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Pelo menos 60 pessoas, na sua maioria mulheres e crianças, morreram por conta de inundações repentinas na província de Baghlan, no norte do Afeganistão.

As cheias repentinas e inundações que fustigaram o Afeganistão nas últimas semanas, deixaram centenas de pessoas desalojadas.

Até o momento, as autoridades afegãs falam de pelo menos 60 vítimas mortais, causadas por inundações repentinas que afetaram a zona norte do país, número que pode vir a aumentar à medida que os grupos de salvamento intensificam as buscas em áreas críticas.

O inverno extremamente seco que o país registou dificultou a absorção das águas pluviais, por esta razão, grandes áreas de terras aráveis permaneceram submersas, num país onde a sobrevivência de 80% dos 40 milhões da população depende da agricultura.

Afeganistão é um país da Ásia Central, devastado por quatro decádas de guerra, e um dos mais pobres do mundo.

Um relatório norte-americano aponta para várias suspeitas de violação da Lei Humanitária pelas Forças de Armadas de Israel, que conduziam os seus ataques com pouco respeito pela segurança e vida dos civis palestinos.

Depois da publicação ter sido adiada diversas vezes com o objectivo de averiguar se Israel tinha ou não violado o direito humanitário internacional, o relatório foi finalmente tornado público, constando dele várias infracções que teriam sido cometidas pelas forças israelitas.

O documento sublinha que apesar de os militares israelitas terem experiência e conhecimento para minimizar os danos aos civis, os resultados no terreno e o elevado núnero de vítimas levanta alguns questionamento em relação ao cumprimento da Lei Humanitária.

Embora o relatório aponte a razoabilidade de se avaliar que as armas norte-americanas foram usadas de forma incosciente e sem cuidado pela vida dos civis, obrigando-os a sair de um abrigo para o outro, não chega a concluir que Israel tenha violado o Direito Internacional e as suas obrigações com os Estados Unidos.

O sector de Saúde está completamente comprometido na Faixa da Gaza. Segundo a ONU, cinco hospitais de campanha e 10 clínicas móveis podem ser encerradas, em breve, devido à “falta de combustível”, causada pelo encerramento da passagem de Rafah por Israel.

Em vídeoconferência, Georgios Petropoulos, coordenador da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA), citado pela EFE, reiterou que a situação seria evitável caso o abastecimento de combustível seja imediatamente retomado.

Outra situação agravante e de carácter urgente é que as reservas de alimentos para distribuição provenientes do Programa Alimentar Mundial (PAM) e da UNRWA vão esgotar dentro de dias, segundo previsões.

A falta de combustível também levou ao encerramento de 12 padarias apoiadas por organizações internacionais na metade sul de Gaza. As restantes quatro ainda em funcionamento, em Rafah e Deir al-Balah (centro de Gaza), poderão também ter de encerrar na próxima segunda-feira.

O chefe da UNRWA disse, ainda, que o isolamento de Rafah e do resto da Faixa de Gaza compromete seriamente a distribuição de alimentos.

De acordo com a ONU, cerca 30.000 pessoas abandonam diariamente a cidade de Rafah, que soma um total de cerca de 110.000 pessoas.

O antigo presidente interino Mahamat Idriss Déby Itno venceu as presidenciais de 06 de Maio, no Chade, segundo anúncio oficial. O seu principal rival, Succès Masra, que era primeiro-ministro do antigo Governo, contestou o resultado que considera manipulado.

Segundo resultados preliminares anunciados pela Agência Nacional de Gestão Eleitoral (ANGE), antes do anúncio oficial a 21 de Maio próximo, o presidente de transição e líder da junta militar do país, Déby Itno, alcançou 61,03% dos votos, logo na primeira volta.

Dos dados apresentados, segue em segunda posição dos mais votados o antigo primeiro-ministro e líder da oposição, Succès Masra, com 18,53%.

Succès Masra foi o responsável pela primeira declaração sobre a suposta “ilegítima vitória de Déby” e considerou-a fruto de manipulações, pois, de acordo com a contagem paralela da sua equipa eleitoral, os cálculos davam-lhe uma vitória com maioria absoluta.

