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Gabinete da Juventude Parlamentar conferencia com Armando Guebuza

O Gabinete da Juventude Parlamentar (GJP) efectuou uma visita ao antigo estadista moçambicano, Armando Emílio Guebuza, um encontro marcado pelo diálogo e pela partilha de experiências.

Durante a conversa, Armando Guebuza destacou a importância da Assembleia da República, sublinhando que “o Parlamento tem uma história que é muito rica, construída com muito esforço ao longo dos anos”.

Guebuza enfatizou ainda que, acima das diferenças partidárias, prevalece a identidade nacional, uma vez que “não importa o partido, todos nós somos moçambicanos. Moçambique é nosso”.

O antigo estadista reforçou a importância da inclusão e da igualdade, afirmando que todos têm direitos, independentemente da idade ou da raça, e que o foco deve estar no desenvolvimento do País.

Segundo afirmou, mesmo com opiniões diferentes, é essencial que todos estejam unidos por um objectivo comum: “cada um pensa o que pensa, fala o que fala, mas todos devemos estar movidos por um Moçambique melhor”.

No encontro, também se reconheceu a diversidade como um elemento natural da sociedade, sendo as diferentes organizações uma expressão dessa pluralidade. Ainda assim, destacou-se a necessidade de união, até porque “somos diferentes, por isso temos organizações diferentes, mas devemos nos abraçar para criar um futuro melhor”.

Houve igualmente espaço para reflectir sobre os desafios actuais, incluindo preocupações em torno do estado da democracia. Armando Guebuza recordou que muitas das conquistas nacionais foram alcançadas com grande dificuldade, referindo-se às instituições como vitórias que devem ser preservadas.

“Aquela casa foi conquistada com muita dificuldade, mas foi conquistada”, disse o antigo estadista moçambicano que já foi deputado de 1994 a 2002.

Por fim, deixou uma mensagem centrada no papel do povo, afirmando que, independentemente de quem ganha ou perde, o mais importante é que o povo nunca saia prejudicado: “se o povo ganha, vale a pena, e quem julga os valores é a história. O povo tem de ficar para a história”, disse.

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