O País – A verdade como notícia

A Empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) aumentou o número de aeronaves de passageiros e de carga nas suas operações.

De acordo com a instituição, a aeronave do tipo Boeing 737-500, integra temporariamente a frota da LAM. O avião começou a operar nesta terça-feira e poderá aliviar a pressão dos voos diários da companhia. 

Com capacidade para transportar 134 passageiros, a aeronave em referência tem também a vantagem de acomodar mais volumes e carga. 

Com esta solução, a Linhas Aéreas de Moçambique passa a operar com quatro aeronaves.  

 

A actual vice-presidente da Confederação das Associações Económicas, CTA, Maria de Assunção Abdula, iniciou, hoje, a sua campanha eleitoral. Assunção promete uma CTA dinâmica, transparente e inclusiva.

 

Maria de Assunção Abdula, actualmente Vice-Presidente da CTA no actual elenco de Agostinho Vuma, iniciou esta terça-feira a sua campanha eleitoral, rumo à presidência da agremiação.

“A minha candidatura está ancorada em valores essenciais como inclusão, transparência  e inovação. Quero construir uma CTA mais próxima de todos os membros, que seja realmente uma plataforma de fortalecimento das nossas empresas e um motor para o desenvolvimento do País e, para isso, vamos implementar uma governação inclusiva e transparente”, disse De Assuncao. 

Encabeçando a Associação Comercial de Moçambique, Da Assunção promete uma CTA representativa.

“Compreendo que Moçambique é vasto e que cada região possui realidades únicas.

Por isso, proponho a criação de três antenas regionais, Centro, Norte e Sul, para fortalecer a representatividade e descentralizar a gestão da CTA. Estas antenas regionais serão responsáveis por atuar como bordes regionais com liderança atribuída a vice-presidentes regionais”.

Uma das propostas da candidata é a criação do dia nacional do associado e das conferências empresariais regionais, a fim de reforçar o envolvimento e escuta activa dos membros. 

“Por isso, promoverei programas de capacitação técnica, apoio na gestão financeira e desenvolvimento institucional das associações. A capacitação será uma das nossas maiores prioridades para que todos os membros possam operar de maneira eficiente e sustentável. Transparência operacional. A transparência não será apenas um princípio, mas uma prática diária para garantir que todos os membros da CTA estejam sempre informados”, defendeu a esposa do empresário Salimo Abdula.

As associações membros da CTA, Maria de Assunção Abdula pede votos para tornar a agremiação mais dinâmica e transparente.

 

 

Dois candidatos foram aprovados para participar da corrida para a presidência da CTA. Trata-se de Lineu Candieiro e Maria da Assunção Abdula. O anúncio foi feito esta segunda-feira, pela comissão eleitoral do organismo empresarial.

A comissão eleitoral da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, CTA, aprovou, nesta segunda-feira, duas candidaturas, que no seu entender cumprem com os requisitos para a corrida à presidência do organismo, nomeadamente: Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), encabeçada por Lineu Candeeiro, e atribuir à mesma a letra A’, e Associação Comercial de Moçambique (ACM), encabeçada por Maria da Assunção Abdula, e atribuir à mesma a letra B’.

Através de um documento, a comissão eleitoral comunicou ainda o arranque da campanha eleitoral, que decorre entre 5 e 13 de Maio de 2025.

“Os candidatos devem conduzir a campanha eleitoral com boa fé e manter conteúdo ético de acordo com os Estatutos da CTA e Regulamento Eleitoral estando vedados a prática de actos que visem à honra, imagem e ao bom nome dos candidatos, a ofensa a imagem da CTA, a desprestigiar a CTA e os seus membros e a fazer apelo directo ou indirecto ao voto numa lista ou candidato no dia da votação ou período anterior à data de início da campanha eleitoral, nos termos do número 3 do artigo 179 do Regulamento Eleitoral”.

E, em caso de violação, os estatutos preveem sanções duras.

“Adverte-se que, nos termos do artigo 179 n 4 do Regulamento Eleitoral, a lista candidatura que violar os limites impostos nos termos anteriormente referidos poderá Ser excluída das eleições pela Comissão Eleitoral, caso violação seja grave, sendo aplicada multa correspondente a seis quotas nos casos menos graves, sem prejuízo de processo disciplinar onde for aplicável, nos termos dos Estatutos da CTA”.

Esta comunicação acontece numa altura em que a Câmara de Comércio de Moçambique já iniciou a sua campanha, apesar de não constar na lista das associações aprovadas pela Comissão Eleitoral da CTA para o processo eleitoral.

