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Dezenas de partidos políticos foram dissolvidos pela junta militar que governa Guiné-Conacri desde o golpe de Estado de 2022. Outrossim, a junta decidiu supervisionar outros 54 partidos. 

Para organizar o sistema político da Guiné-Conacri, a junta militar que governa o país da África Ocidental, há dois anos, decidiu eliminar, na segunda-feira, quase metade dos partidos políticos.

Com a decisão, 53 partidos foram dissolvidos e outros 54 encontram-se sob vigilância do Governo por três meses, segundo o Ministério da Administração Territorial e Descentralização local.

As medidas foram tomadas com base numa avaliação dos partidos, iniciada em Junho. Os que estão em observação continuam a operar normalmente, porém devem resolver algumas irregularidades.

Entre as irregularidades cometidas pelos partidos em observação consta a não realização do congresso partidário dentro do prazo; o não fornecimento de extractos bancários, entre outras.

Fazem parte dos partidos em observação o Reunião do Povo Guineense, do antigo presidente Alpha Condé, deposto pelos militares e União das Forças Democráticas da Guiné, da oposição.

O ex-coronel Mamadi Doumbouya foi empossado como presidente e promovido ao posto de general e já tem apoio de algumas personalidades locais para as próximas eleições presidenciais.

Refira-se que a junta militar comprometeu-se inicialmente a entregar o poder a civis eleitos até ao final de 2024, mas já deixou claro que não cumprirá esse compromisso.

O Ministério da Saúde Sul africano confirmou, esta segunda-feira, que as seis crianças que perderam a vida no início do mês de Outubro em Soweto após consumirem lanche foram envenenadas.

É o culminar de um trabalho de investigação que durou quase três semanas, e que concluiu que as vítimas foram envenenadas, de acordo com o ministério da saúde local.

Segundo o ministro da Saúde, os alimentos consumidos pelas crianças, continham um grupo de substâncias usadas na agricultura ou em pesticidas, segundo revelaram os exames laboratoriais após o trágico incidente.

“Todas as seis crianças morreram por ingestão de tuberculose. Nas últimas semanas, vários produtos químicos foram apontados como possíveis causas da morte. Alguns foram mesmo encontrados em alguns retalhistas.” Motsoaledi, Ministro da Saúde da África do Sul

Neste momento decorrem trabalhos de investigação dos responsáveis pelo crime que matou seis crianças, após comerem lanche comprado numa loja informal nas proximidades de Johanesburgo

Segundo o ministro, “a venda destas subistâncias ao público continua a ser ilegal, porque também é uma substância perigosa. Neste momento, as amostras que foram recolhidas através de zaragatoas em várias lojas do Soweto foram enviadas para os Serviços do Laboratório Nacional de Saúde e ainda estamos à espera dos resultados”.

Face ao acontecimento, o ministério da saúde sul africana garante que vai endurecer medidas de fiscalização de alimentos  nos mercados formais e informais.

 

Pelo menos 40 jihadistas foram mortos nos últimos três dias de operações das forças de segurança na região de Ségou, no Mali, anunciou o exército maliano, este domingo.

A operação de combate que culminou com a morte de 40 de jihadistas aconteceu em duas fases e as forças armadas apreenderam material bélico e meios circulantes, munições e motociclos, segundo um comunicado do Estado-Maior do Exército maliano.

O Mali é, actualmente, governado por uma junta militar instalada após um golpes de Estado, em Agosto de 2020 e Maio de 2021.

Assimi Goita, actual Presidente de transição, tem vindo a aproximar-se da Rússia ao mesmo tempo que se distancia tanto da França, como dos governos ocidentais.

Aliás, Mali deixou de fazer parte da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

As autoridades chinesas anunciaram, hoje, que irão realizar exercícios militares com fogo real no mar de Bohai entre o litoral chinês e a península coreana, entre os dias 29 e 30 de Outubro. As manobras fazem parte das medidas de rotina da China, no âmbito da sua estratégia de defesa marítima.

