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O País – A verdade como notícia

A Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) está presente na FACIM e, no seu pavilhão, dá a conhecer as potencialidades da região Norte do país.

A província de Nampula, a mais populosa da região, destaca-se pela diversidade de produtos, sobretudo transformados, como frutas processadas e farinhas de tubérculos. Entre as novidades, figuram a banana passa com castanha, a banana passa com gergelim, os rolinhos de fruta e as farinhas de abóbora.

Já Cabo Delgado, com forte produção de milho e algodão, aposta na promoção da sua farinha fortificada de marca nacional e procura parcerias para aumentar a capacidade de exportação. A província de Niassa evidencia-se na produção de vários produtos agrícolas, com destaque para o feijão, que abastece grande parte do mercado nacional. Contudo, as autoridades locais reconhecem que as parcerias de exportação ainda estão aquém do desejado. 

Os governos provinciais têm acompanhado de perto os seus representantes na FACIM e, no segundo dia do evento, reuniram-se com os principais financiadores, num encontro organizado pela ADIN. Para o governador da província de Cabo Delgado, Valige Tauabo, “a província procura na FACIM por investidores económicos, mas também por entidades que possam dinamizar as acções de reconstrução das regiões devastadas pelo terrorismo”.

Por sua vez, o governador de Nampula disse, na ocasião, que a sua província se posiciona como um corredor de viabilização dos demais pontos. “Temos áreas férteis muito boas para o cultivo e grandes oportunidades na área do agro-negócio e agro-processamento”, referiu Eduardo Abdula, governador da província. 

Elina Judite da Rosa, governadora da província de Niassa, também falou das potencialidades que a sua província apresenta, tendo feito convites aos investidores presentes no evento para investirem em Niassa. “A nossa província também precisa do vosso apoio, por isso não deixaria a oportunidade de convidá-los para investirem lá”, disse a governante no seu breve pronunciamento. 

O presidente do Conselho Executivo da ADIN afirma que está na feira também para conseguir novos financiadores para o projecto de reconstrução de Cabo Delgado. Para Loureiro, o processo de reconstrução do Norte deve passar, não apenas pela componente material, mas também pelo fortalecimento humano e pela criação de esperança nas comunidades.

“É encorajador ver muitos pequenos empresários com novos horizontes e uma visão diferente dos seus negócios. Este é o papel da ADIN e do Governo: criar condições para que existam cada vez mais pequenas e médias empresas fortalecidas e mais empregos para a juventude”, destacou Jacinto Loureiro.

No local, ficou ainda patente a vontade dos financiadores internacionais em apoiar a reconstrução de Cabo Delgado e o desenvolvimento regional, com destaque para a ONU. A petrolífera Total anunciou que, em breve, assinará um memorando de entendimento com o Governo de Moçambique, reforçando o seu compromisso com as acções da ADIN.

A primeira-ministra, Benvinda Levi, diz que a nova conjuntura internacional imposta pelos Estados Unidos da América obriga os países a consolidarem o comércio bilateral. Levi falava nesta quinta-feira, em Maputo, durante a visita da vice-presidente da Colômbia, Francia Mina.

A primeira-ministra, Benvinda Levi, recebeu, nesta quinta-feira, no seu gabinete de trabalho, a vice-presidente da Colômbia e sua delegação numa visita de dois dias a Moçambique, onde as partes manifestaram interesse de cooperar em diversas áreas. Na ocasião,  Levi destacou que a actual conjuntura no comércio internacional imposta pelos Estados Unidos da América obriga os países a consolidarem relações comerciais ao nível bilateral. “A recente decisão dos Estados Unidos obriga os países a pensarem como maximizar o comércio bilateral e aproveitar as vantagens comparativas que os países têm em particular”, sublinhou. 

Foi neste contexto que a primeira-ministra disse que, para consolidar estas relações, empresários colombianos que acompanham a vice-presidente estiveram na FACIM para identificar as áreas de investimento igualmente. “No domínio de investimentos, gostaríamos de referir que a delegação de Sua Excelência a vice-presidente da Colômbia se faz acompanhar de empresários que aproveitam a oportunidade para estar na FACIM, ver as potencialidades que o país oferece e, a partir daí, ver em que medida nós podemos cooperar e dinamizar as nossas relações comerciais”, destacou a primeira-ministra.

