O País – A verdade como notícia

O Egipto rejeitou as tentativas de formação de um governo paralelo no Sudão por parte do grupo paramilitar das Forças de Apoio Rápido (RSF), em conjunto com outros 23 grupos políticos e militares.

“A República Árabe do Egito exprime a sua rejeição de qualquer tentativa de ameaçar a unidade, a soberania e a paz nos territórios do irmão Sudão, incluindo a tentativa de formar um governo sudanês em paralelo”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egito em comunicado citado pela agência France-Presse (AFP).

No dia 22 de Fevereiro, os grupos políticos e militares sudaneses, sob uma Aliança Fundadora do Sudão, assinaram uma carta política na qual acordavam os princípios e as bases para a construção de “um novo Sudão” e que permitia a “autodeterminação” em áreas controladas pelas RSF.

No entender do ministério egípcio, este passo “complica o cenário no Sudão, dificulta os esforços em curso para unificar as visões entre as forças políticas sudanesas e agrava a situação humanitária”.

A tentativa de formar um governo paralelo surge num contexto em que as RSF têm perdido território para o Exército, especialmente nos estados de Cartum e Al Jazira, sendo que as Forças Armadas também têm conseguido penetrar no Cordofão do Norte e recuperado o controlo de localidades estratégicas.

O Presidente fundador da Namíbia, Sam Nujoma, que liderou o país rumo à liberdade do apartheid na África do Sul, foi sepultado no cemitério Heroes Acre do país, ontem.

Estiveram presentes sua viúva, filhos, netos e bisnetos, além de líderes africanos do passado e do presente. Eles descreveram Nujoma como um ícone africano e um homem de princípios que defendeu o continente africano contra os sistemas coloniais.

“Nestes solos sagrados, o local de descanso final dos heróis e heroínas da Namíbia para descansar. Um filho mais distinto da terra. Um gigante entre os líderes e um ícone revolucionário”, disse o presidente em exercício Nangolo Mbumba, citado pela Africannews.

Pessoas de todos os cantos do país se reuniram desde o início da manhã em Heroes Acre, na capital, Windhoek, para prestar suas homenagens a Nujoma, que morreu há duas semanas, aos 95 anos.

Descrito como o “pai fundador” da Namíbia, ele passou de pastor de gado quando menino a liderar a luta pela independência do país contra o apartheid na África do Sul.

Ele era visto como o último de uma geração de líderes que lideraram movimentos anticoloniais e lutaram pela liberdade em todo o continente.

“Ele é um epítome da luta pela libertação de uma pessoa africana. A pessoa africana neste contexto, a Namíbia, é um dos poucos que se levantou nos anos 50 para lutar contra o apartheid, a discriminação racial”, disse Pendukeni Ithana, vice-presidente da Sam Nujoma Foundation.

Nujoma, que serviu três mandatos como presidente, de 1990 a 2005, foi amplamente reconhecido por trazer paz e estabilidade à Namíbia.

A Namíbia observou um período de luto de 21 dias, com bandeiras a meio mastro. O corpo de Nujoma foi homenageado com uma despedida nacional, enquanto seus restos mortais foram levados para sete regiões, incluindo sua propriedade rural de Etunda, em Okahao.

Quando seu caixão, envolto na bandeira da Namíbia, foi baixado, houve uma salva de 21 tiros e um sobrevoo da Força Aérea da Namíbia.

Chefes de Estado e de Governo internacionais reúnem-se hoje, em Londres, para procurar uma saída para a crise diplomática resultante da desavença entre o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o homólogo norte-americano, Donald Trump.

Para além do Reino Unido, estarão representados a Ucrânia, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Espanha, Noruega, Canadá, Finlândia, Suécia, Dinamarca, República Checa, Polónia, Roménia. 

Segundo escreve a Lusa, o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, também vai participar, bem como o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. 

O encontro em Lancaster House, um palácio do século XIX cenário de vários eventos internacionais, está programado para esta tarde, seguido de uma conferência de imprensa. 

