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Detidos sete  indivíduos acusados de rapto em Gaza

Dois polícias e cinco civis estão detidos por suspeitas de terem raptado e assassinado um empresário de 36 anos de idade, em Chókwè, província de Gaza. O grupo terá exigido à família da vítima 2 milhões de Meticais de resgate. 

Cerca de duas semanas depois de ter sido raptado em Chókwè, o empresário de origem indiana, de 36 anos de idade, foi encontrado morto em Chivongoene, no distrito de Guijá, na província de Gaza.

“No passado dia 16 de Março foi possível neutralizar estes três indivíduos nas suas residências e desta neutralização foi possível identificar-se a residência que servia de cativeiro e também a identificação onde teriam ocultado ou sonegado o corpo da vítima na localidade de Chivongoene, no distrito de Guijá”, disse o porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal em Gaza, Zaqueu Mucambe.

Segundo os peritos, que não avançam detalhes da operação, o corpo da vítima foi encontrado com sinais de agressão.

“A exumação e autópsia é mesmo com vista a determinar as causas da morte, visto que a equipa de medicina legal ainda não trouxe um relatório cabal para determinação (…) os familiares reconheceram o corpo que teria sido raptado no passado dia três do ano corrente”, explicou.

Para os trabalhos de investigação, foram detidos sete indivíduos, entre eles dois agentes da polícia afectos ao Comando Distrital de Guijá, alguns agentes económicos, mecânicos e transportadores interdistritais.

“Os primeiros quatro detidos já se encontram em prisão preventiva, com a situação legalizada na penitenciária provincial de Xai-Xai (…) existem dois agentes da Polícia da República de Moçambique, mas sabemos que a responsabilidade criminal é individual. Em termos de conduta somos todos diferentes e estes preferiram esta acção motivados por uma ambição desmedida (…) com certeza haverá responsabilidade criminal e disciplinar se comprovado seu envolvido”, sentenciou.

Os indiciados têm idades que variam entre 32 a 45 anos de idade. Todos eles negam o seu envolvimento no crime. “Eu vendo chinelos no mercado de Chókwè (…) não sei de que crimes me acusam. E não tenho nada a ver com esse assunto. A polícia encontrou-me na saída do trabalho e começaram a balear no ar e levaram-me até aqui”, avançou um dos indiciados.

Outro indiciado disse que estava detido “por causa de um telemóvel supostamente roubado e usado num crime, o resto não posso falar”, conclui. Já o terceiro integrante, que se supõe ser agente da PRM, não aceitou prestar declarações à imprensa.

De acordo com o SERNIC, os indiciados traziam consigo armas de fogo na altura da sua detenção, documentos falsos e duas viaturas supostamente usadas durante o rapto. 

O empresário foi raptado no dia 3 de Março quando saia da sua loja, na zona comercial de Chókwè, província de Gaza, e depois morto e sepultado. 

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