Paralelamente, a responsável disse que as partes vão continuar a trabalhar em fóruns multilaterais de que ambos são parte, como as Nações Unidas, o Movimento dos Não Alinhados e os grupos dos 77 mais China, para além de outras organizações multilaterais, como o caso da Organização Mundial do Comércio.

A visita da vice-presidente da Colômbia, Francia Mina, enquadra-se no âmbito do esforço que ambos os países pretendem levar a cabo para revitalizar as históricas relações político-diplomáticas existentes entre os dois Estados. Por outro lado, Levi referiu que este encontro serve como caminho para o estabelecimento de relações em várias outras áreas, com particular destaque para a económica.

Para consolidar estas relações, as partes tencionam criar uma ligação aérea que vai permitir conectar os dois países.

“Falámos da possibilidade de futuramente desenvolvermos comunicações aéreas, portanto transporte aéreo entre Moçambique e Colômbia, por forma a permitir o melhor estreitamento das relações entre os dois países”, destacou.

Por sua vez, a vice-presidente da Colômbia, Francia Mina, que agradeceu à primeira-ministra pelo convite para visita a Moçambique formulado à Colômbia no ano passado e também convidou o país a participar na Cimeira Agrária na Colômbia, no próximo ano.

“Do mesmo modo, está previsto que no próximo ano se realize a Cimeira Agrária na Colômbia, e Moçambique foi convidado a participar nesta Cimeira Agrária”. Para a Estadista, a cimeira será um campo fértil para um intercâmbio e partilha de experiências, compromisso com a soberania alimentar e a erradicação da fome no mundo.

As partes descreveram o encontro como muito produtivo e de grande importância para estreitar as  históricas relações entre os dois países. Benvinda Levi disse que foram conversações bastante úteis, profícuas, “em que de forma bastante aberta partilhámos os nossos pontos de vista sobre vários assuntos de interesse comum”.

 

O sector privado, na cidade, manifestou, esta quarta-feira, 28 de Agosto, a sua indignação pelo facto de alegadamente o agenciamento de navios e cargas estar a ser dominado por cidadãos estrangeiros sob capa política e diplomática. Os empresários dizem, neste sentido, que este suposto protecionismo está a contribuir para a perda de divisas.
O primeiro fórum nacional do sector privado, cuja cerimónia de abertura teve lugar esta quinta-feira, na Beira, trouxe algum desconforto por parte do sector privado relativamente ao manuseio e gestão de cargas de navios, processo aparentemente dirigido por cidadãos estrangeiros.
Foi, na verdade, a continuidade da discussão iniciada em 2015, sobre a regulamentação de agenciamento de navios e cargas, um instrumento que viria ser  determinado, em tempos, que devia ser gerido por nacionais.
No entanto, e segundo o sector privado, a realidade actual mostra que nada foi feito para mudar o cenário, porquanto cidadãos estrangeiros continuam a dominar o processo de agenciamento de navios e cargas.
Ou seja, os patrões, na Beira, queixam-se do facto de alegadamente toda  a cadeia logística estar a ser gerida por cidadãos estrangeiros.
” Com forte apoio político de diplomático, tradicional e capacidade financeira, estão a dominar o transporte marítimo e navios. E em breve vai ser o transporte rodoviário. Isto está acontecer”, denunciou Feliz Machado.
Para o presidente da Associação Comercial da Beira, Félix Machado, também agente transitário,  denunciou que o país está a perder divisas ao permitir  que o agenciamento de cargas seja dominado por cidadãos estrangeiros.
O sector privado quantificou que, neste momento, apenas 30 porcento deste processo sobra para o mesmo.
” Se todo o país manuseou um milhão de euros, 70 porcento é controlado e cobrado por cada agente a  cada navio. Se dissermos que 30 porcento do custo, então temos 70 milhões USD como lucro. Onde está este dinheiro? “, questionou, para depois acrescentar que “são taxas ocultas que beneficiam os outros, as empresas estrangeiras com benefícios fiscais que se dizem mais robustas que as nacionais”.
Mas mais do que reclamações, o sector privado garante estar pronto para assumir o agenciamento de navios e cargas.
” É um projecto de neocolonialismo que está a dar cabo do empresariado nacional. O que pedimos é um campo de jogo igual. Isto é sobre soberania”, alertou.
Falando no evento, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, assegurou que o governo está a trabalhar no sentido de assegurar um sistema mais eficiente.
” Capaz de dimensionar o ambiente de negócios”.
Por outro lado, Matlombe apontou os caminhos para o sucesso do processo.
“Reforçar o regime jurídico no programa de agenciamento”.
Matlombe garantiu que o Governo tem em vista a protecção dos empresários nacionais.
Intervindo no evento, o Secretário de Estado de Sofala reconheceu que o agenciamento de navios e cargas constituem pilares de desenvolvimento da economia nacional.
O primeiro fórum de agenciamentos de navios e cargas decorre durante dois dias, sendo que o evento conta com a participação de vários agentes  do sector empresarial no país.

