O País – A verdade como notícia

Mais de dois mil expositores e 50 empresas são esperados na Moztech, edição 11, que arranca amanhã. Este ano, a expo digital de Moçambique será realizada em três dias e vai debater a cibersegurança.

“Chegou o momento de pararmos e nos questionarmos como é que estamos, como país, na componente da segurança cibernética”, alertou, ontem, o director-executivo da Moztech, Patrício Manjate.

Pois é. E nada melhor que acompanhar este tema no lugar certo e com pessoas certas, ou seja, na voz de especialistas nacionais e internacionais.

É na Moztech, edição 11, que todos os caminhos vão dar a partir desta quarta-feira até sexta. Os preparativos correm a todo o ritmo para que nada falhe.

“O tema desta edição é nada e mais nada menos que a cibersegurança, que é um tema bastante relevante, bastante actual, pelos desafios que o nosso país enfrenta nessa área da cibersegurança, porque é um tema que mexe com o dia-a-dia de quem está conectado às tecnologias de informação e comunicação. As pessoas, na nossa sociedade em particular, estão cada vez mais conectadas, e não só, as empresas também”, lembra o director-executivo da Moztech.

Essa é apenas uma das faces da Moztech. Muito mais se espera nesta edição 11. Aliás, haverá mais tempo para falar e ver novas tecnologias.

“Este ano, pela primeira vez, a Moztech vai ser realizada em três dias, justamente porque queremos permitir que mais pessoas possam dirigir-se ao local do evento para beber deste conhecimento, destas experiências nacionais e internacionais que vão ser partilhadas aqui pelo sector das tecnologias, mas, acima de tudo, queremos permitir que as empresas possam alargar o período de networking e, acima de tudo, fazer negócios. Esse é o principal objectivo da realização da expo digital de Moçambique, a Moztech”, disse Patrício Manjate, falando em KaTembe.

São esperadas, nos dias da expo digital, mais de duas mil pessoas. “Está a decorrer a montagem da infra-estrutura toda que vai acolher a Moztech. Estamos já na recta final, conforme podem ver, esta é a sala que vai acolher as conferências. Está tudo praticamente pronto para acolher este evento, mas, doutro lado, temos os stands que vão acolher as mais de 50 empresas que vão expor os seus produtos e serviços. Já terminámos praticamente a montagem de todos os stands, temos já alguns expositores que já começaram a montar os seus materiais de exposição, os seus materiais de branding e tudo mais”, disse Manjate.

Aos expositores, vai um apelo dos organizadores. “Permita-me aproveitar esta ocasião para convidar todos os estimados expositores que estão confirmados para esta edição da Moztech para que venham para este local o mais cedo possível, todo o dia de amanhã, para montarem os seus materiais de exposição, que é para garantir que tudo corra normalmente quando o evento realmente se abrir no dia 5, neste caso, quarta-feira, pontualmente às 08h00”, fez o convite o director-executivo.
Mais novidades, só no local, Arena 3D, localizada em KaTembe, capital do país.

Um relatório do Banco Mundial indica que conflitos, mudanças climáticas e desastres naturais continuam a colocar desafios, sobretudo, às mulheres, em Moçambique.

Trata-se do relatório de avaliação de género em Moçambique, que refere, ainda, que o clima e as catástrofes naturais têm maiores impactos na saúde das mulheres e raparigas.

O documento apresentado esta segunda-feira, em Maputo, indica, igualmente, que continuar a capacitar as mulheres para ganharem maior controlo sobre as suas vidas pode ser a chave para o alcance da igualdade de género.

A especialista sénior em Desenvolvimento Social do Banco Mundial, em Moçambique, Hiska Reyes, explicou, também, que a redução dos comportamentos sexuais de risco nas raparigas e mulheres reduz a gravidez na adolescência, incluindo o HIV/SIDA.

O governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, defende a integração dos vários sistemas de pagamento africanos num só para melhorar o comércio entre os países africanos, bem como a inclusão financeira. Zandamela falava esta segunda-feira, na Cidade de Maputo.

Cerca da metade dos mais de um bilião e trezentos milhões de africanos não têm acesso aos serviços financeiros formais. Este é um dos temas abordados pelo governador do Banco de Moçambique,  Rogério Zandamela, na  abertura  do seminário continental da associação dos bancos centrais africanos.

