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Mais de 140 pessoas morreram e outras dezenas ficaram feridas, na Nigéria, enquanto tentavam recolher o combustível que saía de um caminhão-tanque de gasolina, que capotou e explodiu, segundo avançaram os serviços de Emergência da Nigéria, na quarta-feira.

O porta-voz da polícia nigeriana, Lawan Adam, disse que o acidente ocorreu à meia-noite na cidade de Majiya, no estado de Jigawa, quando o motorista do caminhão-tanque perdeu o controle do veículo, enquanto viajava numa rodovia. 

“Cerca de 140 pessoas foram colocadas em uma vala comum, além de outras enterradas em outros lugares”, disse Nura Abdullahi, chefe da Agência Nacional de Gerenciamento de Emergências na região, à Associated Press (citado pela African News).

As autoridades do Governo  local juntaram-se a centenas de pessoas em luto, no norte da Nigéria, para o enterro em massa de mais de 140 vítimas mortas na explosão do caminhão.

O motorista envolvido no acidente viajou cerca de 110 quilómetros (68 milhas) do estado vizinho de Kano, segundo a polícia local.

A Agência de Gestão de Emergências do Estado de Jigawa, inicialmente, estimou o número de mortos em 105, incluindo aqueles que morreram enquanto eram tratados em hospitais.

A maioria das outras vítimas foi “queimada até as cinzas” no local do acidente, disse a Dra. Haruna Mairiga, chefe dos serviços de emergência de Jigawa.

21 milhões de crianças estão em situação de desnutrição crónica, na África Austral, devido a seca e fome, que afectaram mais de 27 milhões de pessoas na região.  Moçambique e Angola estão entre os sete países que enfrentam a pior crise alimentar das últimas décadas, situação precipitada pelo fenómeno El Niño.

A informação foi partilhada, esta terça-feira, pelo Programa Mundial para Alimentação, que alertou, na ocasião, que a sua capacidade de fornecer ajuda corre o risco de ser prejudicada por insuficiência de financiamento.

Segundo o Programa das Nações Unidas,  milhões de pessoas enfrentam a maior fome na região e um total de 21 mil crianças estão desnutridas. 

“É uma seca histórica, a pior crise alimentar até agora, que devastou mais de 27 milhões de vidas na região. Cerca de 21 milhões de crianças estão desnutridas. Para muitas comunidades, esta é a pior crise alimentar em décadas” apontou Tomson Phiri, Porta-voz do PMA na África Austral. 

As Nações Unidas apelam para a união de esforços, com vista a mitigar os impactos. 

“O Programa Mundial de Alimentação, das Nações Unidas, apela por apoio urgente para assistência, a fim de evitar uma seca generalizada desencadeada pelo El-Ninõ, que pode se transformar em uma catástrofe humanitária em grande escala” , disse na conferência de imprensa realizada em Genebra, o Porta-Voz. 

Entre os países mais afectados na região, encontram-se: Lesoto, Malawi, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe, que já declararam estado de desastre e apelaram ao apoio humanitário internacional. 

Apesar de não terem declarado estado de desastre, Moçambique e Angola, também, estão na lista dos países onde a situação é extremamente crítica, de acordo com o Programa Mundial para Alimentação.  

A agência tem o plano de  fornecer alimentos e, em alguns casos, assistência monetária a mais de USD 6,5 milhões de pessoas nos sete países mais atingidos, para cobrir o período até à próxima colheita, em Março.

O PMA disse, no entanto, que recebeu apenas cerca de um quinto dos 369 milhões de dólares de que precisava.

Segundo o responsável, “as colheitas fracassaram, o gado morreu e as crianças têm a sorte de receber pelo menos uma refeição por dia. A situação é terrível e a necessidade de acção nunca foi tão clara”.

O promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI) disse, na segunda-feira, que vai retomar uma investigação no Congo e concentrar-se nas alegações de crimes cometidos na província de Kivu do Norte, devastada pelo conflito, no leste do país, desde o início de 2022.

O leste do Congo, há muito tempo, é invadido por mais de 120 grupos armados que buscam uma parte do ouro e outros recursos da região, enquanto alguns realizam assassinatos em massa. O resultado é uma das maiores crises humanitárias do mundo, com mais de 7 milhões de pessoas deslocadas.

