e decidiu manter as urnas abertas até às 14:30, hora local.

No entanto, muitas destas secções de voto acabaram por fechar mais tarde, depois de se terem verificado atrasos na abertura, o que causou frustração junto dos eleitores.

O presidente da comissao, Mahmud Yakubu, reconheceu as falhas logísticas, mas assegurou que todas as pessoas que chegaram ao local de voto antes do fecho das urnas poderiam votar.

“Não conseguimos abrir a tempo alguns locais de voto, por problemas logísticos, que persistem, apesar dos nossos esforços. Ainda que existam algumas queixas, foram entregues milhões de boletins e folhas com resultados”, indicou o responsável do INEC, em declarações aos jornalistas.

 

TENTATIVA DE FRAUDE

O líder da comissão eleitoral, Mahmud Yakubu, confirmou um ataque de presumíveis terroristas contra os trabalhadores do INEC no estado nigeriano de Borno (nordeste), um dos bastiões dos grupos jihadistas do Boko Haram e do Estado Islâmico.

Segundo o presidente do INEC, citado pela DW, um grupo de atacantes, alguns ainda por identificar, dispararam contra os escritórios daquele organismo na cidade de Gwoza.

A Comissão de Crimes Económicos e Financeiros da Nigéria diz ter interceptado uma mulher com 18 cartões de eleitor no estado de Kaduna.

Concorrem para a sucessão de Muhammadu Buhari 18 candidatos e, pelo menos, 4.223 pessoas aos 469 lugares na Assembleia Nacional, 109 senadores e 360 deputados à Câmara dos Representantes.

Pela primeira vez desde 1999, as eleições presidenciais podem vir a ser decididas em duas voltas, devido à popularidade crescente de um candidato alternativo aos dois partidos que historicamente disputam o cargo.

Bola Ahmed Tinubu, do Congresso de Todos os Progressivos (APC, na sigla em inglês, no poder), e Atiku Abubakar, do Partido Democrático Popular (PDP, maior partido da oposição), são os mais fortes candidatos de um sistema que se tem mantido estável desde o fim da ditadura militar em 1999, mas que, desta vez, é desafiado por um “forasteiro”, Peter Obi, do Partido Trabalhista (LP), líder nas principais sondagens pré-eleitorais.

Pelo menos 43 migrantes morreram, este domingo, depois de o barco em que viajavam ter naufragado em Cutro, a 20 quilómetros de Crotone, na costa sul de Itália. Os corpos foram encontrados na praia, na localidade de Steccato, e entre as vítimas está um recém-nascido.

Segundo a imprensa internacional, cerca de cinquenta pessoas foram resgatadas, enquanto a busca por outros sobreviventes continua.

O barco no qual viajavam os migrantes, vindos do Irão, Afeganistão e Paquistão, terá batido contra as rochas devido à agitação marítima.

De acordo com fontes, os migrantes “não chegaram a tempo de pedir ajuda” e alguns dos sobreviventes terão chegado à costa sem auxílio.

Citando fontes portuárias não identificadas, a televisão italiana RAI disse que o navio transportava mais de 100 migrantes.

Mais de 7.700 migrantes desembarcaram na costa de Itália desde o início do ano, em comparação com as 4.263 que chegaram no mesmo período do ano anterior.

Face ao aumento de chegadas, o parlamento italiano aprovou um decreto do Governo, no dia 14 de Fevereiro, que obriga uma organização a solicitar o desembarque de migrantes imediatamente após um resgate e atribui portos distantes para desembarcar os resgatados.

O grupo dos sete países mais industrializados do mundo ameaça sancionar os países que continuarem a ajudar a Rússia na guerra com a Ucrânia. O G7 diz estar empenhado para impedir a Rússia de encontrar novos recursos para a guerra

Assinalou-se, esta sexta-feira, um ano da invasão russa à Ucrânia. No mesmo dia, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo reuniu-se para tomar um novo posicionamento em relação à guerra.

O G7 decidiu que todos os países que apoiarem a Rússia de modo a enfraquecer as sanções impostas sobre si e fornecer recursos para a guerra sofrerá consequências severas.

“Pedimos a países terceiros e a outros actores internacionais que procuram contornar ou enfraquecer as nossas medidas para porem fim à sua ajuda material à guerra protagonizada pela Rússia, sob pena de se sujeitar a consequências severas”, lê-se num comunicado da organização, citado pela imprensa internacional

Os membros do G7 asseguraram ainda estar “empenhados em impedir a Rússia de encontrar novos meios de obter materiais, tecnologias e equipamentos militares e industriais avançados”, inclusive provenientes de países ocidentais.

O Grupo dos Sete países mais industrializados do mundo é composto pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos da América, França, Itália, Japão e Reino Unido e uma representação da União Europeia.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também esteve presente na reunião.

