O País – A verdade como notícia

Um avião que saía do aeropoerto de Katmandu, no Nepal, despenhou-se, esta quarta-feira, logo depois de levantar voo, causando a morte de todos os 18 passageiros. O único sobrevivente é o piloto.

Segundo avançaram as autoridades locais, já foram retirados todos os corpos do avião. O piloto foi levado para o hospital com ferimentos nos olhos, entretanto, não corre risco de vida.

O avião da Saurya Airlines viajava de Katmandu para a cidade de Pokhara, um popular destino turístico no Nepal. O aeroporto de Tribhuvan em Katmandu, onde ocorreu o acidente, foi encerrado para que as equipas de emergência possam trabalhar no local.

Recorde-se que em 2019, um avião de passageiros do Bangladesh despenhou-se no aeroporto de Tribhuvan, matando 51 pessoas, e em 2015, um avião da Turkish Airlines que aterrou sob um denso nevoeiro derrapou numa pista escorregadia do aeroporto. Estavam a bordo 238 pessoas na aeronave, mas não houve feridos graves a registar.

 

 

Mais de 150 pessoas morreram, ontem e hoje, devido ao deslizamento de terra, no distrito de Kencho Shacha Gozdi, no sul da Etiópia. As autoridades locais dizem que grande parte das vítimas perdeu a vida enquanto tentava resgatar os sobreviventes do deslizamento anterior.

O Chefe do escritório de comunicação na zona de Gofa, Kassahun Abayneh, avançou que o número de mortos aumentou de 55, na segunda-feira, para quase 157, esta terça-feira, enquanto continuavam as operações de busca na área. Entre as vítimas, estavam crianças e mulheres grávidas.

A maioria das vítimas, segundo o Jornal sul-africano African News, ficou soterrada em um deslizamento de terra na manhã de segunda-feira, enquanto equipas de resgate vasculhavam o terreno íngreme em busca de sobreviventes do primeiro deslizamento.

Outro funcionário de Gofa, Markos Melese, disse que muitas pessoas continuavam desaparecidas entre o grupo que estava coberto de lama, enquanto tentava resgatar outras.
“Há crianças que estão abraçando cadáveres, tendo perdido toda a família, incluindo mãe, pai, irmão e irmã, devido ao acidente”, disse Melese.

Jatos israelenses atacaram a cidade portuária de Hodeidah, no Iêmen, no sábado, um dia depois de um drone lançado por rebeldes Houthis, apoiados pelo Irã,  atingir a cidade de Telavive. Pelo menos três pessoas morreram e 87 ficaram feridas durante o ataque. 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o ataque foi uma resposta directa à morte de um cidadão israelense de 50 anos de idade, durante o ataque de drones Houthi em Telavive.

 As Forças de Defesa de Israel dizem que seus aviões de caça atingiram alvos militares do regime terrorista Houthi, na área do porto de Hodeidah, no Iêmen. No entanto, o porta-voz Houthi, Mohammed Abdulsalam, disse que os ataques também atingiram alvos civis e uma estação de energia. Abdulsalam acrescentou que o ataque israelense tem por objectivo aumentar o sofrimento do seu país e pressionar o grupo a parar o apoio a Gaza. 

Já o porta-voz do exército Houthi, Yehya Saree, prometeu responder ao ataque, e afirmou que os Houthis não vão hesitar em atacar os “alvos vitais de Israel”. Alertou, ainda, que Telavive, uma cidade que abriga dezenas de missões diplomáticas, ainda não era segura. 

Esta é, de acordo com as autoridades israelenses,  a primeira vez que Israel ataca o Iêmen

O Ministério da Saúde do Governo da Faixa de Gaza elevou hoje o número de mortes para 38.919 vítimas no território palestiniano desde o início da guerra com Israel, agora no seu décimo mês.
Pelo menos 71 pessoas foram mortas nas últimas 48 horas, indicou o ministério do Governo do Hamas em comunicado, acrescentando que 89.622 pessoas ficaram feridas na Faixa de Gaza desde o início da guerra, em 07 de outubro.
A guerra em Gaza foi desencadeada por um ataque sem precedentes de comandos do Hamas infiltrados no sul de Israel a partir de Gaza, que causou cerca de 1.200 mortos.

