O País – A verdade como notícia

Cerca de 200 pessoas foram mortas em ataques atribuídos a paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF), contra várias cidades em redor de Gutaina, no estado do Nilo Branco, no sul do Sudão, segundo anunciou uma ONG. 

A associação Emergency Lawyers, que reúne juristas e monitoriza as violações dos direitos humanos no Sudão, afirmou, através da sua conta no X, que “as RSF atacaram civis desarmados, matando 200 pessoas, incluindo mulheres e crianças, e ferindo outras centenas de pessoas”.

De acordo com as agências Europa Press e France-Presse, esta Organização Não Governamental (ONG) falou de “um massacre” nas cidades de Al Kadaris e Al Jaluat, apontando que “os ataques incluíram execuções sumárias, raptos, desaparecimentos forçados e pilhagens”.

As RSF não responderam ainda a estas acusações, que se juntam a outras sobre atrocidades cometidas pelo grupo, durante a guerra civil, que dura há quase dois anos.

A Emergency Lawyers disse que “estes ataques brutais constituem crimes de guerra e crimes contra a humanidade”, e salientou que “as RSF são directamente responsáveis por estas violações brutais contra civis desarmados”.

O porta-voz do Secretário-Geral das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, disse, na segunda-feira, que a situação humanitária no Sudão continua “extremamente preocupante”.

“Estamos especialmente preocupados com o impacto da violência sobre os civis dentro e ao redor do campo de deslocados de Zamzam, em Al Fasher, capital de Darfur do Norte”, disse Stéphane Dujarric.

Uma doença infecciosa e viral está a propagar-se na cidade sul-africana de KwaZulu-Natal, já com 117 casos  diagnosticados em crianças, muitas delas nas escolas primárias. A situação que está a preocupar o governo que começou com o procedimento de monitorização.

A doença é nova, assustadora e os seus sintomas estão relacionados com a doença-pe-boca, uma infecção viral contagiosa que provoca sintomas semelhantes aos da gripe, feridas na boca.

Do diagnóstico feito nas últimas 24 horas, pelas autoridades sul africanas, 117 casos foram diagnosticados positivamente em crianças em dez escolas do ensino primário.

“Actualmente, temos 117 casos desde a noite passada, e temos mais de 10 escolas. Estas escolas incluem escolas primárias e centros de desenvolvimento infantil. Mas o que tem acontecido, o que temos visto na maioria das crianças são as bolhas, que é um dos sintomas. As bolhas apareciam dentro da boca, apareciam nas palmas das mãos e na planta dos pés, e isso faria com que a criança tivesse dificuldade em andar e em manusear o que quer que fosse”, afirmam as autoridades.

O departamento pediu aos pais que sejam cautelosos e procurem assistência médica se os seus filhos apresentarem algum dos sintomas entre os três e os cinco dias de infecção.

O plano do novo Presidente dos Estados Unidos de reduzir a administração pública atingiu a agência federal responsável pela segurança alimentar e dispositivos médicos, com o despedimento de funcionários recentemente contratados.

Segundo noticia a agência AP, em causa estão trabalhadores em período experimental da designada agência ‘Food and Drug Administration’ (FDA), responsáveis por fiscalizar a segurança de ingredientes alimentares, dispositivos médicos e outros produtos da área da Saúde.

O número total de postos de trabalho que serão eliminados ainda não é conhecido, adianta a AP, mas os despedimentos parecem estar direcionados para os funcionários dos centros alimentares, dos dispositivos médicos e dos produtos tabaqueiros, no qual se inclui a supervisão dos cigarros eletrónicos, escreve o Notícias ao Minuto.

Para já não se sabe se os trabalhadores da FDA que são responsáveis por analisar medicamentos estão abrangidos por estas demissões.

Na sexta-feira, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos anunciou a intenção de despedir 5.200 funcionários em período experimental nas suas agências, nomeadamente os Institutos Nacionais de Saúde, a FDA e os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças.

A FDA, com sede nos arredores de Washington, emprega cerca de 20.000 pessoas.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no domingo que o encontro com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, sobre a Ucrânia pode acontecer “muito em breve”, mas que não há data definida

Donald Trump, questionado por um jornalista sobre o momento para uma reunião com o Presidente russo, respondeu que “nenhuma data foi definida, mas pode ser muito em breve”, embora Moscovo tenha adiantado, na quinta-feira, que poderia demorar “vários meses” a ser organizada.

As declarações do Presidente norte-americano antecedem as conversações, na Arábia Saudita, entre uma delegação liderada pelo seu chefe de diplomacia, Marco Rubio, então em digressão pelo Médio Oriente, e negociadores russos.

