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O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, visita a Rússia para uma reunião com o Presidente russo, Vladimir Putin. Segundo noticia o Observador, trata-se da primeira visita de Estado de um Presidente guineense com vários temas em cima da mesa.

Umaro Sissoco Embaló realiza, a partir desta quarta-feira, uma visita de Estado a Rússia a convite do seu homólogo russo, Vladimir Putin.

De acordo com o Observador, o ponto alto da visita será um “encontro à porta fechada” que Umaro Sissoco Embaló terá com Vladimir Putin e, de seguida, “as trocas de notas” sobre as áreas de cooperação entre os dois países, adiantou a mesma fonte.

A fonte apontou as áreas de pesquisa e possível extracção de recursos mineiros, no subsolo e no mar guineense, nomeadamente petróleo, gás, fosfatos, bauxite, areia pesada e pesca, como temas das conversações entre Umaro Sissoco Embaló e Vladimir Putin.

O Presidente guineense deverá igualmente abordar com Putin a formação de quadros do país na Rússia e a aquisição de equipamento de vigilância e fiscalização marítima.

Desde que é Presidente da Guiné-Bissau, Sissoco Embaló já se deslocou em várias ocasiões a Rússia a convite de Vladimir Putin, com quem manteve no passado dia 23 de Janeiro uma “longa conversa telefónica” sobre a situação geopolítica internacional e relações bilaterais.

O Presidente guineense já tinha estado em Moscovo, em Maio de 2024, enquanto convidado de Putin nas celebrações do Dia da Vitória.

Embaló esteve também na capital russa em Julho de 2023, na cimeira Rússia – África.

Em Outubro de 2022, Umaro Sissoco Embaló visitou Moscovo e Kiev, na Ucrânia, na qualidade de presidente em exercício da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), tendo conversado com Putin e Volodymyr Zelensky sobre o fim da guerra.

 

Cerca de 300 mil funcionários públicos do Malawi dão 14 dias para que o governo malawiano aumente os seus salários em 44% devido ao elevado custo de vida. Os mesmos ameaçam convocar uma greve geral e exigem ainda aumentos nos subsídios de transporte. 

Depois de terem se manifestado contra o alto custo de vida, em Agosto de 2024, os cerca de  300 mil funcionários públicos malawianos decidiram dar um prazo de 14 dias ao governo de Lilongwe. 

Entre as principais inquietações, os funcionários exigem o aumento de salários públicos em 44%, incluindo os subsídios de transporte em 100%. 

Numa declaração conjunta, o Sindicato dos Funcionários Públicos e dos professores malawianos afirma que o ultimato é uma resposta à falta de reconhecimento das suas preocupações pelo Executivo de Malawi. 

Lamentaram o facto de terem sido esgotados todos os meios pacíficos para evitar a greve.

Reagindo à situação, recentemente, o governo malawiano considerou que o elevado custo de vida no país está associado ao desequilíbrio cambial do kwacha com o dólar.

Uma doença desconhecida matou mais de 50 pessoas, no noroeste da República Democrática do Congo (RDC), no espaço de um mês, segundo informações avançadas pelos médicos locais e a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O intervalo entre o início dos sintomas e a morte foi de 48 horas, na maioria dos casos, e “é isso que é realmente preocupante”, disse, na segunda-feira, Serge Ngalebato, director médico do Hospital Bikoro, um centro de monitorização regional, à agência de notícias Associated Press.

O último surto da doença na RDC começou a 21 de Janeiro, tendo sido registados 419 casos, incluindo 53 mortes.

De acordo com o escritório da OMS em África, o primeiro surto na cidade de Boloko começou depois de três crianças terem comido um morcego e morrido no espaço de 48 horas, após terem apresentado sintomas de febre hemorrágica.

Há muito que existem preocupações sobre a transmissão de doenças de animais para humanos, em locais onde os animais selvagens são consumidos pela população.

O número destes surtos em África aumentou mais de 60% na última década, afirmou a OMS em 2022.

