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O Governo alemão vai financiar projectos da Agência do Vale do Zambeze com o valor de cerca de 45 milhões de euros. A informação foi revelada, hoje, pelo embaixador da Alemanha em Moçambique, que visitou o pavilhão da instituição na sexagésima edição da FACIM, onde estão expostas todas as potencialidades da zona Centro

Mais uma vez, a Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze marca presença na FACIM para expor todos os projectos do agro-negócio, e não só, que por si são suportados.

“A agência traz todas as potencialidades da região centro, da região do Vale do Zambeze. Trazemos aqui desde aquilo que é o agro-negócio, produtos turísticos, trazemos aqui produtos pesqueiros, trazemos aqui aquilo que chamamos de exploração florestal sustentável”, mencionou o director-geral da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, Celso Cunha.

Com tudo isso, a agência está a atrair muitos visitantes para o seu pavilhão e espera que os seus expositores divulguem e vendam os seus produtos. “Portanto, esperamos que os nossos expositores divulguem as suas potencialidades, os seus produtos, celebrem aqui contratos frutíferos e rentáveis e também que eles visitem outros estandes para poderem melhorar o seu processo de produção ou de processamento, melhorando as embalagens, melhorando também o seu produto”, referiu Cunha.

E um dos visitantes do pavilhão da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, nesta quarta-feira, foi o embaixador da Alemanha em Moçambique, que ficou impressionado com o que viu.

“Foi muito impressionante. Já sabemos que a agência tem um papel muito importante no desenvolvimento de vários sectores e somos muito felizes que a Alemanha, o governo da Alemanha, através das agências de desenvolvimento, é parceiro da agência do Zambeze, porque o nosso compromisso é facilitar o desenvolvimento dos vários sectores, especialmente da agricultura também, para o bem-estar do povo”, elogiou Ronald Münch, embaixador da Alemanha em Moçambique.

Por isso, a Alemanha promete continuar a apoiar os projectos da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze através das suas linhas de financiamento.

“São projectos que se iniciam já com o planeamento de uma ideia até o desenvolvimento das pequenas empresas, a certificação para a exportação, até a exportação destes projectos. O que temos agora, na planificação, do lado do Governo da Alemanha, através das nossas agências de implementação, é um projecto de grande tamanho para financiar os projectos da agência do Zambeze, as empresas, e um projecto total de 45 milhões de euros”, revelou o diplomata.

No pavilhão da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, houve degustação de vários alimentos de produção nacional.

O ministro das Comunicações e Transformação Digital afirma que a digitalização dos serviços no país é irreversível. Américo Muchanga, que visitou os stands no ramo tecnológico na FACIM, assegura que as empresas nacionais estão preparadas para a nova realidade

A transformação digital de Moçambique está em exposição na sexagésima edição FACIM e várias empresas ligadas ao ramo tecnológico estão lá para trazer soluções. O ministro das Comunicações e Transformação Digital visitou todos os stands do pavilhão e, pelo que está exposto, concluiu que este é um caminho irreversível para o país.

“Basicamente, o que nós queremos nos próximos cinco anos é podermos servir o público cidadão nacional, as empresas nacionais, a partir do seu sítio. Ou seja, não precisarem se deslocar para onde o Estado está presente para poder ter acesso aos diversos serviços que o cidadão e as empresas procuram no seu dia-a-dia”, revelou o ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga.

E um dos serviços que o cidadão procura no dia-a-dia é o transporte público, cujo problema foi minimizado com o táxi por aplicativo. “Hoje em dia, qualquer cidadão da Cidade de Maputo, Matola, Marquena ou Beira consegue solicitar uma viagem ou uma entrega em menos de 5 minutos. Portanto, isto é digitalização. Nós digitalizamos a indústria de táxi em Moçambique e assinamos um mural de entendimento com uma empresa que vai trazer chapelas e motos eléctricas para o mercado e que vai ajudar a reduzir os custos dos operadores”, referiu Momed Adam, director-geral da Yango em Moçambique.