Das 251 pessoas raptadas na altura, 116 continuam detidas em Gaza, 42 das quais mortas, segundo o exército israelita.

Em resposta, Israel lançou uma ofensiva no território palestiniano, atingindo alvos civis, apesar da forte condenação internacional.

O Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, é considerado como uma organização terrorista por Israel, Estados Unidos e União Europeia.

Cerca de 50 pessoas morreram no Bangladesh, nos últimos dias, em confrontos entre a polícia e estudantes. Esta semana as manifestações intensificaram-se e os jovens protestam contra o sistema de quotas que atribui cargos na função pública.

 Até esta sexta-feira, 50 pessoas morreram nas manifestações estudantis contra o sistema de quotas no Bangladesh. Os estudantes exigem que o Governo de Sheikh Hasina acabe com o sistema de quotas que atribui os cargos na função pública e que reserva mais de metade dos postos de funcionários bem remunerados a determinadas categorias da população. Um dos aspectos mais controversos é que 30% dos cargos são reservados aos filhos dos combatentes que lutaram na Guerra de Independência de Bangladesh contra o Paquistão em 1971. 

Esta quinta-feira foi o dia mais violento com 45 mortos e 700 feridos e a polícia disse que os manifestantes incendiaram edifícios governamentais, como a sede do principal canal público de televisão. O Governo ordenou, entretanto, o encerramento da rede de internet móvel em todo o país. De acordo com os hospitais, os tiros da polícia estão na origem da morte de, pelo menos, dois terços das pessoas. 

Os protestos começaram a 1 de Julho e não pararam. Na segunda-feira, houve confrontos violentos em duas universidades de Dacca, com mais de 400 feridos. Na terça-feira, o Governo ordenou o encerramento das escolas e universidades. 

Os manifestantes prometem continuar as manifestações apesar da repressão. As ONGs de defesa dos direitos humanos e as Nações Unidas pediram ao Governo para não recorrer à violência.

A actualização de um antivírus no sistema Windows bloqueou vários serviços de comunicação e negócios em todo o mundo. As falhas começaram na noite desta quinta-feira, e intensificaram-se durante a madrugada de sexta-feira, antes da Microsoft anunciar o “problema”.

As consequências sentem-se em várias áreas de actividade, particularmente em aeroportos de vários países, o que já levou ao cancelamento de mais de mil voos por todo o mundo, sobretudo na Europa. Entretanto, alguns serviços já começam a recuperar a operacionalidade.

 

França: serviços de comunicação condicionados

Na França, país que vai realizar a partir do próximo dia 26 do mês em curso, os Jogos Olímpicos, algumas companhias aéreas, meios de comunicação, inúmeras empresas e serviços estão a sofrer impactos negativos originados pelo apagão.

De acordo com os organizadores dos Jogos Olímpicos de Paris, o apagão está a afectar os seus sistemas informáticos, segundo cita o Ao Minuto.

“As nossas equipas técnicas foram mobilizadas para limitar o impacto. Ao mesmo tempo, activamos planos de contingência para garantir a continuidade das operações, porque os nossos sistemas informáticos, que funcionam em Windows, foram afectados por esta avaria”, explicou o Comité da Organização do Paris 2024 em comunicado de imprensa.

A companhia aérea Air France disse que alguns voos foram interrompidos em certas escalas do período da manhã.

Já a companhia aérea holandesa KLM, membro do grupo Air France-KLM, anunciou que tinha sido obrigada a suspender “a maior parte das suas operações, uma vez que a falha informática “tornou impossível a gestão dos voos “, cita o Ao Minuto.

Os canais de televisão do grupo TF1 e o Canal +, na França, confirmaram que deixaram de emitir o seu sinal devido ao apagão informática.

 

Espanha: todos 46 aeroportos com limitações

A falha nos sistemas da empresa Microsoft está a causar lentidão nos processos de todos os 46 aeroportos civis da Espanha, país onde também bancos, companhias aéreas, correios e empresas de telecomunicações comunicaram problemas.

A empresa Aena, o maior gestor aeroportuário mundial, responsável, confirmou em comunicados, que “já está já a recuperar alguns dos seus sistemas”.