Depois de o segundo surto da doença misteriosa ter começado na cidade de Bomate, a 09 de Fevereiro, amostras de 13 casos foram enviadas para o Instituto Nacional de Investigação Biomédica na capital da RDC, Kinshasa, para testes, disse a OMS.

Todas as amostras foram negativas para ébola ou outras doenças comuns de febre hemorrágica, como a de Marburg. Alguns testaram positivo para malária.

Em 2024, outra doença misteriosa, semelhante à gripe, matou dezenas de pessoas noutra região da RDC. Os especialistas concluíram mais tarde que provavelmente seria um surto de malária.

Cerca de sete mil pessoas morreram, desde Janeiro, durante a violência em curso no leste da República Democrática do Congo (RDC). A informação foi partilhada pela primeira-ministra congolesa, Judith Suminwa Tuluka, no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.

O conflito mortal também deixou 450 mil pessoas desabrigadas, após a destruição de 90 campos de deslocados. O avanço do grupo rebelde M23, que capturou territórios-chave e depósitos minerais valiosos, marca a pior escalada em mais de uma década.

Tuluka apelou à comunidade internacional que imponha  “sanções dissuasivas”, execuções sumárias e horríveis abusos dos direitos humanos.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, condenou a situação devastadora, e disse que os direitos humanos estão a ser “sufocados” em todo o mundo.

O Governo da RDC tem enfrentado críticas por sua estratégia militar em meio a perdas consecutivas nas províncias de Kivu do Norte e do Sul.

O estado de saúde do papa melhorou ligeiramente e o problema renal não é razão para preocupação, segundo informação divulgada pelo Vaticano. O papa está internado desde o dia 14 de Fevereiro, no Hospital Agostino Gemelli, em Roma, devido a problemas respiratórios.

O boletim da Santa Sé sobre o estado de saúde do Papa Francisco, divulgado na tarde de segunda-feira, informou que o Pontífice teve uma “leve melhora” em seu quadro clínico, sem apresentar novas crises respiratórias, No entanto, ainda permanece em “estado crítico” e continua a fazer a oxigenoterapia, tratamento indicado quando o paciente tem baixos níveis de oxigênio no corpo. 

O Pontífice de 88 anos foi internado há dez dias, para tratar uma pneumonia bilateral e teve de iniciar o procedimento neste fim de semana devido a uma crise asmática. Dado o quadro delicado de Francisco, o Vaticano convocou orações noturnas para a recuperação do líder da Igreja Católica, a serem iniciadas já nesta segunda-feira.

Os Estados Unidos da América (EUA) votaram, esta segunda-feira, contra uma resolução da Assembleia-Geral das Nações Unidas, que apoia a integridade territorial de Kiev e condena a agressão russa. 

A resolução reafirmou o compromisso de “promover uma paz abrangente, justa e duradoura na Ucrânia”, apelando ao fim do conflito.

Com esta posição, os Estados Unidos juntaram-se à Rússia, Bielorrússia, Coreia do Norte e a outros 14 países que votaram contra a resolução.

Os Estados Unidos têm apoiado, consistentemente, resoluções semelhantes de apoio à Ucrânia nos últimos anos, no entanto, desta vez foi diferente, evidenciando potencial mudança do mais poderoso aliado ocidental da Ucrânia, após o regresso da administração Trump.

Esta segunda-feira, a Ucrânia assinala o terceiro aniversário do início da invasão russa, em 24 de Fevereiro de 2022, que desencadeou uma guerra com um balanço de perdas humanas e materiais de dimensão ainda não inteiramente apurada.

A Ucrânia reivindicou hoje a responsabilidade pelo ataque com ‘drones’ que provocou um incêndio numa refinaria de petróleo em Ryazan, a sul de Moscovo.

O ataque ocorre na altura em que se assinala o terceiro ano da invasão russa da Ucrânia. Kyiv intensificou nos últimos meses os ataques aéreos contra instalações de produção e armazenamento de energia e estruturas militares em território russo.

“A refinaria de Ryazan, uma das maiores da Rússia, foi atacada”, declarou Andrii Kovalenko, porta-voz do Centro Governamental Ucraniano contra a Desinformação, reivindicando a responsabilidade pelo ataque.

