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Em apenas duas semanas, mais de 60 mil cidadãos congoleses deslocaram-se para o Burundi, fugindo da violência mortal na República Democrática do Congo (RDC). Muitas dessas famílias já tinham sido deslocadas dentro do seu país e, agora, buscam refúgio no Burundi. A maioria dos que chegam são mulheres e crianças, que conseguiram escapar do conflito no Congo.

A medida que a luta se aproxima da cidade de Uvira, perto da passagem oficial da fronteira, espera-se que o número de deslocados aumente. O ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, elogia a decisão do Burundi de conceder aos refugiados status prima facie, garantindo que eles recebam proteção imediata e ajuda humanitária crítica.

Esses recém-chegados são, principalmente, cidadãos congoleses, que já tinham sido deslocados por conflitos passados, e agora são forçados a fugir mais uma vez, devido a novos confrontos.

Brigitte Mukanga-Eno, a Representante do ACNUR no Burundi, visitou recentemente os refugiados em Kaburantwa, onde ouviu as suas preocupações e avaliou  as suas necessidades. Os que chegam estão a ser transferidos para o local de refugiados de Musenyi, que pode acomodar 10 mil pessoas. A equipe do ACNUR está auxiliando com o registro e o transporte, garantindo que os refugiados sejam realocados com segurança.

O Governo do Burundi também planeja alocar terras adicionais, para expandir os locais de refugiados, fornecendo abrigo e apoio necessário.

 

Numa discussão, em direto na televisão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ao seu homólogo ucraniano que este devia “estar agradecido”, acusando Volodymyr Zelenskyy de ser “desrespeitoso” e de “jogar com a Terceira Guerra Mundial”.

Após semanas de intensas negociações e declarações entre Washington e Kiev, as expectativas eram grandes para o primeiro encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy.

No entanto, o encontro transformou-se numa acesa discussão, em directo, na televisão. E Trump diz que o acordo de minerais com a Ucrânia, que levou Zelenskyy à Casa Branca, sexta-feira, foi cancelado.

“Eu conclui que o presidente Zelenskyy não está pronto para a paz, se a América estiver envolvida, porque ele sente que o nosso envolvimento lhe dá uma grande vantagem nas negociações”, escreveu Trump na rede social Truth Social, esta sexta-feira, cita Euronews.

Trump acrescentou ainda que não quer nenhuma vantagem do acordo com a Ucrânia. “Eu não quero vantagens, quero paz. Ele desrespeitou os Estados Unidos da América na Sala Oval. Pode voltar quando estiver pronto para a paz”.

A reunião desta sexta-feira não pareceu tensa no início, mas mudou de tom e tornou-se menos diplomática quando o vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse a Zelenskyy que a Ucrânia não tinha gente suficiente para continuar a lutar.

O presidente ucraniano respondeu que JD Vance não tinha estado na Ucrânia para poder dizer isso, e acrescentou: “venha ver”.

A partir desse momento, o debate tornou-se cada vez mais aceso. Zelenskyy sublinhou a necessidade de garantias de segurança, nas quais Kiev tem insistido repetidamente. Trump interrompeu Zelenskyy e disse-lhe para “estar grato” pelo que os EUA já tinham feito para ajudar a Ucrânia.

“É preciso estar mais agradecido. Não têm as cartas. Connosco, têm as cartas. Mas sem nós, não têm cartas nenhumas”, disse Trump.

 

 

 

 

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reúnem-se, esta sexta-feira, para formalizar um acordo estratégico sobre minerais. O acordo a ser firmado concede aos Estados Unidos acesso às vastas reservas minerais da Ucrânia, incluindo elementos estratégicos como terras raras.

Pelo acordo assinado, a Ucrânia destinará 50% da receita gerada pela exploração de seus recursos naturais ao fundo de reconstrução administrado em parceria com os EUA. Os activos incluem minerais, petróleo, gás natural, além de infraestrutura estratégica como terminais de gás liquefeito e portos.

No entanto, o tratado não inclui garantias formais de segurança, por parte dos EUA, algo que Kiev esperava como contrapartida. Em vez disso, os recursos minerais serão utilizados para recuperar parte dos gastos bilionários feitos pelos EUA, no apoio militar à Ucrânia, através de um fundo de reconstrução conjunto entre os dois países.

