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Mais de 50 pessoas morreram no sul da China, devido a inundações e deslizamentos de terra, causadas por alterações climáticas. As autoridades chinesas têm emitido alertas sobre o agravamento das condições climatéricas em outras zonas do país, onde mais de 55 mil pessoas foram afectadas por chuvas fortes.

Pelo menos 50 pessoas morreram esta sexta-feira, no Sul da China na sequência de inundações e deslizamentos de terra, causadas por alterações climáticas.

De acordo com a Televisão estatal chinesa, as tempestades provocaram deslizamento de terras e inundações que já destruíram milhares de casas, incluindo estradas.

Já as autoridades locais, revelam tratar-se das inundações mais graves que já afetaram o país, desde que existem registos, depois do balanço anterior, realizado esta quinta-feira , que referia-se a nove mortos.

A China tem sido confrontada com condições meteorológicas extremas, um fenómeno cada vez mais recorrente devido às alterações climáticas. Até aqui, mais de 55.000 pessoas estão afetadas pelas fortes precipitações.

O Presidente do Ruanda, Paul Kagame, diz estar pronto para uma guerra contra a República Democrática do Congo, caso a crise de segurança no leste da RDC afecte o seu território. Kagame diz ainda que existem intenções genocidas no leste da RDC.

O alerta de abertura para a guerra contra a República Democrática do Congo foi dado esta sexta-feira pelo chefe de estado ruandês, Paul Kagame.
O conflito seria causado por um eventual alastramento da crise de segurança instalada no leste da RDC, que tem gerado troca de acusações entre os dois estadistas, na sequência do ressurgimento do movimento 23 de Março.
Kagame acusou as autoridades congolesas de perpetuar assassinatos e perseguições contra membros da comunidade tutsi, afirmando existir um discurso de ódio e intenções genocidas no leste da República Democrática do Congo.
Entre outras acusações, o estadista disse que o Presidente da RDC, Felix Tshisekedi, foge dos seus próprios problemas e culpa os outros, pois os problemas congoleses devem ser resolvidos pela pessoa que lidera o país.
Quanto à situação dos refugiados, o chefe de estado ruandês garantiu haver mais de 100.000, revelando que, mais, continuam a chegar.

A Ucrânia começou a recrutar prisioneiros para o seu exército, como forma de aumentar as suas fileiras. A medida tem por objetivo aumentar a força militar da Ucrânia, na guerra contra a Rússia.

As tropas ucranianas sofreram pesadas perdas na sua linha da frente nos últimos meses, deixando o exército ucraniano fragilizado. Neste contexto, foi adoptada uma nova lei de recrutamento, que procura alargar a mobilização dos soldados.

Cerca de 3.000 prisioneiros já se registaram. Aqueles que assinam o contrato, podem recuperar a sua liberdade na condição de continuarem a lutar até ao fim da guerra com a Rússia.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, mostrou-se otimista, e acredita que a medida pode trazer resultados eficientes. “Somos agora capazes de derrotar as ambições imperiais da Rússia e isso trará de volta a paz e a confiança a toda a Europa”, explicou Zelensky.

O aumento da violência no Haiti devido aos confrontos com grupos armados, desde Março, deslocou cerca de 580.000 pessoas, de acordo com o relatório da Agência de Migração da Organização das Nações Unidas (ONU).

No final de Fevereiro, grupos criminosos desencadearam ataques coordenados, nos quais homens armados assumiram esquadras de polícias e “abriram fogo” contra o principal aeroporto internacional, que permaneceu fechado durante quase três meses. O grupo também invadiu as duas maiores prisões do Haiti.

O relatório divulgado, na terça-feira, pela Organização Internacional para as Migrações mostra que o deslocamento de mais de meio milhão deve-se, principalmente, a pessoas que fogem da capital, Porto Príncipe, para outras províncias, que não têm recursos para as apoiar.

Em Março, a agência reportou mais de 362 mil pessoas deslocadas internamente no Haiti. Desde então, a violência duplicou o número de deslocados internos na região sul, de 116 mil para 270 mil.