“Trata-se de um sistema regional, em que vários governos unem forças para tentar trocar o pagamento efectivo, por mais ancestral que seja. (…) Mais do que criar diversas plataformas, precisamos de integrar isso na nossa cadeia. Aí não integram, não dão commodities. Enquanto fazemos a mesma coisa, temos todos esses conjuntos de regiões que parecem estar a progredir, mas eles não são interconectados”, disse Zandamela.

O fraco investimento nas tecnologias de informação e comunicação é outro desafio para o sistema financeiro africano. O governador do banco central diz, a propósito, que é necessário investir na cibersegurança.

“Precisamos de continuar a trabalhar na harmonização do quadro regulador do exterior e continuar a monitorizar e mitigar os diferentes riscos, incluindo a segurança cibernética, que foi aqui mencionada pelo nosso director-executivo, e o financiamento do terrorismo. Esta é uma faixa séria.”

O seminário anual da associação dos bancos centrais africanos decorre de 3 a 5 de Junho corrente. O evento visa encontrar caminhos para melhorar os sistemas de pagamento e o comércio entre os países do continente.

Moçambique poderá ter nos próximos anos a segunda plataforma flutuante para a extração do gás liquefeito na bacia do Rovuma, fruto de um acordo entre a Empresa Sul coreana SAMSUNG e o governo à margem da visita do chefe de estado a aquele país. Na Coreia do Sul, Nyusi irá participar da cymera Coreia-África.

Em resposta a um convite formulado pelo o seu homólogo sul-coreiano, Yoon Suk-Yeol, o chefe de Estado vai participar do primeiro fórum de negócios que junta os países africanos e a Coreia, a decorrer de terça a quinta-feira, sob o lema “O Futuro Construímos Juntos: Crescimento Económico, Sustentabilidade e Solidariedade”.

Na sua chegada, Filipe Nyusi manteve encontro com o Vice-Presidente da SAMSUNG, Young Kyu Han, com o qual chegou-se a um consenso de que a empresa vai construir a segunda plataforma flutuante de exploração de gás liquefeito,  depois da primeira já instalada em Cabo Delgado.

De acordo com o vice-presidente da SAMSUNG, a plataforma será construída em coordenação  com a Technique da França e outra empresa japonesa, e terá a mesma capacidade da já instalada de produzir por ano 3.4 milhões  de toneladas métricas.

O arranque das obras é refém da aprovação dos planos de desenvolvimento por parte do governo moçambicano. 

A cimeira Coreia-África,vai também contar com a presença dos chefes executivos das empresas coreanas e africanas, vai discutir matérias sobre o desenvolvimento econômico, tecnológico e não só, onde Moçambique espera identificar oportunidades de cooperação.

Ainda no primeiro dia, o presidente da república manteve encontro com o  CEO da DAEWO, uma empresa incluída no projecto de exploração de gás que perspectiva investir na área de infra-estruturas.

Moçambique está a procura de 80 mil milhões de dólares americanos para pôr em prática a estratégia de transição energética até 2050. O Reino Unido mantém o interesse de investir no sector de energisa limpas

O fórum de negócios e investimentos Moçambique – Reino unido que decorre em Maputo junta homens de negócios dos dois países assim como governantes e procuram oportunidades de investimento e negocios em sectores estratégicos. A agricultura, hotelaria, turismo, infraestrutura, recursos naturais e energia são os estratégicos.

E falando de energia, o governo de Moçambique precisa mobilizar dinheiro para pôr em marcha a transição energética, segundo revelou esta quinta-feira o Carlos Zacarias, Ministro dos Recursos Minerais e Energia.

“Pelo que é crucial a moblizacão de recursos fincneiros e pelo que foi dito é estimado em 80 mil milhões de dólares que irão ajudar a corpoprizar os programas do projecto de transicão energética. Para o efeito a unidade de execucão já comecou a trabalhar nas reformas regulamentares e estratégias de mobilizacão de recursos para financiar a implememntacão da estratégia de transicão energética. E acreditamos que a partir de 2025 ou 2026 alguns programas já estejam na fase de implementacão”.

O governo do Reino unido diz manter interesse em investir em Moçambique onde há empresas daquele país europeu. O dirigente britânico Lord Malcolm Offord adiantou que há dinheiro para o sector das energias renováveis.

