O País – A verdade como notícia

Uma filha do antigo Presidente sul-africano Jacob Zuma foi detida, hoje, e compareceu num tribunal acusada de incitamento ao terrorismo e à violência pública.

Em causa estão publicações nas redes sociais antes e durante os tumultos que abalaram o país há quatro anos e causaram mais de 350 mortos.

Duduzile Zuma-Sambudla, que é deputada, foi libertada sob aviso, que é semelhante a uma fiança sem necessidade de depósito de dinheiro, enquanto o seu caso foi transferido para um tribunal superior para continuar em março.

O seu advogado, citado pela Lusa, afirmou que esta fez publicações nas redes sociais sobre os motins de Julho de 2021, mas negou que tenham incitado à violência.

Os motins, desencadeados pelo facto de Jacob Zuma ter sido enviado para a prisão por desrespeito ao tribunal por se recusar a testemunhar num inquérito sobre a corrupção generalizada do Governo durante o período em que foi Presidente, de 2009 a 2018, foram alguns dos piores distúrbios civis a que a África do Sul assistiu desde o fim do sistema de ‘apartheid’ da minoria branca em 1994.

Durante mais de uma semana, multidões enfurecidas envolveram-se em pilhagens generalizadas de lojas e armazéns, fogo posto e destruição de propriedade e mais de 5.000 pessoas foram detidas.

Um acidente aéreo abalou Washington D.C, nos Estados Unidos da America, na noite de quarta-feira, quando um avião comercial da American Airlines colidiu com um helicóptero militar próximo ao Aeroporto Nacional Ronald Reagan.

O avião, que transportava 64 pessoas, estava prestes a pousar quando colidiu com o helicóptero militar, que realizava um voo de treinamento com três militares a bordo.

O chefe dos bombeiros de Washington D.C., John A. Donnelly, informou que os socorristas encontraram 27 corpos de passageiros do American Airlines e um do helicóptero, totalizando 28 mortos. Durante uma conferência de imprensa, ele informou que as buscas continuam, mas que não acreditam que haja sobreviventes.

O acidente aconteceu na região do rio Potomac, em um espaço aéreo descrito como “muito ocupado e intenso” por especialistas.

À CNN, Rafael Santos, piloto de Boeing 777, explicou que o aeroporto opera tanto voos civis quanto militares, o que torna o espaço aéreo da região particularmente complexo.

As equipas de resgate enfrentam desafios significativos nas buscas por possíveis sobreviventes, com as baixas temperaturas do inverno americano dificultando as operações.

O Presidente do Ruanda, Paul Kagame, acusa o seu homólogo sul africano, Cyril Ramaphosa, de mentiras e de distorcer o teor da conversa mantida entre os dois, na semana passada, em volta da situação militar na República Democrática do Congo. Kagame afirma que Ramaphosa nunca deu nenhum aviso ao Ruanda para abandonar a RDC.

A troca de acusações entre os Presidente do Ruanda, Paul Kagame, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa, em volta da situação militar no leste da República Democrática de Congo está a conhecer contornos alarmantes.

Numa troca de acusações que acontece na rede social X, o Estadista Ruandes acusa Ramaphosa de distorcer e mentir sobre o conteúdo da conversa mantida entre os dois, na semana passada.

Kagame, afirma que a Missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral na República Democrática do Congo, composta por África do sul, Malawi, Tanzânia e forças da ONU, não tem o objectivo de manter a paz, mas sim intensificar o conflito. 

 “Ele também está lá a fingir estar a desempenhar um papel de pacificador  e tem uma força que tem lutado ao lado da FARDC (Forças Armadas da República Democrática do Congo) e tem lutado contra o M23 sob instruções de Tshisekedi, porque estas são pessoas que não deveriam estar no Congo, o M23 não é composto por ruandeses”, escreveu Kagame no X.

Sobre o suposto aviso dado pela África do Sul ao Ruanda no sentido de abandonar o apoio ao M23, Kagame esclarece: “E a África do Sul ousa até fazer ameaças sobre o que, provavelmente, acontecerá depois disso e assim por diante. É claro que veremos de quais ameaças eles estão a falar. Talvez devessem ter feito exactamente aquilo para o qual têm emitido ameaças para limpar a confusão no leste do Congo ou para lutar contra aqueles que têm tentado limpar a bagunça”.

Num momento em que o continente e o mundo buscam soluções urgentes para um cessar-fogo na RDC, Ruanda descredibiliza o esforço Sul Africano.

