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Faltam menos de 48 horas para o arranque da sexta edição da feira de agro-negócios Mozgrow, evento que este ano irá decorrer sob o lema “Agro-negócio e Resiliência Climática”. Na Arena 3D, local onde vai decorrer o evento, os preparativos estão ao rubro.

O palco onde vai decorrer o evento já está montado e as cadeiras que vão acolher os espectadores que irão participar na maior feira de agro-negócios do país já estão posicionadas.

Os expositores já começam a montar os “stands” onde farão a apresentação dos seus produtos. Pouco a pouco, o local vai ficando composto.

Segundo o director do projecto, Patrício Manjate, serão três dias de exposição na  feira que vai contar,  para além de expositores nacionais, com alguns internacionais.

“Mais uma vez, queremo-nos juntar à grande família do agro-negócio ao nível de Moçambique, e não só, em todos os formatos que são conhecidos. Estamos, neste momento, nos preparativos mais altos, para que tudo corra como deve ser”, explicou Manjate.

O director disse ainda que, como tem acontecido anualmente, onde as empresas apresentam soluções actuais para os desafios do agronegócio, este ano não será diferente.  E, para complementar, algumas empresas irão lançar seus produtos e  soluções tecnológicas para melhorar a produção e produtividade.

Estarão, também, em exposição máquinas para lavrar a terra e insumos de produção para quem quiser aprender e trocar experiências.

A parte exterior ainda está em composição, mas o  espaço irá receber uma das grandes novidades do evento.

“No último dia, que é a sexta-feira, vamos proporcionar um momento de ‘networking’ diferente para os nossos participantes, mas também os expositores e todo o público que quiser estar aqui. Será um momento diferenciado com música e churrasco”, informou.

Todos os interessados são convidados ao evento, sendo que as inscrições podem ser feitas através do “site” da Mozgrow ou presencialmente. A organização garante  transporte aos interessados.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta o Governo a basear-se no mérito e profissionalismo para nomear membros de conselhos de Administração das Empresas do Estado. Numa avaliação sobre o Sector Empresarial do Estado, o FMI adverte que é preciso aumentar a transparência dos concursos públicos lançados por este sector.

O FMI está atento às 21 empresas públicas e participadas pelo Estado moçambicano, cujas despesas, dívidas e obrigações financeiras representam cerca de 46% de toda a riqueza do país até 2022. 

A instituição de Bretton Woods está, por exemplo, a trabalhar com o Ministério da Economia e Finanças na avaliação anual da saúde financeira do sector e este mês publicou este documento no seu portal, com a sua leitura e alertas sobre como melhorar o desempenho das empresas.

Uma das melhorias recomendadas está relacionada com a nomeação de membros de conselhos de administração. “O processo de nomeação dos membros dos conselhos deve ser formalizado e realizado com base em mérito competitivo e princípios transparentes, buscando profissionalismo e competências relevantes. Também é importante garantir que os membros dos conselhos das Empresas Estatais não assumam outros cargos em órgãos reguladores ou de supervisão, e declarem a sua participação, se houver, em todas as empresas publicas”.

Apesar dessas empresas serem obrigadas a seguir o regulamento de contratação pública, são permitidas a elaborar políticas internas de contratação, o que, na visão do FMI, tem uma série de riscos de corrupção. “Elas estão autorizadas a utilizar processos “excepcionais” em situações de força maior, ou “quando não é possível realizar um concurso aberto”, sem fornecer critérios objetivos, salvaguardas ou aprovações especiais (informando apenas a assembleia geral de acionistas)”. Assim, o FMI pede que as empresas sejam obrigadas a publicar suas políticas de aquisição.

Os técnicos do FMI também alertam o Governo a pensar se devem manter ou não a sua propriedade em empresas onde o Estado é accionista minoritário, pois o IGEPE tem pouco controlo sobre elas, sendo difícil controlar o seu nível de risco para as contas públicas.

O Governo precisa de acções que permitam o uso de padrões internacionais para impulsionar o crescimento económico e fortalecimento das infraestruturas energéticas no país através da energia atômica.

