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O País – A verdade como notícia

Cabo Delgado já não regista ataques terroristas desde Agosto último, altura em que Forças de Defesa de Moçambique e da República do Ruanda lançaram uma operação militar conjunta  de combate ao grupo armado instalado na província há cerca de quatro anos, mas, até ao momento, ainda não sabe quando a multinacional francesa Total irá retomar o projecto de exploração de gás na bacia do Rovuma, que foi interrompido em Março deste ano, depois do assalto à vila de Palma.

“Só depois das condições de segurança estiverem garantidas, voltaremos a contactar os investidores para desenhar um novo cronograma de retomada do projecto de gás na bacia de Afungi, por enquanto as atenções estão viradas à normalização da situação nos distritos afectados”, prometeu Max Tonela, ministro dos Recursos Minerais e Energia, durante a sua visita à zona norte de Cabo Delgado.

Devido aos ataques terroristas, continuam incertezas sobre as datas da retomada da Total, que foi concessionada à área 1, cujo início da exploração de gás estava previsto para 2024, entretanto, apesar da insegurança, a ENI, a multinacional italiana, que ocupou a área 4, continua normalmente a construir a sua plataforma no alto mar e, segundo previsões, deverá entrar em funcionamento em 2022.

“O projecto da Plataforma flutuante está a correr de acordo com o programado e, segundo informações, a sua construção está em quase noventa por cento de execução”, esclareceu Max Tonela, ministro dos Recursos Minerais e Energia.

Já arrancou a sessão de julgamento que vai ouvir a amiga de Sérgio Namburete, Inês Moiane, mas antes o Tribunal discute questões prévias com requerimentos.

O advogado Isálcio Mahanjane pede nulidade da audição de Bruno Langa pelo facto de o seu advogado denotar falsas qualidades e o Ministério Público não concorda com a revogação da audição do réu Bruno Langa, justificando com o facto de o pedido estar fora do prazo.

Ainda nas questões prévias, Alexandre Chivale pede a não divulgação da audição de Inês Moiane e o Ministério Público diz que não se pode recuar a uma decisão já tomada pelo Tribunal.

A Ordem dos Advogados, na condição de assistente, diz que a agremiação tem estado a acompanhar o processo e já solicitou informações sobre Paulo Nhancale. Ele não está inscrito como advogado, mas a Ordem solicitou que o IPAJ se pronunciasse, pois a lei permite que técnicos jurídicos defendam alguém.

Sobre a nulidade da audição de Bruno Langa alinha com o Ministério Público de que é extemporâneo o pedido do advogado Isálcio. Quanto à transmissão da audição da ré Inês Moiane, a Ordem dos Advogados diz ser uma matéria que já mereceu a decisão do Tribunal pelo que vai ser divulgada.

Representado pela ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, Augusta Maíta, Moçambique participa no IV Fórum Internacional da Indústria Pesqueira na Rússia, de hoje até sexta-feira. No evento, será debatido o impacto da COVID-19, os novos desafios para a indústria das pescas e sua regulamentação, concorrência e principais tendências no desenvolvimento socioeconómico e político da indústria da pesqueira e aquacultura.

Para além de participar do evento, a ministra poderá manter encontros com entidades públicas e privadas, tendo como objectivo divulgar as potencialidades do país e atrair o investimento russo para o sector das pescas e na exploração das infraestruturas do sector.

Em comunicado de imprensa, o Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas diz que “é intenção de Moçambique expandir o mercado de exportação de produtos da pesca para a Rússia e explorar a possibilidade de estabelecimento de acordos de cooperação em matérias de formação pesqueira, indústria naval, padrões hígiossanitários de pescado e biossegurança dos animais aquáticos”.

A deslocação da governante para aquele país surge em resposta a um convite formulado pela Embaixada da Federação Russa em Moçambique.

O mercado imobiliário africano poderá recuperar-se dos efeitos da pandemia da COVID-19, no primeiro trimestre de 2023. Quem o diz é Malcolm Horne, CEO da Broll Group, a maior firma fornecedora de serviços imobiliários no continente.