O Governo alemão vai financiar projectos da Agência do Vale do Zambeze com o valor de cerca de 45 milhões de euros. A informação foi revelada, hoje, pelo embaixador da Alemanha em Moçambique, que visitou o pavilhão da instituição na sexagésima edição da FACIM, onde estão expostas todas as potencialidades da zona Centro

Mais uma vez, a Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze marca presença na FACIM para expor todos os projectos do agro-negócio, e não só, que por si são suportados.

“A agência traz todas as potencialidades da região centro, da região do Vale do Zambeze. Trazemos aqui desde aquilo que é o agro-negócio, produtos turísticos, trazemos aqui produtos pesqueiros, trazemos aqui aquilo que chamamos de exploração florestal sustentável”, mencionou o director-geral da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, Celso Cunha.

Com tudo isso, a agência está a atrair muitos visitantes para o seu pavilhão e espera que os seus expositores divulguem e vendam os seus produtos. “Portanto, esperamos que os nossos expositores divulguem as suas potencialidades, os seus produtos, celebrem aqui contratos frutíferos e rentáveis e também que eles visitem outros estandes para poderem melhorar o seu processo de produção ou de processamento, melhorando as embalagens, melhorando também o seu produto”, referiu Cunha.

E um dos visitantes do pavilhão da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, nesta quarta-feira, foi o embaixador da Alemanha em Moçambique, que ficou impressionado com o que viu.

“Foi muito impressionante. Já sabemos que a agência tem um papel muito importante no desenvolvimento de vários sectores e somos muito felizes que a Alemanha, o governo da Alemanha, através das agências de desenvolvimento, é parceiro da agência do Zambeze, porque o nosso compromisso é facilitar o desenvolvimento dos vários sectores, especialmente da agricultura também, para o bem-estar do povo”, elogiou Ronald Münch, embaixador da Alemanha em Moçambique.

Por isso, a Alemanha promete continuar a apoiar os projectos da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze através das suas linhas de financiamento.

“São projectos que se iniciam já com o planeamento de uma ideia até o desenvolvimento das pequenas empresas, a certificação para a exportação, até a exportação destes projectos. O que temos agora, na planificação, do lado do Governo da Alemanha, através das nossas agências de implementação, é um projecto de grande tamanho para financiar os projectos da agência do Zambeze, as empresas, e um projecto total de 45 milhões de euros”, revelou o diplomata.

No pavilhão da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, houve degustação de vários alimentos de produção nacional.

O ministro das Comunicações e Transformação Digital afirma que a digitalização dos serviços no país é irreversível. Américo Muchanga, que visitou os stands no ramo tecnológico na FACIM, assegura que as empresas nacionais estão preparadas para a nova realidade

A transformação digital de Moçambique está em exposição na sexagésima edição FACIM e várias empresas ligadas ao ramo tecnológico estão lá para trazer soluções. O ministro das Comunicações e Transformação Digital visitou todos os stands do pavilhão e, pelo que está exposto, concluiu que este é um caminho irreversível para o país.

“Basicamente, o que nós queremos nos próximos cinco anos é podermos servir o público cidadão nacional, as empresas nacionais, a partir do seu sítio. Ou seja, não precisarem se deslocar para onde o Estado está presente para poder ter acesso aos diversos serviços que o cidadão e as empresas procuram no seu dia-a-dia”, revelou o ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga.

E um dos serviços que o cidadão procura no dia-a-dia é o transporte público, cujo problema foi minimizado com o táxi por aplicativo. “Hoje em dia, qualquer cidadão da Cidade de Maputo, Matola, Marquena ou Beira consegue solicitar uma viagem ou uma entrega em menos de 5 minutos. Portanto, isto é digitalização. Nós digitalizamos a indústria de táxi em Moçambique e assinamos um mural de entendimento com uma empresa que vai trazer chapelas e motos eléctricas para o mercado e que vai ajudar a reduzir os custos dos operadores”, referiu Momed Adam, director-geral da Yango em Moçambique.