Foi durante o empossamento de Moniz Zuca à Director-Geral da Agência Nacional para Energia, esta quinta-feira, que o primeiro-ministro, Adriano Maleiane, disse que o Governo pretende dotar o país de uma instituição que assegure a promoção de utilização de energia nuclear para fins pacíficos, bem como a segurança e protecção de pessoas, bens e meio ambiente contra o perigo da exposição radioactiva.

Maleiane reconhece os desafios que ainda persistem no sector, mas também, reconhece “as oportunidades inestimáveis que a energia nuclear oferece para impulsionar o crescimento económico, fortalecer as infraestruturas energéticas e elevar o padrão de vida dos moçambicanos”.

Neste sentido, desafiou ao recém-empossado Director-Geral, Muniz Zuca, e a sua equipa no geral a continuar com o desenvolvimento de acções que garantam que todas as operações que envolvem material radioactivo estejam em conformidade com os mais altos padrões internacionais.

“Assegurem que o uso pacífico de energia nuclear desempenha um papel de relevo no processo de desenvolvimento do nosso país, sobretudo, nas áreas de saúde, agricultura e reprodução animal, minas e meio ambiente, de maneira a fortalecer parcerias internacionais com outras agências congêneres, o que será crucial para o intercâmbio de ideias, conhecimento, troca de experiência e melhores práticas no domínio de energia nuclear ” exortou.

Por sua vez, Muniz Zuca prometeu trazer várias inovações.
“Temos que dar continuidade na área dos laboratórios, pois sabem que a energia atômica é uma ciência complexa. Teremos que fazer uma formação contínua dos quadros e catapultar a cooperação internacional” disse o Director-Geral da Agência Nacional para Energia.

Para melhor funcionamento do sector, é preciso também a adopção de tecnologias de ponta e a descentralização da instituição.

 

O Absa Bank Moçambique encerra um ciclo de 13 anos de liderança de Luísa Diogo, que deixa a Presidência do Conselho de Administração (PCA). No entanto, mantém-se como administradora não-executiva do Grupo Absa na África do Sul, cargo que exerce desde Agosto de 2023.

“O sucessor escolhido para presidir ao Conselho de Administração do Absa Bank Moçambique é Victor Gomes, o qual apresenta décadas de experiência e uma profunda compreensão do nosso mercado e ambiente de negócios, características únicas para liderar o banco nesta próxima fase de desenvolvimento”, refere uma nota de imprensa do banco.

Antes de se juntar ao Absa Bank Moçambique, Victor Gomes foi vice-governador do Banco de Moçambique, cargo que ocupou entre 2017 e 2022.

Entre 2014 e 2017, Gomes foi Presidente do Conselho de Administração da Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, onde liderou importantes projectos de infra-estruturas, contribuindo para o desenvolvimento do sector de transportes no país.

“Para marcar esta transição, foi realizado um evento especial, em que foram relembrados vários momentos da história da Dra. Luísa no banco e, num gesto de apreço e reconhecimento, foi-lhe oferecido um quadro representando a querida “Madam Chair”, como era carinhosamente referenciada internamente”, refere a nota de imprensa.

De acordo com o comunicado, o autor da obra, Dionésio Matabel, é um jovem artista e participante do programa Ready for Art, no qual o Absa proveu capacitação a vários jovens artistas a nível nacional, tendo-se, Matabel, destacado pela sua história e pelo seu talento nato.

Na ocasião, Gomes expressou a sua gratidão pela confiança depositada em si e reconheceu a grande responsabilidade de seguir os passos de Luísa Diogo, afirmando: “Estou consciente da grande responsabilidade que este cargo acarreta, e estou pronto e disponível para enfrentá-lo com determinação e compromisso, com a colaboração de todos… Juntos, temos a capacidade de alcançar grandes feitos e de continuar a fortalecer a nossa posição como uma referência no mercado moçambicano.”
O novo Presidente do Conselho de Administração inicia funções de imediato.

