O País – A verdade como notícia

A capital ucraniana, Kiev, sofreu um ataque de mísseis e drones que destruíram alvos militares e energéticos. O governo russo, confirmou em um comunicado, desta quarta-feira, a autoria e justificou, que trata-se de uma resposta contra os recentes ataques em seu território.

O documento de Moscovo foi divulgado depois de Kiev ter denunciado ataques “maciços” durante a noite à rede de energia, que provocaram seis feridos, com as autoridades ucranianas a alertarem para possíveis cortes de energia, face à situação “particularmente difícil” no país.

“O inimigo não desiste dos seus planos de privar os ucranianos de energia. Um novo ataque maciço à nossa indústria energética!”, citou o Notícias ao Minuto, o ministro da Energia da Ucrânia, German Galushchenko.

Galushchenko, concluiu que os ataques tiveram como alvo instalações de produção e transmissão de eletricidade nas regiões de Poltava (leste), Kirovograd (centro), Zaporijia (sul), Lviv, Ivano-Frankivsk e Vinnytsia (oeste).

A cidade de Kherson, no sul, também ficou “parcialmente privada de eletricidade” devido a “ataques inimigos”, disse o governador da região, Oleksandr Prokudin também mencionado pela mesma fonte.

E, de facto, Putin está a cuimprir suas ameaças de responder aos ataques do ocidente, ao que, há dois dias, o presidente russo anunciou exercícios nucleares russos nas proximidades da Ucránia.

 

Os Estados Unidos da América suspenderam um carregamento de 3500 bombas a Israel, depois do ataque a Rafah, no sul da faixa de Gaza.

A suspensão do carregamento de bombas que tinham como destino Israel acontece depois de Israel não ter respondido às preocupações de Washington sobre a ofensiva em Rafah, sul da Faixa de Gaza, disse um dirigente governamental.

A Casa Branca está preocupada com o uso de explosivos de grande dimensão em área populosa. Entretanto, ainda não está definido se a entrega será feita em data posterior.

A Casa Branca começou a rever a futura transferência de armas para Israel em Abril, quando o governo de Netanyahu foi dando indicações cada vez mais claras da intenção de levar a cabo uma ofensiva militar em Rafah.

Israel não deu a devida ponderação às preocupações dos Estados Unidos sobre as necessidades humanitárias dos civis em Rafah, disse um alto funcionário norte-americano.

Um segundo funcionário da administração norte-americana, também sob anonimato e citado pelo Washington Post, disse que a medida servia para transmitir a Israel a seriedade das preocupações dos Estados Unidos sobre o impacto da operação militar em Rafah.

O Departamento de Estado norte-americano está também a examinar outras transferências de armas, incluindo a utilização de bombas de precisão, guiadas à distância.

Novo balanço das autoridades brasileiras indica que as inundações causadas por fortes chuvas no sul do Brasil, provocaram 96 pessoas, numa altura em que estão previstas novas tempestades.

De acordo com a Defesa Civil, para além das 96 pessoas vítimas mortais, as inundações no Brasil deixaram 131 pessoas desaparecidas e 362 feridas. As inundações já afectaram cerca de 1,5 milhões de pessoas, principalmente no estado do Rio Grande do Sul.

O anúncio de novas tempestades a partir de essa quarta-feira deixou as autoridades em alerta, e já estão a preparar medidas de contingência.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, são esperadas chuvas fortes nos próximos dias na região mais ao sul do estado do Rio Grande do Sul, e em toda área de fronteira com o Uruguai.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, apelou aos habitantes dos municípios já afetados e que poderão ser atingidos pelas chuvas que permanecem em abrigos.

O Rio Grande do Sul foi o estado brasileiro mais atingido, com pelo menos 95 mortos, enquanto o estado vizinho de Santa Catarina contabiliza uma vítima.

As autoridades estaduais relatam que cerca de 1,5 milhões de pessoas ressentem-se da falta de alimentos, remédios e serviços básicos como eletricidade e energia.

Estão para breve, exercícios nucleares russos nas proximidades da Ucránia. Anunciada, esta segunda-feira, pelo Ministério da Defesa, é uma ordem dada pelo Chefe de Estado russo, Vladimir Putin, que considera o acto como resposta à legadas ameaças de líderes ocidentais.

De acordo com um  comunicado, desta segunda-feira, o Comandante-em-Chefe Supremo das Forças Armadas da Federação Russa, Putin, justificou que o país deve estar sempre preparado. “As manobras pretendem manter a prontidão do Exército na defesa do país, perante as constantes provocações e ameaças feitas contra a Rússia por certos responsáveis ocidentais”, lê-se.

Em adição, no documento, consta que o uso de armas nucleares não-estratégicas, “durante o exercício serão tomadas uma série de medidas, ra preparar as forças na utilização de armas nucleares não estratégicas”, frisou o Ministério russo citado pelo o Minuto.

Os exercícios envolverão a Força Aérea, a Marinha e as Forças do Distrito Militar do Sul, que se localizam muito perto da Ucrânia e cobrem as regiões que Moscovo integrou. A data e o local dos exercícios não foram anunciados.

Desde o início do conflito na Ucrânia, em Fevereiro de 2022, o Presidente russo tem falado sobre um possível uso de armas nucleares. A Rússia implantou este arsenal táctico na Bielorrússia, o aliado mais próximo e vizinho da União Europeia, no verão de 2023.

A doutrina nuclear russa prevê um uso “estritamente defensivo” de armas atómicas, no caso de um ataque à Rússia com armas de destruição em massa ou em caso de agressão com armas convencionais “que ameacem a própria existência do Estado”.

