O ex-primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, defende a realização de um inquérito internacional para avaliar o ataque ao quartel militar, na madrugada de sexta-feira. Jorge Bom Jesus condenou “a forma exageradamente musculada e arbitrária como o poder tem gerido a situação”.
Na sua página oficial do Facebook, Jorge Bom Jesus disse que “foi com grande tristeza e preocupação que tomei conhecimento da tentativa de assalto ao quartel militar e sobretudo o trágico desfecho de mortos e detenção do ex-presidente da Assembleia Nacional, o deputado Delfim Neves, a quem endereço uma palavra de conforto e muita força à família”.
Ainda na mensagem, o ex-primeiro-ministro são-tomense defende que “a maioria absoluta não deve ser confundida com o absolutismo, não se pode esmagar os direitos humanos elementares de cada um”, diz o ex-primeiro-ministro, que afirma estar ausente do país para participar no XXVI Congresso da Internacional Socialista, em Madrid.
Na madrugada de sexta-feira, quatro homens atacaram o quartel das Forças Armadas, na capital são-tomense, num assalto que se prolongou por quase seis horas, com intensas trocas de tiros e explosões, e em que fizeram refém o oficial de dia, que ficou ferido com gravidade devido a agressões.