O País – A verdade como notícia

Morreram as outras sete vítimas do acidente de helicóptero que se despenhou no Irão e matou o Presidente e o Ministro dos Negócios Estrangeiros do país. As cerimónias fúnebres do Chefe do Estado iraniano, Ebrahim Raisi, começaram na manhã de hoje na cidade de Tabriz, noroeste do Irão.

A televisão estatal mostrou milhares de pessoas reunidas no centro da capital da província do Azerbaijão Oriental, carregando retratos do presidente que morreu aos 63 anos e das outras vítimas do acidente.

Segundo anunciou a organização humanitária Crescente Vermelho, as equipas de socorro iranianas recuperaram na manhã de segunda-feira os restos mortais de Ebrahim Raisi, e dos outros oito passageiros que seguiam no helicóptero que se despenhou, no domingo, no noroeste do Irão.

O helicóptero que transportava também o ministro dos Negócios Estrangeiros, Hossein Amir-Abdollahian, despenhou-se na província do Azerbaijão Oriental, no noroeste do país.

O Governo iraniano confirmou a morte de Raisi, acrescentando que o desastre não vai causar qualquer perturbação na administração do país, sendo que o cargo será ocupado pelo vice-presidente.

Aliás, o vice-Presidente, Mohammad Mokhber, já foi indicado esta segunda-feira pelo líder supremo do Irão, Ali Khamenei, como chefe de Estado interino, enquanto isso, observa-se no país do médio oriente cinco dias de luto.

O Governo de Espanha diz que o Tribunal Penal Internacional (TPI) é independente na tomada de decisões. O TPI solicitou mandados de captura contra o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e líderes do grupo islamita palestiniano Hamas.

A posição do governo espanhol face à actuação do TPI foi apresentada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros que defendeu o seu compromisso com o tribunal e com a sua independência e imparcialidade.

“O seu trabalho crucial deve ser realizado livremente e sem interferência“, sublinhou a diplomacia espanhola, numa mensagem publicada na rede social X (antigo Twitter).

O procurador do TPI, Karim Khan, solicitou na segunda-feira mandados de captura contra Netanyahu e o seu ministro da Defesa, Yoav Gallant, bem como contra três líderes do Hamas: Yahya Sinwar, Ismail Haniyeh e Mohamed Deif.

Khan pediu aos juízes do TPI permissão para emitir mandados de captura contra estes cinco dirigentes por alegados crimes de guerra durante os ataques do Hamas de 07 de outubro, em solo israelita, que deixou acima de 1.100 mortos e cerca de 250 pessoas levadas como reféns, e a subsequente ofensiva israelita na Faixa de Gaza.

Em retaliação, Israel empreendeu desde então uma ofensiva em grande escala no território palestiniano, que já fez mais de 35 mil mortos, na maioria civis, segundo o Governo do Hamas, e provocou uma grave crise humanitária.

Entre os crimes pelos quais o procurador-geral responsabiliza os dois responsáveis israelitas estão o uso da fome como “método de guerra” contra civis e o “assassinato intencional”, enquanto responsabiliza os líderes do Hamas pela morte de centenas de civis israelitas.

Israel não faz parte desta instituição, tal como os Estados Unidos, pelo que não é obrigado a seguir as suas ordens.

No entanto, todos os países da União Europeia (UE) ratificaram o Estatuto de Roma, pelo que, se as ordens forem emitidas, o governante israelita não poderá atravessar as fronteiras europeias.

Parte dos indivíduos envolvidos na tentativa do golpe de Estado na República Democrática do Congo, domingo, 19 de Maio, são sócios da empresa mineira Bantu Mining Company, registada em Moçambique e com sede no Município da Matola.

Trata-se de dois cidadãos americanos que residiam na Cidade de Maputo e um congolês que vivia nos EUA. O primeiro foi identificado como Cole Patrick Ducey, solteiro, natural de Califórnia, nos Estados Unidos da América, portador de Passaporte n.º 584250165, emitido a 26 de Setembro de 2018, e que residia no bairro do Alto-Maé, na Cidade de Maputo.

O segundo, por sua vez, chama-se Benjamin Reuben Zalman Polun, solteiro, natural de Maryland, Estados Unidos da América, de nacionalidade americana, portador de passaporte n.º 720156243, emitido a 21 de Março de 2022, residente na Cidade de Maputo, também no bairro do Alto-Maé.

Christian Malanga, cidadão congolês, presidente e fundador do Partido Congolês Unido, foi morto pelas forças congolesas durante a rebelião, e um dos dois cidadãos americanos encontra-se detido.

