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“Agricultura como actividade de reinserção social: cultivando oportunidades e transformando vidas” foi o tema tratado por Vasco Chemane, da Conecta Negócios, neste dia inaugural da MOZGROW. Na Arena 3D, na Catembe, Cidade de Maputo, o orador explicou aos participantes por que a sua instituição tem apostado na formação como meio para a sustentabilidade.

Segundo disse Vasco Chemane, estudos apontam para uma relação entre mega projectos e Pequenas e Médias Empresas (PME). Fundamentalmente, tudo gira em torno de três problemas. Primeiro, a competência das pessoas. Segundo, a gestão da qualidade. Terceiro, o financiamento.

Assim, o que a Conecta Negócios procura fazer, nas suas oficinas, é, sobretudo, reduzir os recorrentes problemas relacionados com a competência, a gestão da qualidade e o financiamento, de modo que o número de dificuldades de empresas formadas seja o mínimo possível.

Na Conecta Negócios, a formação em gestão e empreendedorismo tem 36 horas. A formação em gestão dura uma semana. Vasco Chemane acrescentou: “A empresa, para se considerar apta, tem de começar na base da pirâmide, na qual se aprende lições sobre gestão e empreendedorismo, até chegar ao topo da pirâmide, no qual se tem acesso ao financiamento. Para o efeito, o desempenho e o comportamento ao longo da formação é importante”.

A meta da Conecta Negócios é de formar 10 mil entidades em seis anos.

A segunda sessão da MOZGROW teve como orador o Director Central-Adjunto do BCI. Falando aos participantes do evento, Gerónimo Massolonga, primeiro, enquadrou o funcionamento da sua instituição bancária dentro de um contexto económico favorável para os negócios e potenciais investidores. Segundo disse, a evolução do PIB real e da taxa de inflação homóloga, no actual contexto, permite que as empresas reduzam custos com financiamento e tenham margem para investir em outras áreas.

Estendendo mais a sua abordagem, o Director Central-Adjunto do BCI disse que o crescimento do seu banco tem favorecido o financiamento da economia moçambicana, o que permite às Pequenas e Médias Empresas (PME) desenvolver as suas actividades num contexto de taxas de juros atractivas.

Afunilando mais a abordagem para o tema em questão, designado “Soluções BCI ao desenvolvimento do agronegócio”, Gerónimo Massolonga informou ao auditório da Arena 3D, na Catembe, Cidade de Maputo, que o BCI apoia o sector da agricultura há mais de 20 anos.

Neste momento, o BCI possui cinco soluções para a agricultura, que são: Fundo empresarial da cooperação portuguesa, Fundo de garantias com  instituto de amêndoas de Moçambique, Linha eco ambiental, Linha BCI negócios SASOL e Linha de crédito para PME e Jovens empreendedores.

Segundo disse , Gerónimo Massolonga, o BCI tem promovido as suas ofertas através das plataformas digitais, sendo que, em caso de necessidade, os potenciais investidores ou interessados em aceder às linhas de crédito podem deslocar-se às suas representações nas capitais provinciais e distritais. O que se exige, entretanto, é que o interessado seja cliente do BCI e que dê garantia de que consegue pagar o financiamento que pretende obter.

Perante as perguntas do público, Jerónimo Massolonga esclareceu, ainda, que o processo de análise das empresas ou entidades que pretendem aceder ao financiamento é feito ou definido em relação à qualidade do projecto de negócio que apresenta. No caso de a estruturação estar mal feita, “Ajudamos o cliente a organizar-se melhor no processo de financiamento. Damos apoio aos interessados em investir”, garantiu , Gerónimo Massolonga, sublinhando que o BCI tem interesse em ceder financiamento ou apoio para estruturação de qualquer tipo de cultura.

As soluções de financiamento apresentadas pelo BCI para o agronegócio na MOZGROW inclui uma parceria com a Secretaria de Estado da Juventude e Emprego (SEJE), para iniciativas juvenis, que ajuda a estruturar o plano de negócio que ajuda a iniciar o projecto. “Temos abertura para encaminhar as pessoas a procederem de forma correcta”, garantiu Gerónimo Massolonga.

Arrancou, hoje,  a maior feira de agronegócios do país, a  MOZGROW. No primeiro painel do evento, que abordou as Soluções tecnológicas para a agricultura sustentável, os agricultores queixavam-se das limitações enfrentadas no acesso ao financiamento pela banca.

A sexta edição da MOZGROW arrancou com os debates centrados no uso da tecnologia para o desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável.

Os presentes no evento concordaram que o uso de meios tecnológicos  é uma  solução eficaz  para acabar com a fraca produção no sector agrícola no país.

Segundo avançou Platiel Chilaule, representante da Bayer, o país tem estado a fazer um esforço para potencializar a actividade agrícola, com recurso a tecnologia, até porque “há empresas que já usam drones para regar e pulverizar.

