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As Forças de Defesa e Segurança da República Democrática do Congo travaram uma tentativa de golpe nos arredores da residência do ministro da Economia, Vital Kamerhe, na área de Gombe, próximo ao palácio da Nação, que abriga os escritórios do Presidente.

O porta-voz das Forças Armadas de Congo, Sylvain Ekenge, avançou que fizeram parte do golpe estrangeiros e congoleses, e que os envolvidos já não representariam mais uma ameaça ao país.

Através da rede social X, O embaixador do Japão relatou que houve um “ataque armado” na residência do ministro da Economia. Que o ministro não ficou ferido, mas dois agentes da polícia e um agressor foram mortos.

O embaixador de França relatou tiros de armas automáticas no bairro, pedindo aos seus compatriotas que evitassem a área

Cerca de 10 mil pessoas foram deslocadas da região de Kharkiv, que está sob ataques contínuos das forças russas. Os ataques aéreos atingiram a cidade durante o dia, causando 25 feridos e duas mortes, segundo avançou o presidente da Câmara de Kharkiv, Igor Terejov.

“Um total de 9.907 pessoas foram evacuadas na região de Kharkiv”, afirmou o governador Oleg Synegoubov.

Os ataques também atingiram outros territórios, incluindo a região oriental de Donetsk, as regiões de Chernihiv e Sumy, no norte, e a região meridional de Zaporizhzhia. As equipas de salvamento disseram que 58 bombeiros e 16 unidades de equipamento combateram um grande incêndio que cobria 8.000 metros quadrados.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy também pediu a redução do uso de electricidade, depois que a Rússia intensificou os ataques a infraestruturas energéticas.
Zelensky afirmou que a “tarefa da Ucrânia é contrariar a tentativa da Rússia de expandir a guerra e impedir que o ocupante rompa a linha da frente e a nossa diplomacia”. Por isso, está a trabalhar para fornecer ao seu país mais protecção aérea. “Estamos a trabalhar regularmente com todos os nossos parceiros e estamos a convencê-los”, afirmou.

A África do Sul disse ontem no Tribunal Internacional de Justiça, que o genocídio contra o povo palestiniano cometido por Israel em Gaza atingiu um nível “horrível” e pediu aos juízes que ordenem o fim da ofensiva à cidade de Rafah.

A tensão política entre a África do Sul e Israel que se arrasta há anos, conheceu esta semana uma nova página. O governo sul africano através do seu representante na mais alta instância judicial da Organização das Nações Unidas, pediu ao Tribunal Internacional de Justiça, para aplicar medidas severas contra o Estado de Israel pelos crimes cometidos nos ataques em Gaza.

Nos seus pronunciamentos feitos a partir da sala da ONU esta sexta-feira, Vusimuzi Madonsela, disse ser urgente a intervenção, uma vez que as acções de Israel prosseguem a um ritmo sem interrupções e atingindo “um novo e horrível nível”, sublinhou.

Por outro lado, os advogados de Pretória, que apelam aos juízes para que ordenem um cessar-fogo em Gaza, deram início a dois dias de audiências no Palácio da Paz, sede do Tribunal Internacional de Justiça, em Haia, nos Países Baixos.

Em resposta, Israel rejeita as acusações e diz que queixa apresentada pela África do Sul é “totalmente infundada” e “moralmente repugnante”.
A África do Sul está a pedir ao TIJ três novas medidas urgentes, enquanto aguarda uma decisão sobre o mérito do caso: a acusação de que Israel está a violar a Convenção das Nações Unidas sobre o Genocídio, de 1948.

Em janeiro deste ano, O Tribunal Internacional de Justiça, ordenou a Israel que fizesse tudo o que estivesse ao seu alcance para impedir qualquer acto de genocídio e permitir a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

Depois de um ligeiro esquecimento, a Variola dos Macacos tornou a ser preocupação na República Demócratica do Congo, onde surgiu uma nova versão mais mortal. A revelação foi feita pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos que apela uma uma acção global urgente.

Segundo a agência, durante 2023 e até agora, cerca de 19.900 casos da Clade I, a versão mais mortal do vírus, foram registados em 25 das 26 províncias da RDC, que resultaram em pelo menos 975 mortes.

Por forma a mitigar os impactos, os Estados Unidos pede ao Mundo para ajudar urgentemente aquele país da África Central, que por sinal, foi onde se registou o primeiro caso em 1970, ano que afectou também, mais 10 paises africanos.

Durante decádas não gerou grandes preocupações fora de África, mas em 2003, registou-se o primeiro surto nos Estados Unidos da América com 87 casos confirmados.

Em 2022, a doença atingiu o nível máximo de atenção com vários casos no Reino Unido, que por via do contágio, para além de quase todo o continente europeu, a doença se espalhou pelo mundo.

Ainda em 2022, até 19 Julho já haviam mais de 14.500 casos confirmados em 70 países, ao que em menos de uma semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarou Emergência de Saúde Global.

De acordo com a imprenssa internacional, o pedido dos EUA, para além de proteger a República Democrática do Congo tem também por objectivo mimizar a propagação da estirpe mortal a outros países.

Até ao presente momento não há registo de ocorrência da varíola dos macacos em Moçambique.

As mortes aumentam a cada dia na cidade costeira de George, na África do Sul, na sequência do desabamento de um prédio em construção na Segunda-feira passada. De ontem para hoje, passou de 30 para 33 o número de óbitos. Apesar das constantes buscas o número de desaparecidos mantém-se em 19.

Quase uma semana depois da tragédia ocorrida no local onde se erguia um prédio na cidade de George, na África do Sul, o número de mortes aumenta a cada dia. De 30, de que se falava até esta terça-feira, as mortes já totalizam 33, de acordo com a mais recente atualização.