A presença de representantes ucranianos na reunião permanece incerta, com o secretário de Estado norte-americano a dizer que desconhecia também detalhes da equipa de negociadores enviada por Moscovo. “Nada foi finalizado ainda”, disse Marco Rubio sobre as negociações com a Ucrânia, acrescentando, numa entrevista à CBS, que estas negociações seriam uma oportunidade para iniciar “uma conversa mais ampla que envolveria a Ucrânia e a questão do fim da guerra”.

“Acho que ele quer parar de lutar”, disse também Donald Trump sobre Putin, recordando a sua conversa telefónica na quarta-feira com o Presidente russo, que surpreendeu os aliados europeus de Washington.

O Presidente norte-americano revelou ainda que Steve Witkoff, um dos seus principais conselheiros para os assuntos internacionais, se encontrou com Vladimir Putin durante “cerca de três horas”, sem especificar a data.

O Kremlin (presidência russa) afirmou na quinta-feira que ainda não havia “nenhuma decisão” sobre a data do encontro entre os líderes russo e norte-americano, e que poderia demorar “vários meses” a ser organizada.

“Até ao momento, não foi tomada qualquer decisão. Será necessário tempo para preparar este encontro. Pode levar semanas, ou um mês, ou vários meses”, afirmou o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, numa entrevista ao canal russo Pervy Kanal.

O Estado-Maior das Forças Armadas sul-africanas, segundo a Rádio Moçambique, reitera que vai manter o efectivo militar estacionado em Goma, até que a paz seja alcançada no leste do Congo Democrático.

Segundo uma publicação da Rádio Moçambique desta segunda-feira, depois da morte de 14 soldados sul-africanos, em Janeiro passado, têm sido muitas as vozes que exigem a retirada dos militares, que integram a missão de paz da SADC naquele país africano.

No domingo, o líder do Partido dos Combatentes da Liberdade Económica, Julius Malema, na África do Sul, voltou a fazer eco a esse posicionamento, numa cerimónia religiosa, para a qual foi convidado.

Julius Malema, escreve a Rádio Moçambique, alega que os militares sul-africanos não estão devidamente equipados para integrar missões como as do leste do Congo Democrático: “Não nos opomos ao envio de soldados para o Congo Democrático, simplesmente estamos a dizer para retirá-los porque não estamos preparados para ir a lado algum. Uma vez suficientemente preparados podemos ir a República Democrática do Congo. Nossos soldados não estão equipados”, disse.

Ainda no domingo, foi a enterrar um dos 14 militares sul-africanos mortos nas confrontações com os rebeldes do M23, em Goma.
Foi nessa cerimónia, realizada na província de Limpopo, que o chefe do Estado Maior das Forças Armadas sul-africanas, o general Rudzani Mapwanya, deu garantias de que os militares que se encontram no leste do Congo Democratico estão em segurança.

Maphwanya reiterou que os soldados sul-africanos foram enviados no quadro dos esforços de pacificação da região, e não para fins particulares.

“Nós, nas forças armadas sul-africanas, vamos continuar com os esforços para o silenciar das armas no nosso continente. A nossa nação foi verdadeiramente abençoada por ter um heroico soldado como ele. Estamos no Congo Democratico não para ganhos pessoais, para promover nosso interesse nacional, então o atirador Derrick Maluleke estava lá na República Democrática do Congo para promover isso e garantir que todos nós tenhamos uma vida melhor e prosperidade económica”, afirmou, segundo a publicação da Radio Moçambique, o General Rudzani Mapwanya, no elogio fúnebre, de um dos 14 soldados sul-africanos mortos em combate, no leste do Congo Democratico.

O Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, diz que o grupo palestiniano Hamas deve ser eliminado para haver paz no Médio Oriente. Já o Primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, alinha-se à estratégia de Donald Trump para o futuro da Faixa de Gaza

Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos da América, visitou Israel no domingo. Trata-se da primeira visita do dirigente norte-americano àquele país, desde que assumiu o cargo.

O também chefe da diplomacia dos Estados Unidos da América esteve em conversações com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e a proposta dos EUA para o futuro da Faixa de Gaza foi um dos temas do encontro.

“Em relação a isto, o Presidente foi muito claro. O Hamas não pode continuar como uma força militar ou governamental. E, francamente, enquanto se mantiver como uma força que pode governar, ou como uma força que pode administrar, ou como uma força que pode ameaçar pelo uso da violência, a paz tornar-se-á impossível”, disse Marco Rubio .

Diante de tal impossibilidade no alcance da paz, o chefe da diplomacia norte-americana defende: “Eles devem ser eliminados, devem ser erradicados”, disse.

Já o primeiro-ministro Israelita, Benjamin Netanyahu disse estar alinhado à estratégia dos Estados Unidos e reiterou a necessidade da libertação total dos reféns israelitas. “Temos uma estratégia comum e nem sempre podemos compartilhar os detalhes dessa estratégia com o público, incluindo quando os portões do inferno são abertos, como certamente acontecerá se todos os nossos reféns não forem libertados até o último deles”.