Malcolm Horne, que participa na décima segunda edição do Africa Property Investment (API) Summit 2021, de 6 a 10 de Setembro, acredita que a melhoria no sector imobiliário se deverá, em parte, à experiência com o mercado.

Por outro lado, Horne aponta o processo de vacinação contra a COVID-19 como uma porta de esperança, para a abertura do ambiente económico, que se encontra fragilizado desde a eclosão da pandemia da COVID-19 em 2020.

“O nosso sucesso é construído com base num conhecimento e experiência aprofundados e assente numa compreensão tangível dos mercados locais em toda a África. Tal permite-nos oferecer soluções imobiliárias de ponta, baseadas em serviços imobiliários estratégicos e totalmente integrados”, disse Malcolm Horne.

No entanto, isso não basta e Malcolm Horne acrescenta que “na qualidade de fornecedor líder de soluções imobiliárias, estamos atentos na implementação do processo de vacinação em África e a respectiva recuperação económica em todo o continente”.

O empresário não pára por aí. Aponta, igualmente, a importância da tecnologia para a dinamização do sector imobiliário, sobretudo para o aumento das receitas e activos no âmbito de um mercado sustentável.

Entretanto, Malcolm Horne é cauteloso nas suas projecções, afirmando que “não acho que teremos necessariamente a mesma tendência que se observa nos países do primeiro mundo, em que a maior parte dos empregos perdidos devido à COVID-19 será em larga medida recuperada até ao final do ano de 2023”.

O empresário imobiliário sabe que o restabelecimento de emprego no sector será um dado importante e impulsionador da recuperação global, no geral. Por isso, sugere que o sector esteja devidamente preparado para responder aos desafios do mercado.

Para o ânimo que se pretende no sector imobiliário, Malcolm Horne propõe em que subsectores imobiliários os investidores devem dedicar a sua maior atenção.

“Os verdadeiros desafios encontram-se nos escritórios, no retalho e nos hotéis. No caso do retalho, o sector continua a atrair investimentos. Houve grandes retalhistas a saírem de alguns mercados africanos, mas, se olharmos para a tendência internacional, um grande número de proprietários investiu efectivamente em retalhistas para garantir o seu relançamento”, observou Malcolm Horne.

O empresário prossegue: “observámos uma tendência semelhante em África relativamente ao ressurgimento do interesse dos investidores locais no sector retalhista”.

O representante da maior firma de serviços imobiliários de África disse, entretanto, que nem vai mal, até porque houve boa parte de subsectores imobiliários que se deu ou se tem saído bem antes e durante o período da crise sanitária em que o mundo se encontra.

“Os vencedores óbvios são a indústria, os centros de dados e o estilo de vida, este último focado no bem-estar e na vida saudável, bem como nos cuidados de saúde. Estes saíram-se muito bem. Se compararmos com África, também eles se saíram igualmente bem no continente”

Horne revela optimismo quanto ao futuro do sector imobiliário em África, até porque a firma que representa está com olhos postos no fortalecimento do núcleo do negócio e torná-lo cada vez mais resiliente e flexível.

Malcolm Horne não esconde incertezas sobre a trajectória do continente em relação ao avanço de vacinação contra o novo Coronavírus. Em África, o número de pessoas vacinadas ainda está longe do desejado, porém a esperança é a última a morrer.

“Esperamos que, no primeiro trimestre de 2023, os problemas de oferta e procura de vacinas tenham sido amplamente resolvidos, para que consigamos ganhar impulso em todo o continente no âmbito da campanha de vacinação”, assim deseja Malcolm Horne.

“Isso será positivo e marcará o início de uma aceleração da actividade económica. É crucial que os confinamentos não sejam instituídos novamente e é, por isso, que uma distribuição bem-sucedida da vacina é tão crucial”, sublinhou.

Para Horne, a décima segunda edição do Africa Property Investment (API) Summit 2021 tem o potencial de atrair um leque de “stakeholders”, entre investidores, compradores, fornecedores de serviços e financiadores.

Neste evento, Moçambique e a República Democrática do Congo merecerão destaque, uma vez que, nestes países, o mercado imobiliário é cada vez mais emergente.