Nesta cidade, que dista a mais de 400 quilómetros a leste da Cidade do Cabo, as autoridades municipais afirmaram em comunicado que das vítimas, 18 é que foram identificadas até agora, das quais há quatro moçambicanos.

Mais de 600 equipas de resgate estão envolvidas nas buscas e as investigações estão em andamento para apurar as causas e os responsáveis ​​pelo desastre.

 

 

O Presidente da França fez um novo aviso à Rússia, em reacção à possibilidade de invasão a outros países, afirmando que a Europa não hesitará em usar os meios militares necessários para proteger a paz no continente.

Emmanuel Macron pronunciou-se a respeito, no sábado, sobre os últimos acontecimentos no teatro das operações na Ucrânia, em que a Rússia está em franca vantagem militar. “Temos que dizer em algum momento que, se a Rússia for longe demais, todos os europeus devem estar prontos para agir, para a dissuadir”, frisou, realçando que a “ofensiva está a se aproximar das nossas casas, então devemos estar prontos para isso”, segundo a imprensa brasileira.

O líder francês referiu que o armamento é necessário para proteger o futuro do seu país, afirmando que a França é “uma potência de paz”. Garantiu, nesse sentido, que mais ajuda será enviada à Ucrânia nas próximas semanas. “Não podemos ter certeza porque isso está a acontecer a 1.500 km da nossa casa. Neste momento, a Roménia, a Polónia, a Lituânia e outros países podem ser atacados”, disse, acrescentando “que, se quisermos a paz, ela tem de ser protegida”.

“É por isso que temos que nos armar, é por isso que temos que ser um impedimento confiável às vezes para os nossos adversários, dizendo-lhes, se vocês forem longe demais e ameaçarem os meus interesses e a minha segurança, não descartarei a possibilidade de intervenção”, afirmou Emmanuel Macron.

No final de Fevereiro, o Presidente da França declarou que discutiu com os líderes de alguns Estados-membros da OTAN, incluindo Alemanha, Dinamarca, Países Baixos, Polónia e Reino Unido a possibilidade de enviar forças militares para a Ucrânia, mas não houve consenso.

Moscovo expressou, repetidamente, a vontade de se defender de ameaças à sua segurança, e que responderá, apropriadamente, como no caso da Ucrânia.

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, visitou, nesta terça-feira, a Capital Ucraniana, Kiev, para reiterar o apoio norte-americano ao país.

A visita que ocorre dias depois da Russia ter atacado o nordeste do País,tem como0 objectivo demonstrar a solidariedade dos Estados Unidos com Ucrâni, num momento em que o país tem sofrido intensos bombardeios russos na sua fronteira.

Segundo um dirigente governamental norte-americano, Antony Blinken deverá reunir-se ao Ministro das Relações Exteriores da Ucránia, Dmytro Kuleba, num encontro com membros da sociedade civil, para proferir um discurso centrado no futuro da Ucrânia.

Outro assunto que será discutido no encontro, segundo avançou a fonte, o acordo biçlateral de defesa, esperando que a sua conclusão ocorra antes da cimeira da Nato.
Por fim, o dirigente sublinhou que a visita visa também tranquilizar os ucranianos que estão numa situação muito difícil, devido à intensificação dos combates na frente oriental.

Depois de, durante o sabado, ter sido noticiado que 37 pessoas morreram devido ao desastre natural ocorrido na Ilha de Sumatra, no Oeste da Indonésia, actualizações mais recentes dão conta que subiu para 41 o número de mortos.

Os deslizamentos de terra e inundações são comuns durante a estação chuvosa na Indonésia. Desta vez, os distritos de Agam e Tanah Datar foram atingidos por inundações repentinas e fluxo de lava fria, desde a noite de Sabado, segundo informações avançadas pela Agência de Busca e Resgate de Basamas.

A Agência local de desastres também tornou público, nesta Segunda-Feira, que continuam desaparecidas dezessete pessoas, que 84 unidades habitacionais e 16 pontes foram afetadas pelos deslizamentos de terra vulcânicos, com inundações em quatro distritos, incluindo a Regência de Agam.

A utilização de armas pesadas matou 27 pessoas e provocou centenas de deslocados em apenas dois dias de confronto entre as forças do Governo sudanês e os movimentos armados aliados contra o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF). A revelação foi feita este domingo, em comunicado, pela ONU.

De acordo com o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU, são dados decorrentes de um conflito que recomeçou no dia 10 de Maio em Al-Fasher, capital do estado sudanês de Darfur do Norte.

A maior parte dos deslocados fugiu do Leste e Noroeste de Al-Fasher para as zonas do Sul da cidade e, segundo a ONU, apesar de se estar longe, há temores de um iminente perigo.

Esta situação segue-se a uma vaga de mais de 40 mil deslocados no interior de Al-Fasher no início de Abril, quando o “conflito entre tribos” eclodiu no meio de confrontos entre as RSF e o exército em diferentes partes do Darfur do Norte.

Outra preocupação da ONU é que a violência, não só destes últimos dois dias, como também dos últimos anos de conflito, limitou “severamente” o acesso da ajuda humanitária a Al-Fasher.

Até agora, em 2024, apenas 39 camiões tiveram acesso através de pontos de passagem transfronteiriços como Tine, que liga o Darfur ao Chade, e onde os veículos com 1500 toneladas de bens não alimentares aguardam há semanas.

Al-Fasher é a única capital dos cinco estados de Darfur que não é controlada pelas RSF, mas a ofensiva paramilitar para tomar esta localização estratégica ameaça mais de 1,5 milhões de pessoas, incluindo cerca de 800 mil deslocados, de acordo com a ONU.

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