Quem também tem muito mais a oferecer é a Huawei Moçambique, sobretudo para quem pensava que a empresa só lidava com celulares e outros dispositivos portáteis.

“Nós já trabalhamos com o governo moçambicano na construção do Centro de Dados Nacional em 2015. Assim mesmo, nós apoiamos as empresas de telecom que estão aqui, em Moçambique, a actualizar a rede de 3G para 4G. Fizemos o mesmo em 2022, actualizamos de 4G para 5G. Em 2023, nós apoiámos também no processo de lançamento do primeiro sistema de comunicação digital ferroviária junto com o CFM. Assim mesmo, lançámos a nova rede de telecom de electricidade. Neste ano, em 2025, trabalhamos com uma empresa de telecom para construir um centro de dados muito avançado”, mencionou, de forma detalhada, Miss Muthandika, representante da Huawei Moçambique.

Já a Raxio apresenta um centro de dados, não só avançado, mas também considerado o maior e o mais seguro a nível do país.

“O nosso data center tem capacidade, neste momento, para prestar serviços desde as pequenas às grandes empresas. Nós temos desde um quarto de rack às grandes racks de 54 usadas pelos grandes hyperscalers. O que nós trazemos aqui é uma abordagem para que todas as empresas que queiram guardar os seus dados de forma segura e em Moçambique possam nos contactar para que juntos consigamos encontrar uma forma  de acomodá-los no nosso data center”, expôs Júlio Guivala, director comercial da Raxio Moçambique.

A BCX marca presença nesta edição da FACIM com soluções tecnológicas para os problemas actuais, que preocupam os cidadãos e as empresas. “Atacar alguns desafios que o mercado moçambicano está a enfrentar, por exemplo, o desafio de pagar ao exterior, nós podemos prover soluções locais que vão, de certa forma, reduzir esse sufoco de ter que procurar dólares para pagar aos provedores, por exemplo, serviços de cloud de fora de Moçambique. Queremos também resolver problemas, ou por outra, contribuir para a resolução de problemas como a inclusão financeira, provendo micro-bancos e micro-créditos com uma plataforma de banca como serviço”, referiu Emílio Jorge, director-geral da BCX.

Além do seu centro de processamento de dados, a Vodacom expõe na FACIM um outro serviço e está a conseguir uma boa rede de contactos. “Trouxemos um diferencial para este ano, que é a solução de SD-WAN. Estamos a dizer que hoje um dos maiores interesses que os clientes colocam é ter um único provedor para todas as soluções”, disse Íris Guimarães da Vodacom Business.

A FACIM 2025 decorre sob o lema: Promovendo a diversificação económica rumo ao desenvolvimento sustentável e competitivo de Moçambique”.

 

A Associação dos Operadores Logísticos de Moçambique está preocupada com a ausência de instrumentos legais para o agenciamento de cargas no país, o que, para esta agremiação, abre espaço para a sonegação de impostos e uma competitividade injusta, favorecendo em muitos casos os estrangeiros com capitais robustos

Não há, neste momento, em Moçambique, um ambiente propício para a realização competitiva de agenciamento de cargas, devido à ausência de instrumentos legais neste sector.

Segundo o presidente da Associação dos Operadores Logísticos de Navegação de Moçambique, Bersencio Vilanculos, por conta da falta de regulamentação, o ambiente de negócios é turvo, uma vez que existem muitos desafios para todos os actores ligados a este sector para a regulamentação da actividade, facto que concorre para que não haja clareza.

Para Bersencia Vilanculos, apesar de recentemente se ter criado o Instituto Ferroportuário, entidade que tem a responsabilidade de regular a actuação do mercado, esta instituição ainda não se faz sentir na prática, o que propicia uma competitividade questionável e não justa.

Vilanculos disse ainda que é importante colocar parâmetros no processo de agenciamento de cargas no país, para garantir a sua profissionalização. Alerta que, por falta de profissionalização do sector, o país não tem ganhos satisfatórios.

“Maior parte do agenciamento de mercadorias por alguns actores, que têm as suas sedes fora de Moçambique, a facturação não é dentro do país e os ganhos são, naturalmente, minúsculos”, alerta.

Todos estes problemas que condicionam o desenvolvimento do agenciamento de mercadorias no país poderão ser ultrapassados nos próximos dias, com a realização, na Beira, do primeiro fórum nacional de agenciamento marítimo, organizado pelo Ministério dos Transportes e Logística, com objectivo central de discutir os problemas no sector.