Segundo a mesma fonte, a cimeira vai abordar o “reforço da posição atual da Ucrânia, incluindo o apoio militar corrente e o aumento da pressão económica sobre a Rússia” e a “necessidade de um acordo sólido e duradouro que assegure uma paz permanente na Ucrânia e garanta que a Ucrânia seja capaz de dissuadir e defender-se contra futuros ataques russos”.

Os dirigentes também deverão discutir “próximas etapas do planeamento de fortes garantias de segurança”.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, repetiu as exigências por garantias de segurança, poucas horas depois de uma discussão pública com seu homólogo americano, Donald Trump.

“Apenas um cessar-fogo sem garantias de segurança, isso é tão sensível para o nosso povo. Estou a falar como o presidente de um povo que está nessa luta há três anos e eles só querem ouvir que a América está do nosso lado e que a América ficará conosco, não com os russos. Conosco”, disse Zelenskyy. 

O líder ucraniano tentou corrigir a narrativa depois que Trump afirmou que Kiev não leva a sério a garantia da paz.

“Ninguém quer terminar (a guerra) mais do que nós, porque nós, na Ucrânia, estamos nessa guerra. Estamos nessa batalha, uma batalha pela liberdade total, por nossas vidas. Então, estou apenas dizendo que acho que temos que estar do mesmo lado. E espero que o presidente esteja do nosso lado. E isso é muito importante para parar Putin”, acrescentou

Zelenskyy também observou que o acordo sobre minerais, que estava na pauta da reunião de sexta-feira antes do caos começar, será o primeiro passo em direção à paz.

 

Uma fonte do Vaticano revelou que o Papa mantém o uso de uma máscara de ventilação não invasiva e que, ao acordar, bebeu café.

Após uma crise respiratória, na sexta-feira, o Papa Francisco não está fora de perigo e continua com prognóstico reservado, avançou uma fonte do Vaticano, citada pela Sky News. 

Apesar do quadro clínico,  a fonte refere que Francisco tomou café esta manhã de sábado e que consegue comer comida sólida. 

“O Papa não teve mais nenhuma crise depois do ataque isolado de broncoespasmo sofrido ontem [sexta-feira]. Esta manhã tomou o pequeno-almoço, apreciou um café e leu os jornais”, informou o Vatican News, o órgão de comunicação oficial do Vaticano.

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou, esta manhã, que “após uma noite tranquila, o Papa está a descansar”, num indicador de melhorias no estado de saúde de Francisco. 

O Santo Padre mantém o uso de uma máscara de ventilação não invasiva, tendo os níveis de oxigénio regressado a níveis semelhantes aos registados antes desta crise. 

Porém, os médicos necessitam de 24 a 48 horas para avaliar o impacto desta crise no cenário clínico geral.

Vários líderes mundiais demonstraram apoio incondiconal a Ucrânia e ao seu presidente Volodymyr Zelenskyy, após o tenso encontro com Trump e JD Vance, na Casa Branca. A Europa promete uma reação firme e imediata.

A Ucrânia tem apoio de várias nações, muitas das quais querem rapidamente ver o país fora do conflito com a Rússia. Por isso, não faltou apoio a Zelensky, após ter sido humilhado em directo na Sala Oval, no encontro com Trump e JD Vance.

A Austrália faz parte dos primeiros que deram voz à Ucrânia. Em uma mensagem escrita na sua rede social X, a presidente da comissão europeia Ursula Von Der Leyen, prestou apoio à Ucrânia.

“Sua dignidade honra a bravura do povo ucrniano. Seja forte, seja corajoso, seja destemido. Você nunca está sozinho, caro presidente Zelenskyy. Continuaremos  trabalhando ao seu lado, por uma paz justa e duradoura”, escreveu.

O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, tambem usou a rede social para abraçar zelenlesky. “Querido, Zelensky,  queridos amigos ucranianos, vocês não estão sozinhos”.