O ex-secretário-geral da Frelimo, que recentemente renunciou ao cargo, acaba de ser nomeado administrador não-executivo da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), a maior empresa produtora de energia eléctrica no país.

De acordo com uma fonte da empresa, contactada pelo “O País”, a nomeação resulta de uma decisão tomada pelos accionistas da firma. A HCB explora o potencial hidroeléctrico da barragem de Cahora Bassa, na província de Tete.

O Estado moçambicano é o accionista maioritário da firma com 85% do capital social, seguido da REN (7,5%), dos cidadãos, das empresas e instituições moçambicanos (4%) e da sociedade HCB, que detém 3,5% de acções próprias.

Segundo o actual organograma da HCB, a produtora de energia possui dois administradores não-executivos. Um deles, Manuel Tomé, que também já exerceu o cargo de secretário-geral da Frelimo, perdeu a vida recentemente.

“A indicação acima referida surge na sequência da cessação de funções do Sr. Dr. Manuel Tomé, por conta do seu desaparecimento físico, ocorrido a 25 de Março deste ano. O Sr. Dr. Roque Silva Samuel é formado em Direito e tem mais de 30 anos de experiência na Administração Pública”, disse uma fonte da HCB.

Depois de renunciar ao cargo de secretário-geral da Frelimo, Roque Silva foi substituído, de forma interina, por Daniel Chapo, actual candidato presidencial do partido Frelimo para as eleições de 9 de Outubro próximo.

Reduziu o nível de armazenamento de água da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) no fim do primeiro semestre deste ano. A situação é influenciada pelo fenómeno El Niño.

De acordo com um comunicado da empresa, a 30 de Junho, a barragem apresentava uma cota de 316,98 metros, correspondente a 59,2% do armazenamento útil da albufeira.

“Este nível de armazenamento é significativamente baixo para este período. É influenciado por fracas afluências, devido ao fenómeno El Niño, caracterizado por precipitação abaixo do normal sobre a região”, lê-se num comunicado de imprensa da hidroeléctrica.

Como forma de precaução devido ao contexto, a HCB diz ter iniciado, em Junho último, a implementação de um plano cauteloso de gestão hidroenergética da albufeira e das infra-estruturas conexas “a fim de equilibrar as necessidades de produção versus a disponibilidade hídrica, de modo a minimizar o desvio negativo em relação à produção anual planificada”, garante a empresa produtora de energia.

Embora exista esse constrangimento, a empresa conseguiu produzir cerca de 8396,38 GW/h, tendo ultrapassado, assim, a meta definida para o período em 3,44%.

“A produção do primeiro semestre representa um incremento de 4,7% se comparado com o mesmo período de 2023, cifra alcançada muito por conta da gestão cautelosa do empreendimento”, refere a firma na nota de imprensa.

De acordo com Tomás Matola, Presidente do Conselho de Administração da HCB, a empresa continuará a acompanhar as previsões meteorológicas de longo prazo, a evolução da situação hidroclimatológica da bacia do Zambeze e as actualizações dos planos de exploração das “barragens de montante”, de modo a permitir que, em tempo útil, possa realizar ajustamentos.

Na semana passada, o Presidente do Conselho de Administração da HCB disse que, até ao fim do ano, a produção planificada não será afectada, mas alertou: “Se o fenómeno prevalecer, ou seja, se não chover de Outubro a Dezembro, primeiro trimestre do ano hidrológico, aí a produção do próximo ano vai ficar severamente afectada.”

O Fundo Monetário Internacional denuncia arbitrariedades na atribuição de benefícios fiscais. A par disso, está a fuga ao fisco, o que segundo o FMI, está a prejudicar as receitas do país. O representante do FMI, de saída de Moçambique, fez estes pronunciamentos num debate promovido para a sua despedida.

Alexis Meyer-Cirkel está de saída de Moçambique, onde esteve a trabalhar nos últimos quatro anos. Mas antes de sair, Cirkel quis dar uma alerta em relação às isenções fiscais. Diz ele que o Estado perde muito dinheiro com elas e num contexto de arbitrariedades.