A Confederação das Associações Económicas (CTA)  considera inadmissível que uma  empresa que tanto beneficiou do  ambiente fiscal, institucional e  económico nacional adopte uma  postura que desestabilize o tecido  empresarial moçambicano e fragilize a confiança dos  investidores.

No passado dia 14 de Agosto, o  CEO da South32 anunciou  publicamente a possibilidade de  encerramento das operações da  Mozal a partir de Março de 2026,  caso não se encontre uma solução  viável para o fornecimento de energia eléctrica, após o término  do contrato actual com a Eskom. 

Através de um comunicado, o Presidente do CTA, Álvaro Massingue, reagiu a situação da Mozal e seu impacto na economia nacional. Massingue considera que o Governo pode considerar concessões nas tarifas de energia. 

“Que pelo menos 40% da  produção da Mozal seja destinada a  empresas com base em  Moçambique, para a transformação local do alumínio em produtos  semi-manufaturados e acabados, e que a Mozal aumente  substancialmente o número de  fornecedores locais na sua cadeia  de valor, promovendo a inclusão  efectiva de pequenas e médias  empresas moçambicanas”, lê-se no comunicado da CTA.

A CTA exige ainda que as negociações  em curso, sobre o futuro da Mozal,  incluam todos os  accionistas da Mozal, nomeadamente a South32, o  Governo de Moçambique, a IDC da  África do Sul e a Mitsubishi  Corporation, com a CTA como  parte activa e legítima dessas  discussões. 

“Apelamos à South32 que reveja  com urgência a sua postura,  reintegre as empresas  moçambicanas afectadas, e  retome as operações com  responsabilidade social, respeito  pelos compromissos assumidos e  alinhamento com os objectivos de  desenvolvimento nacional”, diz o documento.

Os empresários apelam também para que o Governo “actue  com firmeza, mas com abertura ao  diálogo, protegendo os interesses  estratégicos do país e garantindo  que a Mozal mantenha o seu papel  como um activo económico  nacional, mas agora com maior  integração local”.

O Presidente da República lançou hoje, em Ricalha, distrito de Marracuane, o Fundo de Garantia Mutuária, orçado em 40 milhões de dólares, financiado pelo Banco Mundial. De acordo com Daniel Chapo, o fundo beneficiará 15 mil Pequenas e Médias empresas nacionais geridas por jovens. Chapo falava hoje durante abertura da 60a edição da Feira Internacional de Maputo, Facim. 

Arrancou, nesta segunda-feira, a maior montra comercial do país, a Feira Internacional de Maputo – Facim, na sua 60a edição. O primeiro visitante foi Daniel Chapo, a quem coube fazer a abertura da exposição.

O Chefe do Estado dedicou o dia para ver de perto o que está exposto em cada um dos 3150 expositores, entre nacionais e estrangeiros. Chapo passou de stand a stand e ouviu o que levou cada um a Ricaltlha. 

Na Facim podem ser encontrados produtos desde agrícolas, artesanais, tecnológicos e tantos outros que, na visão do Presidente da República, demonstram a capacidade que o país tem para alcançar a tão propalada independência financeira. 

Durante a cerimónia de abertura do evento, o Governo lançou o fundo de 40 milhões de dólares, proveniente do destinado a 15 mil pequenas e médias empresas nacionais.  Mas é necessário eliminar as burocracias para o acesso ao dinheiro.

Porque no evento houve premiação aos maiores exportadores, com destaque para a Mozal, Daniel Chapo diz que o acto reforça o compromisso do Estado em remover as barreiras que minam o ambiente de Negócio, bem como a promoção da exportação de produtos da marca made in Moçambique.

A FACIM 2025, que decorre de 25 a 31 de Agosto, conta com a participação de cerca de 30 países, com destaque para África do Sul, país de honra da feira. 

 

Arranca, esta segunda-feira, a 60.ª edição da FACIM.  Em Ricatla, Marracuene, o pavilhão do Vale do Zambeze surge como uma montra de oportunidades para visitantes, compradores e investidores.

Com cerca de cinquenta expositores provenientes da região centro do país, o espaço foi pensado para facilitar a circulação do público e promover contactos comerciais, apresentando projetos com potencial de investimento.

A iniciativa reúne produtores, empreendedores e prestadores de serviços que representam sectores tão diversos como o agro-processamento, o turismo, a construção e a moda, demonstrando a complementaridade entre actividades produtivas e a capacidade da região centro do país de agregar valor.