Quem também tem muito mais a oferecer é a Huawei Moçambique, sobretudo para quem pensava que a empresa só lidava com celulares e outros dispositivos portáteis.

“Nós já trabalhamos com o governo moçambicano na construção do Centro de Dados Nacional em 2015. Assim mesmo, nós apoiamos as empresas de telecom que estão aqui, em Moçambique, a actualizar a rede de 3G para 4G. Fizemos o mesmo em 2022, actualizamos de 4G para 5G. Em 2023, nós apoiámos também no processo de lançamento do primeiro sistema de comunicação digital ferroviária junto com o CFM. Assim mesmo, lançámos a nova rede de telecom de electricidade. Neste ano, em 2025, trabalhamos com uma empresa de telecom para construir um centro de dados muito avançado”, mencionou, de forma detalhada, Miss Muthandika, representante da Huawei Moçambique.

Já a Raxio apresenta um centro de dados, não só avançado, mas também considerado o maior e o mais seguro a nível do país.

“O nosso data center tem capacidade, neste momento, para prestar serviços desde as pequenas às grandes empresas. Nós temos desde um quarto de rack às grandes racks de 54 usadas pelos grandes hyperscalers. O que nós trazemos aqui é uma abordagem para que todas as empresas que queiram guardar os seus dados de forma segura e em Moçambique possam nos contactar para que juntos consigamos encontrar uma forma  de acomodá-los no nosso data center”, expôs Júlio Guivala, director comercial da Raxio Moçambique.

A BCX marca presença nesta edição da FACIM com soluções tecnológicas para os problemas actuais, que preocupam os cidadãos e as empresas. “Atacar alguns desafios que o mercado moçambicano está a enfrentar, por exemplo, o desafio de pagar ao exterior, nós podemos prover soluções locais que vão, de certa forma, reduzir esse sufoco de ter que procurar dólares para pagar aos provedores, por exemplo, serviços de cloud de fora de Moçambique. Queremos também resolver problemas, ou por outra, contribuir para a resolução de problemas como a inclusão financeira, provendo micro-bancos e micro-créditos com uma plataforma de banca como serviço”, referiu Emílio Jorge, director-geral da BCX.

Além do seu centro de processamento de dados, a Vodacom expõe na FACIM um outro serviço e está a conseguir uma boa rede de contactos. “Trouxemos um diferencial para este ano, que é a solução de SD-WAN. Estamos a dizer que hoje um dos maiores interesses que os clientes colocam é ter um único provedor para todas as soluções”, disse Íris Guimarães da Vodacom Business.

A FACIM 2025 decorre sob o lema: Promovendo a diversificação económica rumo ao desenvolvimento sustentável e competitivo de Moçambique”.

 

A Associação dos Operadores Logísticos de Moçambique está preocupada com a ausência de instrumentos legais para o agenciamento de cargas no país, o que, para esta agremiação, abre espaço para a sonegação de impostos e uma competitividade injusta, favorecendo em muitos casos os estrangeiros com capitais robustos

Não há, neste momento, em Moçambique, um ambiente propício para a realização competitiva de agenciamento de cargas, devido à ausência de instrumentos legais neste sector.

Segundo o presidente da Associação dos Operadores Logísticos de Navegação de Moçambique, Bersencio Vilanculos, por conta da falta de regulamentação, o ambiente de negócios é turvo, uma vez que existem muitos desafios para todos os actores ligados a este sector para a regulamentação da actividade, facto que concorre para que não haja clareza.

Para Bersencia Vilanculos, apesar de recentemente se ter criado o Instituto Ferroportuário, entidade que tem a responsabilidade de regular a actuação do mercado, esta instituição ainda não se faz sentir na prática, o que propicia uma competitividade questionável e não justa.