“Não está claro qual é a estratégia de desenvolvimento que fundamentam; não existe um documento norteador em que se diz que ´esta é a estratégia nacional, esta é a política industrial e é assim que classificamos e escolhemos os benefícios fiscais. Então, é importante lembrar que eles são onerosos, principalmente em termos de receitas perdidas”, diz o economista enviado pelo FMI a Moçambique.

O pior de tudo, diz Cirkel, é não é um dado adquirido que dar um incentivo fiscal é suficiente para que um investidor venha invista no país. Aliás, ele diz que este não é o elemento mais importante em que se baseiam os investidores para tomarem as suas decisões.

O acordo em causa, orçado em mais de 2,5 mil milhões de Meticais, visa o financiamento do Centro Agro-alimentar de Manica (CAAM). Foi assinado pelo Ministro da Economia e Finanças e o embaixador da Itália, em Maputo.

O instrumento ora assinado enquadra-se no Programa de Reabilitação Pós-Ciclone Idai e Kenneth e na necessidade de cobertura dos projectos de investimento para o sector agrário ao longo do Corredor da Beira.

Na sua intervenção, Max Tonela destacou que o Governo submeteu à Itália uma proposta de intervenção para a recuperação e modernização de um Centro Agro-alimentar de excelência em Chimoio, a fim de dinamizar a economia local.

Segundo o governante, o foco será na produção, selecção, transformação e comercialização, promovendo, assim, as novas tecnologias e a inclusão de laboratórios para testagem e certificação da qualidade dos alimentos.

“O objectivo da proposta é desenvolver o sector de horticultura da província de Manica, criando um Centro Agro-alimentar modelo e promovendo uma governança participativa com a inclusão activa de todos os actores locais”, refere uma nota publicada na página electrónica do Ministério das Finanças.

O acordo evidencia a amizade entre os dois países e o compromisso do Governo italiano com a agricultura em Moçambique, especialmente no Corredor da Beira, referiu o director-geral da Cooperação para o Desenvolvimento do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Itália, Stefano Gatti.

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) recebeu, ontem, na Vila do Songo, a visita do Presidente da República do Botswana, Mokgweetsi Eric Keabetswe Masisi, no âmbito de uma deslocação oficial que efectua a Moçambique.

Durante a visita, refere a Hidroeléctrica de Cahora Bassa, o Presidente Mokgweetsi Eric Keabetswe Masisi teve a oportunidade de conhecer a Barragem e a Central Sul daquela que é uma das maiores centrais hidroeléctricas da África Austral.

“Manifestou interesse em voltar a visitar Cahora Bassa, para se inteirar dos processos de engenharia de produção hidroenergética”, refere a HCB numa nota.
De acordo com a HCB, a visita reforça as capacidades de Moçambique no sector energético e abre caminho para a cooperação bilateral com aquele país, bem como para a partilha de conhecimentos entre as duas nações, num momento em que ambos os países buscam atender às suas crescentes demandas por energia.

Trata-se de uma visita que acontece num contexto em que a Hidroelétrica de Cahora Bassa poderá reduzir a sua capacidade de produção de energia eléctrica devido ao baixo nível de água na barragem, provocado pela seca que afecta a zona Centro.

De acordo com o Presidente do Conselho da Administração da HCB, Tomás Matola, o nível de produção de energia eléctrica vai reduzir, caso o nível do caudal continue baixo.
Tomás Matola refere que a água que resta vai ser racionalizada, fechando duas das cinco turbinas usadas para a produção de eletricidade, ficando apenas três, com potência total de 1200 megawatts

Tomás Matola falava esta quinta-feira, à margem da visita do Presidente do Botswana à barragem de Cahora Bassa. Mokgweesi Masisi mostrou-se impressionado com o que viu e prometeu regressar ao país para melhor conhecer a barragem.

Na ocasião, o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, referiu que a visita do chefe de Estado do Botswana visa melhorar a cooperação entre os dois países, sobretudo na produção de energia eléctrica.

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