A decisão de Trump de priorizar acordos económicos em detrimento do suporte militar e diplomático tradicional tem gerado divisões dentro do Congresso e entre os aliados da NATO.

 

O Sumo Pontífice está, há duas semanas, hospitalizado, após ter sido diagnosticado com uma pneumonia bilateral. Segundo informações actuais do Vaticano, o  Papa Francisco teve uma noite tranquila e está agora a descansar. 

Depois de, na quinta-feira, a Santa Sé ter confirmado que a condição clínica do Papa continuava a melhorar, hoje, as “boas notícias” continuam. De acordo com o Vaticano, o Papa “alternou a oxigenoterapia de alto fluxo com” com o uso de uma máscara de oxigénio.

Entretanto, “considerando a complexidade do quadro clínico, são necessários mais alguns dias de estabilidade para definir o prognóstico”, segundo uma nota do Vaticano, citada por Lusa. 

O Vaticano adiantou ainda que o Papa Francisco teve “fisioterapia respiratória”, durante a manhã de quinta-feira. “À tarde, após mais uma sessão de fisioterapia, recolheu-se em oração na Capela do apartamento privado, localizado no 10º andar, onde recebeu a Eucaristia; em seguida, dedicou-se às suas atividades de trabalho”, lê-se na nota do Vaticano.

As audiências do Papa Francisco previstas para sábado foram canceladas. O Papa, de 88 anos, foi hospitalizado a 14 de Fevereiro, na sequência de uma pneumonia nos dois pulmões e teve uma crise respiratória na sexta-feira, que agravou o seu estado de saúde.

Onze pessoas morreram e outras dezenas ficaram feridas, após uma explosão durante o comício do M23, na República Democrática do Congo (RDC), segundo partilharam líderes rebeldes.

O incidente ocorreu na cidade de Bukavu, no leste do Congo. O chefe da Aliança do Rio Congo, que inclui os rebeldes M23, declarou que o autor do crime estava entre os mortos.

“Gostaria de dar aqui a primeira avaliação que temos, que é que o ataque causou onze mortes, incluindo uma mulher. As verificações estão em andamento. O próprio autor do ataque faz parte dessas mortes. Há 65 feridos, incluindo seis em estado crítico”, disse Corneille Nangaa, líder rebelde da Congo River Alliance (AFC), cita o African News.

Nangaa também acusou o presidente congolês de não negociar com os rebelde.”Nós sempre expressamos o desejo de ver uma solução política para a crise multifacetada no Congo. E notamos, infelizmente, que ele (o presidente Felix Tshisekedi) está ligado à guerra.”

Os rebeldes do M23, apoiados por Ruanda, avançaram rapidamente na região e tomaram cidades importantes, incluindo Bukavu e Goma.

 

A oposição da Guiné-Bissau apelou à paralisia total do país a partir desta quinta-feira, em protesto ao adiamento das eleições legislativas. O grupo dos políticos afirma que Umaro Sissoco Embaló está fora do mandato desde Outubro do ano passado e já devia ter convocado eleições.

Um dia depois dos pronunciamentos do chefe de Estado guineense anunciar 30 de Outubro próximo para a realização das eleições legislativas, a oposição decidiu convocar a paralisação de todas as actividade públicas e privadas, em protesto à decisão que a chamam de ditatorial.

Entretanto, o secretário de Estado e Segurança Pública prometeu tolerância zero a qualquer manifestação relativa ao fim do mandato.

As eleições legislativas antecipadas chegaram a estar marcadas para 24 de novembro último, mas o Governo de iniciativa presidencial anunciou o seu adiamento, alegando falta de condições para a sua realização.

A situação acontece, num momento o presidente Guineense está de visita a República da Rússia. Na quarta-feira Sissoco Embalo foi recebido no palácio presidencial por Vladimir Putin.

Vários pais, em pânico, correram para as escolas, para buscar os seus filhos, devido a rumores de um recrutamento forçado pelo movimento rebelde M23, na cidade de Goma e no território de Nyiragongo, na República Democrática do Congo (RDC). 