“Trata-se das ambições do vosso Governo e do vosso plano de implementação da estratégia de transição energética. A minha equipa em Moçambique continua empenhada com o vosso governo e sector privado, para identificar e apoiar estas oportunidades, claramente para este investimento envolvente, mas também para a transferência de conhecimentos para uma capacitação estável. Temos uma equipa de energia em África, cuja directora está aqui hoje, e convidamos os investidores a interagir com ela e a equipa”.

O fórum de negócios e investimentos Moçambique – Reino Unido procura buscar novas oportunidades e destaca que nos últimos cinco anos foram aprovados 45 projectos envolvendo investidores privados do Reino unido avaliados em cerca de 300 milhões de dólares americanos. O Ministro da Indústria e comércio, Silvino Moreno, diz que há espaço para a continuidade de investimentos em Moçambique.

“Estámos convictos que este fórum de negócios é a plataforma adequada para impulsionar a nossa cooperacão economica e comercial em diferenetes áreas priritárias. Distintos empresários e investidores a atarccão de investimentos atrvés de um ambiente competitivo é uma das prioridades que o nosso governo elegeu com vista a alavancar a dinamizacão do sector privado e da economia”.

A balança comercial entre Moçambique e Reino unido nos últimos 5 anos registou um crescimento a nível de exportações avaliadas em 203.1 milhões de dólares contra 505.2 de importações. O Reino unido é o quinto maior parceiro comercial da Europa no total das exportações moçambicanas.

O economista Hipólito Hamela diz que os gastos com os salários dos funcionários públicos apenas elevam a despesa público, visto que é um sector improdutivo e que não colabora para a subida do PIB.

O relatório apresentado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) diz que o dinheiro que os moçambicanos economicamente activos contribuem através dos impostos é gasto, quase na totalidade, para o pagamento dos funcionários e agentes do estado, que representam apenas 3% da população.

Hipólito Hamela explica que para melhorar a situação deva existir maior comunicação entre a política fiscal e a monetária, o que significa que “o Ministério das Finanças deve informar as suas decisões ao Banco Central para que conheça as consequências dos seus actos”.

Diz ainda que a implementação da Tabela Salarial Única fez com que a despesa com os salários dos funcionários públicos passasse a ser 80% da receita fiscal.

“Todo o dinheiro arrecadado pela Autoridade Tributária, em 2022, 80% foi usado para pagar salários de pessoas altamente improdutivas, pessoas que não produzem nada, não criam valor e nbão alteram o PIB”.

O aumento do consumo, continuou, precisa ser acompanhado pelo aumento da produção para evitar a inflação. Como resultado disso, o Banco Central aperta aos bancos comerciais, subindo o valor dos depósitos obrigatórios de 10 para 15%.

“O dinheiro que é gasto com os funcionários públicos devia ser desviado para o sector privado, para que este sector aumente a produção, dê emprego, e este último reflete na vida do pacato cidadão”.

Hamela acredita a melhor solução é reduzir em massa os funcionários públicos. “Não há outra saída para além de emagrecer o governo, porque a autoridade tributária está a fazer o seu papel, e consegue fazer o pagamento de 80% dos salários”.

Contudo, diz que o trabalho da política fiscal e do gasto da despesa que não se consegue reduzir. “Temos que reduzir a despesa pública, emagrecer o governo, este governo está muito gordo”.

Os lucros do Nedbank Moçambique atingiram os 706 milhões de Meticais em 2023, representando um crescimento de 4,3 por cento face aos 677 milhões de Meticais registados no ano anterior. A informação foi avançada pela instituição bancária em comunicado.

Durante o exercício de 2023, o Nedbank Moçambique observou um ano de desempenho financeiro positivo, de acordo com dados divulgados pela instituição. Com resultados líquidos a atingirem os 706 milhões de Meticais, no período em análise, o banco revela que enfrentou com sucesso os desafios de um ambiente macroeconómico global incerto e turbulento.

“Resultados líquidos atingiram MZN 706 milhões, um aumento de 4,3% face ao ano anterior (MZN 677 milhões). Produto bancário de MZN 3,3 biliões, representando um incremento de 5,5% face ao ano anterior”, explica o comunicado do Nedbank Moçambique.

Ademais, a instituição bancária manteve um rácio de eficiência (CTI) de 59 por cento, apesar do contexto inflacionista. A rendibilidade dos capitais próprios (ROE) foi de 14,3 por cento e o rácio de solvabilidade manteve-se forte em 22,3 por cento, bem acima do mínimo regulamentar de 12 por cento.

