O País – A verdade como notícia

Em Gwoza, nordeste da Nigéria, atacantes suicidas mataram 18 pessoas. Entre as vítimas estão mulheres grávidas e crianças.

Barkindo Saidu, diretor-geral da Agência de Gerenciamento de Emergências do Estado de Borno, disse que o primeiro “homem-bomba” fez a detonação de um dispositivo explosivo durante a celebração de um casamento, por volta das 15 horas de sábado.

“Minutos depois, outra explosão ocorreu perto do Hospital Geral”, disse Saidu. Depois dos dois primeiros ataques, houve um terceiro em funeral, provocado por uma “mulher-bomba” disfarçada de enlutada.

Entre os mortos, estão adultos do sexo masculino, feminino e crianças, segundo a emissora de rádio.

Ninguém assumiu a responsabilidade pelos ataques, mas Gwoza fica no Estado de Borno, que foi fortemente afectado por uma insurgência lançada, em 2009, pelo Boko Haram, um grupo extremista islâmico.

Desde as suas origens no Estado, o grupo tem ameaçado a segurança da Nigéria e desestabilizado a região do Lago Chade.

No passado, o Boko Haram usou mulheres e meninas em atentados suicidas, por essa razão, o ressurgimento de atentados suicidas em Borno levanta preocupações significativas sobre a situação de segurança na região.

O presidente ruandês Paul Kagame e Félix Tshisekedi da Repúbvlica Democrática do Congo vão eoncontar-se para reduzir a tensão entre os dois países. O anuncio foi feito pelo mediador, João Lourenço, que sem avançar datas disse que será em breve.

A tensão entre o Ruanda e a República Democrática do Congo, vem desde 2021 quando Félix Tshisekedi acusou o regime de Paul Kagame de apoiar o Movimento de 23 de Março, grupo responsável pelos ataques contra populares daquele país.

O diferendo tem subido de tom a ponto do Presidente do Ruanda ter anunciado disponibilidade para entrar em guerra com a RDC. Para evitar o pior, João Lourenço, presidente de Angola e mediador dos dois países anunciou numa visita à Costa do Marfim, que já há luz verde para o diálogo entre as partes.

Para o estadista angolano, o diálogo é a única saída para acabar, de uma vez por todas, com o conflito e se alcançar a paz.

A tensão entre os dois países tem raízes no genocído do Ruanda, no qual hutus extremistas mataram cerca de 800.000 tutsis e hutus moderados e muitos dos autores do genocídio fugiram para a RDC, o que desencadeou uma série de conflitos na região.

O Presidente do Quénia, William Ruto, desistiu de aumentar impostos no país, após uma onda de protestos violentos que durou mais de uma semana e resultou em dezenas de mortes, feridos e detenções.

Dois dias depois de milhares de manifestantes terem invadido o parlamento Queniano, numa acção que resultou na morte de mais de 20 pessoas, o presidente do Quénia, William Ruto, anunciou, esta quarta-feira, que não vai promulgar o projecto de lei financeira que propõe novos impostos.

“Ouvindo atentamente o povo do Quénia, que em alto e bom som disse que não quer esse projecto de lei financeira de 2024, eu cedo. E, portanto, não assinarei o projecto de lei de 2024 e será posteriormente retirado”, disse William Ruto num discurso televisivo.

Apesar disso, o chefe do Estado queniano alertou que a retirada do projecto de lei das finanças significaria um défice significativo no financiamento de programas de desenvolvimento destinados a ajudar os agricultores e os professores.

Sem avançar detalhes, o estadista queniano afirmou que vai iniciar um diálogo com a juventude e adoptar algumas medidas, começando com cortes no orçamento da presidência para compensar a diferença nas finanças do país.

“É necessário que tenhamos uma conversa como nação sobre como administrar juntos os assuntos do país”, disse o Presidente.

Vários manifestantes foram mortos a tiros, além de terem enfrentado gás lacrimogéneo disparado pela Polícia, durante as manifestações contra a subida dos impostos.

Entretanto, os protestantes já ameaçavam prosseguir com mais acções reivindicativas, nos próximos dias, caso o Governo não recuasse na decisão de aumentar impostos.

No seu discurso, William Ruto reconheceu que o projecto de lei causou insatisfação generalizada e lamentou as mortes causadas, acrescentando que mais de 200 pessoas ficaram feridas. Portanto, apesar do recuo no aumento dos impostos no Quénia, novos protestos foram registados esta quinta-feira.

