O País – A verdade como notícia

Cerca de 21 milhões de venezuelanos foram chamados às urnas, este domingo, para escolher, entre 10 candidatos, o novo Presidente do país. O acto eleitoral decorre num clima de tensão e incerteza.

São 10 candidatos que estão a disputar os votos de cerca de 21 milhões de venezuelanos, mas o resultado deverá decidir-se entre Maduro, do Partido Socialista Unido da Venezuela, e o diplomata reformado Urrutia, que substituiu a candidata Maria Corina Machado, que o regime a impediu de se candidatar.

As urnas abriram às 12 horas de Maputo e vão fechar à meia-noite.

As sondagens apontam para a vitória da oposição, mas Maduro chegou a ameaçar com um banho de sangue e uma guerra civil caso perca a eleição.

Se a oposição vencer, seria o encerramento de um ciclo que começou há 25 anos, com Hugo Chávez e, depois, com Nicolás Maduro.

O Presidente Nicolás Maduro encerrou todas as fronteiras do país, para impedir a entrada de observadores internacionais. Uma delegação do Partido Popular Europeu de acompanhamento das eleições ficou primeiro retida no aeroporto de Caracas e depois foi expulsa do país no sábado.

Apesar de ser um país rico em petróleo, a Venezuela está mergulhada numa crise económica e social sem precedentes. A população queixa-se de baixos rendimentos e insuficiência de serviços básicos, com sistemas de saúde e educação degradados.

Os 125 militantes islâmicos e financiadores do Boko Haram, julgados em dois dias, foram condenados por uma série de crimes relacionados ao terrorismo. O julgamento em massa foi presidido por cinco juízes do Tribunal Federal Superior, num centro de detenção militar em Kanji, no estado de Níger.

Dos 125, 85 indivíduos foram condenados por financiamento ao terrorismo, 22 por crimes relacionados ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e os demais réus por crimes de terrorismo.

Milhares de pessoas foram mortas e milhões de outras deslocadas pela insurgência do Boko Haram desde seu início em 2009. O fenómeno resultou numa crise humanitária no nordeste da Nigéria.

O gabinete do Procurador-Geral nigeriano afirma que as acusações contra os militantes islâmicos estavam “a evidenciar o terrorismo, o financiamento do terrorismo, a prestação de apoio material e crimes relacionados ao TPI”.

Os últimos julgamentos em massa de suspeitos do Boko Haram ocorreram entre 2017 e 2018, em que foram condenadas 163 pessoas e 887 foram libertas.

Em 2014, o Boko Haram sequestrou mais de 270 meninas de uma escola na cidade de Chibok, no nordeste do país. Os sequestros chocaram o mundo e desencadearam uma campanha global denominada BringBackOurGirls, que incluiu a ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama. Mais de 180 meninas foram libertas ou escaparam, entretanto, muitas continuam desaparecidas.

O parlamento da Turquia aprovou, este sábado, uma moção para enviar as suas forças armadas para a Somália. Trata-se de uma operação de dois anos com o objectivo de apoiar as operações contra o terrorismo na capital daquele país.

O Al Shabaab, ligado à AI Qaeda, vem, desde 2006, travando uma insurgência contra o Governo da Somália, numa tentativa de estabelecer um Estado Islâmico fundamentalista. Por essa razão, a Turquia deliberou, este sábado, enviar as suas forças para apoio à luta contra o terrorismo, durante um período de dois anos.

A Turquia vem fornecendo treinamento, assistência e suporte consultivo a Somália há mais de 10 anos, trabalhando para reestruturar suas forças de defesa e segurança. No entanto, as autoridades turcas dizem que os desafios económicos impedem que as forças armadas da Somália sejam totalmente eficazes.

Noventa e cinco cidadãos líbios foram detidos pela polícia sul-africana, esta sexta-feira, numa suposta base de treinamento militar na província de Mpumalanga. Junto aos detidos, as autoridades apreenderam drogas e equipamentos militares.

A detenção dos 95 cidadãos líbios aconteceu em White River, após uma rusga numa quinta suspeita de ser utilizada como acampamento militar.