A comunicação foi feita através de um comunicado da Administração de Segurança Marítima da China. Durante o período de teste, o acesso às zonas visadas vai ser restringido, de acordo com o comunicado publicado no portal oficial da autoridade na cidade de Dalian, província de Liaoning, no nordeste da China, citado por Lusa.

As manobras fazem parte das medidas de rotina da China no âmbito da sua estratégia de defesa marítima, reforçando a vigilância numa região considerada sensível devido à sua proximidade com a península coreana.

A zona do mar de Bohai é uma importante área para a realização de exercícios militares chineses, normalmente conduzidos pelas tropas do Teatro de Operações Oriental do Exército de Libertação Popular.

Esta área registou alguns incidentes no passado, inclusive em 2020, quando Pequim apresentou uma queixa formal aos Estados Unidos devido ao sobrevoo de um avião U-2 numa zona de exclusão durante exercícios militares.

Dois jornalistas foram mortos num ataque israelita na Faixa de Gaza, elevando para 182 o número de repórteres mortos desde o início da ofensiva israelita.

De acordo com o gabinete de comunicação social de Gaza à estação televisiva Al Jazeera, trata-se de Nadia Imad Al-Sayed e Abdul Rahman Samir al-Tanani. No entanto, a milícia palestiniana Hamas detalhou num comunicado que quatro jornalistas foram assassinados.

“Hoje, quatro jornalistas palestinianos juntaram-se à lista de mártires deste genocídio brutal contra o povo palestiniano da Faixa de Gaza, elevando o número de jornalistas martirizados […] desde há um ano para 182”, detalhou a milícia que controla Gaza, num comunicado citado por Lusa.

A China condenou a venda a Taiwan de sistemas de mísseis norte-americanos, denunciando uma ação que prejudica seriamente as relações com os Estados Unidos e põe em perigo a paz na região.

A venda de sistemas de mísseis terra-ar a Taiwan, segundo a China, viola seriamente a soberania e os interesses de segurança deste país, além de  prejudicar seriamente as relações sino-americanas, põe em perigo a paz e a estabilidade no estreito.

Pequim ameaça tomar todas as medidas necessárias para defender firmemente a soberania nacional, a segurança e a integridade territorial.

O negócio de 1,16 mil milhões de dólares, aprovado por Washington e que ainda tem de ser aprovado pelo Congresso, inclui vários sistemas antiaéreos e 123 mísseis, de acordo com a agência norte-americana responsável pelas vendas militares ao estrangeiro.

Outra venda anunciada envolve sistemas de radar no valor total de 828 milhões de dólares. O equipamento será retirado diretamente dos ‘stocks’ da Força Aérea dos EUA.

Os Estados Unidos não reconhecem Taiwan como um Estado e consideram  República Popular da China como o único governo legítimo, mas fornecem a Taipé uma ajuda militar substancial.

A Organização Mundial de Saúde advertiu que a situação no norte da Faixa de Gaza é catastrófica, devido à devastação da guerra, com operações militares intensas dentro e à volta das instalações de saúde.

A grave escassez de material médico, associada a um acesso “extremamente” restrito, está a privar as pessoas de cuidados vitais, na faixa de Gaza, segundo a Organização Mundial de Saúde.

A OMS refere-se, em particular, à situação em Kamal Adwan, o último hospital em funcionamento no norte de Gaza, que foi invadido pelas forças israelitas.

Sábado, a OMS anunciou que três assistentes e um outro profissional ficaram feridos no assalto ao hospital e que dezenas de assistentes foram detidos no estabelecimento de saúde, que albergava cerca de 600 pessoas, entre docentes, assistentes e outros.

A organização diz ainda ter perdido temporariamente o contacto com o seu pessoal no hospital durante o caos.

Aquele departamento acusou também as forças israelitas de terem detido centenas de membros do pessoal, doentes e pessoas deslocadas.

O Secretário geral das Nações Unidas, António Guterres, voltou a exigir um cessar-fogo na Faixa de Gaza e o fim da Guerra Rússia e Ucrânia. Guterres participou da sessão de quinta dos BRICS, que tem lugar na Rússia desde terça-feira.

