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O presidente dos EUA, Joe Biden, visitou, terça-feira, o museu da escravidão, em Angola, onde abordou sobre o futuro de África, dizendo que os africanos vão representar uma em cada quatro pessoas até 2050 e que o destino do mundo está em suas mãos. 

Joe Biden é o primeiro presidente dos EUA a visitar Angola e tem como objectivo promover bilhões de dólares em compromissos com a nação angolana, para o que ele chamou de maior investimento ferroviário dos EUA no exterior.

“Os Estados Unidos estão totalmente empenhados em África”, disse Biden ao presidente angolano, João Lourenço, que chamou a visita de Biden de um ponto de virada fundamental nas relações EUA-Angola, que remontam à Guerra Fria.

Biden visitará a cidade costeira de Lobito na quarta-feira para dar uma olhada na saída do corredor para o Oceano Atlântico. O projeto também atraiu financiamento da União Europeia, do Grupo dos Sete principais países industrializados, de um consórcio privado liderado pelo Ocidente e de bancos africanos.

Não ficou claro quanto dos compromissos dos EUA foram cumpridos e quanto dependerá do governo Trump.

Biden visitou o Museu Nacional da Escravidão de Angola, em um local que, antigamente, era a sede da Capela da Casa Grande, um templo do século XVII, onde escravos eram batizados antes de embarcar em navios para a América. 

Olhando para o futuro, “sei que o futuro passa por Angola, pela África”, disse Biden, citado por African News.

Falando em um palco perto da água, ele disse que a história não pode e não deve ser apagada e que, embora a América tenha sido fundada no ideal de liberdade e igualdade, “está bem claro hoje que não correspondemos a esse ideal”.

Está confirmada, Nandi-Ndaitwah é a vencedora das presidenciais na Namíbia e vai tornar-se  a primeira mulher a presidir o país independente desde 1990. Com 57% de votos, o Partido SWAPO conseguiu também a maioria no parlamento.

Com 57% de número de votos, Nandi-Ndaitwah foi confirmada vencedora do escrutínio do último dia 27 de Novembro, e será a primeira mulher a dirigir o país e quinta presidente na história do país independente há 34 anos, mantendo o histórico partido SWAPO no poder.

De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), os resultados oficiais comprovaram que Nandi-Ndaitwah, de 72 anos, venceu com 57% dos votos, não precisando de uma segunda volta. O SWAPO também manteve a sua maioria na votação parlamentar ao conseguir 51 dos 96 lugares na Assembleia da República. Nandi-Ndaitwah já reagiu à vitória.

“Como vos temos dito ao longo da campanha, nós, no partido SWAPO, e a equipa que vou liderar, assumimos compromissos e digo-vos que vamos fazer o que vos dissemos. Obrigado pela vossa confiança em nós”, disse Nandi Ndaitwah, vencedora das eleições. 

Para a primeira presidente namibiana as mudanças políticas, sociais e económicas vão justificar a escolha do eleitorado.

“Volto a dizer, em nome do partido SWAPO, que a nação namibiana votou na paz e na estabilidade, votou na unidade e na diversidade, na beneficiação dos recursos naturais e na capacitação dos jovens para o desenvolvimento sustentável”, disse.

Nandi-Ndaitwah foi membro do movimento clandestino de independência da Namíbia na década de 1970 e foi promovida a vice-presidente em Fevereiro, após a morte do Presidente Hage Geingob durante o seu mandato, e será a quinta presidente da Namíbia após a independência.

 

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou, esta terça-feira, que vai organizar, em Junho de 2025, em conjunto com a Arábia Saudita, uma conferência internacional sobre a criação de um Estado palestiniano.

De acordo com o Notícias ao Minuto, Emmanuel Macron esclareceu que o seu país não reconhece a Palestina como Estado, neste momento. “Há vontade de o fazer (…), mas no momento que seja útil, quando provoque movimentos recíprocos de reconhecimento”, frisou Macron, citado pelo Notícias ao Minuto.

O presidente quer envolver vários outros parceiros e aliados, europeus e não europeus.

O chefe de Estado francês não detalhou onde se realizará aconferência, mas espera que sirva para “multiplicar as iniciativas diplomáticas nos próximos meses para levar todos no mesmo caminho”.

Macron salientou ainda que o objectivo é produzir um movimento de reconhecimento em relação a Israel, “que permita respostas em termos de segurança” ao Estado Judeu.

“Devemos convencer que a solução de dois Estados também é relevante para Israel”, acrescentou o Presidente francês.