Enquanto isso, os Estados Unidos continuam firmes na estratégia de Donald Trump, que consiste na evacuação da população palestiniana da Faixa de Gaza para os países vizinhos.

O gabinete de segurança de Israel reúne-se esta segunda-feira para analisar a segunda fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Trata-se de uma fase considerada complicada, que prevê a devolução de todos os reféns capturados desde 7 de Outubro de 2023 e uma prorrogação indefinida do cessar-fogo.

Na sequência do desabamento de um edifício situado no sul da região metropolitana do Cairo, a capital egípcia, pelo menos 10 pessoas morreram e oito ficaram feridas, esta segunda-feira.

O edifício residencial tinha três andares, e ruiu na localidade de Kirdasa, por razões desconhecidas, de acordo com fontes médicas e policiais, adianta o Notícias ao Minuto.

No local, várias ambulâncias acorreram e transferiram os feridos para hospitais próximos, enquanto as equipas da protecção civil continuam a procurar sobreviventes.

As forças de segurança montaram um cordão de isolamento no local, enquanto especialistas iniciaram uma investigação para determinar as causas do colapso, acrescentaram as mesmas fontes, indicando que as autoridades retiraram os residentes de dois outros edifícios adjacentes.

O desmoronamento de casas é frequente no Egipto, especialmente nas zonas populares, onde, segundo os meios de comunicação locais, os construtores não tomam medidas suficientes para garantir a segurança dos edifícios e falta rigor às inspecções oficiais.

O Governo da República Democrática do Congo (RDC) acusou o exército ruandês de ter entrado na cidade de Bukavu, no leste do país, que foi tomada durante o fim de semana pelo grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23).

“O Governo está a acompanhar, hora a hora, a situação em Bukavu, marcada pela entrada do exército ruandês e dos seus auxiliares esta manhã”, declarou o Governo congolês, em comunicado, apesar de o Ruanda negar a presença das suas tropas em território congolês.

O comunicado referiu ainda que apesar dos apelos da comunidade internacional a um cessar-fogo, o Ruanda “persiste no seu projecto de ocupação, pilhagem e prática de crimes e violações graves dos direitos humanos no nosso território”. 

O Governo garantiu estar a fazer “tudo o que está ao seu alcance para restabelecer a ordem, a segurança e a integridade territorial” e instou a população de Bukavu a permanecer em casa e a não se expor, de forma a evitar ser alvo das forças de ocupação.

“Bukavu, Goma e todos os outros cantos ocupados do Kivu Norte e do Kivu Sul são o símbolo da nossa resistência. Permaneçamos todos de pé, vigilantes, resistentes e unidos perante esta provação, atrás das nossas forças armadas e do Presidente da República”, acrescentou.

O comunicado foi emitido depois de a União Africana (UA) ter alertado, ontem, à “balcanização” do leste da RDC, onde o conflito se intensificou nas últimas semanas, devido à ofensiva do M23 que conquistou vários territórios.

Refira-se que o M23 controla, agora, as duas capitais das províncias vizinhas do Kivu Norte e do Kivu Sul, que fazem fronteira com o Ruanda e são ricas em minerais como o ouro e o coltan, essenciais para a indústria tecnológica e para o fabrico de telemóveis.

O conflito entre a RDC e os rebeldes do M23 intensificou-se nos últimos meses e o movimento armado ocupou, em finais de Janeiro, a capital da província congolesa do Kivu Norte, Goma.

Mais de 40 pessoas, a maioria mulheres, foram mortas depois que uma mina de ouro ilegal desabou no Mali, no sábado. O incidente ocorreu perto de Kéniéba, na região de Kayes, rica em ouro, no oeste do Mali.

As vítimas subiram em áreas a céu aberto, deixadas por mineradores industriais, para procurar restos de ouro quando a terra ao redor delas cedeu, segundo avançou um líder sindical de mineradores de ouro à Reuters.

Este é o segundo acidente mortal em uma mina no Mali, em três semanas , depois que pelo menos 10 pessoas morreram quando um túnel de mineração inundou no final de Janeiro. Há relatos conflitantes sobre o número de pessoas que morreram no acidente de sábado.

Uma fonte policial local disse à agência de notícias AFP que 48 pessoas morreram no desabamento, enquanto o chefe de um sindicato da indústria disse à Reuters que houve 43 vítimas.

Equipes de resgate conseguiram recuperar os corpos, disseram fontes locais à BBC.

Refira-se que o Mali é um dos maiores produtores de ouro do mundo e acidentes em minas de ouro são comuns no país, pois muitas atividades de mineração não são regulamentadas e os mineradores usam métodos inseguros para extrair ouro.

 

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