Segundo o banco, o ano de 2023 foi caracterizado por uma série de desafios, tanto a nível internacional quanto interno. O contexto macroeconómico mundial foi marcado por incertezas, principalmente devido à guerra na Ucrânia e ao conflito israelo-palestino, que impactaram as economias em todo o mundo.

“Além disso, desafios internos, como o aumento das reservas obrigatórias em moeda nacional e estrangeira em duas ocasiões ao longo do ano, exigiram uma adaptação ágil e uma revisão estratégica por parte do Nedbank Moçambique”, sustenta o documento.

Apesar dos obstáculos, o banco reporta uma notável resiliência, como resultado da sua estratégia de crescimento sustentável e concentrando-se na solidez de seu balanço.
“Os resultados alcançados foram fruto de uma estratégia sólida e uma gestão eficiente de ativos e passivos, impulsionados pelo crescimento na carteira de recursos de clientes em 11,3% e por um rácio de solvabilidade confortável”, avança o banco.

Além do desempenho financeiro impressionante no ano de 2023, o Nedbank Moçambique também revela diversas conquistas.

“O banco recebeu seis prémios internacionais, reconhecendo o seu compromisso com a inovação, o digital e a excelência no trade finance. A satisfação do cliente também atingiu níveis excepcionais, com o Nedbank classificado em primeiro lugar no Net Promoter Score (#1NPS) entre os bancos moçambicanos”, afirma a instituição.

Em termos de responsabilidade social e ambiental, o banco revela que implementou diversas iniciativas nas áreas da educação, saúde, ambiente e cultura, incluindo a restauração do Parque Nacional da Gorongosa, o apoio à CERCI – Associação de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados, e apoio à Fundação Fernando Leite Couto para a promoção de eventos culturais.

“Essas acções reflectem o compromisso contínuo do banco com a sustentabilidade e o desenvolvimento social”, diz o documento.

Para o ano de 2024, o Nedbank Moçambique reitera o seu compromisso de utilizar a sua expertise financeira para impactar positivamente a vida de todos, guiando-os em direcção a um futuro mais próspero e promissor.

Em 2022, o Nedbank Moçambique apresentou um forte desempenho financeiro, com resultados líquidos de MZN 677 milhões, representando um aumento que é histórico, por ser o melhor de sempre, tendo-se verificado uma duplicação dos resultados do ano anterior, e um expressivo aumento da rendibilidade dos capitais próprios (ROE) para 15,9% (8% em 2021).

No referido período, os resultados, que são os maiores desde a criação do banco, foram impulsionados por um forte crescimento de 22,5% no produto bancário, que alcançou 3,1 biliões de meticais, graças ao foco na rentabilização do balanço e no crescimento da carteira de crédito. A carteira de crédito aumentou globalmente em 9,6%, com ênfase no crescimento sustentável.

O Nedbank Moçambique é um banco universal que se destaca por seu serviço de qualidade, especialmente orientado para o segmento empresarial e afluente. Fundado com a ambição de se tornar líder no sector, o banco está presente nas oito cidades economicamente mais importantes do país.

Como subsidiária moçambicana do Grupo Sul-Africano Nedbank, o banco tem uma participação majoritária de 87,5% de capital, demonstrando o forte compromisso do grupo com Moçambique e o reconhecimento das oportunidades de crescimento no país.

O Grupo Nedbank é uma holding bancária cotada na Bolsa de Valores de Joanesburgo, com activos totais de 1,3 trilhões de rands e activos sob gestão de 448 biliões de rands a 31 de Dezembro de 2023. Com operações em vários países africanos, além de presença internacional em importantes centros financeiros globais, o Grupo Nedbank oferece uma ampla gama de serviços bancários e financeiros, solidificando a sua posição como um dos maiores grupos bancários da África.

DESTAQUE: “Desafios internos, como o aumento das reservas obrigatórias em moeda nacional e estrangeira em duas ocasiões ao longo do ano, exigiram uma adaptação ágil e uma revisão estratégica por parte do Nedbank Moçambique”

A cedência de crédito ao sector não financeiro em Angola cresceu. Atingiu 6,4 biliões de kwanzas no mês de Abril, um aumento de 1,6 biliões de kwanzas ou 31,9 por cento face ao mesmo mês do ano passado, de acordo com o Banco Nacional de Angola (BNA).

