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Pelo menos 38 pessoas ficaram feridas, seis das quais com gravidade, numa aterragem de emergência de um avião da United Airlines, em Lagos, a capital comercial da Nigéria, segundo o anúncio da Autoridade Federal de Aeroportos (FAAN) daquele país.

O avião, um Boeing 787-800, descolou do Aeroporto Internacional Murtala Muhammed, em Lagos, às 23h59 locais de quinta-feira, com destino a Washington, informou a FAAN num comunicado divulgado ao final da noite de sexta-feira.

No entanto, o avião foi obrigado a “regressar de emergência” à cidade nigeriana e aterrou “em segurança” às 03h22 locais, de sexta-feira.

A bordo estavam 245 adultos e 11 membros da tripulação, segundo informou o regulador.

“Quatro passageiros e dois membros da tripulação sofreram ferimentos graves, e 27 passageiros e cinco membros da tripulação sofreram ferimentos ligeiros”, disse, acrescentando que ‘o avião em si não sofreu danos significativos’.

A porta-voz da United Airlines, Leslie Scott, disse à CNN que seis dos feridos já tiveram alta hospitalar e que o motivo do regresso do avião não foi uma turbulência grave, estando “a trabalhar com as autoridades de aviação dos EUA e da Nigéria para compreender a causa” do incidente.

A Autoridade Nigeriana da Aviação Civil (NCAA) confirmou que está a investigar o caso, que ocorreu sobre o espaço aéreo da Costa do Marfim.

“Estamos a investigar o incidente. Recebemos o registo dos dados de voo para determinar exatamente o que aconteceu”, disse o diretor de Assuntos Públicos e Proteção do Consumidor da NCAA, Michael Achimugu, em comunicado.

Vídeos captados por passageiros e publicados nas redes sociais mostram o caos gerado a bordo do Boeing 787-800 pelo incidente, com bandejas, comida e outros objetos espalhados pelo corredor do avião.

Vinte e cinco famílias das vítimas e sobreviventes de crimes políticos da era do apartheid entraram com uma acção judicial contra o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa e seu governo, alegando falha em investigar adequadamente esses crimes e garantir justiça.

O grupo composto por vítimas e sobreviventes do maior crime político cometido por um regime na história da África do Sul, durante os anos 40 a 90, acusa Ramaphosa e seu governo de estarem a fazer vista grossa perante sequelas e danos causados pelo regime de apartheid.

Para o efeito, o grupo exige, mediante um caso submetido ao Tribunal Superior em Pretória, o pagamento de aproximadamente 167 milhões de rands, para além de exigir que Ramaphosa e o seu executivo, estabeleceram uma comissão de inquérito sobre a interferência política que levou à supressão de vários crimes graves contra os sul africanos.

O grupo tem apoio e suporte da Fundação para os Direitos Humanos, uma Organização não governamental que apoia as famílias naquele país. 

Ramaphosa está fora do país, mas uma fonte do governo assegurou a África News, que uma equipa indicada esta atenta no processo, e que o presidente nunca interferiu em operações de aplicação da lei ou os instruiu a não processar crimes da era do apartheid.

O pânico espalhou-se em Goma, com os rebeldes do M23 a aproximarem-se da principal cidade do leste da República Democrática do Congo (RDC), após tomarem o controlo de uma cidade vizinha.

As explosões de artilharia pesada foram ouvidas na quinta-feira nos arredores distantes de Goma, capital da província de Kivu do Norte, e centenas de civis feridos foram trazidos para o hospital principal na área dos combates.

O grupo rebelde avançou significativamente nas últimas semanas, aproximando-se de Goma, que tem cerca de dois milhões de habitantes e é um centro regional de segurança e prestação de cuidados humanitários.

Os rebeldes tomaram Saque na quinta-feira, uma cidade a apenas 27 quilômetros de Goma e uma das últimas na rota principal para a capital de Kivu do Norte, ainda sob controlo das forças do Governo congolês.

À medida que as notícias dos combates se iam espalhando na quinta-feira de manhã, as escolas de Goma mandaram os alunos para casa.