A Arábia Saudita, que alberga os locais mais sagrados do Islão, está em conversações com Washington para normalizar as relações com Israel e conceder garantias de segurança aos EUA.

Mas em meados de Setembro, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman afastou o reconhecimento de Israel antes da “criação de um Estado palestiniano”, juntamente com o de Israel.

Tanto Paris como Riade pressionam pela “solução de dois Estados”, rejeitada pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

A situação no Médio Oriente degradou-se desde o início da guerra em Gaza, desencadeada por um ataque sem precedentes do Hamas a Israel que causou cerca de 1.200 mortos e mais de duas centenas de reféns, a maioria civis, segundo as autoridades israelitas.

 

As moções referentes à continuidade ou não do executivo francês surgem depois de o primeiro-ministro de centro-direita e antigo comissário europeu ter apelado, segunda-feira, ao governo de três meses para que assumisse a responsabilidade pelo projecto de orçamento da segurança social.

De acordo como o Notícias ao Minuto, a sessão parlamentar sobre as moções de censura foi agendada para as 16h locais, segundo as fontes contactadas pela AFP.

Barnier deverá falar sobre a crise às 20h de hoje, respondendo à pergunta da imprensa em dois canais de televisão em directo da sua residência no Hôtel Matignon.

O primeiro-ministro, de 73 anos de idade, atribuiu ao executivo a aprovação do orçamento da Segurança Social sem votação, insistindo que tinha “chegado ao fim do diálogo” com os grupos políticos.

A decisão expôs o governo a uma moção de censura que tem todas as hipóteses de ser aprovada, com a esquerda e a extrema-direita a anunciarem que a votarão favoravelmente.

“A queda de Barnier é um dado adquirido”, considerou a líder parlamentar do grupo de esquerda radical França insubmissa, Mathilde Panot, segundo o Notícias ao Minuto.

O deputado socialista Arthur Delaporte defendeu que o governo irá cair porque a União Nacional, que lhe deu um “apoio incondicional”, deixou de apoiar o executivo.

Nomeado em 05 de Setembro, Barnier fez algumas concessões e recuou nos esforços exigidos aos franceses face à derrapagem das finanças públicas, mas não foi suficiente.

“Censurar este orçamento é, infelizmente, a única forma que a Constituição nos dá para proteger o povo francês de um orçamento perigoso, injusto e punitivo”, declarou, esta terça-feira, a líder parlamentar da União Nacional, Marine Le Pen, pode-se ler na mesma fonte.

 

A oposição namibiana nega, categoricamente, o resultado das eleições gerais do último dia 27 de Novembro, que deram vitória ao partido no poder. A falha no equipamento e extensão do período de encerramento das urnas até o dia seguinte, sem informação formal, são apontadas como grandes anomalias.

Há 30 anos sob o comando do partido libertador, mais de 1,2 milhão de cidadãos namibianos foram chamados às urnas no último dia 27 de Novembro, para indicar o próximo presidente, após a morte de Hage Geingob,  em Fevereiro do presente ano.

Um total de 14 concorrentes ao escrutínio, a Organização do Povo do Sudoeste da África, partido no poder, conseguiu 48% do número de votos e pode estar a caminho de colocar, pela primeira vez, uma mulher na presidência. 

Entretanto, os partidos da oposição que dividem o resto das porcentagens dos votos, com destaque para os patriotas independentes, com apenas 30%, rejeitam os resultados eleitorais, alegando a falha dos móbiles durante o processo e a extensão do encerramento da votação como primeiras anomalias.

Netumbo Nandi-Ndaitwah é a aposta da SWAPO,  que vem perdendo aceitação do povo desde 2019. com 72 anos a candidata disse esta segunda-feira, estar disposta a servir os namibianos.

Um candidato precisa de mais da metade dos votos emitidos para vencer na primeira volta, caso contrário, haverá uma segunda volta. Os problemas da sociedade Namibiana, com uma forte taxa de desemprego, são as principais preocupações da população. A metade dos eleitores tem menos de 30 anos e procura respostas às suas preocupações.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, inicia hoje uma visita de três dias a Angola, na qual deverá, entre vários aspectos, fazer vários anúncios sobre o corredor de Lobito e investimentos em áreas como saúde, segurança alimentar ou agronegócio.