O grupo rebelde mais activo tem sido o M23, que ganhou destaque há mais de uma década quando seus combatentes tomaram Goma, a maior cidade do leste do Congo na fronteira com Ruanda. 

Em Agosto, confrontos entre rebeldes e milícias pró-governo mataram 16 moradores, violando um cessar-fogo anunciado em Agosto para ajudar milhões de deslocados.

O TPI abriu uma investigação no Congo pela primeira vez, há 20 anos, depois de anos de conflito armado. No ano passado, o Governo congolês pediu que fossem investigados supostos crimes, em Kivu do Norte, por grupos armados que lá operam desde 1 de janeiro de 2022.

Em uma declaração, o promotor Karim Khan disse que a violência recente em Kivu do Norte está “interconectada com padrões de violência e hostilidades que têm atormentado a região” desde meados de 2002. Como resultado, as alegações mais recentes se enquadram na investigação em andamento.

O TPI condenou anteriormente três rebeldes por crimes na região oriental de Ituri, no Congo, incluindo um notório senhor da guerra, Bosco Ntaganda, conhecido como “O Exterminador”, que foi considerado culpado de crimes como assassinato, estupro e escravidão sexual. Suas condenações e sentença de 30 anos foram mantidas por juízes de apelação em 2021.

Foi assinado, no início desta semana, um novo acordo de partilha das águas do rio Nilo. O acordo entra em vigor em meio a contestações do Egipto e do Sudão.

Conhecido como Acordo-Quadro de Cooperação, CFA, o tratado visa garantir a utilização equitativa e a gestão sustentável do maior rio do mundo.

Vários países localizados na direcção da nascente do rio, ou seja, à montante, argumentam, há muito tempo, que os Estados a jusante, neste caso Egito e Sudão que estão na foz, receberam injustamente maiores direitos sobre o rio Nilo por meio de acordos da era colonial.

Sete países, incluindo Etiópia, Ruanda, Sudão do Sul, Uganda, Tanzânia e República Democrática do Congo endossaram o Acordo-Quadro de Cooperação, que entrou em vigor no domingo.

Em uma declaração, a Nile Basin Iniciative, um grupo de estados ribeirinhos, disse que a CFA visa corrigir desequilíbrios históricos no acesso às águas do Nilo.

O Rio Nilo tem sido há muito tempo um ponto focal de tensão geopolítica no leste da África, particularmente entre o Egipto e a Etiópia.

O atrito aumentou quando Adis-Abeba construiu um grande projecto hidrelétrico no Nilo Azul, o que, segundo Cairo, prejudicaria sua segurança hídrica.

Um autocarro, que transportava estudantes universitários capotou, numa auto-estrada, causando a morte de 13 pessoas e deixando outras 33 feridas, de acordo com o Ministério de Saúde do Egipto. 

O autocarro transportava estudantes da Universidade de Galala, na província oriental do Suez, quando capotou na auto-estrada, segundo o meio de comunicação estatal Akhbar al-Youm, citado pelo Notícias ao Minuto. 

Os feridos foram transportados para o Hospital de Suez, afiliado à autoridade de saúde da província de Suez, de acordo com um comunicado divulgado pelo Ministério da Saúde egípcio na rede social Facebook.

O ministério não informou o que levou ao acidente e, no momento, está em curso uma investigação sobre o acidente. 

Khaled Abdel-Ghaffar, Ministro da Saúde, e Ayman Ashour, Ministro do Ensino Superior, prestaram homenagens aos familiares dos estudantes.

As forças militares chinesas realizaram, hoje, exercícios militares de larga escala em resposta às declarações do recém-eleito presidente de Taiwan, William Lai.  O governante afirmou, recentemente, que a República Popular da China não tem o direito de representar Taiwan.

Os recentes pronunciamentos do Presidente de Taiwan, segundo os quais declara a soberania de Taiwan e que a República Popular da China não tem o direito de representar Taiwan, foram recebidas de forma negativa pela China.

Na sequência das declarações de William Lai, a China iniciou, esta segunda-feira, exercícios militares em larga escala em Taiwan e nas suas ilhas periféricas, em contestação da independência do território, dias após William Lai ter reiterado a sua soberania.

As manobras envolvem forças terrestres, marítimas e aéreas, e são semelhantes às que a China realizou em Maio passado, também no Estreito de Taiwan e em torno da ilha autónoma.