“Se a África do Sul quiser contribuir para soluções pacíficas, isso é muito bom, mas não está em posição de assumir o papel de pacificador ou mediador. E se a África do Sul preferir o confronto, o Ruanda irá lidar com o assunto nesse contexto a qualquer momento”, lê-se na rede social de Paul Kagame.

Por sua vez, Ramaphosa disse, na tarde desta quarta-feira, que os seus militares estão no Congo em missão de paz. “As coisas estão relativamente calmas no momento e nossos soldados também estão em um local  seguro, então é isso que podemos dizer no momento. Falei com alguns dos líderes mais cedo, falei novamente com o Presidente Kagame nesta manhã, e estamos a insistir que um cessar-fogo deve ser mantido, então é aí que está o progresso”.

No contexto da guerra na República Democrática do Congo, 17 pessoas foram mortas nos últimos três dias, após o grupo Movimento 23 de Março tomar a cidade de Goma.

 

O presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, disse, na quarta-feira, que o exército está a montar uma resposta militar “vigorosa”, enquanto os combatentes do grupo rebelde M23, supostamente apoiado pelo Ruanda, avançavam no leste do país.

Os rebeldes capturaram grandes áreas da região rica em minerais. nas últimas semanas, incluindo a maior parte da importante cidade de Goma, capital da província de Kivu do Norte.

Kinshasa, as Nações Unidas, os Estados Unidos e outras potências ocidentais disseram que as forças ruandesas apoiaram o M23 em Goma. Entretanto, o Ruanda nega. 

Falando à nação, em uma televisão,Tshisekedi disse que uma “resposta vigorosa e coordenada contra esses terroristas e seus patrocinadores está em andamento”.

Félix Tshisekedi também condenou a “inação” da comunidade internacional diante do que descreveu como um “agravamento sem precedentes da situação de segurança”, segunda cita o African News.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas reuniu-se, pela segunda vez, em três dias, na terça-feira para discutir a crescente crise no leste da RDC, pedindo que o M23 interrompa sua ofensiva.

Na terça-feira, manifestantes atacaram várias embaixadas, incluindo as do Ruanda, acusando este país de lhes ter “declarado guerra” no leste do país, e as da França, Bélgica e Estados Unidos, países criticados pela sua inação nesta crise.

O presidente angolano, João Lourenço, apelou na quarta-feira aos rebeldes do M23 para abandonarem a cidade de Goma e à retirada das forças ruandesas do território da RDCongo para dar estabilidade às populações.

Os combates já deslocaram mais de 500 mil pessoas desde o início de janeiro, segundo o Governo congolês.

Mais de 40 pessoas pessoas morreram, numa debandada, na maior peregrinação hindu, na Índia. As vítimas tentavam tomar o primeiro banho ritual em rios considerados sagrados.

A tragédia aconteceu esta quarta-feira, segundo a agência de notícias Associated Press. Várias pessoas foram consideradas mortas e muitas outras feridas, numa debandada, em Prayagraj, enquanto dezenas de milhares de hindus corriam para tomar banhos rituais em rios no enorme festival Maha Kumbh, no norte da Índia.

As autoridades locais e as forças de segurança ainda não divulgaram os números exactos das vítimas da debandada.

O primeiro-ministro, Narendra Modi, classificou o incidente como extremamente triste e apresentou as suas condolências às famílias. 

Foi improvisado um hospital onde as equipas de resgate ajudavam os feridos e a polícia tentava controlar a multidão de crentes e as famílias que procuravam pelos seus parentes desaparecidos.
Pertences das pessoas, como roupas, cobertores e mochilas, ficaram espalhados pelo local da debandada. 

Os eventos religiosos são frequentemente palco de acidentes mortais na Índia.

Em julho, mais de 120 pessoas foram mortas no estado de Uttar Pradesh, durante uma debandada num encontro que reuniu mais de 250 mil fiéis para ouvir um famoso pregador hindu.

O Presidente do Ruanda, Paul Kagame, afirmou, esta quarta-feira, que teve uma “conversa produtiva”, com o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre a “necessidade de garantir um cessar-fogo” na República Democrática do Congo (RDC).

Através de uma publicação feita na rede social X (antigo Twitter) Paul Kagame avançou que durante uma conversa com Marco Rubio, sublinhou a importância “de abordar de uma vez por todas as causas profundas do conflito” na RDC.

O Presidente do Ruanda afirmou ainda que enfatizou a importância de aprofundar os laços bilaterais com os EUA.

“Estou ansioso para trabalhar com a Administração Trump para criar a prosperidade e a segurança que o povo de nossa região merece”, escreveu o Chefe de Estado do Ruanda. 