Segundo um balanço divulgado pela Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX, IP), a 56ª Edição da FACIM, que decorreu em Ricatla, distrito de Marracuene, de 30 de Agosto a 5 de Setembro, sob o lema “Industrialização, inovação e diversificação da economia nacional”, teve 569 expositores nacionais, contra 1550 projectados em formato virtual, e 309 em formato presencial contra a projecção de 225, perfazendo um total de 878.

Quanto aos expositores estrangeiros, as estatísticas da FACIM apontam para 19 participações em formato virtual contra 24 projectados e 25 em formato presencial, o que totaliza 44. Treze países participaram da feira, sendo 4 em formato virtual (Brasil, Coreia do Sul, India e Zimbabwe) e 9 presencialmente (Africa do Sul, Tanzânia, Portugal, Espanha, Franca, Itália, Grécia, Finlândia, Reino Unido), contra uma projecção de 24.

Já em relação ao número de visitantes, a FACIM 2021 teve 22314 participantes virtuais (contra a projecção de 70 000) e 5400 presenças físicas (contra 5250 projectados).

O relatório do balanço da FACIM refere que no âmbito da implementação do Plano de Emergência face a Pandemia da COVID-19, o evento contou com uma brigada de saúde para testagem da COVID-10 e vacinação (2ª dose) tendo sido testados 315 visitantes e expositores e vacinados 32 pessoas (note-se que não foi registado nenhum caso positivo).

“Das várias iniciativas inovadoras desta edição, destaca-se a realização de uma réplica da FACIM, a nível das províncias e a sua transmissão em directo através da plataforma virtual, o que contribuiu para uma ampla exposição das potencialidades económicas de cada província, bem como, o seu potencial exportável. Destaca-se igualmente como aspecto inovador, a participação do Sector Empresarial do Estado, num pavilhão personalizado onde foram expostos os serviços e projectos estruturantes de cada empresa”, lê-se do documento.

 

BOLSAS DE CONTACTO E PARCEIRAS

O balanço da FACIM 2021 indica a realização de um total de 622 bolsas de contacto nos diversos domínios, dos quais resultaram em 24 intenções de parcerias por firmar o mais breve possível, com destaque para a Empresa Joaquim Chaves e a empresa Okanga, cujo objecto consiste numa parceria para fornecimento de material hospitalar e conexo; a Agência do Vale do Zambeze e a empresa OLAM, cujo objecto consiste firmação de parceria no domínio do processamento e escoamento de produtos agrícolas e comercialização do arroz nos mercados das províncias de Tete e Maputo.

A nível da Província de Maputo foram manifestados interesses nos seguintes domínio de exploração de minas de calcário pela empresa turca (Grupo Limak Cimento); investimento na área de agricultura (produção de uvas) e agro-processamento pela empresa sul-africana ASK-X; e estreitamento de parcerias entre a empresa Dugongo Cimento e as empresas provedoras de serviço no âmbito do conteúdo local; interesse no estabelecimento de parceria entre o IPEME e o BCI-Banco Comercial de Investimento na área de desenvolvimento de microcrédito com vista a potenciar as Pequenas e Médias Empresas (PME’s) no âmbito do conteúdo local; manifestação de interesse do Fórum Nacional da Pecuária (FONAPE), associação de criadores de gado, em firmar parceira com a APIEX, IP na implementação do plano de desenvolvimento e rentabilização da zona de agropecuária na FACIM, com vista a realização de eventos promocionais (feira de gado, leilões) incluindo acções de capacitação técnica aos profissionais do sector; além da assinatura de Memorandos de Entendimento entre o Ministério da Indústria e Comércio e várias instituições.

Ainda nesta edição foi testemunhado o lançamento da MozParks, empresa holding o Parque Industrial de Beluluane, um consórcio de gestão público-privado criado com objectivo de promover a expansão de Parques Industriais, Zonas Económicas Especiais, Zonas Francas Industriais e Polos Industriais.