O ministério da Defesa chinês afirmou que os exercícios são uma resposta às afirmações do líder de Taiwan, William Lai, de que a República Popular da China não tem o direito de representar Taiwan.

O governo de Taiwan considerou os exercícios como uma provocação e afirmou que as suas forças estão preparadas para reagir. O líder de Taiwan promete defender a democracia contra ameaças externas.

Refira-se que a China afirma regularmente que a independência de Taiwan é um assunto encerrado e que a anexação por Pequim é uma inevitabilidade histórica.

 

Um homem foi detido, perto do comício de Donald Trump em Coachella, no estado da Califórnia, por posse ilegal de armas. Segundo a Polícia, o indivíduo tinha duas credenciais falsas para o evento e estava fortemente armado.

A Policia suspeita que se tratava de uma terceira tentativa de assassinato do candidato republicano a Casa Branca.

O suspeito, de 49 anos, foi parado numa operação perto do evento e os agentes de segurança descobriram que trazia consigo uma caçadeira, uma pistola e um carregador com munições de alta capacidade, para os quais não tinha licença de porte.

Além disso, trazia uma credencial VIP e outra de imprensa para o comício, que afinal eram falsas. 

O homem, segundo as autoridades, é eleitor republicano e pertence a uma organização “anti-governo” radical de direita.

O Serviço Secreto, responsável pela segurança de Presidentes e candidatos presidenciais, emitiu um comunicado onde garante que o incidente não teve impacto nas operações de protecção e declara a sua gratidão aos parceiros de segurança locais.

Caso se efectivasse, esta seria a terceira tentativa de assassinato contra o ex-Presidente dos Estados Unidos da America.

O Prémio Nobel da Economia 2024 vai para o Instituto de Tecnologia de Massachusetts,  dos Estados Unidos da América. O anúncio foi feito, hoje, pela entidade responsável pela distinção, que destaca os estudos feitos pelo instituto sobre a prosperidade entre nações. 

Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson abordam estudos sobre como as instituições são formadas e afectam a prosperidade. Em outras palavras,  os três economistas elaboraram trabalhos que tentam explicar porque há países mais ricos que os outros. Um problema já estudado por Adam Smith, considerado o pai da economia. 

Daren Acemoglu é autor de centenas de artigos académicos. A maioria da sua pesquisa foi motivada pela tentativa de compreender “a origem da pobreza”. Sua pesquisa inclui uma ampla gama de tópicos, como política ,economia e capital humano.

Em Novembro de 2020,  Simon Johnson foi nomeado membro voluntário da Equipe de Revisão da Agência de transição presidencial de Joe Biden, para apoiar os esforços de transição relacionados ao departamento de tesouro dos Estados Unidos 

James A. Robinson   estuda o que torna os países diferentes, concentrando-se nas instituições económicas e políticas subjacentes, que levam alguns à prosperidade e outros ao conflito

O prémio de economia foi criado em 1968 pelo Banco Central da Suécia, é formalmente conhecido como o Prémio do Banco da Suécia em Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel. Este é o último Nobel a ser conhecido, depois do anúncio dos vencedores nas categorias de Medicina, Física, Química, Literatura e Paz.

Cerca de 15 partidos da oposição no Chade denunciaram um registro eleitoral “corrupto” e falta de garantias de que as eleições serão livres e justas. As eleições no Chade estão marcadas para 29 de Dezembro e os candidatos poderão enviar suas candidaturas entre 19 e 28 de Outubro.

No domingo, 13 de outubro, os partidos de oposição, que não participaram da transição e não ocupam assentos em instituições, pediram aos chadianos que impusessem um “bloqueio eleitoral”.

O partido de Succès Masra, ex-primeiro-ministro, ainda não esclareceu a sua estratégia.

 As eleições de 29 de Dezembro acontecem meses depois da promulgação de uma nova lei orgânica que define a composição do novo Parlamento.

Os chadianos votaram, pela última vez, em eleições parlamentares, em 2011.

Uma nova assembleia deveria ser eleita em 2015. No entanto, a eleição foi adiada diversas vezes, devida a ameaça jihadista, da Covid e da transição que se seguiu após a morte do falecido presidente Idriss Déby em 2021.

 

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