“Quase todos os deslocados internos estão actualmente alojados em comunidades que já lutam com serviços sociais sobrecarregados e infra-estruturas precárias, levantando novas preocupações sobre tensões com potencial para desencadear mais violência”, lê-se no relatório.

Com mais de 2.500 pessoas mortas e feridas em todo o Haiti, nos primeiros três meses do ano, a Polícia Nacional do Haiti, com falta de pessoal e sobrecarregada por gangues com arsenais poderosos, não conseguiu controlar a situação.

Com os grupos criminosos a controlar pelo menos 80% de Porto Príncipe e as principais estradas que conduzem ao resto do país, muitos vivem em abrigos improvisados, incluindo escolas e instituições de ensino que acolhem agora mais de 60.000 pessoas.

A violência também se alastrado para fora da capital do Haiti. Na semana passada, bandos armados atacaram famílias localizadas em Terre-Neuve, uma aldeia no norte do Haiti, o que obrigou o deslocamento de mais de 1.000 pessoas, em busca de áreas mais seguras.

Um pouco mais de 200 pessoas foram presas, enquanto manifestavam contra a proposta de aumento de impostos, na cidade de Nairobi, no Quénia. Grupos da Sociedade Civil dizem que as manifestações continuarão.

O Comandante da Polícia de Nairobi, Adamson Bungei, disse na terça-feira que nenhum grupo recebeu permissão para protestar na capital. Explicou ainda que o direito a protestos pacíficos está garantido na constituição do Quénia, entretanto, os organizadores são obrigados a notificar previamente a polícia.

A agitação foi causada pela propostas de aumento de impostos num projecto de lei financeira que deverá ser apresentado no parlamento.

A polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo contra centenas de manifestantes, nesta terça-feira, forçando as empresas a fecharem por medo de saques temporários.
O advogado Wanjohi Gachie, um dos manifestantes, disse que estava a protestar em nome de todos os quenianos que seriam potencialmente onerados pelos aumentos de impostos.
“Peço à polícia que não nos prenda nem nos espanque porque também lutamos pelos seus direitos”, disse ele.

O líder da oposição, Raila Odinga, instou os deputados a examinarem o projecto de lei e a votarem para remover cláusulas que sobrecarregariam os pobres.

“É pior do que o de 2023, um assassino de investimentos e uma enorme pedra de moinho no pescoço de milhões de quenianos pobres que devem ter esperado que as lágrimas que derramaram sobre os impostos, no ano passado, fizessem com que o governo diminuísse a carga fiscal em 2024”, disse Odinga em comunicado.

Kalonzo Musyoka, outra figura da oposição, disse que os protestos semanais seriam retomados se o projeto de lei financeira fosse aprovado conforme proposto.

 

As autoridades Sul-Africanas pretendem usar médicos tradicionais para fazer a testagem de HIV, na tentativa de combater a relutância das pessoas em testar e conhecer o seu estado. A Universidade Witwatersrand é que lidera o estudo piloto, que envolve quinze curandeiros do país.

A iniciativa pretende incentivar mais pessoas, sobretudo jovens, a fazerem o teste de HIV-SIDA, e a procurarem tratamento médico, caso seja necessário. Espera-se também reduzir o elevado número dos que ignoram o seu estado sorológico, por temerem a discriminação.

Existem planos para expandir o programa ainda este ano, com pelo menos mais 325 curandeiros em formação para se tornarem conselheiros certificados em HIV.

Os investigadores universitários irão comparar as taxas de testagem do HIV para ver se mais pessoas preferem ser testadas por curandeiros em vez de clínicas.
De referir que a África do Sul tem uma das taxas de HIV mais elevadas do mundo.

Várias auto-estradas de Israel estão bloqueadas por manifestantes em protesto contra o Governo de Benjamin Netanyahu. Os israelitas exigem a realização de eleições antecipadas e a libertação de reféns em Gaza. Enquanto isso, o primeiro-ministro de Israel dissolveu o gabinete de guerra.

De acordo com a agência espanhola EFE, ecoa nas estradas de Israel a palavra de ordem basta, assim como os nomes dos reféns mantidos em cativeiro em Gaza pelo Hamas há mais de oito meses.

