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Eleitores de São Tomé exigem empregos e medidas concretas perante êxodo de jovens

Os eleitores de São Tomé e Príncipe esperam que o próximo Governo adopte medidas concretas para enfrentar as dificuldades económicas e criar mais oportunidades de emprego no país, numa altura em que a saída de jovens para o estrangeiro tem vindo a aumentar.

Durante as eleições gerais realizadas no domingo, vários eleitores defenderam que os novos governantes devem concentrar-se nas necessidades da população, com destaque para a criação de postos de trabalho e a melhoria das condições de vida.

Maria Nascimento, vendedora de mercado, espera que o próximo Governo dê maior atenção às pessoas que vivem do comércio informal e a outros grupos com baixos rendimentos.

“Espero que, nos próximos anos, eles pensem mais em pessoas como nós, pessoas da base, vendedores de mercado”, afirmou.

Para outros eleitores, a expectativa passa por uma intervenção mais firme do novo Governo na resolução dos principais problemas do país.

Aidolander Francisco, fabricante de blocos, defende que os futuros governantes devem identificar as áreas que necessitam de intervenção e adoptar medidas para melhorar a situação do país.

“Espero que, quando estiverem no poder, prestem atenção ao que está errado, para ver se conseguem ajudar o país”, disse.

Entre os jovens, uma das principais expectativas é que as promessas feitas durante a campanha eleitoral sejam transformadas em acções concretas.

Carla Vaz, estudante, espera que o próximo Governo cumpra os compromissos assumidos durante a campanha e consiga melhorar as condições de vida da população.

“Minha expectativa é que quem conseguir formar o Governo cumpra as promessas feitas durante as eleições e melhore a situação do país”, afirmou.

O desemprego e a falta de oportunidades têm contribuído para o aumento da emigração, sobretudo entre os jovens. Um relatório do Banco Mundial, divulgado em 2025, estima que cerca de 40 mil são-tomenses, correspondentes a aproximadamente 18 por cento da população, vivem actualmente no estrangeiro.

Perante este cenário, a criação de emprego e de novas oportunidades económicas constitui um dos principais desafios para o próximo Governo, que terá de responder às expectativas de uma população que procura melhores condições de vida e, particularmente entre os jovens, alternativas à emigração.

 

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