O exército boliviano abortou, esta quarta-feira, uma tentativa de golpe de Estado, liderado pelo ex-comandante do exército, Juan José Zuñiga, que pretendia assumir o comando do país e do exército nacional.

A incursão liderada pelo ex-comandante do exército boliviano, Juan José Zuñiga aconteceu durante a noite desta quarta-feira e terá ganho forças com a informação de uma manifestação anunciada por alguns sectores públicos, porém fracassou.

Juan e seus apoiantes foram detidos, após uma operação militar, prontamente respondida pelos guardas do palácio presidencial, onde pretendiam derrubar  Luis Arce, actual presidente da Bolívia eleito democraticamente em Janeiro de 2020.

Falando à imprensa, momentos depois da detenção dos golpistas, o ministro do interior boliviano, Del Castillo  acusou o até agora líder da Marinha, vice-almirante Juan Arnez, de ter colaborado e participado na operação.

Já o vice-ministro do interior, Jhonny Aguilera, disse que o seu país não vai tolerar actos similares.

“Não podemos tolerar essas circunstâncias em pleno século XXI, e exigimos a aqueles que mostram desrespeito pelas leis que impeçam estes comportamentos”, disse Aguilera.

A tentativa de golpe de Estado já foi repudiada por países do continente americano e parceiros de cooperação.

“Esperamos os detalhes para termos certeza e uma posição. Como sabem sou amante da democracia, eu quero que a democracia prevaleça na América Latina, o golpe nunca deu certo”, reagiu Lula Da Silva, presidente do Brasil.

O mesmo apelo feito na tarde da quarta-feira pelo estadista boliviano. 

A tentativa de golpe acontece num momento em que o presidente empossava uma nova liderança das forças armadas. Momentos depois  Luis Arce usou a varanda do palácio presidencial em Morilho para agradecer aos seus apoiantes e manifestantes contra a ideia do golpe de Estado.

Evan Gershkovich, Jornalista norte-americano, foi julgado à porta fechada, em Ekaterinburgo, depois de 15 meses de detenção, na cidade dos Montes Urais, acusado de espionagem.

Nascido nos Estados Unidos e filho de imigrantes da URSS, o jornalista de 32 anos do Wall Street Journal é o primeiro jornalista ocidental detido sob a acusação de espionagem na Rússia pós-soviética.

As autoridades russas prenderam Gershkovich durante uma viagem a Ekaterinburgo, na qual produzia uma reportagem. A alegação das autoridades russas é que o jornalista estaria a recolher informações secretas para os serviços secretos dos EUA.

O Departamento de Estado, no entanto, declarou-o “detido injustamente”, e comprometeu-se a procurar activamente a sua libertação.

Os jornalistas foram autorizados a entrar na sala de audiências durante alguns minutos antes de o julgamento ser encerrado. De acordo com a embaixada, dois funcionários consulares da Embaixada dos Estados Unidos em Moscovo também foram brevemente autorizados a entrar no tribunal.

Em entrevista à The Associated Press, Jay Conti, vice-presidente executivo e conselheiro geral da Dow Jones, descreveu o julgamento como uma farsa . “Ele era um jornalista credenciado que fazia jornalismo, e este é um julgamento falso, acusações falsas que são completamente forjadas”, argumentou.

Após a sua detenção, em 29 de março de 2023, Gershkovich foi mantido em Lefortovo, em Moscovo. Apareceu saudável durante as audiências em tribunal, nas quais os seus apelos à libertação foram rejeitados.

O jornalista poderá ser condenado até 20 anos de prisão, caso o tribunal considere-o culpado.

Subiu para 10 o número de partidos, incluindo o ANC, que se juntam para o recém proclamado governo de unidade nacional, na vizinha África do Sul. A assinatura do acordo que integra mais partidos foi anunciada pelo Secretário-Geral do Congresso Nacional Sul Africano.

A adesão de mais partidos sul-africano ao recém criado governo de unidade nacional, aconteceu no último sábado, depois da assinatura de um acordo de coligação que integra 10 partidos, incluindo o ANC.

Assim, o recém-eleito, Cyril Ramaphosa, passa a contar com 10 dos 18 partidos com assento na Assembleia Nacional da África do Sul.