Em Chimoio, Christian Mahlanga e Benjamim e Benjamim Reuben registaram, no dia 21 de Setembro de 2022, a empresa Global Solutions Moçambique. Zeferino Caito, do departamento das Relações Públicas no Cartório Notarial de Manica, confirmou ao “O País” a existência da referida empresa.

Malanga tinha publicado vários vídeos na sua página na rede social Facebook que mostravam um grupo de homens armados em uniforme militar no átrio e nos jardins do palácio.

“Desfrutem da libertação do nosso novo Zaire”, gritou Malanga em inglês, enquanto os atacantes queimavam bandeiras da RDC e carregavam bandeiras do Zaire, o antigo nome da RDC durante a ditadura de Mobutu Sese Seko.

Os atacantes afirmaram ser da diáspora e estar a lutar para expulsar Tshisekedi do poder, segundo a imprensa local.

Por volta das 05h30 de Maputo, homens armados invadiram também a residência de Kamerhe, causando pelo menos três mortes, entre os quais dois polícias encarregados da segurança do político e um dos atacantes.

Num vídeo divulgado nas redes sociais, ontem, Christian Malanga é visto a conversar com Alberto Chipande, antigo ministro da Defesa, combatente da Luta de Libertação Nacional e membro da Comissão Política da Frelimo.

O ex-presidente sul-africano Jacob Zuma não poderá concorrer às eleições nacionais marcadas para 29 de maio. O Tribunal Constitucional decidiu que Zuma era inelegível devido à sua pena de prisão de 15 meses por desacato, em 2021, depois de se recusar a testemunhar durante um inquérito sobre corrupção governamental.

A decisão do tribunal anula a vitória do recurso de Zuma na Justiça Eleitoral, que inicialmente lhe permitiu concorrer. O Tribunal Constitucional baseou a sua decisão numa secção da Constituição que desqualifica candidatos condenados a mais de 12 meses de prisão.

Esta exclusão marca um final decepcionante para a saga jurídica de Zuma, que regressou à cena política no ano passado ao criar o partido MK. Apesar desta exclusão, a popularidade de Zuma poderá permitir ao seu partido corroer alguns dos votos do ANC, no poder há 30 anos na África do Sul.

O Tribunal Constitucional da África do Sul vai anunciar hoje a decisão final sobre a elegibilidade de Jacob Zuma, antigo presidente sul-africano, nas eleições gerais de 29 Maio.

O posicionamento do Tribunal Constitucional sobre a elegibilidade de Jacob Zuma foi solicitado por um recurso da Comissão Eleitoral Independente, após o Tribunal Eleitoral ter autorizado o ex-presidente do país a concorrer para o Parlamento, nas eleições que deverão ocorrer na próxima semana, 29 de Maio. Entretanto, a Comissão Eleitoral Independente pediu a desqualificação de Zuma, alegadamente, por ter sido condenado a 15 meses de prisão sem direito a pagamento de multa, por desacato à justiça.

Faltando menos de 10 dias para a realização do escrutínio, a mais alta instância judicial da África do Sul vai anunciar, esta segunda-feira, se a condenação de Zuma o desqualifica ou não para se candidatar ao Parlamento, estando neste momento a decorrer a análise do recurso.

Zuma tem a intenção de voltar a presidência da África do Sul, mas, primeiro, deve ser eleito como membro do Parlamento.

A decisão do Tribunal Constitucional deverá ser divulgada numa altura em que Comissão Eleitoral já fez a configuração dos boletins de voto com o rosto dos candidatos, inclusive de Zuma. O órgão eleitoral garante, entretanto, que a decisão do Tribunal Constitucional não vai afectar a configuração dos boletins de voto, ou seja, mesmo que Zuma seja desqualificado, a imagem dele vai continuar no boletim de voto.

As autoridades chinesas impuseram uma serie de sancoes a três empresas norte-americanas que vendem armas a Taiwan, num dia em que  novo Presidente da ilha, William Lai Ching-te, tomou posse.

As empresas General Atomics Aeronautical Systems, General Dynamics Land Systems e Boeing Defense, Space & Security foram colocadas na lista de “entidades não confiáveis”, informou a agência, citando o Ministério do Comércio chinês.

As empresas “serão proibidas de qualquer atividade de importação-exportação ligada à China e de qualquer novo investimento na China”, de acordo com a Xinhua.

Os principais executivos destas empresas estão proibidos de entrar na China e as suas autorizações de trabalho serão revogadas”, acrescentou a agência.

O anúncio surgiu no dia em que William Lai assumiu o cargo de Presidente de Taiwan, substituindo Tsai Ing-wen (2016-2024) e iniciando oficialmente um mandato no qual procurará preservar a autonomia da ilha em relação à China continental.