 

O Hamas fez sua parte para o alcance da paz na Faixa de Gaza. A garantia de “dever cumprido” lê-se em comunicado, que diz que o Hamas aceitou a proposta de um cessar-fogo permanente e resta agora a resposta de Israel de Benjamin Netanyu.

A esperança do mundo e especialmente dos mediadores, Qatar e Egipto, esse último, anfitrião das conversações, está depositada em uma resposta positiva de Israel, que aceitando a proposta de paz, acaba um dos maiores conflitos da actualidade.

Mesmo se adiantar detalhes sobre o acordo, há vários meses que Quatar e Egito têm mediado conversações entre Israel e o Hamas, com vista a uma solução para a guerra espoletada pelo ataque do movimento islamita em território israelita, em 7 de Outubro passado.

 

Oito milhões de eleitores estão, hoje, a votar para escolher o Presidente da República do Chade. O pleito vai decidir ou não a permanência do Presidente interino, o Géneral Mahamat Idriss, que substituiu seu pai em 2021.

É o fim de um mandato que correu sem eleições. O Géneral Mahamat Idriss Deby Itno, também chamado de MIDI, actual líder da junta militar chadiana, vai deixar a presidência interina, para concorrer oficialmente ao posto de Presidente.

Para além de MIDI, concorrem ao cargo outros grandes nomes, nomeadamente: Succès Masra, Primeiro-Ministro de transição, Albert Pahimi Padacké, opositor do Idriss Déby Itno, Yacine Abdarramabe Sakine, Brice Mbaimon, Alladoum Djarma Balthazar, Bongoro Bebzouné Théophile, Lydie Beassemda, Mansiri Lopsikréo e Nasra Djimasngar.

Os resultados são esperados no dia 21 de Maio, com a possível segunda volta a realizar-se a 22 de Junho, caso nenhum dos dois mais votados não consigam os 50 mais um em termos de percentagem de votos.

No poder desde 21 de Abril de 2021, um dia depois da morte do pai, Idriss Deby Itno, e catapultado ao poder para dirigir um período de transição que duraria 18 meses, que levaria ao fim da transição em Outubro de 2022, o processo foi adiado gerando manifestações e protestos que foram respondidos com carga policial.

A Língua Portuguesa é “um tesouro inestimável que transcende fronteiras e oceanos”, quem assim disse, foi António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas em celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa, assinalado no último domingo.

Dos dados mais recentes, a língua portuguesa é falada oficialmente por cerca de 300 milhões de pessoas e é considerada a 9a mais falada do mundo, e, reconhecendo, António Guterres referiu em sua página da internet que é um “veículo de uma riqueza cultural extraordinária, unindo comunidades e nações, em diferentes partes do mundo”.

O líder da ONU aponta que a língua reúne uma “pluralidade de vozes”, por ser falada em diferentes locais do planeta, ele afirma que essa “diversidade é tão mais rica quanto mais intensa é a colaboração entre os países de língua portuguesa, em áreas como a educação, a cultura, a ciência e a investigação”.

Para Guterres, além de uma “herança comum”, o idioma é uma semente de futuro, já vista no espaço virtual, já que é possível observar uma expansão dos conteúdos culturais e científicos em português.

Na mensagem, o secretário-geral da ONU saúda, também, o trabalho da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, na promoção do património linguístico e cultural e no fortalecimento dos laços entre os povos que a integram.

Entre as 10 mais faladas do mundo, em 2024, a língua Portuguesa está em nona posição, a frente do Urdu apenas, e, atrás, em ordem crescente, do Inglês em primeiro lugar, Chinês mandarim, Hindi, Castelhano, Francês, Árabe, Bengali e Russo.

Cerca de 1,2 milhões de pessoas, em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, correm risco de uma ofensiva militar israelita de grande envergadura. A revelação consta de um comunicado da ONU, que diz tratar-se de uma insistência que Israel tenciona há meses.

Em função da ameaça, o exército israelita pediu hoje aos habitantes de Rafah, para se deslocarem para “zonas humanitárias”.

“O exército está a encorajar os residentes da parte oriental de Rafah a deslocarem-se para as zonas humanitárias alargadas”, declarou, em comunicado.

O exército israelita garantiu que a operação de retirada dos habitantes da parte oriental da cidade de Rafah, era temporária e “de âmbito limitado”.

“Iniciámos uma operação de escala limitada para retirar temporariamente as pessoas que vivem na parte oriental de Rafah”, disse um porta-voz do exército numa conferência de imprensa, repetindo: “Esta é uma operação de escala limitada”.

Questionado sobre o número de pessoas afectadas, o porta-voz disse que “a estimativa é de cerca de 100 mil pessoas (…) por enquanto”.

No mesmo documento, consta que o exército indicou que os apelos à deslocação temporária para a zona humanitária são transmitidos através de folhetos, SMS, chamadas telefónicas e mensagens em árabe nos meios de comunicação social locais.

Segundo a agência de notícias France-Presse, um residente de Rafah confirmou que o aviso que chega às pessoas, para além de mensagens de voz e de texto, indica-se também o local para onde devem se deslocar através um mapa.

 

O ciclone tropical Hidaya  atingiu a costa do Quénia e da Tanzânia,  prevendo-se que agrave as inundações na região, que já registou mais de 400 mortos.

Chuvas torrenciais, ondas de mais de dois metros e ventos violentos, com rajadas superiores a 75 quilómetros por hora, começaram a sentir-se na região, uma situação que o Departamento Meteorológico no Quénia prevê agravar-se.

Cerca de 400 pessoas morreram na África Oriental desde Março e dezenas de milhares foram deslocadas devido às chuvas torrenciais que provocaram inundações e deslizamentos de terras, arrastaram casas e destruíram estradas e pontes.

 

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