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Estudantes sem certificado há mais de oito anos em Chimoio 

Um grupo de estudantes do Instituto Industrial e Comercial Joaquim Marra, em Chimoio, na província de Manica, amotinou-se defronte à instituição, para exigir os seus certificados, que não são emitidos há oito anos. A instituição reconhece o problema e atribui a culpa à ANEP, entidade responsável pela emissão de certificados do ensino técnico-profissional no país.

Há oito meses que alguns estudantes dizem estar a aguardar pelo documento que lhes confere o grau académico de técnicos profissionais em cursos de electricidade, serralharia mecânica, contabilidade e construção civil, ministrados no Instituto Joaquim Marra, o mais antigo da província de Manica.

“Nós queremos certificados, ou mandaram para a ANEP ou não mandaram. Até então, nós não temos justificação, sempre que perguntamos eles fogem, não há satisfação”, disse  Edmo Luís, um dos estudantes que manifestava. 

Diocleciano Manhangue, também estudante, reclama que já há anos que os estudantes terminam os cursos, mas não recebem os seus certificados. “Outros fizeram licenciatura há três anos, outros há cinco anos, mas quando aproximamos a direcção, eles não dão nenhuma satisfação. Sempre dizem para nós termos paciência”, reclamou.  

Só que a paciência já se esgotou em algumas universidades onde os estudantes apenas submeteram declaração de notas, enquanto aguardam pelos certificados.

“Na minha universidade já estão a me girar, por causa do certificado. Quando concorro para emprego, não tenho certificado. Eu já estou cansada e quero o meu certificado. Porque é nosso direito”, disse Ana Paula, estudante. 

O director do Instituto Joaquim Marra atira a culpa à Autoridade Nacional de Educação Profissional e diz que está a encetar contactos para resolver o problema.

“Como instituição, nós já contactamos a ANEP, para pedirmos a verificação externa e dali os estudantes requererem os certificados. Adianto para dizer que temos um atraso de quatro anos”, disse Feliz Nhacumbe, director da instituição, assegurando que em dois meses, o problema de certificado será ultrapassado na Joaquim Mara.

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