Nas suas redes sociais, Masra apelou aos seus apoiantes para que fizessem protestos pacíficos. “A todos os chadianos que votaram na mudança, que votaram em mim, digo: mobilizem-se pacificamente. Façam-no com calma, com o mesmo espírito de paz que demonstraram ao pensar no futuro que vamos construir juntos. Dêem testemunho do que viram durante estas eleições. Publiquem os testemunhos, as fotografias, os relatórios das assembleias de voto e os vídeos que comprovam a dimensão da vossa vitória”, escreveu.

Enquanto alguns contestavam o resultado, a pedido de apoiantes de Déby, os militares saíram à rua e dispararam tiros para o ar em N’Djamena, a capital do país, de onde o recém-anunciado chefe de Estado garantiu que será o Presidente de todos os chadianos.

O país exportador de petróleo, com cerca de 18 milhões de habitantes, nunca teve uma transferência de poder livre e justa, desde que se tornou independente em 1960, após décadas de domínio colonial francês.

 

A Comissão Eleitoral Independente ainda não tem uma data alternativa a 29 de Maio corrente para a realização das eleições na África do Sul. O órgão admite que o desfecho a seu favor do caso que envolve a elegibilidade de Jacob Zuma pode impactar no escrutínio.

Quando faltam 19 dias para a realização das Eleições Gerais na África do Sul, a Comissão de Eleições independente não tem data alternativa para a realização do processo. O órgão  aguarda a deliberação do Tribunal Constitucional a seu favor contra a desqualificação de Jacob Zuma do escrutínio. 

Ainda assim, foram dados muitos passos no quadro dos preparativos da votação, incluindo a impressão de parte dos boletins de voto, com a imagem de Jacob Zuma, como cabeça de lista do partido Umkhoto We Sizwe.

A Comissão entende que Zuma, ao ter sido condenado a 15 meses de prisão e sem direito ao pagamento de multa, está vedado de concorrer, de acordo com o estipulado na constituição.

Este não foi o entendimento do Tribunal Eleitoral, que autorizou Jacob Zuma a entrar na corrida eleitoral, pelo partido Umkhoto WeSizw.

No entanto, a Comissão Eleitoral diz estar a trabalhar a todo o gás para realizar eleições livres, justas e transparentes no próximo dia 29 deste mês.

Israel mostrou-se decepcionado com a ameaça dos Estados Unidos da América de suspender a entrega de armas em caso de uma grande ofensiva em Rafah, no sul de Gaza.

A informação sobre a possibilidade da suspensão do fornecimento de material bélico a Israel por parte dos EUA não foi recebida de bom grado pelo regime de Tel Aviv. 

O posicionamento foi manifestado hoje pelo embaixador de Israel na ONU. Gilad Erdan qualificou o discurso de Biden como “duro e decepcionante”.

“Esta é uma declaração muito dura e dececionante de um Presidente a quem temos estado gratos desde o início da guerra”, disse à rádio pública israelita Gilad Erdan, referindo-se ao líder norte-americano Joe Biden.

Gilad Erdan foi mais fundo ainda dizendo que “é evidente que qualquer pressão sobre Israel, qualquer restrição que lhe seja imposta, mesmo por parte de aliados próximos preocupados com os nossos interesses, é interpretada pelos nossos inimigos” e “dá-lhes esperança”.

Foi morto um alto dirigente da unidade naval do grupo islamita Hamas, em um bombardeamento, ao norte da Faixa de Gaza. A confirmação foi feita esta manhã, em comunicado, pelo Exército israelita, que identificou a vítima como Ahmed Ali, que liderava o grupo naquela localidade.

As Forças Armadas divulgaram esta informação após decidirem intensificar os bombardeamentos em Rafah, a cidade mais a sul da Faixa de Gaza junto à fronteira com o Egipto, segundo diversos os media palestinianos.

As autoridades dos serviços de Saúde em Gaza referiram hoje que pelo menos 35 palestinianos foram mortos nas últimas 24 horas em ataques israelitas na localidade, onde centenas de milhares de pessoas de diversas regiões do enclave procuram refúgio.