António Guterres e Vladimir Putin voltaram a sentar à mesma mesa, dois anos depois do encontro de Fevereiro de 2022, na sequência dos primeiros ataques russos à Ucrânia.

Diante dos BRICS e outros convidados da décima sexta cimeira do grupo que teve lugar na cidade russa de Kazan, Guterres voltou a exigir paz e cessar fogo entre a Rússia e a Ucrânia.

Precisamos de paz na Ucrânia, uma paz justa em conformidade com a Carta das Nações Unidas, o direito internacional e as resoluções da Assembleia Geral. Precisamos de paz no Sudão, com todas as partes a silenciar as suas armas e a comprometerem-se com uma via para uma paz sustentável.

As divergências no médio oriente, constitui preocupação ao mundo segundo Guterres, que exigem imediatamente o calar das armas.

“Precisamos de paz em Gaza com um cessar-fogo imediato, a libertação imediata e incondicional de todos os reféns, a entrega efectiva de ajuda humanitária sem obstáculos. E precisamos de fazer progressos irreversíveis para acabar com a ocupação e estabelecer a solução de dois Estados, tal como foi recentemente reafirmada, mais uma vez, por uma resolução da Assembleia-Geral das Nações Unidas”, disse Guterres. 

António Guterres lembrou ao grupo dos nove e seus convidados a necessidade de inclusão mundial, lamentando os níveis de fome e pobreza no mundo.

“Nenhum grupo e nenhum país pode atuar sozinho ou isoladamente. É necessária uma comunidade de nações que trabalhem como uma família global para enfrentar os desafios globais. Desafios como o número crescente de conflitos, a devastação provocada pelas alterações climáticas, a poluição e a perda de biodiversidade, o aumento das desigualdades e a persistência da pobreza e da fome, adaptam as crises que ameaçam os planos de futuro de muitos países vulneráveis”, defendeu.

Entretanto, no discurso do fecho da reunião encerrada com vários acordos entre os membros, Vladimir Putin disse estar aberto a quaisquer opções para o término da Guerra na Ucrânia.

O Mpox já causou mais de mil mortes em 18 países desde o início do ano. Segundo dados da Agência de Saúde Pública da União Africana, o continente já registou 45.327 casos dos quais 9.114 confirmados por testes.

O epidemiologista Ngashi Ngongo, chefe do Gabinete Executivo dos Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças, revelou que só este ano, já se registaram mais 400% de casos confirmados do que em todo o ano de 2023.

A República Democrática do Congo, epicentro da epidemia, e o vizinho Burundi são responsáveis por 96% das 1.001 novas infecções confirmadas na região na última semana, enquanto o Gabão, Guiné-Conacri, Ruanda, os Camarões e a África do Sul não confirmaram quaisquer novos casos nas últimas quatro semanas, de acordo com os dados do CDC África.

Quanto à vacinação contra a doença, Ngongo explicou que cerca de 5,6 milhões de doses foram confirmadas para serem enviadas para África, incluindo 2,5 milhões de doses da vacina produzida pela empresa farmacêutica dinamarquesa Bavarian Nordic e outras três milhões de doses do medicamento da japonesa KM Biologics.

“A República Democrática do Congo, a Nigéria, o Ruanda, a República Centro-Africana, a África do Sul e a Costa do Marfim já prepararam o seu plano de vacinação”, dos quais a RD Congo e o Ruanda já estão a vacinar “.

As diferentes epidemias de Mpox em África são impulsionadas por vários padrões de transmissão, e esta nova variante do vírus é transmitida principalmente entre humanos, enquanto a versão mais antiga tem, na sua maioria, origem em animais, segundo um estudo publicado pela revista científica Cell.

A situação, que obrigou a Organização Mundial da Saúde a declarar o Mpox uma emergência mundial, leva os investigadores a examinar as características específicas destas diferentes versões, em termos de perigosidade, contagiosidade e modos de transmissão.

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