 

 

 

O candidato presidencial à Confederação das Associações Económicas de Moçambique Álvaro Massingue promete apoiar o sector público na aceleração de investimentos em infra-estruturas críticas. O presidente da Câmara de Comércio de Moçambique falava nesta segunda-feira, durante o lançamento da sua campanha e apresentação do manifesto eleitoral.

Álvaro Massingue manteve, nesta segunda-feira, um encontro com empresários e algumas associações-membros da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, às quais apresentou o seu manifesto eleitoral composto por cinco principais pilares.

“O primeiro pilar lida com uma CTA forte, uma CTA representativa e descentralizada. Propomos, neste pilar, uma CTA com presença efectiva em todas as províncias, com impacto real nas províncias e nos distritos. Uma confederação que escute, que represente e defenda os interesses dos seus membros de forma eficaz, inclusiva e equitativa, assegurando que nenhuma voz empresarial seja ignorada nas suas acções”, prometeu.

Massingue promete uma CTA mais eficiente caso vença as eleições. “Promover uma revisão profunda dos estatutos e regulamentos da CTA, com ampla consulta e envolvimento de todos os membros, uma vez que o actual quadro estatutário já não responde adequadamente às suas necessidades”, disse Massingue.

Além de prometer a instalação de escritórios nos conselhos províncias, Álvaro Massingue diz que vai continuar a lutar incansavelmente contra as barreiras que minam o investimento em Moçambique.

“É a promoção de um ambiente de negócios competitivo e de um clima de investimento justo. Defendemos a simplificação dos processos administrativos, a previsibilidade e estabilidade fiscal, bem como a justiça regulatória. Trabalharemos em parceria com o Governo e demais stakeholders para eliminar barreiras ao investimento, suprir práticas que elevem os custos e prazos para iniciar, operar e expandir negócios”, garantiu o candidato.

Álvaro Massingue promete ainda colaborar com o Governo com vista ao melhoramento de infra-estruturas públicas, por isso diz que “propomos uma abordagem colaborativa com o sector público para acelerar investimentos em infra-estruturas críticas, colocando-as no centro das nossas estratégias de desenvolvimento. Será criado um pelouro dedicado a infra-estruturas e serviços para que, em directa coordenação com o Governo, seja possível engajar o Governo na planificação integrada de infra-estruturas e serviços essenciais”, frisou.

Álvaro Massingue promete ainda impulsionar o desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas através  do acesso ao financiamento e apoio técnico.

A poucos dias das eleições na Confederação das Associações Económicas de Moçambique, CTA, o jovem empresário Lineu Candieiro, candidato à presidência desta agremiação, prometeu, através do seu representante, na cidade da Beira, melhorar as relações entre o sector privado e o governo. Segundo Candieiro, a desarticulação entre os “patrões” e o executivo minam o ambiente de negócios e, consequentemente, o desenvolvimento económico.

Lineu defendeu, na ocasião, não fazer sentido que, 50 anos depois do alcance da independência nacional, o nosso país dependa ainda de importação de produtos básicos para a sua subsistência.

O candidato à presidência da CTA assegurou que, caso seja eleito, irá mobilizar recursos para que desenvolva um pólo de desenvolvimento nos países do interland.

Por sua vez, Alcides Cintura, presidente do Conselho Empresarial de Manica, agremiação que suporta a candidatura de Lineu Candiero, disse que o Estado não pode ser maior empregador que o sector privado. Aliás, disse que esta candidatura pretende reverter o actual cenário, garantido um melhor ambiente de negócios no país.

Na o Presidente da Federação Moçambicana de Comércio e Serviços, Yassin Amugy, defendeu que a candidatura de Lineu Candiero salvaguarda, também, os interesses da juventude, camada social importante para o desenvolvimento do país. Lineu não se fez presente ao facto de apresentação da sua candidatura pelo facto do seu voo ter sido adiado. Uma situação que tem acontecido recorrentemente nos últimos dias com os voos da LAM.

O crescimento da economia moçambicana poderá ser de cerca de 2,9% neste ano, depois de 5,5% no ano de 2024. Trata-se da menor previsão de crescimento económico do Governo desde 2021, ano em que o país procurava recuperar-se da pandemia da Covid-19.

Na proposta de lei do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado, aprovada nesta semana pelo Governo e submetida ao Parlamento, prevê-se que a inflação, que mede o custo de vida, aumente neste ano em torno de 7%, depois de um agravamento de 5,48% em 2024.