Vilanculos disse ainda que é importante colocar parâmetros no processo de agenciamento de cargas no país, para garantir a sua profissionalização. Alerta que, por falta de profissionalização do sector, o país não tem ganhos satisfatórios.

“Maior parte do agenciamento de mercadorias por alguns actores, que têm as suas sedes fora de Moçambique, a facturação não é dentro do país e os ganhos são, naturalmente, minúsculos”, alerta.

Todos estes problemas que condicionam o desenvolvimento do agenciamento de mercadorias no país poderão ser ultrapassados nos próximos dias, com a realização, na Beira, do primeiro fórum nacional de agenciamento marítimo, organizado pelo Ministério dos Transportes e Logística, com objectivo central de discutir os problemas no sector.

A Confederação das Associações Económicas (CTA)  considera inadmissível que uma  empresa que tanto beneficiou do  ambiente fiscal, institucional e  económico nacional adopte uma  postura que desestabilize o tecido  empresarial moçambicano e fragilize a confiança dos  investidores.

No passado dia 14 de Agosto, o  CEO da South32 anunciou  publicamente a possibilidade de  encerramento das operações da  Mozal a partir de Março de 2026,  caso não se encontre uma solução  viável para o fornecimento de energia eléctrica, após o término  do contrato actual com a Eskom. 

Através de um comunicado, o Presidente do CTA, Álvaro Massingue, reagiu a situação da Mozal e seu impacto na economia nacional. Massingue considera que o Governo pode considerar concessões nas tarifas de energia. 

“Que pelo menos 40% da  produção da Mozal seja destinada a  empresas com base em  Moçambique, para a transformação local do alumínio em produtos  semi-manufaturados e acabados, e que a Mozal aumente  substancialmente o número de  fornecedores locais na sua cadeia  de valor, promovendo a inclusão  efectiva de pequenas e médias  empresas moçambicanas”, lê-se no comunicado da CTA.

A CTA exige ainda que as negociações  em curso, sobre o futuro da Mozal,  incluam todos os  accionistas da Mozal, nomeadamente a South32, o  Governo de Moçambique, a IDC da  África do Sul e a Mitsubishi  Corporation, com a CTA como  parte activa e legítima dessas  discussões. 

“Apelamos à South32 que reveja  com urgência a sua postura,  reintegre as empresas  moçambicanas afectadas, e  retome as operações com  responsabilidade social, respeito  pelos compromissos assumidos e  alinhamento com os objectivos de  desenvolvimento nacional”, diz o documento.

Os empresários apelam também para que o Governo “actue  com firmeza, mas com abertura ao  diálogo, protegendo os interesses  estratégicos do país e garantindo  que a Mozal mantenha o seu papel  como um activo económico  nacional, mas agora com maior  integração local”.

O Presidente da República lançou hoje, em Ricalha, distrito de Marracuane, o Fundo de Garantia Mutuária, orçado em 40 milhões de dólares, financiado pelo Banco Mundial. De acordo com Daniel Chapo, o fundo beneficiará 15 mil Pequenas e Médias empresas nacionais geridas por jovens. Chapo falava hoje durante abertura da 60a edição da Feira Internacional de Maputo, Facim. 

Arrancou, nesta segunda-feira, a maior montra comercial do país, a Feira Internacional de Maputo – Facim, na sua 60a edição. O primeiro visitante foi Daniel Chapo, a quem coube fazer a abertura da exposição.

O Chefe do Estado dedicou o dia para ver de perto o que está exposto em cada um dos 3150 expositores, entre nacionais e estrangeiros. Chapo passou de stand a stand e ouviu o que levou cada um a Ricaltlha. 

Na Facim podem ser encontrados produtos desde agrícolas, artesanais, tecnológicos e tantos outros que, na visão do Presidente da República, demonstram a capacidade que o país tem para alcançar a tão propalada independência financeira. 