Muitos residentes de Sake juntaram-se às mais de 178 mil pessoas que fugiram ao avanço do M23 nas últimas duas semanas.

O Hospital CBCA Ndosho, em Goma, está a funcionar no limite das suas capacidades, com centenas de feridos na quinta-feira.

O Gabão realizará uma eleição presidencial no dia 12 de Abril, disse o Conselho de Ministros. Os militares actualmente governam o país da África Ocidental após um golpe em Agosto de 2023.

“Sob este decreto, o colégio eleitoral será convocado no sábado, 12 de Abril de 2025”, disse um comunicado do Governo, emitido na quarta-feira à noite após uma reunião do gabinete ministerial.

O anúncio ocorre após a adopção, no último domingo, pelo parlamento do Gabão de um novo código eleitoral, que define as regras e condições para a organização de eleições no país.

A legislação, que exige aprovação do Tribunal Constitucional, é polêmica, pois autoriza militares a serem candidatos em todas as eleições políticas do país, o que não era possível no passado.

Isso poderia permitir que o general Brice Clotaire Oligui Nguema, que liderou o golpe de 2023 que derrubou o ex-presidente Ali Bongo Ondimba, concorresse ao seu primeiro mandato presidencial.

A constituição do Gabão, adoptada por referendo em Novembro, estabelece o mandato presidencial em 7 anos, renovável uma vez.

O presidente norte americano, Donald Trump, exige um pedido de desculpas da bispa episcopal de Washington, pelos seus pronunciamentos durante a cerimónia da tomada de posse, onde pediu clemência e misericórdia do republicano para com a  comunidade LGBTQ+ e dos migrantes.

Mariann Budde, dirigiu parte da acção religiosa durante a cerimónia da tomada de posse de Donald Trump, na última segunda-feira, como novo Presidente da República dos EUA, e lançou um pedido ao republicano.

Durante o sermão, a primeira mulher a liderar a diocese episcopal de Washington pediu ao republicano clemencia a favor da comunidade homosexual e de milhões de imigrantes residentes no país.

“Em nome do nosso Deus, peço que tenha misericórdia das pessoas em nosso país que estão assustadas agora. Há crianças gays, lésbicas e transgêneros em famílias democratas, republicanas e independentes, algumas que temem por suas vidas. Achei que tinha uma oportunidade e queria fazê-lo, e é cuidadoso e respeitoso”, pediu a bista.

Trump ouviu atentamente e precisou de dois dias para tecer comentários. Na sua rede social, o Estadista Americano lançou duras críticas à reconhecida teóloga, que se dedica às causas de direitos humanos de interferir nos seus planos, e exige um pedido de desculpas.

 “Ela trouxe sua igreja para o mundo da política de uma forma muito desagradável. Ela foi desagradável no tom, e não convincente ou inteligente”, escreveu Trump em sua rede social, alegando que a religiosa devia ter mencionado as brutalidades que os imigrantes causam ao chegar aos EUA.

Em reação a crítica do líder da Casa Branca, Mariann Budde disse não se arrepender pelos seus pronunciamentos, até por entender ter os feito em momento oportuno.

“Está fundamentado em nossas escrituras. Eu não estava falando apenas, esta não era apenas minha opinião, isto é o que nós como cristãos, pessoas de fé, todos os espectros representados naquela plataforma. Estes são os ideais aos quais somos convidados a viver nossas vidas e a ordenar nossa sociedade”, reagiu.

Em menos de uma semana de governação, Donald Trump já assinou vários decretos com impacto social, económico e político.

Em pouco mais de duas semanas, Angola teve 702 casos de cólera. A doença já matou 32 pessoas naquele país da África Austral.

Com epicentro em Luanda, no município de Cacuaco, a cólera em Angola estendeu-se a mais quatro províncias: Bengo, Icolo, Malanje e Huambo.

A doença não só está a infectar pessoas, como também tem estado a fazer mortes: há 32 óbitos registados, desde a eclosão do surto a 7 de Janeiro. Há também 32 internados, de acordo com dados do Ministério da Saúde angolano.