O Banco de Moçambique manteve a taxa única de referência, prime rate, em 18.9 por cento, a vigorar no mês de Setembro em curso. Passam cinco meses que a taxa não sofre alterações. A informação foi avançada pela Associação Moçambicana de Bancos (AMB).

A última vez que o Banco de Moçambique (BM) alterou a taxa única de referência para empréstimos bancários, foi em Março, altura em que esta estava situada em 17.8 por cento.

A prime rate do sistema financeiro moçambicano é a taxa única de referência para as operações de crédito de taxa de juro variável.

Aos 18.9 por cento junta-se uma margem designada “spread” que será adicionada ou subtraída à prime rate, mediante a análise de risco de cada operação de crédito, que o cliente solicita à entidade financeira.

Num comunicado de imprensa, a Associação Moçambicana de Bancos apontou que o “spread” a ser aplicado pelas instituições de financeiras para concessão de crédito aos clientes varia entre 1 e 10 por cento.

Por exemplo, para os Bancos Comercial de Investimentos e Millenium BIM, a margem para empréstimos de consumo está situada em 4.5 por cento e 4.75 por cento para habitação, em 4.5 e 1.2 por cento para empréstimos de cosnsumo, respectivamente.

Apesar da definição da margem, a concessão de financiamento é sujeita à análise de risco interna de cada banco, de forma a aferir a capacidade de endividamento do mutuário.

Cada banco reserva-se o direito de aplicar condições adicionais distintas destas, em função do perfil de risco, historial comercial, creditício e eventuais protocolos celebrados com o cliente, particular ou institucional.

O grau de cobertura do cliente e o tempo de relacionamento comercial em todas as categorias de crédito, pode variar em função da avaliação de risco a ser efectuada por cada banco.

A produção de carvão por parte da mineradora Vale Moçambique, no segundo trimestre do ano corrente, registou um incremento de 92% em relação ao trimestre anterior, situando-se em 2,1 milhões de toneladas.

Conforme o Relatório Financeiro e de Produção da Vale Moçambique, traduzido num comunicado de imprensa emitido pela mineradora, durante o segundo trimestre de 2021, a Vale esteve perto de duplicar os níveis de produção de carvão, comparativamente aos primeiros três meses de 2021.

No que concerne ao transporte de carvão, a empresa movimentou 1.9 mil milhões de toneladas, correspondente a um crescimento de 83%, em relação ao trimestre anterior. Contudo, a produção e transporte de carvão foram afectados pela conclusão tardia do processo de manutenção das plantas de processamento na Mina de Moatize e o regimento de confinamento, por conta da pandemia da Covid-19.

“O transporte de carga geral atingiu a marca de 126 mil toneladas, o que representa um crescimento de 65%, em relação aos primeiros três meses de 2021, mesmo tendo sido impactado pelas obras de manutenção da linha férrea, ligando Nkaya e Blantyre (no Malawi) e pela redução do comércio internacional associado ao Coronavírus”, lê-se no documento.

No período em análise, o Relatório Financeiro e de Produção da Vale refere que a empresa transportou cerca de 55 mil passageiros, representando um crescimento de 17%, em relação ao primeiro trimestre deste ano. O aumento do volume de passageiros está relacionado com a retoma gradual da actividade económica, face aos receios da COVID-19.

Ainda de acordo com a mesma fonte, com a venda do carvão, no segundo trimestre, a empresa arrecadou USD 168 milhões, que correspondem a um aumento de mais USD 56 milhões, em comparação com o primeiro trimestre.

Refira-se que a Vale está empenhada em deixar uma operação competitiva ao mesmo tempo em que trabalha para assegurar uma saída responsável em Moçambique, procurando um investidor que possa salvaguardar os interesses de todas as partes. A saída da Vale do negócio de carvão em Moçambique está em linha com o foco da empresa em tornar-se carbono neutro até 2050 e em reduzir em 33% as suas emissões até 2030.

Segundo o inquérito Purchasing Managers Index (PMI) do Standard Bank Moçambique, as condições das empresas deterioraram-se em Agosto, devido ao maior aperto nas regras de confinamento provocado pelo aumento dos casos da COVID-19. A pesquisa refere que a economia do sector privado moçambicano sofreu um declínio no mês em análise.