O Governo moçambicano almeja aumentar a Receita do Estado para cerca de 385,8 mil milhões de Meticais neste ano, depois de ter previsto um aumento para 383,5 mil milhões no orçamento do ano passado. Trata-se de uma subida de cerca de 2,3 mil milhões de Meticais.

O Executivo prevê um défice orçamental de 126,8 mil milhões de Meticais, menor do que o do ano de 2024, que foi de 184,3 mil milhões, num contexto em que a despesa do Estado deverá rondar os 512,7 mil milhões, depois de cerca de 567,9 mil milhões no ano passado.

Para alcançar o crescimento, espera que o país exporte bens que custam 8,4 milhões de dólares. Como resultado, as reservas de moeda estrangeira no país deverão situar-se em 3,4 milhões de dólares, suficientes para 4,7 meses de importações, excluindo os megaprojectos.

Os dados foram apresentados nesta semana por Inocêncio Impissa, porta-voz do Governo, após a habitual sessão das terças-feiras do Conselho de Ministros. Na ocasião, explicou que, depois da aprovação do Plano Económico e Social, o ambiente económico e social no país poderá melhorar, e haverá espaço para implementar várias medidas e soluções em diversas áreas.

O Plano Económico e Social estrutura-se em cinco pilares, observando o formato adoptado pela Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-2044 e pelo Programa Quinquenal do Governo 2025-2029, sublinhou o porta-voz do Conselho de Ministros.

“Dispõe no pilar 1 – Unidade Nacional, Paz, Segurança e Governação; no pilar 2 – Transformação Estrutural da Economia; no pilar 3 – Transformação Social e Demográfica; no pilar 4 – Infra-estruturas, Organização e Ordenamento Territorial; e no pilar 5 –  Sustentabilidade Ambiental, Mudanças Climáticas e Economia Circular”, avançou Impissa.

Para viabilizar os investimentos nos sectores prioritários e garantir a sustentabilidade fiscal, o Governo diz que vai apostar na consolidação fiscal, com vista a assegurar a correcção do défice estrutural do Orçamento do Estado e a estabilização da dívida pública. 

“Para tal, serão adoptadas medidas adicionais de mobilização de receitas, racionalização e contenção da despesa, assim como a melhoria dos padrões de eficácia e eficiência na gestão dos recursos públicos”, avançou Inocêncio Impissa.

O Conselho de Ministros apreciou ainda, na última terça-feira, a Conta Geral do Estado para o Exercício de 2024, bem como o relatório anual da dívida pública, no qual se constatou que, em 2024, aumentou até atingir um valor tido como bastante alto.

“O stock da dívida pública aumentou em 75 547 milhões de Meticais, totalizando cerca de 1,1 trilhões de Meticais, o equivalente a 76,9% do Produto Interno Bruto (PIB), referiu o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, logo após a sessão do Conselho de Ministros.

Diante da realidade herdada do Governo de Filipe Nyusi, o actual Executivo de Daniel Chapo assume haver necessidade de reforçar a consolidação fiscal, de maior mobilização de receitas, do foco em créditos concessionais e de dinamização do mercado secundário de dívida.

OCTÁVIO MANHIQUE – Economista

“Já são dois trimestres em que nós tivemos crescimento negativo, e isso, naturalmente, vai afectar todo o processo de crescimento da nossa economia, daí que haja este abrandamento de 5,5% do crescimento previsto no ano passado para 2,8%. É resultado, também, da própria expectativa, pelo facto de os riscos terem aumentado e a retoma dos pequenos e médios empresários estar a ser lenta, porque faltam os apoios financeiros e, segundo, há receios de eventualmente voltarem a acontecer os protestos pós-eleitorais. É verdade que tivemos os eventos climatéricos na zona Norte, a zona Sul foi poupada, e mesmo esses eventos têm quase sempre impacto. Já que estamos na costa do Oceano Índico, os riscos de eventos climáticos extremos tornaram-se normalidade.”

PIEDADE NOGUEIRA – Economista

“Precisamos de fazer algum esforço, de modo a controlar o crescimento económico. Estamos a ver alguma tendência positiva em relação àquilo que era a expectativa, porque, diante da tensão pós-eleitoral, podemos dizer que todo o primeiro trimestre do ano em curso teve ressentimentos negativos, e a perspectiva de começar a ver o Produto Interno Bruto a ter algum crescimento no segundo trimestre já é um sinal positivo. Podemos dizer que tem a ver com algumas acções que estão a ser levadas a cabo pelo Governo, mas também podemos dizer que, olhando para aqueles que eram os cenários das manifestações, pelo menos no fim do primeiro trimestre, começamos a ver o cenário de redução das manifestações, que, de certo modo, condicionam a produção dos empresários que já começam a ter confiança.”