Chilaule explica ainda  que o Governo moçambicano tem muito que fazer para que os actores do sector agrícola tenham um ambiente favorável para desenvolver a agricultura.

Algumas ações do governo passam por “criar políticas e incentivos  fiscais, bem como capacitar os produtores”.

Fauzia Matsinhe, representante da AQI, acrescenta que não é só o Governo que tem que se esforçar, mas todos os intervenientes da cadeia de produção.

Matsinhe explica que o Governo pode criar as políticas e incentivos, mas são os fornecedores de produtos e serviços que vendem as sementes e outros insumos aos agricultores, daí ser importante haver envolvimento de todos.

Samuel Alexandre, Engenheiro Agrônomo e CEO da Moza Hydroponic, sugeriu que se aproveitasse  a experiência que o Brasil tem no sector agrícola.

Alexandre diz que se deve mudar a visão que se tem da agricultura. A agricultura não deve ser vista como um sector so para agrônomos, mas de outras áreas de conhecimento.

“Temos que tirar das nossas mentes que quando falamos de agricultura estamos a falar de agrônomos. Quando falamos de agricultura estamos a falar de contabilistas, engenheiros electrónicos e outros. Quando falamos de agricultura mecanizada temos que saber quem faz a automação são engenheiros electrónicos”, disse Alexandre.

O painelista foi mais fundo ao dizer que toda a tecnologia que Moçambique usa na agricultura vem de outros países, quando “temos todas as linhagens de formação no país capazes de fazer a nossa própria coisa. Não faz sentido importarmos uma máquina de irrigação quando temos pessoas formadas nas áreas relacionadas em Moçambique.

Está tudo a postos para o arranque, amanhã, na Arena 3D, em KaTembe, da sexta edição da feira Mozgrow, evento que vai contar com a participação de expositores nacionais e estrangeiros. A presente edição será diferente, porquanto o último dia está reservado a um espaço de networking, em ambiente descontraído.

A maior feira de agro-negócios do país está de volta, com a edição deste ano a reservar aos visitantes inovações e muita criatividade.

Mais do que a exposição de produtos e serviços, os expositores buscam oportunidades e soluções para potencializar os seus negócios.

A feira Mozgrow vai, este ano, por exemplo, permitir que os consumidores interajam directamente com os produtores, como forma de oferecer maior qualidade.

“É de louvar esta iniciativa que tem dado oportunidade a muitas empresas de exporem os seus produtos e criarem intercâmbio com outras instituições. Ter este momento especial é algo diferente”, destaca  Arif Rasac, representante da King’s Barbecue.

Diferente será, também, esta edição da maior feira de agro-negócios das realizadas nos anos passados, pois a organização, sempre preocupada em agradar os visitantes e participantes, traz novos conceitos.

“Como Cervejas de Moçambique, nós já garantimos que iremos brindar adequadamente este momento com o nosso patrocínio. Contem com o patrocínio da CDM, por via das nossas marcas, para que o momento seja de um bom convívio”, disse Ambrósio Sambamate, representante da CDM.

Ontem, na Arena 3D, decorreram os últimos acertos para a sexta edição da feira de agro-negócios Mozgrow.

Aliás, tudo foi feito ao mínimo detalhe pelos expositores, para melhor apresentarem os seus produtos e serviços.

“Estamos a finalizar a montagem do nosso stand, de modo a que, a partir de amanhã, possa estar apresentável para a exposição dos nossos produtos e serviços, que são os nossos cursos, as pesquisas, e os projectos”, disse Leopoldina Solange, representante da UNISCED.

Enquanto alguns aceleravam na montagem dos “stands”, outros apenas retocavam a pintura para dar mais cor e vida à exposição.

O BCI vai expor os seus serviços nesta feira, não pela primeira vez, e, mais do que vender e firmar parcerias, vai levar soluções para impulsionar o sector de agro-negócios.
“Muito mais do que vender produtos e serviços, é garantir que a nossa participação no sector possa garantir alimentação para a população de variáveis níveis, distribuída pelo país”, explicou Gerónimo Massolonga, representante do BCI.

Logo à entrada da tenda, já foi montada a parte que apresenta soluções para a mecanização agrícola. Na montra, há uma variedade de equipamentos. Uma parte destes são pertencentes à Afritool.

“A partir de amanhã, iremos expor os nossos equipamentos, que, de forma geral, ajudam na agricultura, temos motobombas, charruas de tracção manual e mecanizada e outros insumos que só visitando o nosso stand é que o visitante se pode pôr a par”, disse Cláudio Serra, representante da Afritool.

O dia foi de muito trabalho, na Arena 3D, em KaTembe. Não é para menos! São esperadas no local centenas de visitantes.