Durante a cerimónia de abertura do evento, o Governo lançou o fundo de 40 milhões de dólares, proveniente do destinado a 15 mil pequenas e médias empresas nacionais.  Mas é necessário eliminar as burocracias para o acesso ao dinheiro.

Porque no evento houve premiação aos maiores exportadores, com destaque para a Mozal, Daniel Chapo diz que o acto reforça o compromisso do Estado em remover as barreiras que minam o ambiente de Negócio, bem como a promoção da exportação de produtos da marca made in Moçambique.

A FACIM 2025, que decorre de 25 a 31 de Agosto, conta com a participação de cerca de 30 países, com destaque para África do Sul, país de honra da feira. 

 

Arranca, esta segunda-feira, a 60.ª edição da FACIM.  Em Ricatla, Marracuene, o pavilhão do Vale do Zambeze surge como uma montra de oportunidades para visitantes, compradores e investidores.

Com cerca de cinquenta expositores provenientes da região centro do país, o espaço foi pensado para facilitar a circulação do público e promover contactos comerciais, apresentando projetos com potencial de investimento.

A iniciativa reúne produtores, empreendedores e prestadores de serviços que representam sectores tão diversos como o agro-processamento, o turismo, a construção e a moda, demonstrando a complementaridade entre actividades produtivas e a capacidade da região centro do país de agregar valor.

Segundo José Cardoso, representante do Vale do Zambeze, a participação na FACIM tem um caráter estratégico: não se trata apenas de expor produtos, mas de criar condições para que o mercado nacional e internacional conheça e feche negócios com empresas da região. “Para esta edição, trouxemos cerca de cinquenta expositores da região centro do país, em áreas que vão do agro-processamento ao turismo, construção e moda”, diz Cardoso, reafirmando que a diversidade do pavilhão é um reflexo da aposta em cadeias de valor integradas.

O pavilhão foi organizado em duas secções principais. A primeira concentra a exposição de produtos e serviços, com bancas que exibem alimentos transformados, conservas, frutas secas, óleos essenciais, peças de vestuário e artesanato. A segunda secção foi desenhada para facilitar a interlocução empresarial e a interlocução com investidores: conta com balcões de atendimento para agendamento de reuniões, pontos de informação sobre oportunidades de financiamento e uma sala de seminários com capacidade para sessenta participantes. Essa sala acolherá apresentações técnicas, pitchs de empresas e debates sobre temas com impacto direto no desenvolvimento regional, com destaque para energia e turismo como vetores de crescimento económico.

Para além da montra comercial, a agência leva à FACIM linhas de financiamento e mecanismos de incubação dirigidos a micro, pequenas e médias empresas. Estes instrumentos incluem programas de mentoria, formação aplicada, acesso a redes de compradores e facilitação de contactos com instituições financeiras. “Temos linhas de financiamento para apresentar e estamos com empresas na área de incubação. Esperamos mobilizar recursos e criar pontes entre empreendedores e investidores”, afirma Cardoso. O objectivo é permitir que negócios em fase inicial consigam superar barreiras de capital e de conhecimento e que empresas já estabelecidas escalem operações para novos mercados.

A agência também assumiu um compromisso de acompanhamento após a feira. O trabalho pós-evento consiste em transformar contactos em projectos implementáveis, apoiar na elaboração de dossiês de investimento, identificar instrumentos financeiros adequados e articular iniciativas com governos locais para integrar projetos no planeamento municipal e distrital. Esse seguimento é considerado essencial para que as interações durante os dias da FACIM se convertam em resultados concretos para as comunidades locais.

Os desafios que persistem não foram ignorados na preparação do pavilhão. Entre os principais entraves apontados está a necessidade de capacitação técnica e de certificação de produtos. Muitas empresas ainda operam de forma informal ou em fases iniciais de organização administrativa e produtiva. O reforço de competências, a adoção de normas de qualidade, a melhoria de processos produtivos e cuidados com rotulagem e marketing são condições necessárias para que produtores locais ganhem competitividade nacional e internacional. Para enfrentar essas lacunas, a agência utilizará os seminários e as mentorias para promover formação aplicada, diagnósticos rápidos e recomendações que possam ser implementadas a curto prazo.