A imprensa sul-africana avança que os suspeitos entraram legalmente naquele país, em Abril, para estudar com a finalidade de serem guardas de segurança e deveriam regressar em Dezembro.

O local é uma empresa licenciada para formação de pessoas que pretendem tornar-se seguranças, mas na realidade funciona como uma base militar, segundo o porta-voz da polícia sul-africana, Donald Mdhluli.

Sem dar mais pormenores, o responsável disse que o proprietário da firma é de nacionalidade sul-africana.

Apesar da suspeita de instalação de base de treinamento militar em White River, as autoridades garantem que não há ameaça à segurança da comunidade.

Entretanto, o responsável pela segurança comunitária em Mpumalanga, Jackie Macie, disse que a descoberta é preocupante e é uma ameaça à segurança do país.

“Como província, estamos muito preocupados. Esta é uma operação séria nesta fazenda. Essas pessoas violaram a Lei de Imigração e, também, a finalidade de seus vistos, pois vieram para cá alegando que pretendiam estudar segurança, mas pelo que estamos a ver, esta é uma base militar pura. Isto é uma ameaça à segurança da província e do país, por isso temos de os prender. Os departamentos relevantes devem assumir o controlo e devolvê-los ao seu país”, disse Jackie Macie.

José Gama, jornalista e comentador nos programas televisivos do grupo Soico, disse que a detenção dos cidadãos líbios visa compreender a situação, até porque a população se queixa do envolvimento de estrangeiros em crimes.

A operação de desmantelamento do local contou, entre outras instituições, com a colaboração da Inteligência Criminal da Polícia.

Pelo menos 20 pessoas morreram, em 24 horas, devido ao calor intenso na cidade de Beni Mellal, em Marrocos. Meteorologistas dizem que as temperaturas chegaram a até 48 graus Celsius, em algumas áreas do país.

As mortes ocorreram entre segunda e quarta-feira. Autoridades afirmam que a maioria dos que faleceram eram idosos ou sofriam de doenças crónicas, e o calor contribuiu para a deteriorização de sua saúde. Pediram também que as pessoas bebessem muita água para se manterem hidratadas e evitassem sair de casa.

Em Beni Mellal, que fica a mais de 200 quilómetros de Casablanca, as temperaturas atingiram 43 graus Celsius nesta quinta-feira. Entretanto, meteorologistas asseguram que o calor deverá diminuir nos próximos dias.

Este é o sexto ano consecutivo que Marrocos enfrenta a seca e o calor intenso. O aumento das temperaturas e da seca prolongada reduziram os níveis dos reservatórios de água, ameaçando o sector agrícola.

O partido Aliança Democrática (DA), na África do Sul, levou o Congresso Nacional Africano (ANC), o partido no poder, ao tribunal, na passada quinta-feira, devido a um discurso pré-eleitoral feito pelo Presidente Cyril Ramaphosa.

Ramaphosa discursou como Chefe de Estado três dias antes das eleições. Durante a intervenção, referiu-se ao que considerou sucessos do ANC durante 30 anos de governo da África do Sul. O DA disse que as regras eleitorais não permitem que Ramaphosa se envolva em políticas partidárias e faça campanha pelo ANC, quando fala como presidente.

Os documentos foram submetidos ao tribunal pelo DA, em Maio, antes da coligação com o ANC. Entretanto, o partido decidiu continuar com o caso.

O promotor público pediu ao tribunal que deduzisse 1% dos votos recebidos pelo ANC na eleição nacional de 29 de Maio e multasse Ramaphosa, o líder do ANC, em 10.900 dólares americanos, e seu partido em 5.450 dólares americanos, pelo que ele alega ter sido um discurso presidencial usado para campanha eleitoral, que equivalia a abuso de poder.

O ANC respondeu, quinta-feira, chamando a acção legal do promotor de “frívola e injustificada”. O partido acrescentou que o presidente estava seguindo a constituição, quando fez o discurso.

O ANC perdeu a maioria no parlamento, quando recebeu apenas 40% dos votos. Isso forçou o partido a criar um governo de coligação, pela primeira vez, para administrar o país mais industrializado do continente.