O grande foco da viagem, que esteve prevista para Outubro, mas acabou por ser adiada para agora, estará no Corredor do Lobito, uma infra-estrutura ferroviária que liga Angola às zonas de minérios da República Democrática do Congo (RDC) e da Zâmbia e na qual os Estados Unidos são “realmente um membro importante”, especialmente para a segunda fase do projeto, disse a coordenador da Parceria para Infraestrutura e Investimento Global (PGI) no Departamento de Estado norte-americano, Helaina Matza, no mesmo encontro com os jornalistas.

“Um conjunto desses anúncios será sobre o Corredor do Lobito. Mobilizámos milhares de milhões de dólares para esse projeto até agora, podem imaginar que o Presidente vai envolver-se com vários componentes desse esforço de infraestrutura e os elevará”, disse aos jornalistas a assistente especial do Presidente e diretora de Assuntos Africanos no Conselho de Segurança Nacional norte-americano, Frances Brown, na semana passada durante um encontro com a imprensa para antecipar as prioridades da visita que decorre até quarta-feira.

Esta fase inclui a construção de 800 novos quilómetros na linha ferroviária que atravessa Angola, Zâmbia e RDCongo, que se somarão aos 1.300 já existentes e que estão a ser renovados, lembrou Matza.

Biden deverá também fazer anúncios relacionados com a segurança global da saúde, segurança alimentar e agronegócio, e ainda um “anúncio importante sobre cooperação no setor de segurança” e “sobre a preservação da rica herança cultural de Angola”.

O novo presidente do Conselho Europeu, António Costa, chegou hoje à Ucrânia para passar o primeiro dia do seu mandato, acompanhado pela chefe da diplomacia da União Europeia (UE) e para reforçar o apoio ao país  face à invasão russa.

António Costa chegou a Kiev, numa comitiva composta pela Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, a Política de Segurança, Kaja Kallas, e a comissária europeia do Alargamento, Marta Kos, que também iniciou funções no executivo comunitário.

Entre as questões que fazem parte da agenda, o presidente do Conselho Europeu, destaca-se o presente da Guerra e o alargamento da União Europeia que inclui  a integração da Ucrânia. 

Aliás, bem antes da sua ida ao país presidido por Volodymyr Zelensky, o antigo primeiro-ministro já havia destacado o apoio à Ucrânia, durante uma entrevista.  

A visita de António Costa marca o mandato que se estende até 31 de maio de 2027, no qual pretende tornar a instituição mais eficaz e promover a unidade europeia.

A primeira Cimeira Europeia de António Costa está marcada para 19 de Dezembro.

O Governo sul-fricano extendeu para Novembro do próximo ano a validade dos vistos especiais para cidadãos de nacionalide Zimbabweana. A prorrogação dos prazos de permanência aos zimbaweanos resulta de uma ordem judicial.

Os cidadãos de nacionalidade zimbabwena na África do Sul poderão, querendo, permanecer até Novembro de 2025 no território sul-africano.
A extensão dos prazos de permamência na terra do rand foi anunciada, recentemente, pelo Ministério sul-africano dos Assuntos Internos em cumprimento de uma ordem judicial.

Com isto, os Zimbabweanos residentes no país continuam a ter a permissão de livre circulação, bem como de exercer seus negócios na África do Sul.

Os detentores destes vistos tinham até ao fim do mês de Novembro para solicitar uma extensão de um ano sob o risco de serem deportados.
A isenção de vistos para os Zimbabweanos foi introduzida há mais de 13 anos para a África do Sul conseguir lidar com a onda de migrantes de seu vizinho do norte.

Os abrangidos são cerca de 180 zimbabweanos.

O líder do Hezbollah libanês, Naim Qassem, comprometeu-se, hoje, a cooperar com o exército responsável por garantir o respeito pelo cessar-fogo com Israel, na sua primeira intervenção, desde que a trégua entrou em vigor.

Naim  Qassem diz que a coordenação entre a resistência e o exército libanês será de alto nível, para aplicar os termos do acordo de cessar-fogo, patrocinado por Washington e Paris. 

A trégua de 60 dias entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, mediada pelos Estados Unidos e pela França, entrou em vigor na quarta-feira.

O acordo prevê que os militantes do Hezbollah se retirem para norte do rio Litani e as forças israelitas regressem ao seu lado da fronteira.

Naim Qassem prometeu  ajudar a reforçar as capacidades defensivas do Líbano e reivindicou também uma grande vitória sobre Israel, impedido de destruir o Hezbollah e de aniquilar a Resistência ou enfraquecê-la.

Assegurou que o nosso apoio à Palestina não irá parar e continuará através de diferentes meios”, garantiu o líder do Hezbollah.

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