As conclusões do PMI do Standard Bank Moçambique indicam que a produção e novas encomendas desceram pela primeira vez desde Março. O número de postos de trabalho aumentou a um ritmo mais lento ainda que a confiança nas empresas se tenha mantido forte.

O PMI revela que, em Agosto, o índice de produção na economia moçambicana foi afectado, rompendo uma sequência de quatro meses em constante crescimento, o mais acentuado desde o início de 2021, em todo o sector privado. O sector da construção foi o único a conhecer um aumento geral. As empresas associaram a redução à restrição das medidas de combate à COVID-19, incluindo o recolher obrigatório, encerramento temporário das empresas e a proibição de aglomerações.

Com a entrada em vigor das novas regras de confinamento, a economia nacional registou uma descida do volume de novas encomendas no mês de Agosto último. O facto foi assinalado pelo respectivo índice de novas encomendas, corrigido de sazonalidade, que ficou abaixo do limiar neutro de 50,0, igualmente, a mais acentuada dos últimos sete meses. Ao nível dos sectores, as novas encomendas foram as mais afectadas nas empresas de fabrico, com a agricultura e os serviços a sentirem, igualmente, um declínio. Em contraste, a procura aumentou no sector da construção e do comércio por grosso e a retalho.

Com a redução das vendas totais em Agosto, as empresas moçambicanas conseguiram gerir melhor os volumes em atraso. Tal resultou no declínio do trabalho pendente pelo quarto mês consecutivo, o registo mais rápido desde Junho de 2020. Tendo isto em conta, algumas empresas afirmaram que, devido às restrições impostas pela COVID-19 e atrasos por parte dos fornecedores, não conseguiram finalizar algumas encomendas.

Embora mantendo-se acima do nível de 50,0, o índice de emprego corrigido de sazonalidade assinalou um crescimento muito mais lento do número de empregos do que em Julho. Para além disso, o ritmo de criação de emprego atingiu o número mais baixo dos últimos quatro meses, sendo que as empresas o associaram à redução de novos trabalhos devido às medidas impostas contra a COVID-19. Os sectores da construção, dos serviços e do comércio por grosso e a retalho registaram um ligeiro aumento no emprego em comparação com o período do inquérito anterior, sendo que os sectores da agricultura e do fabrico registaram nova descida.

As descidas em termos de produção e novas encomendas coincidiram com uma nova descida da actividade de aquisição no sector privado moçambicano. Para além disso, a taxa de descida foi a maior registada desde Janeiro, ainda que globalmente moderada. As empresas que sentiram uma redução nas aquisições relacionaram esta situação à quebra do número de clientes e aos esforços de redução dos níveis de stock.

A redução na procura de meios de produção contribuiu para uma melhoria da eficiência dos fornecedores a meio do terceiro trimestre. Os prazos de entrega foram novamente reduzidos, embora no nível mais pequeno dos últimos cinco meses. Contudo, o desempenho dos fornecedores aumentou de forma contínua durante um ano, sendo a sequência mais longa desde a última vez, que aconteceu em Abril de 2019.

Os stocks de aquisições das empresas moçambicanas diminuíram em Agosto, pondo fim a um período de quatro meses de acumulação de stock. Para além disso, o ritmo com que os inventários foram reduzidos foi o mais rápido em quase um ano. Os membros do painel atribuíram maioritariamente esta situação à perda de vendas devido às restrições mais apertadas.

A inflação dos preços sobre os meios de produção caiu drasticamente em Agosto após o registo de máximo dos últimos 27 meses do mês de Junho. O último aumento dos preços foi modesto e mais suave do que a média observada na actual tendência de inflação de nove meses. Embora as empresas tenham continuado a sentir o aumento dos custos associados à escassez de fornecimento, as pressões inflacionárias foram aliviadas por causa de uma redução na procura de meios de produção e nos salários do pessoal. Nos cinco sectores acompanhados, a construção foi a única a sentir uma redução nos preços globais dos meios de produção.