Dos países lusófonos, a mensagem de Portugal veio do primeiro ministro. Luís Montenegro diz que a Ucrânia sempre contará com Portugal.

O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, anunciou ter convocado um Conselho de Ministros extraordinário para este  sábado e uma comunicação ao país, às 22 horas de Maputo. Montenegro vai falar  sobre decisões pessoais e políticas acerca da empresa detida actualmente pela sua mulher e os seus filhos. 

A decisão surge depois da imprensa portuguesa ter avançado que a Spinumviva, empresa familiar da qual Luís Montenegro foi sócio, r

Em apenas duas semanas, mais de 60 mil cidadãos congoleses deslocaram-se para o Burundi, fugindo da violência mortal na República Democrática do Congo (RDC). Muitas dessas famílias já tinham sido deslocadas dentro do seu país e, agora, buscam refúgio no Burundi. A maioria dos que chegam são mulheres e crianças, que conseguiram escapar do conflito no Congo.

A medida que a luta se aproxima da cidade de Uvira, perto da passagem oficial da fronteira, espera-se que o número de deslocados aumente. O ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, elogia a decisão do Burundi de conceder aos refugiados status prima facie, garantindo que eles recebam proteção imediata e ajuda humanitária crítica.

Esses recém-chegados são, principalmente, cidadãos congoleses, que já tinham sido deslocados por conflitos passados, e agora são forçados a fugir mais uma vez, devido a novos confrontos.

Brigitte Mukanga-Eno, a Representante do ACNUR no Burundi, visitou recentemente os refugiados em Kaburantwa, onde ouviu as suas preocupações e avaliou  as suas necessidades. Os que chegam estão a ser transferidos para o local de refugiados de Musenyi, que pode acomodar 10 mil pessoas. A equipe do ACNUR está auxiliando com o registro e o transporte, garantindo que os refugiados sejam realocados com segurança.

O Governo do Burundi também planeja alocar terras adicionais, para expandir os locais de refugiados, fornecendo abrigo e apoio necessário.

 

Numa discussão, em direto na televisão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ao seu homólogo ucraniano que este devia “estar agradecido”, acusando Volodymyr Zelenskyy de ser “desrespeitoso” e de “jogar com a Terceira Guerra Mundial”.

Após semanas de intensas negociações e declarações entre Washington e Kiev, as expectativas eram grandes para o primeiro encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy.

No entanto, o encontro transformou-se numa acesa discussão, em directo, na televisão. E Trump diz que o acordo de minerais com a Ucrânia, que levou Zelenskyy à Casa Branca, sexta-feira, foi cancelado.

“Eu conclui que o presidente Zelenskyy não está pronto para a paz, se a América estiver envolvida, porque ele sente que o nosso envolvimento lhe dá uma grande vantagem nas negociações”, escreveu Trump na rede social Truth Social, esta sexta-feira, cita Euronews.

Trump acrescentou ainda que não quer nenhuma vantagem do acordo com a Ucrânia. “Eu não quero vantagens, quero paz. Ele desrespeitou os Estados Unidos da América na Sala Oval. Pode voltar quando estiver pronto para a paz”.

A reunião desta sexta-feira não pareceu tensa no início, mas mudou de tom e tornou-se menos diplomática quando o vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse a Zelenskyy que a Ucrânia não tinha gente suficiente para continuar a lutar.

O presidente ucraniano respondeu que JD Vance não tinha estado na Ucrânia para poder dizer isso, e acrescentou: “venha ver”.

A partir desse momento, o debate tornou-se cada vez mais aceso. Zelenskyy sublinhou a necessidade de garantias de segurança, nas quais Kiev tem insistido repetidamente. Trump interrompeu Zelenskyy e disse-lhe para “estar grato” pelo que os EUA já tinham feito para ajudar a Ucrânia.

“É preciso estar mais agradecido. Não têm as cartas. Connosco, têm as cartas. Mas sem nós, não têm cartas nenhumas”, disse Trump.

 

 

 

 

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