Passa, hoje, um ano de guerra entre a Rússia e a Ucrânia. O fim do conflito é ainda incerto e o impacto está longe de se estender. O Presidente ucraniano diz que a Ucrânia vai prevalecer e este ano será de vitória. Já a Rússia diz que vai lutar até alcançar os seus objectivos

A 24 de Fevereiro de 2022, a Rússia iniciou uma guerra contra a Ucrânia. Além de questões geopolíticas entre os dois países envolvidos, interesses territoriais, culturais e económicos motivaram a invasão.

Esta sexta-feira, passa um ano da agressão militar à Ucrânia. O número real de baixas civis e militares, bem como de danos em infra-estruturas é ainda desconhecido, mas a Organização das Nações Unidas admite que será consideravelmente elevado.

O Presidente ucraniano assinalou um ano de guerra com uma mensagem publicada no Twitter, na qual afirmou:

“A 24 de Fevereiro de 2022, milhões de nós fizeram uma escolha. Não uma bandeira branca, mas uma bandeira azul e amarela, as cores da Ucrânia. Não fugir, mas encarar. Resistir e lutar.”

Descrevendo o ano que passou como “um ano de dor, tristeza, fé e unidade”, Volodymyr Zelensky mostrou-se optimista que 2023 será o ano da “vitória”.

Já a Rússia garante que vai lutar até que alcance os seus objectivos.

“Que ninguém duvide: as forças armadas da Federação Russa responderão adequadamente a qualquer provocação do regime de Kiev”, lê-se num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, citado pela imprensa internacional.

Moscovo diz que vai retaliar contra qualquer “provocação” militar ucraniana na região separatista pró-russa na Transnístria, na Moldovia, onde Moscovo tem um contingente militar.

O grupo dos sete países mais industrializados do mundo vai apelar ao fim de qualquer ajuda militar à Rússia. Os Estados Unidos da América já tinham acusado Moscovo de usar drones iranianos.

Enquanto isso, a Rússia está a realizar exercícios militares com a África do Sul e China em Durban. Prevê-se que os treinos militares navais terminem no dia 27 de Fevereiro e abranjam mais de 350 soldados sul-africanos.

O número de mortos no desastre causado pela chuva no litoral do Brasil subiu de 48 para 50, nas últimas 24 horas.

De acordo com os dados actualizados, esta quinta-feira, pela Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo “a prioridade segue no socorro às vítimas e no fornecimento aos mais de 2.251 desalojados e 1.815 desabrigados em todo estado.”

Há ainda dezenas de desaparecidos, devido ao nível de precipitação recorde no país, com mais de 680 milímetros.

Do total de mortos, 49 foram registados no município de São Sebastião e um em Ubatuba.

“Equipas do município de São Sebastião com psicólogas e assistentes sociais fazem um trabalho de acolhimento dos familiares das vítimas”, afirmaram as autoridades.

As equipas de resgate prosseguem esta quarta-feira as operações de buscas de 57 pessoas desaparecidas após as fortes chuvas que atingiram o litoral do estado brasileiro de São Paulo, e que causaram 48 mortos até agora, segundo as autoridades locais, citadas pelo Observador.

Segundo o governo regional de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira foram confirmadas outras duas mortes, elevando o total de mortos agora para 48, enquanto se estima que ainda haja 57 desaparecidos.

Os trabalhos de salvamento concentram-se sobretudo na cidade de São Sebastião, onde se registou a grande maioria das vítimas desta calamidade, provocada por um nível de precipitação recorde no país, com mais de 680 milímetros em 24 horas.

Segundo dados oficiais, quase 3.000 pessoas tiveram que deixar as suas casas por medo de novos deslizamentos de terra em todo o litoral de São Paulo, rodeado por montanhas que nas últimas décadas foram ocupadas de forma irregular e onde ainda restam centenas de residências em risco.

O Presidente do país, Lula da Silva, visitou a região na segunda-feira. Através dessa cooperação, desde segunda-feira a população das cidades atingidas pelas chuvas começou a receber alimentos, remédios, produtos de higiene e roupas, que são distribuídos por membros da Defesa Civil e das Forças Armadas.

A Marinha do Brasil anunciou que vai instalar um hospital de campanha em São Sebastião e também que vai deslocar para aquela área um porta-aviões, que servirá de base para helicópteros que participarão em operações de resgate e atendimento a vítimas.

Venceu o carnaval no Brasil a escola de samba que retrata a história do moçambicano nomeado samurai no Japão no século XVI.

Yasuke, nascido na Ilha de Moçambique, foi o primeiro negro a chegar ao japão e tornou-se o primeiro samurai negro.

Foi através representação da história do primeiro negro a escalar japão, em 1579, que a escola de samba, Mocidade Alegre, venceu o prémio do carnaval de São Paulo 2023.

Dança e ilustrações feitas na pista ovacionaram a grandeza de Yasuke, nascido na Ilha de Moçambique, entre 1555 e 1566.

Yasuke, primeiro negro a chegar ao Japão, conheceu Oda Nobunaga, o mais poderoso samurai japonês, que mais tarde o tornou seu fiel guarda-costas.

Maravilhado pelas características físicas de Yasuke, Nobunaga viria a nomear, mais tarde, Yasuke Samurai, passando a vestir as armaduras dos soldados japoneses de elite.

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