A redução dos preços de aquisição de meios de produção levou a que os fornecedores limitassem os preços durante o mês de Agosto, originando nova descida nos custos de aquisição gerais. A queda foi a primeira registada desde Novembro de 2020. As empresas de agricultura, fabrico e serviços sentiram uma nova diminuição dos preços de aquisição ao longo do mês.

Pela segunda vez em três meses, o índice de custos com pessoal corrigido de sazonalidade ficou abaixo de 50,0 em Agosto, valor este que indica ausência de alterações. Os registos apontam para uma diminuição dos salários no sector privado, situação que os membros do painel atribuem à redução das cargas de trabalho. Embora ligeiro, o ritmo da diminuição foi o mais rápido desde o primeiro mês do ano.

Com o alívio das pressões relativas aos custos, menos empresas aumentaram os seus encargos com a produção durante o mês de Agosto, sendo que a taxa de inflação geral abrandou desde o valor máximo de Junho. Além disso, algumas empresas indicaram a redução dos preços devido à menor procura. Os preços de venda desceram nas empresas ligadas ao fabrico e aos serviços, mas continuaram a subir nos setores da agricultura, construção e comércio por grosso e a retalho.

O índice de produção futura desceu pelo segundo mês consecutivo em Agosto, indicando uma previsão de actividade ligeiramente menos optimista para os próximos 12 meses. No entanto, o optimismo geral permanece intacto e acima da tendência média a longo prazo da série. As empresas mostraram ter grandes expectativas de que as restrições impostas pela COVID-19 sejam aliviadas e de que as condições económicas se recuperem rapidamente.

Expositores dizem que conseguiram vender os seus produtos e serviços, assim como firmar parcerias na FACIM 2021, apesar das restrições impostas pela COVID-19. Nesta edição, também houve premiação de melhores expositores.

A 56ª edição da Feira Internacional de Maputo decorre sob restrições impostas pela pandemia da COVID-19, o que terá influenciado na redução do número de expositores, assim como de visitantes quando comparado com os outros anos.

Ainda assim, os poucos que lá estiveram dizem ter alcançado resultados positivos. “Tivemos a possibilidade de firmar parcerias concretas em várias áreas. Por exemplo, o arroz, que nós lançámos, que estava disponível na Zambézia, muito em breve estará nos supermercados da Cidade de Maputo, como resultado desta FACIM, para além de outras empresas nossas que estão a fazer parcerias concretas”, referiu Roberto Albino, director-geral da Agência do Zambeze.

E, porque o contexto é mesmo da pandemia e exige-se mais prevenção, há empresas que expuseram os produtos de desinfecção e dizem ter sido muito procurados. “Estamos a reinventar-nos, levámos para FACIM produtos que achamos que os clientes podem estar interessados, principalmente aqueles que têm a ver com a desinfecção. Sabemos que precisamos de nos proteger, tendo uma higiene extra e o pessoal está a aderir. Estamos a fazer parcerias, a entregar cartões-de-visita panfletos e há e-mails a entrar, então as coisas estão a andar”, observou Nairo Chicombo.

A 56ª edição da FACIM premiou, igualmente, instituições públicas e privadas que se destacaram na exposição dos seus produtos. O Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas é uma delas.

“A premiação é fruto de muita entrega dos nossos colegas e direcção do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, em relação ao trabalho que temos feito, sobretudo da FACIM. Acabámos de lançar em Tete uma actividade do PRODAPE que está a ter um bom rumo, graças à entrega dos colegas”, agradeceu o vice-ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas, Henrique Bongece.

O Grupo Lin puxou para si o prémio de “Empresa Revelação” e anunciou mais novidades. “É muito gratificante no momento em que estamos, da pandemia, termos um prémio deste nível. É sinal de muito empenho. O Grupo Lin trouxe para FACIM todas as áreas que está a implementar. Temos a Lin Limpezas, desinfecção, medicare, ambulâncias e este penúltimo é uma clínica com várias especialidades”, revelou Atifa Atuale, directora executiva do Grupo Lin.

A FACIM deste ano conta com a participação de empresas estrangeiras, também premiadas como melhores expositores.

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