A organização do evento garante transporte para os participantes, com partida prevista para as 8h00 na sede dos Bombeiros e no terminal de transporte de passageiros  Anjo Voador, numa parceria com a Metrobus.

Faltam menos de 48 horas para o arranque da sexta edição da feira de agro-negócios Mozgrow, evento que este ano irá decorrer sob o lema “Agro-negócio e Resiliência Climática”. Na Arena 3D, local onde vai decorrer o evento, os preparativos estão ao rubro.

O palco onde vai decorrer o evento já está montado e as cadeiras que vão acolher os espectadores que irão participar na maior feira de agro-negócios do país já estão posicionadas.

Os expositores já começam a montar os “stands” onde farão a apresentação dos seus produtos. Pouco a pouco, o local vai ficando composto.

Segundo o director do projecto, Patrício Manjate, serão três dias de exposição na  feira que vai contar,  para além de expositores nacionais, com alguns internacionais.

“Mais uma vez, queremo-nos juntar à grande família do agro-negócio ao nível de Moçambique, e não só, em todos os formatos que são conhecidos. Estamos, neste momento, nos preparativos mais altos, para que tudo corra como deve ser”, explicou Manjate.

O director disse ainda que, como tem acontecido anualmente, onde as empresas apresentam soluções actuais para os desafios do agronegócio, este ano não será diferente.  E, para complementar, algumas empresas irão lançar seus produtos e  soluções tecnológicas para melhorar a produção e produtividade.

Estarão, também, em exposição máquinas para lavrar a terra e insumos de produção para quem quiser aprender e trocar experiências.

A parte exterior ainda está em composição, mas o  espaço irá receber uma das grandes novidades do evento.

“No último dia, que é a sexta-feira, vamos proporcionar um momento de ‘networking’ diferente para os nossos participantes, mas também os expositores e todo o público que quiser estar aqui. Será um momento diferenciado com música e churrasco”, informou.

Todos os interessados são convidados ao evento, sendo que as inscrições podem ser feitas através do “site” da Mozgrow ou presencialmente. A organização garante  transporte aos interessados.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta o Governo a basear-se no mérito e profissionalismo para nomear membros de conselhos de Administração das Empresas do Estado. Numa avaliação sobre o Sector Empresarial do Estado, o FMI adverte que é preciso aumentar a transparência dos concursos públicos lançados por este sector.

O FMI está atento às 21 empresas públicas e participadas pelo Estado moçambicano, cujas despesas, dívidas e obrigações financeiras representam cerca de 46% de toda a riqueza do país até 2022. 

A instituição de Bretton Woods está, por exemplo, a trabalhar com o Ministério da Economia e Finanças na avaliação anual da saúde financeira do sector e este mês publicou este documento no seu portal, com a sua leitura e alertas sobre como melhorar o desempenho das empresas.

Uma das melhorias recomendadas está relacionada com a nomeação de membros de conselhos de administração. “O processo de nomeação dos membros dos conselhos deve ser formalizado e realizado com base em mérito competitivo e princípios transparentes, buscando profissionalismo e competências relevantes. Também é importante garantir que os membros dos conselhos das Empresas Estatais não assumam outros cargos em órgãos reguladores ou de supervisão, e declarem a sua participação, se houver, em todas as empresas publicas”.

Apesar dessas empresas serem obrigadas a seguir o regulamento de contratação pública, são permitidas a elaborar políticas internas de contratação, o que, na visão do FMI, tem uma série de riscos de corrupção. “Elas estão autorizadas a utilizar processos “excepcionais” em situações de força maior, ou “quando não é possível realizar um concurso aberto”, sem fornecer critérios objetivos, salvaguardas ou aprovações especiais (informando apenas a assembleia geral de acionistas)”. Assim, o FMI pede que as empresas sejam obrigadas a publicar suas políticas de aquisição.

Os técnicos do FMI também alertam o Governo a pensar se devem manter ou não a sua propriedade em empresas onde o Estado é accionista minoritário, pois o IGEPE tem pouco controlo sobre elas, sendo difícil controlar o seu nível de risco para as contas públicas.

O Governo precisa de acções que permitam o uso de padrões internacionais para impulsionar o crescimento económico e fortalecimento das infraestruturas energéticas no país através da energia atômica.

Foi durante o empossamento de Moniz Zuca à Director-Geral da Agência Nacional para Energia, esta quinta-feira, que o primeiro-ministro, Adriano Maleiane, disse que o Governo pretende dotar o país de uma instituição que assegure a promoção de utilização de energia nuclear para fins pacíficos, bem como a segurança e protecção de pessoas, bens e meio ambiente contra o perigo da exposição radioactiva.

Maleiane reconhece os desafios que ainda persistem no sector, mas também, reconhece “as oportunidades inestimáveis que a energia nuclear oferece para impulsionar o crescimento económico, fortalecer as infraestruturas energéticas e elevar o padrão de vida dos moçambicanos”.