Os grupos etários mais afetados são dos 2 aos 9 anos de idade, mais há também infectados de mais de 80 anos.

O novo chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, prometeu “apoio inabalável” a Israel. Segundo o departamento de Estado norte-americano, a promessa foi feita durante uma chamada telefónica com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

Através de um comunicado, a porta-voz do departamento de Estado, Tammy Bruce, informou que, na quarta-feira, Marco Rubio falou com Benjamin Netanyahu para “sublinhar que o apoio contínuo e inabalável dos Estados Unidos a Israel é uma prioridade máxima para o presidente Donald Trump”. 

Rubio também “felicitou o primeiro-ministro pelos êxitos de Israel contra o Hamas e o Hezbollah, comprometendo-se a trabalhar incansavelmente para ajudar a libertar todos os reféns ainda detidos em Gaza”, acrescentou.

No domingo passado, Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas começaram a aplicar um cessar-fogo, numa guerra que se arrastava há 15 meses, na Faixa de Gaza, que prevê uma troca de reféns e de prisioneiros.

O novo presidente norte-americano revelou, porém, na segunda-feira, poucas horas após a sua tomada de posse, que “não tinha a certeza” de que as tréguas em Gaza se mantivessem.

Numa das suas primeiras decisões, o presidente Donald Trump pôs igualmente termo às sanções impostas por Joe Biden aos colonos israelitas extremistas na Cisjordânia ocupada, na sequência das agressões destes contra os palestinianos.

Segundo o Departamento de Estado, Rubio também contactou o homólogo dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan.

Atrasos no envio da missão internacional de apoio policial para o Haiti pode permitir que gangues “tomem conta” de toda a capital. O alerta foi feito pelo secretário-geral da ONU, António Guterres.

“O tempo está a esgotar-se. Qualquer novo atraso ou lacuna operacional na prestação de apoio internacional à polícia nacional (…) corre o risco de um colapso catastrófico das instituições de segurança nacional. Os gangues podem tomar conta de toda a área metropolitana (de Port-au-Prince), levando ao colapso total da autoridade do Estado”, escreveu António Guterres num relatório, citado por Lusa.

Guterres lamentou o facto da missão estar “totalmente implantada”, mas a sua capacidade operacional ser limitada, e apelou ao reforço imediato, com pessoal, equipamento e financiamento.

Refira-se que, em Outubro de 2023, o Conselho de Segurança da ONU deu luz verde a uma missão internacional de apoio à segurança (MMAS), liderada pelo Quénia, para ajudar a força policial haitiana, que tinha sido esmagada pela violência dos gangues.

Entretanto, apenas cerca de 800 polícias de seis países é que foram, gradualmente destacados, dos mais de 2 500 esperados. Segundo a ONU, os ataques de gangues já controlam 85% da capital. 

“Estou chocado com a brutalidade e a escala da violência perpetrada por bandos armados contra a população local”, afirmou António Guterres, condenando os assassinatos, raptos, violações e outras atrocidades.

De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, pelo menos 5 601 pessoas foram mortas, no ano passado, no país das Caraíbas, mais mil, comparativamente a 2023.

Nesse contexto, no verão passado, os Estados Unidos, sob a presidência de Joe Biden e a pedido das autoridades haitianas, solicitaram a transformação da MMAS numa operação de manutenção da paz da ONU.

Contudo, perante a hostilidade da China e da Rússia, o Conselho de Segurança pediu a António Guterres que apresentasse um relatório sobre esta questão até ao final de Fevereiro.

Setenta e seis pessoas morreram e 51 ficaram feridas, esta terça-feira, na Turquia, após um incêndio que atingiu um hotel de 12 andares. 

O incidente ocorreu durante um feriado escolar e as 76 mortes ocorreram quando as vítimas tentavam saltar do prédio para escapar das chamas.

De acordo com informações avançadas pelo ministro da justiça turco, Yimlaz Tunc, citado pela imprensa internacional, quatro pessoas foram detidas, incluindo o gerente do Hotel. 

O hotel tinha 238 hóspedes registrados e até aqui são desconhecidas as causas do incêndio. 

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