Nos aeroportos aeroportos de Madrid e Barcelona, os maiores de Espanha, registaram enchentes nas filas de passageiros.

 

Alemanha: bancos com limitações

Além de voos, na Alemanha, as transações bancárias ficaram comprometidas. A informação, foi avançada pelo porta-voz da associação da indústria financeira que também assegurou que “já estão resolvidas as interrupções nos bancos alemães”.

Também aproveitou para escalrecer que o apagão está relacionado com uma “atualização defeituosa”. “Este não é um incidente de segurança ou ataque informático” foi “uma falha encontrada numa única atualização de conteúdo para utilizadores do Windows 365“, explicou o ministério do Interior da Alemanha.

 

Solução do apagão global do sistema Windows “está próxima”

A Microsoft disse esta sexta-feira que prevê que a falha informática causada pela Crowdstrike, um dos fornecedores da sua tecnologia de actualização de antivírus, esteja quase a ser resolvida.

“Estamos conscientes de um problema que afecta os dispositivos Windows devido a uma atualização de uma plataforma de software de terceiros. Prevemos que uma resolução esteja próxima”, referiu fonte oficial da Microsoft, num esclarecimento enviado aos meios de comunicação social, cita a Lusa.

Numa mensagem com o título, “Degradação de serviço”, a Microsoft, também explicou aos utilizadores que alguns serviços estarão inacessíveis. “podem não conseguir aceder a várias aplicações e serviços Microsoft 365”, lê-se no documento citado pela Lusa.

Ainda na Alemanha, um porta-voz da associação da indústria financeira revela que estão resolvidas as interrupções nos bancos alemães.

 

O ex-presidente dos Estados Unidos da América, que sobreviveu a um atentado a tiro, no sábado, disse que a sua sobrevivência foi um milagre e que devia estar morto. A revelação foi feita em sua primeira entrevista depois do atentado, cujas motivações ainda são desconhecidas.

Trump já foi confirmado como candidato presidencial do partido republicano, durante a Convenção do seu partido realizada esta segunda-feira onde foi recebido como um “verdadeiro heroi”.

No evento, o reublicano não discursou mas na sua rede social anunciou o seu vice-presidente para a corrida às presidenciais de 5 de novembro.

Mesmo sendo aguardado o seu discurso para quinta-feira, Trump deixou algumas palavras.

“Não devia estar aqui, devia estar morto”, Foi “uma experiência muito surreal. “O médico do hospital disse que nunca tinha visto nada assim, chamou-lhe um milagre”, disse.O magnata disse que, quando os agentes dos serviços secretos o retiraram do palco, quis continuar a falar com os apoiantes, mas foi-lhe dito que não era seguro e que tinha de ser levado para um hospital.

Trump aproveitou a oportunidade para agradecer aos agentes que o protegeram e que dispararam contra o atirador. “Atingiram-no entre os olhos. Fizeram um trabalho fantástico. É surrealista para todos nós”, acrescentou.

“Muitas pessoas dizem que é a fotografia mais icónica que alguma vez viram. Têm razão e eu não morri. Normalmente, é preciso morrer para se ter uma fotografia icónica”, comentou sobre a imagem em que aparece a levantar o punho e a dizer “Fight” (luta) várias vezes.

Ao jornal Washington Examiner, o ex-presidente garantiu que reescreveu completamente o discurso para a convenção, de forma a abordar este momento e a defender a unidade do país. “Esta é uma oportunidade para unir todo o país, até mesmo o mundo inteiro. O discurso será muito diferente, muito diferente do que teria sido há dois dias”.

Trump afirmou que tinha “preparado um discurso extremamente duro” sobre a “horrível administração [do Presidente Joe] Biden”, mas abandonou esse por um discurso que esperava “unisse o país”.

Deputados da Gâmbia rejeitaram, nesta segunda-feira, um projecto de lei que teria anulado a proibição da circuncisão feminina, um procedimento, também chamado de Mutilação Genital Feminina (MGF), que envolve a remoção parcial ou total da genitália externa das meninas.

A tentativa de tornar-se o primeiro país do mundo a reverter tal proibição foi acompanhada de perto por activistas no exterior.

