Na declaração semanal à imprensa, esta sexta-feira, o Porta-Voz do Conselho de Ministros referiu que o Governo acredita que a chama da unidade nacional, que vai percorrer o país a partir de Nangade, Cabo Delgado, vai contribuir para reconciliar os moçambicanos, promover a preservação da História da luta de libertação, elevar a autoestima, educar os mais novos para o patriotismo, para a paz, e ainda realçar as conquistas conseguidas nos 50 anos da independência.
Numa conferência de imprensa realizada na Cidade de Maputo, o Porta-Voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, exortou a participação de todos os moçambicanos nas celebrações dos 50 anos da independência nacional, independentemente das diferenças, em especial aqueles que completam meio século de vida, este ano.
O momento que o Governo espera ser de reconciliação nacional será acompanhado por diversas actividades, com festivais culturais, feiras de saúde, palestras e simpósios sobre várias matérias de interesse público. A marcha arranca segunda-feira, 7 de Abril, e termina a 25 de Junho, no Estádio da Machava, na Cidade da Matola. O percurso completo, em todas as províncias do país, vai durar 79 dias, sendo que o custo previsto para a logística oscila entre 22 milhões de meticais e 30 milhões de meticais.
Mais do que o custo, alertou Inocêncio Impissa, o mais importante é a situação simbólica à volta da chama da unidade nacional. “Esta chama vai permitir uma reconciliação depois dos últimos episódios (…), para que a nossa moçambicanidade volte a ficar imaculada (…), porque os últimos episódios polarizam a sociedade moçambicana”, disse o Porta-Voz do Conselho de Ministros, sem se referir directamente aos protestos pós-eleitorais que paralisaram muitas cidades nacionais.