Do ponto de vista do visitante, o pavilhão do Vale do Zambeze oferece experiências variadas. O público em geral poderá participar em degustações de produtos regionais, assistir a demonstrações de processamento e conhecer propostas de turismo cultural e natural. O visitante empresarial encontrará interlocutores preparados para discutir integração em cadeias de valor, soluções logísticas, projetos de energia renovável e possibilidades de parceria na construção e no turismo. A organização procurou ainda criar percursos que permitem visitas rápidas e produtivas, para quem dispõe de pouco tempo, bem como espaços para encontros mais longos e reuniões programadas para quem veio em busca de negócios concretos.

A presença do Vale do Zambeze na FACIM 2025 ocorre num momento em que a zona centro do país procura afirmar-se como corredor logístico e como polo de energia e turismo. Recursos naturais, localização estratégica e um tecido empreendedor em crescimento tornam a região atraente para investimentos que possam gerar emprego e fortalecer cadeias de valor. Para que esse potencial se traduza em desenvolvimento sustentável, é necessária cooperação efetiva entre sector público, iniciativa privada e parceiros internacionais, além de investimento continuado em formação e infra-estrutura.

No apelo final, José Cardoso convida o público e os empresários a visitar o pavilhão: “Visitem o Vale do Zambeze, venham provar os produtos, assistir aos seminários e dialogar com potenciais parceiros. A FACIM é a plataforma para transformar curiosidade em contratos e ideias em projetos viáveis.”

O Presidente da República quer que o projecto de gás natural liderado pela Total, na Bacia do Rovuma, retome rapidamente. O assunto foi abordado no Japão com a Mitsui, firma que faz parte do projecto em Cabo Delgado.

“Nós achamos que é o momento de trabalharmos para que estes projectos se materializem e possamos desenvolver o nosso país”, disse o Presidente da República, Daniel Chapo, durante o balanço da visita ao Japão. 

No Japão, o Presidente da República também abordou o projecto sobre o Corredor de Nacala, que se refere a várias áreas de desenvolvimento integrado, entre as quais a componente agricultura, infra-estruturas, turismo, logística, zonas francas e industrias. 

O Ministro da Planificação e Desenvolvimento diz que a democratização do acesso ao capital exige soluções disruptivas que passam pela mudança comportamental que reconheça o valor da economia informal. O responsável falava no âmbito da celebração dos 130 anos do Standard Bank em Maputo.

Salimo Valá, que esteve na celebração dos 130 anos do Standard Bank, em Maputo, esta quarta-feira, começou por elencar os vários desafios da inclusão financeira, que tem feito com que avultados montantes estejam fora do sistema financeiro. 

“Os agricultores e pescadores, nas zonas rurais, muitos continuam à margem do crédito formal, sem acesso a serviços que poderiam transformar as suas vidas”, declarou. 

Segundo o titular da pasta da Planificação e Desenvolvimento, prevalecem alguns desafios estruturais como a baixa penetração da Banca, a concentração dos serviços nas zonas urbanas, limitada literacia financeira entre a população e a desconfiança ainda presente entre instituições, famílias e comunidades.

Já do Banco de Moçambique, que também fez parte das celebrações, veio o desafio de continuar a operar dentro das exigências regulatórias do sector. Gertrudes Tovela, administradora desta instituição, destacou a experiência que o Standard Bank tem no país, como um dos pontos fortes que o torna um actor relevante. Tovela disse que a actuação do Banco deve continuar alinhada com os requisitos regulamentares e com os objetivos de estabilidade e desenvolvimento económico do país. 