Na manhã desta segunda-feira, um pequeno grupo de manifestantes cortou a auto-estrada costeira perto de Kfar Shamariahu, no distrito de Tel Aviv, com três veículos parados entre as faixas de rodagem.

Os organizadores dos protestos informaram no domingo que o objectivo é mobilizar um milhão de pessoas ao longo do que chamam de semana de perturbação, bem como a realização de eleições antes de Outubro.

Está prevista para quarta-feira uma manifestação no sul do país e, seguindo-se uma outra na quinta-feira onde os manifestantes pretendem reunir-se junto às residências de Netanyahu, tanto em Jerusalém como em Cesareia, entre Telavive e Haifa.

Há vários meses que milhares de israelitas críticos do Governo organizam protestos nas ruas de Tel Aviv e, por vezes, em Jerusalém, para exigir a demissão de Netanyahu e a convocação de eleições antecipadas, na sequência da guerra que opõe Israel e o grupo palestiniano Hamas.

Enquanto isso, notícias veiculadas na manhã desta segunda-feira por vários meios de comunicação social de Israel, incluindo o Jerusalem Post, indicam que o primeiro-ministro israelita terá dissolvido o gabinete de guerra.

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, vai tomar posse, na quarta-feira, para o seu segundo mandato como Presidente da República da África do Sul. O empossamento acontece cinco dias após a sua eleição, no Parlamento, como chefe de Estado.

Ramaphosa vai dirigir a África do Sul por mais cinco anos, após conseguir a sua reeleição, através de uma Coligação de Unidade Nacional, composta pelos partidos ANC, DA e IFP.

Segundo o porta-voz interino do Governo sul-africano, Nomonde Mnukwa, a cerimónia de empossamento que vai acontecer em Pretória será uma “amostra” dos valores democráticos. “A tomada de posse oferece-nos uma oportunidade para celebrar os nossos valores democráticos e o nosso sistema de governação”, disse.

Mnukwa encorajou todos os sul-africanos a seguirem o evento tanto pelos media como pessoalmente, “especialmente as crianças e os jovens, que podem assistir a este evento como parte da construção da coesão social que torna a África do Sul especial como nação”.

A reeleição de Ramaphosa no Parlamento sul-africano aconteceu horas depois de o líder da Aliança Democrática, maior partido da oposição, John Steenhuisen anunciar a chegada a um acordo para formação de um Governo de Unidade Nacional.

As agências da ONU alertaram para o risco de haver novos registos de níveis catastróficos de fome na Faixa de Gaza e agravamento da crise sanitária na Cisjordânia, neste momento ocupada.

O Programa Alimentar Mundial da ONU disse, na sexta-feira, temer que a fome sentida anteriormente no norte de Gaza regresse, mas agora ao sul do território palestiniano, numa altura de elevadas temperaturas.

Actualmente, um milhão de pessoas, expulsas da cidade de Rafah pela ofensiva israelita, encontram-se numa zona muito congestionada junto à praia, sob o calor escaldante do verão, segundo a agência.

O número de vítimas civis é devastador e o operacional hostil torna quase impossível as operações humanitárias.

Quem também ficou alarmada com o agravamento da crise sanitária na Cisjordânia, devido às restrições, violência e ataques contra infra-estruturas médicas foi a Organização Mundial da Saúde, que apelou à protecção imediata dos civis e do sistema de saúde.

O afluxo de feridos aumenta “o fardo crescente de traumas e cuidados de emergência em estabelecimentos de saúde já sobrecarregados” e que só podem funcionar a 70% da capacidade por falta de dinheiro, lamentou a OMS.

A maioria dos hospitais em Gaza foi destruída e a OMS diz ter registado, também, 480 ataques a instalações de saúde ou ambulâncias na Cisjordânia, até ao dia 28 de Maio, o que causou 16 mortes e 95 feridos.

Desde o início da guerra entre Israel e Hamas, em Outubro passado, 521 palestinianos morreram. Além de dezenas de dezenas de mortes, mais de 5.200 pessoas ficaram feridas na Cisjordânia.

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