O DA, segundo partido mais votado nas últimas eleições, com 21% dos votos, é um dos sete partidos representados no Gabinete de Ramaphosa, apesar de, anteriormente, ser o crítico mais feroz do ANC.

O Presidente queniano William Ruto nomeou, esta quarta-feira, quatro figuras da oposição para cargos-chave do novo governo. A nomeação foi feita como uma forma de estancar as manifestações contra a subida de impostos, que resultou em manifestações e mortes naquele país.

Trata-se de quatro políticos, todos membros do partido de Raila Odinga, o mais directo adversário político do Presidente William Ruto. São concretamente John Mabadi, na pasta das Finanças; James Opiyo, na pasta da Energia e Petróleo; Hassan Ali, no Ministério das Minas e Economia Marítima; e Wycliffe Oparanya, no Ministério do Desenvolvimento Cooperativo de Pequenas e Médias Empresas.

Estas nomeações acontecem depois de William Ruto ter anunciado no passado dia 11 de Julho a demissão de praticamente todo o seu governo, com excepção do ministro dos Negócios Estrangeiros, Musalia Mudavadi.

Dos ministros recentemente nomeados, cerca de 10 estavam no governo anterior. Neste momento, falta o ocupante do ministro da Justiça.

Esta remodelação governamental veio em resposta ao forte movimento de contestação ao projecto de orçamento 2024-25, que introduzia novos impostos, mas que foram retirados na sequência de manifestações violentas.

 

O presidente norte-americano, Joe Biden, diz que está preocupado com o futuro da democracia americana, e o seu afastamento deverá servir para que a nova geração assuma o comando. Biden falava, pela primeira vez, sobre a sua renúncia à candidatura às presidenciais de Novembro, pelo partido Democrata.

Alguns dias depois de anunciar que desistia da corrida à Casa Branca, Joe Biden explica as razões da sua desistência, destacando, principalmente, a salvaguarda da democracia americana.

O presidente americano explicou que desistiu da sua candidatura para que a nova geração pudesse tomar a dianteira do país, e assim preservar a democracia. “Reverencio este cargo, mas amo mais o meu país. Decidi que o melhor caminho a seguir é passar o testemunho a uma nova geração, pois essa é a melhor maneira de unir a nossa nação”, disse.

Biden acrescentou ainda que “o bom do nosso país é que reis e ditadores não mandam aqui. Acredito que o meu historial, como presidente, a minha liderança no mundo e a minha visão para o futuro da América merecem um segundo mandato, mas nada, nada pode impedir-nos de salvar a nossa democracia”.

Segundo o portal EuroNews, nas semanas que antecederam o anúncio da desitência, Biden enfrentou uma pressão crescente para reconsiderar a candidatura, perante o fraco resultado das sondagens.

 

Kimberly Cheatle, directora dos Serviços Secretos, demitiu-se depois de ter assumido, perante o congresso total, a responsabilidade pelas falhas de segurança no atentado contra o ex-presidente Donald Trump.

Numa mensagem de correio electrónico, enviada aos funcionários dos serviços secretos, Cheatle disse que assumia total responsabilidade pela falha de segurança, e que “à luz dos acontecimentos recentes, foi com pesar que tomei a difícil decisão de me demitir do cargo de diretora”.

Kimberly Cheatle, que ocupava o cargo de diretora dos Serviços Secretos desde agosto de 2022, segundo o Jornal EuroNews, vinha sendo alvo de crescentes pedidos de demissão e de várias investigações sobre a forma como o atirador conseguiu chegar tão perto do candidato presidencial republicano, num comício de campanha ao ar livre, na Pensilvânia.

A demissão de Cheatle surge um dia depois de ter comparecido perante uma comissão do Congresso, e ter sido repreendida durante horas, tanto por democratas como por republicanos, pelas falhas de segurança.

A ex-directora dos Serviços Secretos chamou ao atentado contra a vida de Trump de “a falha operacional mais significativa” dos Serviços Secretos em décadas, e disse que assume total responsabilidade pelos lapsos de segurança, entretanto, irritou os legisladores ao não responder a perguntas específicas sobre a investigação.

+ LIDAS

Siga nos