Funcionários da escola e autoridades do M23 negaram veementemente as alegações de recrutamento forçado. O movimento rebelde chamou as alegações de parte de uma campanha de desinformação.

As novas autoridades do M23, em Goma, pediram ao público que permanecesse calmo, e insistiu que não há nenhum recrutamento nas escolas. O M23 também declarou que nunca realizou recrutamentos forçados, nas áreas que controla. 

Apesar dessas negações, o pânico gerou medo entre a população local, na cidade de Goma. Segundo o porta-voz da ONU, no Território de Lubero, ao norte de Goma, os confrontos da semana passada forçaram mais de 100 mil pessoas a deixarem suas casas.

Após um rápido avanço no leste do país, os rebeldes do M23 capturaram várias cidades e vilas importantes.

A oposição da Guiné-Bissau apelou à paralisação total das actividades no país, a partir desta quinta-feira, dia em que, supostamente termina o mandato do Presidente Umaro Sissoco Embaló, cinco anos após a tomada de posse.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, anunciou, no domingo, que vai marcar as eleições presidenciais e legislativas para 30 de Novembro, mas a oposição exige a sua marcação para Maio.

Contudo, Embaló considera que o seu mandato iniciou após a decisão do Supremo Tribunal sobre o contencioso eleitoral, que se seguiu às eleições de Novembro de 2019, ou seja, em 04 de Setembro de 2020.

Em resposta, o ex-primeiro-ministro guineense, Nuno Gomes Nabiam, na quarta-feira, num discurso em nome da coligação de oposição Aliança Patriótica Inclusiva apelou “à população para que fique em casa. Todos os mercados, lojas e escritórios estarão encerrado”, pediu ainda que os transportadores parassem todas as suas actividades. 

Pouco depois, o ministro do Interior, Botche Candé, respondeu ao apelo de Nabiam. “Continuem os vossos negócios em paz. Nada vai acontecer neste país. Tomámos as medidas legais previstas na lei para garantir a segurança das nossas populações”, afirmou o ministro, acrescentando que “todos os agentes da administração pública são chamados a apresentar-se nos seus locais de trabalho nos dias 27 e 28 de Fevereiro de 2025″. 

Uma missão de “alto nível político” da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) está actualmente em Guiné-Bissau, para falar com os actores políticos e a sociedade civil, em busca de consensos relativamente ao calendário eleitoral.

Na quarta-feira, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, exigiu a retoma dos trabalhos da Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular.

A reposição da Comissão Permanente do parlamento, dissolvida desde Dezembro de 2023 por ordens de Embaló, iria permitir que fossem realizadas eleições no Supremo Tribunal de Justiça e que fosse escolhido um novo secretariado da Comissão Nacional de Eleições (CNE), destacou Turé.

A Liga e outras organizações da sociedade civil têm denunciado o facto de o Supremo Tribunal funcionar actualmente sem quórum de juízes e de o secretariado da CNE estar fora de prazo de mandato desde 2022.

As eleições legislativas antecipadas chegaram a estar marcadas para 24 de Novembro último, mas o Governo de iniciativa presidencial anunciou o seu adiamento, alegando falta de condições para a sua realização.

O ministro dos Transportes da Malásia, Anthony Loke, anunciou que a empresa de exploração marítima Ocean Infinity retomou as buscas do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido em 2014.

Anthony Loke elogiou “a vontade da Ocean Infinity de mobilizar navios” para retomar as buscas do Boeing 777 que desapareceu dos radares no dia 08 de Março de 2014 com 239 pessoas a bordo, entre as quais 153 cidadãos chineses.

O aparelho fazia a ligação entre Kuala Lumpur e Pequim. Loke não especificou a data em que foram retomadas as buscas nem a duração da operação.

Segundo o ministro, o tempo da operação ainda não foi negociado com a empresa com sede nos Estados Unidos.

O Governo malaio anunciou no final de Dezembro de 2024 que tinha aprovado o lançamento de uma nova busca do avião que desapareceu há 10 anos.

A 13 de Dezembro do ano passado, o Governo aceitou a proposta da empresa Ocean Infinity de prosseguir com as investigações numa nova área estimada em 15 mil quilómetros quadrados no sul do Oceano Índico.

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