Segundo o mesmo responsável, a instalação petrolífera atingida produz combustível para a força aérea russa que atua contra a Ucrânia. “Os sistemas de defesa do Ministério da Defesa russo destruíram dois ‘drones’ que sobrevoavam a região de Ryazan”, afirmou Pavel Malkov, governador da região a sul de Moscovo, nas redes sociais.

“Os destroços [dos ‘drones’] que caíram provocaram um incêndio no território de uma empresa”, disse, sublinhando que não se registaram feridos.

Malkov não identificou o local atingido mas os meios de comunicação social russos referiram que se tratava de uma refinaria que pertence à petrolífera russa Rosneft. O local foi alvo de dois outros ataques com aparelhos aéreos não tripulados (‘drones’) no final de janeiro, reivindicados por Kyiv.

No total, o Ministério da Defesa russo disse hoje que tinha destruído 22 ‘drones’ ucranianos sobre várias regiões russas e a Crimeia anexada durante a noite.

O líder do partido dos conservadores na Alemanha, Friedrich Merz, é o novo primeiro-ministro do país. Merz foi eleito com 28,6% dos votos. 

Mais de 50 milhões de eleitores foram às urnas, este domingo, para eleger o novo governo da Alemanha. O líder dos conservadores alemães, Friedrich Merch,  foi eleito com 28,6 % dos votos e passará a ocupar o cargo de primeiro-ministro do país, antes ocupado por Olaf Scholz, que obteve apenas 16% dos votos. 

A vitória do Partido Conservador já tinha sido apontada pelas sondagens eleitorais.  Em segundo lugar, está a Alternativa para Alemanha, liderada por Alice Weider,  com 20,8% dos votos, uma conquista, diga-se, histórica, para a AfD da extrema-direita.

O Partido Social-Democrata, de Olaf Scholz, ficou em terceiro lugar, com 16,4% dos votos, o pior resultado para o partido na História. Embora vencedor, o CDU não obteve a maioria necessária para governar, e caberá agora ao líder, Friedrich Merz, tentar alianças com outros partidos para conseguir formar governo.

O ex-chefe de Estado,  Joseph Kabila, acredita que Félix Tshisekedi pretende se tornar o “governante absoluto do país”, silenciando a oposição e recorrendo à “intimidação, prisões arbitrárias e execuções extrajudiciais”.

O ex-líder da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, declarou, no domingo, que a má governação de seu sucessor, o presidente Felix Tshisekedi, contribuiu significativamente para a escalada do conflito na região leste do país do Congo.

Em um artigo de opinião, publicado no Sunday Times da África do Sul, e citado pelo AfricaNews,  Kabila argumentou que a agitação não pode ser atribuída apenas aos avanços do grupo armado M23, apoiado por Ruanda, ou às tensões entre Kinshasa e Kigali.

O M23 ganhou rapidamente o controle de grandes áreas do leste da República Democrática do Congo, rico em recursos, nas últimas semanas, levantando preocupações de que o conflito possa se estender além das fronteiras do país.

Kabila observou que desde que Tshisekedi assumiu o cargo em 2019, após sua vitória eleitoral, a situação na RDC piorou a um ponto em que está “perto de implodir ” .

Ele descreveu as eleições de Dezembro de 2023, que resultaram em uma vitória esmagadora para o segundo mandato de Tshisekedi, como uma “farsa “, acusando o governo de reprimir a oposição política e permitir que o presidente se tornasse o “mestre absoluto do país”.

Kabila destacou questões como intimidação, prisões arbitrárias, execuções extrajudiciais e o exílio forçado de políticos, jornalistas e líderes religiosos como características principais do Governo de Tshisekedi.

Kabila alertou que negligenciar essas questões subjacentes e focar apenas no M23 resultaria em instabilidade política contínua, conflito armado e potencialmente guerra civil.

A África do Sul enviou mais de mil soldados para a RDC, como parte de uma missão da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), composta por 16 membros, para ajudar o Governo e estabilizar a área.

No mês passado, quatorze soldados sul-africanos perderam a vida no conflito.

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