Segundo José Cardoso, representante do Vale do Zambeze, a participação na FACIM tem um caráter estratégico: não se trata apenas de expor produtos, mas de criar condições para que o mercado nacional e internacional conheça e feche negócios com empresas da região. “Para esta edição, trouxemos cerca de cinquenta expositores da região centro do país, em áreas que vão do agro-processamento ao turismo, construção e moda”, diz Cardoso, reafirmando que a diversidade do pavilhão é um reflexo da aposta em cadeias de valor integradas.

O pavilhão foi organizado em duas secções principais. A primeira concentra a exposição de produtos e serviços, com bancas que exibem alimentos transformados, conservas, frutas secas, óleos essenciais, peças de vestuário e artesanato. A segunda secção foi desenhada para facilitar a interlocução empresarial e a interlocução com investidores: conta com balcões de atendimento para agendamento de reuniões, pontos de informação sobre oportunidades de financiamento e uma sala de seminários com capacidade para sessenta participantes. Essa sala acolherá apresentações técnicas, pitchs de empresas e debates sobre temas com impacto direto no desenvolvimento regional, com destaque para energia e turismo como vetores de crescimento económico.

Para além da montra comercial, a agência leva à FACIM linhas de financiamento e mecanismos de incubação dirigidos a micro, pequenas e médias empresas. Estes instrumentos incluem programas de mentoria, formação aplicada, acesso a redes de compradores e facilitação de contactos com instituições financeiras. “Temos linhas de financiamento para apresentar e estamos com empresas na área de incubação. Esperamos mobilizar recursos e criar pontes entre empreendedores e investidores”, afirma Cardoso. O objectivo é permitir que negócios em fase inicial consigam superar barreiras de capital e de conhecimento e que empresas já estabelecidas escalem operações para novos mercados.

A agência também assumiu um compromisso de acompanhamento após a feira. O trabalho pós-evento consiste em transformar contactos em projectos implementáveis, apoiar na elaboração de dossiês de investimento, identificar instrumentos financeiros adequados e articular iniciativas com governos locais para integrar projetos no planeamento municipal e distrital. Esse seguimento é considerado essencial para que as interações durante os dias da FACIM se convertam em resultados concretos para as comunidades locais.

Os desafios que persistem não foram ignorados na preparação do pavilhão. Entre os principais entraves apontados está a necessidade de capacitação técnica e de certificação de produtos. Muitas empresas ainda operam de forma informal ou em fases iniciais de organização administrativa e produtiva. O reforço de competências, a adoção de normas de qualidade, a melhoria de processos produtivos e cuidados com rotulagem e marketing são condições necessárias para que produtores locais ganhem competitividade nacional e internacional. Para enfrentar essas lacunas, a agência utilizará os seminários e as mentorias para promover formação aplicada, diagnósticos rápidos e recomendações que possam ser implementadas a curto prazo.

Do ponto de vista do visitante, o pavilhão do Vale do Zambeze oferece experiências variadas. O público em geral poderá participar em degustações de produtos regionais, assistir a demonstrações de processamento e conhecer propostas de turismo cultural e natural. O visitante empresarial encontrará interlocutores preparados para discutir integração em cadeias de valor, soluções logísticas, projetos de energia renovável e possibilidades de parceria na construção e no turismo. A organização procurou ainda criar percursos que permitem visitas rápidas e produtivas, para quem dispõe de pouco tempo, bem como espaços para encontros mais longos e reuniões programadas para quem veio em busca de negócios concretos.

A presença do Vale do Zambeze na FACIM 2025 ocorre num momento em que a zona centro do país procura afirmar-se como corredor logístico e como polo de energia e turismo. Recursos naturais, localização estratégica e um tecido empreendedor em crescimento tornam a região atraente para investimentos que possam gerar emprego e fortalecer cadeias de valor. Para que esse potencial se traduza em desenvolvimento sustentável, é necessária cooperação efetiva entre sector público, iniciativa privada e parceiros internacionais, além de investimento continuado em formação e infra-estrutura.

No apelo final, José Cardoso convida o público e os empresários a visitar o pavilhão: “Visitem o Vale do Zambeze, venham provar os produtos, assistir aos seminários e dialogar com potenciais parceiros. A FACIM é a plataforma para transformar curiosidade em contratos e ideias em projetos viáveis.”

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