Os bancos comerciais anunciaram, na quarta-feira, que a taxa de juro de referência no sistema financeiro reduziu de 18,5%, em Março, para 18%, no mês de Maio. O anúncio foi feito na página electrónica do Banco de Moçambique.

De acordo com a Associação Moçambicana de Bancos, a taxa aplica-se às operações de crédito contratualizadas (novas, renovações e renegociações) entre as instituições de crédito e sociedades financeiras e os seus clientes.

Para se chegar à taxa final aplicada aos clientes, adiciona-se a taxa de referência (prime rate) a uma margem (spread) que será adicionada ou subtraída à prime rate, mediante a análise de risco de cada categoria de crédito ou operação.

O anúncio é feito no quadro da implementação do Acordo sobre o Indexante Único do Sistema Bancário Moçambicano, que prevê que os bancos anunciem o indexante único, o prémio de custo e a prime rate a vigorar em todos os meses.

O CEO da Total Energies disse a analistas, na quarta-feira, que está para breve a retoma das obras do seu projecto de gás natural liquefeito em Palma. A expectativa é que as obras sejam relançadas no meio deste ano, ou seja, entre Junho e Julho.

Agências especializadas em informações sobre energia estão a noticiar que o CEO da Total Energies, Patrick Pouyanne, disse a analistas do sector, nesta quarta-feira, que estão em curso demarches para que o projecto de exploração e liquefação de gás natural em Afungi, no distrito de Palma, seja retomado o mais tardar no meado do presente ano, ou seja, entre Junho e Julho.

O projecto, que resulta de um investimento de mais de 20 mil milhões de dólares, foi interrompido por força maior, devido a ataques terroristas a Palma em Abril de 2021, mas esforços para estabilizar a região foram levadas a cabo pelo Governo de Moçambique e os seus parceiros internacionais, tendo garantido que a situação esteja já controlada há alguns anos, o que oferece segurança para que haja retoma em Afungi.

A empresa tem já garantidos pelo menos 15 mil milhões de dólares para financiar o projecto, quase 5 mil milhões dos quais foram garantidos em Março, com a confirmação dada pelo Export and Import Bank dos Estados Unidos da América.

Em Janeiro, Patrick Pouyanne e Daniel Chapo reuniram-se em Maputo, onde a multinacional francesa reconfirmou o seu interesse em rapidamente retomar o seu projecto de exploração de gás natural.

O projecto da Total Energies deverá garantir, numa primeira fase, a exploração e liquefação de quase 13 milhões de toneladas métricas por ano, que facilmente poderão ser expandidas nos anos seguintes para mais de 43 milhões.

Nos primeiros três meses do ano, o Moza Banco registou um resultado líquido positivo de 4 milhões de meticais, que de acordo com o banco comercial significa uma melhoria em 51,6 milhões, face ao período homólogo de 2024. 

“O banco melhorou, igualmente, os indicadores de liquidez (43,23%) e manteve o rácio de solvabilidade acima dos limites regulamentares”, refere o banco que diz ter disponibilizado no período um crédito total de 463,8 milhões de meticais.

De acordo com o Presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, Manuel Soares, citado no comunicado de imprensa, os resultados positivos demonstram a capacidade do banco de adaptação, mesmo em contextos complexos do país.

Porém, no exercício de 2024, o banco fechou com um resultado líquido negativo de 103,8 milhões de Meticais, situando-se muito próximo do ponto de equilíbrio, devido a efeitos extraordinários e exógenos que marcaram o período.

“Ainda assim, os indicadores de solvabilidade e liquidez mantêm-se robustos, com um rácio de solvabilidade de 15,81% e um rácio de liquidez de 37,14%, ambos acima dos mínimos regulatórios”, refere o banco comercial na nota.

O Moza Banco registou um resultado operacional de 1.178 milhões de Meticais em 2024, um ano marcado por desafios conjunturais, incluindo a manutenção das reservas obrigatórias e instabilidade sócio-económica por um longo período.

O volume de depósitos no banco aumentou 16%, correspondentes a 6,8 mil milhões de Meticais e aumento de clientes de 8%, ou seja, para 261.864. No período em análise, o banco concedeu 3,8 mil milhões de meticais em crédito.

“Durante o ano de 2024, o Moza Banco reafirmou-se como o 5º maior banco do país, com quotas de 6,39% em activos e crédito e 6,69% em depósitos”, refere o banco comercial em comunicado de imprensa enviado ao “O País”.

+ LIDAS

Siga nos