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Gueta Chapo defende que a mulher pode colaborar na pacificação do país 

A primeira-dama de Moçambique diz que as mulheres podem desempenhar um papel importante, para a pacificação do país e redução dos actos de vandalismo. Falando à margem do lançamento das cerimónias do mês da mulher, Gueta Chapo apontou o analfabetismo como um dos desafios da mulher Moçambicana.

O país vive momentos de tensão e vandalização, devido aos protestos violentos, e a primeira-dama de Moçambique não tem dúvidas de que a mulher pode ajudar no alcance da paz .

“Hoje, mais do que nunca, devemos reflectir o papel da mulher na pacificação do nosso país.  O nosso Moçambique enfrenta tempos difíceis. As manifestações que tomam as ruas, as tensões sociais, a destruição de bens e infra-estruturas, os encerramentos de empresas e a perda de emprego ameaçam o bem-estar das nossas famílias, a educação dos nossos filhos, a segurança dos nossos lares. Acima de tudo, vidas humanas estão sendo perdidas”, afirmou Gueta Chapo.  

O futuro de Moçambique depende da entrada de todos, disse a primeira-dama,  que desafiou as mulheres a serem líderes e pacificadoras.

“Que ergamos as nossas vozes, não para o confronto, mas para o diálogo. Que eduquemos os nossos filhos, não para a revolta, mas para a solução. Que trabalhemos juntas para acalmar os corações e reconstruir a confiança entre as pessoas. O futuro de Moçambique precisa de mulheres pacificadoras, mulheres líderes, mulheres que transformam a dor em esperança”, acrescentou. 

Falando à margem do lançamento das cerimónias do mês da mulher, que vão desaguar na comemoração do dia 7 de Abril, a esposa do Presidente da República  reconheceu os avanços no empoderamento do género, mas apontou o analfabetismo como o grande desafio.

“A taxa de analfabetismo reduziu de mais de 90%, em 1975, para 38%, em 2022, sendo 49,20% nas mulheres e 25, 9% nos homens, o que nos desafia a reforçar as acções de alfabetização e educação para todos, em particular, para as mulheres e raparigas”, sublinhou a primeira-dama.   

No local, a representante das Nações Unidas, Catherine Sozi, manifestou apoio para a concretização da agenda do género em Moçambique.

“Vamos continuar a trabalhar juntos, para apoiar as instituições nacionais e colocar as mulheres e raparigas, homens e meninos,  sua inclusão, representação, direitos, status social e económico, igualdade e protecção no centro de tudo o que fazemos”, disse Sozi

A poesia e dança foram convidados para abrilhantar a cerimónia que abre a janela de várias actividades em todo o país. Este ano, o lema é: 50 anos empoderando a Mulher, construindo a Igualdade de género.

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