Numa nota, citada pelo Jornal de Angola, a instituição disse que o stock de crédito à economia em moeda nacional atingiu 4,7 biliões naquele mês, levando a um aumento de 153,2 mil milhões nos primeiros quatro meses do ano.

De acordo com o documento, 89,2 por cento do endividamento daquele período era representado pelo sector privado (empresas privadas e particulares) e 10,8 por cento pelo sector público (Administração e empresas públicas).

O endividamento do sector público não financeiro totalizou 696,01 mil milhões de kwanzas, dos quais 53,96 por cento referentes à Administração e 46,04 a empresas públicas, o que corresponde a um crescimento homólogo de 282,23 mil milhões de dólares ou de 68,21 por cento.

Por sua vez, o endividamento do sector privado aumentou 1,27 biliões de kwanzas ou 28,57 por cento, ao passar de 4,46 biliões de kwanzas, em Abril de 2023, para 5,73 biliões em Abril último, declara a nota.

O endividamento das empresas privadas ascendeu para 4,51 biliões (mais 958,53 mil milhões ou 26,95 por cento) e o dos particulares 1,22 biliões (um aumento de 315,81 mil milhões ou de 34,95 por cento).

Naquele mês, prossegue o documento, o crédito bruto ao sector real da economia totalizou 1,31 biliões de kwanzas, aumentando 407,78 mil milhões de kwanzas (mais 45,30 por cento) face ao mesmo mês do ano passado, impulsionado, sobretudo, pelo significativo reforço no subsector da Indústria Transformadora, que registou um incremento de recursos de 41,25 por cento ou de cerca de 196,13 mil milhões de kwanzas.

O Instituto Nacional de Petróleo (INP) quer ver retomados os projectos de exploração de hidrocarbonetos na Bacia do Rovuma. Para o efeito, lançou, esta quinta-feira, na cidade de Pemba, um apelo aos investidores para relançar as suas bases de investimento em Cabo Delgado.

O discurso de encorajamento feito pela autoridade moçambicana é lançado quando passam três anos da suspensão das actividades da Total Energy por “força maior”, devido à situação de segurança. O INP diz haver, actualmente, sinais sólidos de retoma à normalidade da vida social e económica em boa parte dos distritos de Cabo Delgado, outrora afectados pela insurgência.

Portanto, para aquela instituição do Estado, a retoma da vida normal pelas populações é indicador de que estão criadas condições para os projectos de gás avançarem, designadamente, Mozambique LNG na Área 1 e Rovuma LNG na Área 4 da Bacia do Rovuma, ora suspensos.

Os pronunciamentos foram feitos pela administradora do Pelouro de Desenvolvimento Institucional e Empresarial da INP, Esperança Maculuve, que falava perante dirigentes governamentais e agentes económicos na Conferência de Energia e Indústria – (MEIS).

De acordo com uma nota do INP, divulgada no seu site, a “administradora do INP, incentivou a TotalEnergies e a MRV a retomarem as suas actividades o mais breve possível, tendo em conta que a situação de segurança em Cabo Delgado já se apresenta com níveis de segurança consideráveis e consistentes”.

Maculuve, destacou o importante papel a ser desempenhado pelas concessionárias das Áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma, na industrialização e desenvolvimento da região. Também recordou que o Projecto Coral Sul, também sob égide da petrolífera italiana ENI, está já em produção desde Outubro de 2022, concorrendo como um exemplo que evidencia o enorme potencial dos projectos de gás no país, assumindo que este hidrocarboneto foi eleito como umas das energias preferenciais da transição energética que está em curso neste momento a nível global.

A responsável destacou que a entidade reguladora das operações petrolíferas estava comprometida a maximizar a janela de oportunidades que os recursos representam para o país, sendo que tem mantido contacto com os potenciais investidores.

“Decorre, neste momento, o processo de clarificação dos termos do modelo de contrato com as companhias vencedoras do Sexto Concurso de Concessão de Áreas para Pesquisa e Produção de Hidrocarbonetos, com vista à assinatura dos respectivos contratos de concessão, que poderá ocorrer nos próximos meses”, explicou.

A conferência MEIS 2023, que decorre até esta sexta-feira, em Cabo Delgado, e de 6 a 8 de Junho de 2023, na Cidade de Maputo, tem como mote reflectir sobre como transformar Moçambique num pólo energético e industrial. O evento é organizado pela Associação Moçambicana de Conteúdo Local (ACLM).

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