O desafio foi bem recebido pela Presidente do Conselho de Administração de uma das mais antigas  instituições bancárias em Moçambique e prometeu mais responsabilidade na actuação “Entramos neste ciclo de celebrações com a certeza de que o futuro do Standard Bank Moçambique continuará a ser construído com a mesma dedicação, responsabilidade e paixão que nos trouxeram a este momento”, concluiu. 

As celebrações começaram em Agosto de 2024, tendo terminado esta quarta-feira, marcadas pela presença de várias personalidades e exibições culturais.

A província de Inhambane está prestes a viver um momento histórico na sua trajectória de desenvolvimento económico. O Conselho Executivo Provincial e a MozParks Holding formalizaram um memorando de entendimento para a criação de dois parques industriais, um em Inhassoro e outro em Jangamo, avaliados inicialmente em cerca de 2 milhões de dólares, com implementação faseada.

A escolha destes distritos combina factores estratégicos fundamentais. Inhassoro e Jangamo beneficiam de proximidade aos projectos de gás natural, areias pesadas e transformações energéticas em curso no país, acessibilidade a portos e rodovias, e um forte potencial agrícola e turístico que pode sustentar novas cadeias de valor. Essas características posicionam os parques como pólos de atracção para investimentos, com capacidade para integrar empresas de sectores como agroindústria, manufactura leve e logística.

Durante a cerimónia de assinatura, o governador Francisco Pagula destacou que o acordo vai muito além de um compromisso institucional. Segundo ele, os parques industriais “vão criar um ambiente que promova a integração de micro, pequenas e médias empresas, permitindo que empreendedores locais conquistem espaço na cadeia de fornecimento dos grandes projetos energéticos”. Para Pagula, a iniciativa representa uma resposta concreta ao desafio da diversificação econômica, reduzindo a dependência do turismo, um setor vulnerável à sazonalidade.

A MozParks Holding, representada pelo CEO Onório Manuel, enfatizou que a empresa busca consolidar um modelo de parques industriais sustentáveis, com planejamento e gestão moderna. “Queremos espaços onde empreendimentos nacionais e internacionais operem de forma eficiente, com infraestrutura partilhada, logística integrada e incentivos que promovam competitividade”, afirmou o gestor, citando como modelo bem-sucedido o Parque Industrial de Beluluane (Maputo), que abriga mais de 70 empresas de 18 nacionalidades, emprega cerca de 10 mil trabalhadores e acumulou mais de 3 mil milhões de dólares em investimentos.

Além da geração direta e indireta de empregos, a província espera que a implantação dos parques estimule o fortalecimento de cadeias produtivas municipais, leve a capacitação técnica de jovens e favoreça o surgimento de novos empreendimentos locais. O plano, conforme autoridades, dá ênfase à inclusão econômica, ao envolver pequenos empresários no fornecimento de insumos, serviços de apoio e mão de obra especializada.

O contexto atual consolida a importância desta aposta. Inhambane luta para diversificar sua economia, desde os impactos da pandemia — que afectou turismo, pesca e informalidade. A industrialização surge, portanto, como oportunidade de reequilibrar a economia e dar um rumo mais sustentável no médio e longo prazo.

O memorando prevê a criação de uma estrutura de governança compartilhada entre governo e MozParks, com critérios claros para uso das terras, infraestrutura inicial já projetada e serviços de apoio, como eletrificação, tratamento de águas e acesso rodoviário. A expectativa é que os parques sejam operacionalizáveis dentro dos próximos 18 a 24 meses, com previsão de transformarem Inhambane em uma plataforma exportadora competitiva e integrada à economia nacional.

Concluindo, o governador sublinhou que “se este plano for executado com eficiência e transparência, Inhambane pode se transformar no principal motor industrial do sul do país”. O desafio agora é garantir que o avanço seja apoiado por políticas públicas firmes, incentivos adequados e monitoramento contínuo — para que a promessa possa, de fato, reverberar em transformação econômica e qualidade de vida para a população.

 

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