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Filipe Branquinho, Butcheca e Luís Santos expõem na Arco Lisboa

A exposição de Filipe Branquinho, Butcheca e Luís Santos, na Feira de Arte Arco Lisboa, conta com a curadoria de Élia Gemuce, da galeria Arte d’Gema. As obras que compõem a série Distras estão expostas online desde 15 deste mês.

O título da exposição que apresenta as obras de Filipe Branquinho, Butcheca e Luís Santos, na Feira de Arte Arco Lisboa, é Distras II, ou seja, um momento de pausa e de reflexão em que os artistas invocam a reflexão sobre determinadas realidades e certos contextos.

À Feira de Arte Arco Lisboa, os três artistas expõem com curadoria de Élia Gemuce, da Arte d’Gema, galeria que tem investido na internacionalização das artes moçambicanas e dos seus autores. Na verdade, a participação de Filipe Branquinho, Butcheca e Luís Santos surge depois de, há alguns anos, a Arte d’Gema ter participado com sucesso naquela iniciativa portuguesa, numa edição que contou com a parceria da curadora angolana Paula Nascimento, responsável pela apresentação das galeria africanas na Arco Lisboa.

Impossível de repetir uma presença física, devido às restrições impostas pela COVID-19, a Arte de Gema aderiu à exposição online na plataforma da Arco Lisboa.

À feira, Filipe Branquinho levou um conjunto de seis fotografias documentais, que estabelecem a relação da fotografia do espaço arquitectónico e das pessoas que habitavam na Vila Algarve, Cidade de Maputo, antiga sede da PIDE. É um trabalho em progresso, que o fotógrafo iniciou em 2004. “Tentei fotografar a Vila Algarve porque achei interessante que aquilo que foi um espaço da polícia, de prisioneiros e de violência tenha se transformado em um espaço de pessoas sem abrigo, que procuraram fazer daquele espaço um lar”.

Por sua vez, o artista plástico Luís Santos levou à exposição seis desenhos em tinta-da-china sobre cartolina vermelha. As obras “falam desta overdose de informação da media e da internet. Somos sempre bombardeados com informação e interesses. E, por isso, passamos muito tempo ligados, conectados online e desconectados nas nossas vidas”. Luís Santos interessou-se com a situação e a retratou em tela.

Com a curadoria de Élia Gemuce, a mostra Distras II, na Feira de Arte Arco Lisboa, pretende dar visibilidade aos artistas moçambicanos e apoia-los neste contexto em que não estão a ter rendimento ‘normal’. Além disso, a curadora da Arte d’Gema entende que esta é uma oportunidade de os artistas mostrarem o seu trabalho e manterem diálogo com o público. Além disso? “Percebemos que tínhamos poucos artistas moçambicanos conhecidos fora. Estamos a apostar na sua internacionalização”, afirmou Élia Gemuce, esta segunda-feira.

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