Governantes e políticos defendem o aprofundamento do diálogo e o afastamento da discórdia, a vários níveis, para consolidar a paz e acelerar o progresso do país rumo à independência económica e ao desenvolvimento nacional. A posição foi defendida esta manhã, na cidade de Xai-Xai, durante as celebrações dos 34 anos do Acordo Geral de Paz.
O ministro da Justiça, Mateus Saize, defende que Moçambique precisa de aprofundar a democracia multipartidária e garantir maior participação dos cidadãos na governação.
“O nosso Estado moçambicano é democrático, mas a nossa democracia é muito recente, no sentido de democracia multipartidária. Precisamos ainda de aprender muito para que possamos ter uma democracia verdadeira, forte e que todo mundo participe na governação do país.”
Saize considera que a paz alcançada há 34 anos permitiu ao país iniciar um processo de desenvolvimento e defende a preservação da estabilidade para alcançar a independência económica.
“Com esta paz que alcançamos, iniciamos um processo de desenvolvimento do nosso país. Agora estamos nesta fase da luta pela independência económica. Só com a paz é que podemos alcançar a independência económica.”
O governante apela ainda à participação de todos na preservação da paz e defende um Moçambique livre de atrocidades e discórdias.
“É preciso que saibamos que a paz precisa de todos e de cada um para que não nos fuja mais porque, estando em paz, nós podemos pensar da melhor maneira a realização dos nossos projectos.”
A necessidade de diálogo e de superação das diferenças foi igualmente defendida pelo presidente da Assembleia Provincial de Gaza, José Tsambel, pelo secretário de Estado em Gaza, Jaime Neto, e pelo edil de Xai-Xai, Ossemane Adamo.
Os dirigentes defendem que os moçambicanos devem colocar o interesse nacional acima das diferenças e trabalhar de forma conjunta para garantir o desenvolvimento e o bem-estar da população.
“Precisamos de continuar a dialogar e deixar as nossas diferenças para podermos caminhar juntos, porque o ganho mais importante é o desenvolvimento do país, o bem-estar de todos os moçambicanos.”
As intervenções foram feitas durante as celebrações dos 34 anos do Acordo Geral de Paz, numa mensagem centrada na preservação da paz, no diálogo e na união dos moçambicanos em torno do desenvolvimento nacional.