Activistas e grupos de direitos humanos temiam que uma reversão da proibição na Gâmbia desfizesse anos de luta contra esta prática secular, muitas vezes, levada a cabo em raparigas com menos de cinco anos e enraizada em conceitos de pureza e controlo sexual. O procedimento é, na maioria dos casos, praticada por membros da comunidade, ou então por profissionais de saúde.

Os conservadores religiosos que lideraram a campanha para derrubar a proibição disseram que a prática era “uma das virtudes do Islã” .

Na Gâmbia, mais da metade das mulheres e raparigas, com idades compreendidas entre os 15 e os 49 anos, foram submetidas a este procedimento, de acordo com estimativas das Nações Unidas. O ex-líder Yahya Jammeh proibiu inesperadamente a prática em 2015, sem maiores explicações. No entanto, os activistas dizem que a fiscalização tem sido fraca e as mulheres continuam a ser cortadas, embora existam apenas dois casos a serem processados.

A UNICEF afirmou no início deste ano que cerca de 30 milhões de mulheres em todo o mundo foram submetidas à MGF nos últimos oito anos, a maioria em África, mas também na Ásia e no Médio Oriente.

Mais de 80 países têm leis que proíbem o procedimento ou permitem que seja processado, de acordo com um estudo do Banco Mundial, citado no início deste ano pelo Fundo de População das Nações Unidas. Estes países incluem África do Sul , Irão, Índia e Etiópia.

Esta prática, que pode causar hemorragias graves, morte e complicações durante o parto , continua generalizada em certas regiões de África.

 

O Sindicato dos Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social da Guiné-Bissau (Sinjotecs) apelou aos profissionais para boicotarem as atividades do chefe de Estado, depois do que considera ter sido “mais um triste episódio de sistemáticos insultos do Presidente da República Umaro Sissoco Embaló dirigido aos Jornalistas” no último sábado.

Também a Rede dos Defensores dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau condenou a atitude do chefe de Estado.

O Sinjotecs reagiu, em nota divulgada no domingo, às declarações de Sissoco Embaló com palavrões, ofensas e ameaças a um jornalista numa conferência de imprensa depois da chegada ao país proveniente da China.

Para o sindicato, a recorrente “pregação dos adjectivos ofensivos contra os profissionais de Comunicação Social”, revela desrespeito e desconsideração ao valioso serviço público da imprensa.

O Sinjotecs insta os profissionais de Comunicação Social em geral “a boicotar todas as atividades do Presidente da República em virtude da defesa de dignidade pessoal e profissional” e exorta Sissoco Embaló “a melhorar a sua conduta social e profissional e, sobretudo, ter um respeito particular aos profissionais de Comunicação Social que promovem e lapidam sistematicamente sua imagem pública”.

Por seu lado, a Rede dos Defensores dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau também emitiu uma nota nesta segunda-feira, 15, a condenar “o comportamento do Presidente da República que terá proferido termo ofensivo contra um jornalista no seu regresso ao país”.

A rede que congrega os defensores dos direitos humanos diz que a atitude de Umaro Sissoco Embaló, é “pouco digna” e chama a atenção do Presidente da República “no sentido de melhorar o seu comportamento e atitude, representar condignamente o Estado e o povo da Guiné- Bissau”.

“É recorrente este tipo de comportamento por parte da sua excelência senhor Presidente da República que sempre envereda por ataques aos jornalistas, vilipendiando-os e, muitas das vezes, avançar pelo confronto aos profissionais dessa classe”, continua a nota, lembrando que o chefe de Estado “é autoridade máxima de uma nação e deve ser o símbolo da unidade nacional, pelo que em circunstância nenhuma a sua atitude deve pautar pela ofensa aos cidadãos, ofensa aos profissionais de uma classe e tão-pouco de um jornalista que estava a exercer a sua nobre profissão, de informar ao povo da Guiné- Bissau com informação de relevância para a sociedade em geral”.

A rede ainda se solidariza com o jornalista vítima de insulto por parte do Presidente da República e “encoraja toda a classe jornalista em continuar a ser firme na luta por uma imprensa livre e desassombrada de qualquer interesse político”.

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