Num comunicado, o Departamento de Estado norte-americano disse que Rubio “pediu um cessar-fogo imediato na região e que todas as partes respeitem a integridade territorial soberana” da RDC.

Os Estados Unidos estão “profundamente preocupados com a escalada do conflito em curso no leste da RDC, particularmente com a queda de Goma para o grupo armado M23, apoiado pelo Ruanda”, lê-se no comunicado, citado por Lusa.

Os Estados Unidos apelaram, na terça-feira, aos seus cidadãos a abandonarem a RDC, horas depois de a sua embaixada e várias outras representações estrangeiras em Kinshasa terem sido alvo de manifestantes.

Em Nova Iorque, as Nações Unidas divulgaram que o secretário-geral, António Guterres, falou, na terça-feira, com Paul Kagame, a quem pediu para retirar as suas tropas da RDC e cessar o apoio que presta aos rebeldes do M23. Guterres falou igualmente com o Presidente da RDC, Felix Tshisekedi.

Um incêndio no bairro de Booysens, em Johannesburg, destruiu 1500 habitações improvisadas, deixando centenas de pessoas sem casa. A tragédia deveu-se à explosão de um fogão à parafina.

O incidente ocorreu, esta segunda-feira, depois da explosão de um fogão à parafina, deixando centenas de pessoas sem casas. Muitas das casas, construídas com base em materiais inflamáveis, arderam rapidamente. Alguns dos residentes conseguiram salvar os seus pertences, mas a maioria dos habitantes perdeu todas as posses. 

“Como vês, foi tudo destruído, nossos pertences, nossa comida, é o que se vê. Estamos a tentar o nosso melhor para reconstruir tudo”, disse uma moradora de Booysens, à televisão local SABC News. 

A Organização Gift of the Givers tem assistido as vítimas e prestado apoio. Os bombeiros, auxiliados pelos residentes locais, acabaram por controlar o incêndio, mas os trabalhos de socorro ainda prosseguem no local. 

O presidente do Quénia e presidente da Comunidade da África Oriental, William Ruto, convocou, esta segunda-feira, uma cimeira extraordinária, para abordar a crescente crise de segurança no leste da República Democrática do Congo (RDC). Isso depois que os rebeldes do M23 tomaram o controle de Goma, a capital da província de Kivu do Norte. 

Mais de um milhão de pessoas já se deslocaram, no leste da República Democrática do Congo, das quais 400 mil na cidade de Goma, após a invasão, no domingo passado, pelo grupo dos rebeldes 23, apoiados pelos soldados ruandeses.

O avanço das tropas, que, pela segunda vez, tomaram o controlo da cidade, depois do episódio de 2012, está a provocar agitação, com Kinshasa a acusar o Ruanda de estar a declarar uma guerra. 17 pessoas já perderam a vida na região.

Com objectivo de evitar o alastramento das hostilidades, o Presidente do Quénia, William Ruto, convocou uma reunião de emergência da Comunidade dos Estados da áfrica de Leste, para as próximas 24 horas.

“Como actual presidente da Comunidade da África Oriental, o Quénia está ciente da responsabilidade crítica da região em reduzir a violência e facilitar o diálogo entre as partes envolvidas. Confirmamos e acreditamos firmemente que uma solução sustentável só pode ser alcançada por meio do engajamento, do diálogo construtivo e de um verdadeiro compromisso com a paz”, disse Ruto.

Os Presidentes Félix Tshisekedi, da República Democrática do Congo, e Paul Kagame, do Ruanda, são intimados para o referido encontro. 

O posicionamento do estadista queniano, acontece dias depois da confirmação da falha de um cessar-fogo mediada por Angola. 13 soldados da Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo, a Monusco, já terão perdido a vida nos últimos dias em Goma.

O governo da Guiné-Bissau vai propor ao Presidente Umaro Sissoco Embaló a realização de eleições gerais e legislativas entre 23 de Outubro e 25 de Novembro.

De acordo com a DW, o anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Carlos Pinto Pereira, num encontro com o corpo diplomático creditado na Guiné-Bissau.

O encontro, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Bissau, serviu para transmitir a posição do Governo sobre as eleições presidenciais, numa altura em que está a terminar o mandato do Presidente, e das legislativas convocadas e adiadas depois da dissolução da assembleia em dezembro de 2023.

As legislativas antecipadas estavam marcadas para 24 de Novembro de 2024, mas foram adiadas porque o Governo concluiu não haver condições, depois de ouvidos os partidos e a sociedade civil.

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