Trata-se de partidos que juntos, trazem vantagens ao ANC, em termos de assentos, representando mais de 70% da Assembleia Nacional, constituindo assim a maioria parlamentar.

Quanto aos nomes das figuras que comporão o novo governo, estes, Ramaphosa poderá anunciar nos próximos dias, de acordo com o Secretário Geral do ANC.

Subiu para 10 o número de partidos, incluindo o ANC, que se juntam para o recém proclamado governo de unidade nacional, na vizinha África do Sul. A assinatura do acordo que integra mais partidos foi anunciada pelo Secretário-Geral do Congresso Nacional Sul Africano.

A adesão de mais partidos sul-africano ao recém criado governo de unidade nacional, aconteceu no último sábado, depois da assinatura de um acordo de coligação que integra 10 partidos, incluindo o ANC.
Assim, o recém-eleito, Cyril Ramaphosa, passa a contar com 10 dos 18 partidos com assento na Assembleia Nacional da África do Sul.
Trata-se de partidos que juntos, trazem vantagens ao ANC, em termos de assentos,
representando mais de 70% da Assembleia Nacional, constituindo assim a maioria parlamentar.
Quanto aos nomes das figuras que comporão o novo governo, estes, Ramaphosa poderá anunciar nos próximos dias, de acordo com o Secretário Geral do ANC.

O exército ruandês foi recentemente acusado de utilizar armas sofisticadas, em apoio ao grupo rebelde M23 nos confrontos no leste da República Democrática do Congo.

À medida em que o conflito se intensifica no leste da República Democrática do Congo, as províncias orientais, ricas em minérios, tornaram-se também um campo de batalhas sangrentas de um número cada vez maior de países, incluindo o Ruanda, Burundi e Uganda, bem como para as forças regionais de três nações da África Austral.

Mais de 250 grupos armados locais e 14 grupos armados estrangeiros operam no leste da RDC, de acordo com um inquérito de 2023 realizado pelo Programa de Desarmamento, Desmobilização, Recuperação e Estabilização.

Recentemente, os confrontos entre o M23 e as Forças Armadas congolesas intensificaram-se com os rebeldes a avançarem constantemente, nos últimos dias, em direção a Goma, a capital de Kivu do Norte.

Mais recentemente, o Exército ruandês foi acusado de utilizar armas sofisticadas, como mísseis terra-ar (SAM), no Congo. Um documento da missão de manutenção da paz da ONU no leste do Congo, a MONUSCO, citado pela agência noticiosa AFP no início de fevereiro, refere que a utilização de um sistema SAM móvel naquele país indica uma escalada do conflito de forças convencionais.

Por sua vez, o Governo ruandês do Presidente Kagame, liderado pelos tutsis, acusa o Congo de apoiar a FLDR, o seu inimigo declarado. O grupo insurgente foi fundado por combatentes e famílias hutus que fugiram para o Congo após o genocídio ruandês de 1994, que viu cerca de um milhão de tutsis serem massacrados por extremistas hutus.

Na semana passada, o Presidente ruandês disse que, se não houver outra opção, o seu país está pronto para entrar em guerra com a República Democrática do Congo. Paul Kagame garantiu ainda que sempre esteve aberto ao diálogo com Félix Tshisekedi.

Mais de 50 pessoas morreram no sul da China, devido a inundações e deslizamentos de terra, causadas por alterações climáticas. As autoridades chinesas têm emitido alertas sobre o agravamento das condições climatéricas em outras zonas do país, onde mais de 55 mil pessoas foram afectadas por chuvas fortes.

Pelo menos 50 pessoas morreram esta sexta-feira, no Sul da China na sequência de inundações e deslizamentos de terra, causadas por alterações climáticas.

De acordo com a Televisão estatal chinesa, as tempestades provocaram deslizamento de terras e inundações que já destruíram milhares de casas, incluindo estradas.

Já as autoridades locais, revelam tratar-se das inundações mais graves que já afetaram o país, desde que existem registos, depois do balanço anterior, realizado esta quinta-feira , que referia-se a nove mortos.

A China tem sido confrontada com condições meteorológicas extremas, um fenómeno cada vez mais recorrente devido às alterações climáticas. Até aqui, mais de 55.000 pessoas estão afetadas pelas fortes precipitações.

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