Lai, de 64 anos, tomou posse ao lado da vice-presidente, Hsiao Bi-khim, durante uma cerimónia realizada no Palácio Presidencial de Taiwan, na capital, Taipé.

O até agora vice-presidente da ilha pronunciou algumas palavras diante de um busto do fundador da República da China (nome oficial de Taiwan), Sun Yat-sen, e deixou o Palácio Presidencial acompanhado de Tsai, para cumprimentar os milhares de pessoas que esperavam na praça.

A mídia iraniana confirmou a morte do presidente do Irão, Ebrahim Raisi, de 63 anos, e do ministro das Relações Exteriores, Hossein Amir Abdollahian, após um acidente de helicóptero na província montanhosa do Azerbaijão Oriental.

A mídia estatal iraniana Press TV e as agências de notícias semioficiais Tasnim e Mehr relataram que todos os que estavam a bordo perdaram a vida.

Estavam na aeronave também o governador da província do Azerbaijão Oriental, Malek Rahmati; o conductor da oração de sexta-feira de Tabriz, Imam Mohammad Ali Alehashem; bem como comandante, copiloto, chefe de tripulação, chefe de segurança e outro guarda-costas.

Apesar da informação estar a ser noticiada pela inprensa estatal do país, ainda não existe uma confirmação oficial.

 

Quem é Ebrahim Raisi?

Nascido em 1960, o presidente Ebrahim Raisi começou sua carreira como promotor no início da década de 1980 e passou de procurador-geral de Teerão em 1994 para chefe de justiça do país em 2019.

Raisi assumiu o cargo de presidente em 19 de junho de 2021, depois de vencer uma eleição historicamente não competitiva.

Muitos iranianos se recusaram a participar de uma eleição amplamente vista como manipulada. Houve a adesão de 48,8% dos eleitores, menor número desde o estabelecimento da República Islâmica do Irã, em 1979.

O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou Raisi em novembro de 2019, citando sua participação na “comissão da morte” de 1988 como promotor, e um relatório das Nações Unidas indicando que o judiciário do Irã aprovou a execução de pelo menos nove crianças entre 2018 e 2019.

O ex-presidente sul-africano, Jacob Zuma, teceu duras críticas ao presidente Cyril Ramaphosa pelos elevados níveis de pobreza dos sul-africanos, e prometeu criar empregos e combater o flagelo do crime ao lançar o seu novo manifesto para eleições gerais.

Discursando para milhares de apoiantes que se reuniram no Estádio Orlando, em Joanesburgo, o ex-presidente sul-africano, Jacob Zuma, prometeu construir fábricas, empregar sul-africanos e trabalhar para fornecer educação gratuita para a juventude do país.

Zuma também prometeu mudar a Constituição do país para restaurar mais poderes aos líderes tradicionais dizendo que o seu papel na sociedade foi reduzido ao dar mais poderes aos magistrados e juízes.

O partido uMkhonto weSizwe de Zuma emergiu como um actor significativo nas próximas eleições na África do Sul, depois de ter sido lançado em Dezembro do ano passado.

Actualmente está envolvido numa batalha legal com a autoridade eleitoral do país, a Comissão Eleitoral Independente.
O antigo estadista aponta para a pobreza como razão do elevado índice de criminalidade na África do Sul, e compromete-se a combater o mal através da criação de melhores condições aos sul-africanos.

Zuma disse que o seu partido pretende obter mais de 65% dos votos nacionais nas próximas eleições.
Os sul-africanos irão às urnas em 29 de Maio.

 

O Alto Comissário dos Direitos Humanos da ONU, Volker Turk,  está preocupado  com a escalada da violência no Sudão, onde as hostilidades entre as Forças Armadas sudanesas e as Forças de Apoio Rápido estão a afectar gravemente os civis.

Pelo menos 58 civis foram mortos e outros 213 ficaram feridos na região de  El Fasher, desde  a intensificação dos combates na semana passada.

Os combates em El Fasher  deslocaram mais de  1,8 milhões de pessoas que se encontram desalojadas e enfrentam o problema de fome, de acordo com a imprensa internacional.

No início deste mês, a agência alimentar da ONU alertou as partes envolvidas no conflito no Sudão para um iminente risco de fome generalizada,  em Darfur,  e noutros locais do país, caso não haja permissão  para a entrada de ajuda humanitária.

O Sudão está mergulhado num conflito desde meados de Abril de 2023, quando os militares, liderados pelo General Abdel Fattah Burhan,  e as Forças de Apoio Rápido paramilitares  começaram a travar batalhas em  Cartum.

Os combates estenderam-se para outros pontos do país, concretamente, áreas urbanas e a vasta região ocidental de Darfur.

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