No total, pelo menos 55 palestinianos foram mortos desde terça-feira em todo o território da Faixa de Gaza, segundo os responsáveis locais.
Em simultâneo, prosseguiam contactos diplomáticos no Cairo com o objectivo de negociar um acordo de cessar-fogo no enclave palestiniano que também permita a libertação dos reféns ainda detidos pelo Hamas.

Citando um responsável israelita sob anonimato, a agência AFP indica que o primeiro-ministro israelita e o chefe dos serviços de informações norte-americanos (CIA) discutiram hoje, em Jerusalém, uma possível “pausa” nas operações militares no sul da Faixa de Gaza, em troca de libertações de reféns.

Recorde-se que há 2 dias, o Hamas aceitou na plenitude, a proposta de um cessar-fogo permanente, e, até ao momento, não foi respondida por Israel.

A aceleração das negociações sobre o estatuto de Abiei, no Sudão do são urgentes. O posicionamento foi levado a cabo por Pedro Comissário, representante-permanente de Moçambique junto das Nações Unidas durante Conselho de Segurança da ONU.

Abiei tem sido palco de confrontos inter-comunitários, que duram há quase duas décadas, tendo atingido o pico, no ano passado, com o registo de cerca mil mortos.

No primeiro trimestre deste ano, mais de duzentas pessoas morreram em confrontos entre jovens militares de defesa civil e milícias comunitárias da região.

Raptos, roubo de gado e troca de tiros entre as comunidades da linha de fronteira entre o Sudão do Sul e o Sudão, são as formas mais frequentes de violência.

Em nome do chamado A3, grupo dos três países africanos, no Conselho de Segurança da ONU, Moçambique, Argélia e Serra Leoa, Pedro Comissário manifestou também uma preocupação particular com a proliferação de armas de pequeno porte, em Abiei.

“A insegurança naquela região, que está a ser agravada pela proliferação de armas ligeiras e de pequeno calibre, tem sido responsável por baixas entre civis, incluindo as forças de manutenção da paz da UNISFA. Entretanto, as negociações sobre o estatuto final de Abyei continuam estagnadas” – disse.

O Embaixador Pedro Comissário entende serem inaceitáveis os ataques contra civis, agentes humanitários e forças de manutenção da paz, em Abiei.

“os ataques contra civis, intervenientes humanitários e forças de manutenção da paz são inaceitáveis. Constituem violações graves do Direito Internacional Humanitário e do Direito dos Direitos Humanos.Neste contexto, encorajamos todas as partes a coordenarem os seus esforços para reduzir as tensões e proteger os civis” – acrescentou.

Moçambique preside, este mês, o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O ministro do Comércio, Indústria e Concorrência da África do Sul disse hoje que o país perdeu cerca de 46 mil milhões de dólares (cerca de 42 mil milhões de euros) em seis choques sucessivos desde 2020.

“Desde o princípio de 2020 e terceiro trimestre do ano passado, a economia foi perturbada por duas crises globais e quatro crises locais que se manifestaram sucessivamente”, disse o ministro Ebrahim Patel, o governante durante a apresentação de um relatório do departamento de Política Industrial e Estratégia, referindo um valor que pode chegar a 42 mil milhões de euros.

De acordo com a agência de informação financeira Bloomberg, os choques elencados foram a pandemia de covid-19, as manifestações de julho de 2021 – as maiores desde o apartheid -, a guerra na Ucrânia, as fortes inundações em 2022, os sucessivos apagões elétricos e os constrangimentos logísticos.

Os choques, disse o governante, surgiram quando a economia estava ainda a recuperar de uma era de corrupção endémica, conhecida como ‘captura do Estado’, durante o mandato de Jacob Zuma, que implicou grandes empresas públicas como a Eskom Holdings ou a Transnet.

Estas crises atrasaram e depois mudaram o foco da política industrial, de acordo com o relatório, que aponta que sem estas crises e partindo do princípio de que a economia mantinha a média da década anterior à pandemia, o PIB seria 3 a 5% maior do que atualmente.

A economia da África do Sul, a maior da África Austral, região onde estão Angola e Moçambique, regista uma média de crescimento anual de 0,5% desde 2020, o primeiro ano da pandemia de covid-19.

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