Neste sentido, desafiou ao recém-empossado Director-Geral, Muniz Zuca, e a sua equipa no geral a continuar com o desenvolvimento de acções que garantam que todas as operações que envolvem material radioactivo estejam em conformidade com os mais altos padrões internacionais.

“Assegurem que o uso pacífico de energia nuclear desempenha um papel de relevo no processo de desenvolvimento do nosso país, sobretudo, nas áreas de saúde, agricultura e reprodução animal, minas e meio ambiente, de maneira a fortalecer parcerias internacionais com outras agências congêneres, o que será crucial para o intercâmbio de ideias, conhecimento, troca de experiência e melhores práticas no domínio de energia nuclear ” exortou.

Por sua vez, Muniz Zuca prometeu trazer várias inovações.
“Temos que dar continuidade na área dos laboratórios, pois sabem que a energia atômica é uma ciência complexa. Teremos que fazer uma formação contínua dos quadros e catapultar a cooperação internacional” disse o Director-Geral da Agência Nacional para Energia.

Para melhor funcionamento do sector, é preciso também a adopção de tecnologias de ponta e a descentralização da instituição.

 

O Absa Bank Moçambique encerra um ciclo de 13 anos de liderança de Luísa Diogo, que deixa a Presidência do Conselho de Administração (PCA). No entanto, mantém-se como administradora não-executiva do Grupo Absa na África do Sul, cargo que exerce desde Agosto de 2023.

“O sucessor escolhido para presidir ao Conselho de Administração do Absa Bank Moçambique é Victor Gomes, o qual apresenta décadas de experiência e uma profunda compreensão do nosso mercado e ambiente de negócios, características únicas para liderar o banco nesta próxima fase de desenvolvimento”, refere uma nota de imprensa do banco.

Antes de se juntar ao Absa Bank Moçambique, Victor Gomes foi vice-governador do Banco de Moçambique, cargo que ocupou entre 2017 e 2022.

Entre 2014 e 2017, Gomes foi Presidente do Conselho de Administração da Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, onde liderou importantes projectos de infra-estruturas, contribuindo para o desenvolvimento do sector de transportes no país.

“Para marcar esta transição, foi realizado um evento especial, em que foram relembrados vários momentos da história da Dra. Luísa no banco e, num gesto de apreço e reconhecimento, foi-lhe oferecido um quadro representando a querida “Madam Chair”, como era carinhosamente referenciada internamente”, refere a nota de imprensa.

De acordo com o comunicado, o autor da obra, Dionésio Matabel, é um jovem artista e participante do programa Ready for Art, no qual o Absa proveu capacitação a vários jovens artistas a nível nacional, tendo-se, Matabel, destacado pela sua história e pelo seu talento nato.

Na ocasião, Gomes expressou a sua gratidão pela confiança depositada em si e reconheceu a grande responsabilidade de seguir os passos de Luísa Diogo, afirmando: “Estou consciente da grande responsabilidade que este cargo acarreta, e estou pronto e disponível para enfrentá-lo com determinação e compromisso, com a colaboração de todos… Juntos, temos a capacidade de alcançar grandes feitos e de continuar a fortalecer a nossa posição como uma referência no mercado moçambicano.”
O novo Presidente do Conselho de Administração inicia funções de imediato.

O ex-secretário-geral da Frelimo, que recentemente renunciou ao cargo, acaba de ser nomeado administrador não-executivo da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), a maior empresa produtora de energia eléctrica no país.

De acordo com uma fonte da empresa, contactada pelo “O País”, a nomeação resulta de uma decisão tomada pelos accionistas da firma. A HCB explora o potencial hidroeléctrico da barragem de Cahora Bassa, na província de Tete.

O Estado moçambicano é o accionista maioritário da firma com 85% do capital social, seguido da REN (7,5%), dos cidadãos, das empresas e instituições moçambicanos (4%) e da sociedade HCB, que detém 3,5% de acções próprias.

Segundo o actual organograma da HCB, a produtora de energia possui dois administradores não-executivos. Um deles, Manuel Tomé, que também já exerceu o cargo de secretário-geral da Frelimo, perdeu a vida recentemente.

“A indicação acima referida surge na sequência da cessação de funções do Sr. Dr. Manuel Tomé, por conta do seu desaparecimento físico, ocorrido a 25 de Março deste ano. O Sr. Dr. Roque Silva Samuel é formado em Direito e tem mais de 30 anos de experiência na Administração Pública”, disse uma fonte da HCB.

Depois de renunciar ao cargo de secretário-geral da Frelimo, Roque Silva foi substituído, de forma interina, por Daniel Chapo, actual candidato presidencial do partido Frelimo para as eleições de 9 de Outubro próximo.

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