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Daniel Chapo felicita pessoalmente os Mambas

O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou pessoalmente a selecção nacional pela histórica participação no Campeonato Africano das Nações de Marrocos, onde alcançou a primeira

Daniel Chapo felicita pessoalmente os Mambas

O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou pessoalmente a selecção nacional pela histórica participação no Campeonato Africano das Nações de Marrocos, onde alcançou a primeira

O Ferroviário da Beira e a Associação Black Bulls, respectivamente campeão nacional e vencedor da Taça de Moçambique, vão usar o Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) para as Afrotaças, na edição 2024/25. O estádio é o único aprovado pela CAF no país para acolher jogos internacionais.

Já são conhecidos os estádios que vão acolher os jogos das Afrotaças 2024-2025. A Confederação Africana de Futebol, CAF, divulgou a lista de todos os estádios aprovados para a Liga dos Campeões Africanos e Taça Nelson Mandela, também conhecida como Taça CAF.

Os campos dos representantes moçambicanos nas Afrotaças, Ferroviário da Beira e Associação Black Bulls, não fazem parte da lista. Nesse sentido, as duas equipas deverão usar o Estádio Nacional do Zimpeto, tal como aconteceu no ano passado com a União Desportiva do Songo e Ferroviário de Maputo.

É que o Estádio Nacional do Zimpeto é o único estádio aprovado pela Confederação Africana de Futebol para acolher sob sua égide nesta edição das competições africanas de clubes.

Os adversários das equipas moçambicanas, Mbabane Swallows de eSwathini e Alizé Fort da República Democrática do Congo, viram os seus campos a serem reprovados pelo organismo que gere o futebol africano.

Os dois clubes equacionam a possibilidade de efectuarem os dois jogos, da primeira e segunda mão, no Estádio Nacional do Zimpeto. Os jogos da primeira eliminatória de acesso à fase de grupos estão agendados para entre os dias 16 e 18 de Agosto (primeira “mão”) e 23 e 25 do mesmo mês (a segunda mão).

Esta segunda-feira, veio a confirmação do término de licenciamento dos dois clubes para as competições africanas, num processo que foi remetido em Junho passado junto à Comissão de Licenciamento de Clubes da CAF.

A CAF aprovou um total de 11 estádios. A África do Sul e o Marrocos são os países com maior número de estádios aprovados pelo organismo.

Moçambique é campeão mundial de Tang Soo Do. A proeza foi feita nas provas que decorreram no Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos da América entre 12 e 13 de Julho corrente.

Moçambique consagrou-se o Grande Campeão do Mundo na divisão Cinturões Negros Seniores atravês de Edson Roberto de Noronha e na divisão de Cinturões a Cores Veteranos por Titos Munhequete, ambos na escola Temporario’s Tang Soo Do.

Na sua prestação colectiva, a selecção participou na Categoria de Demonstração e Criatividade obtendo o 4° lugar, enquanto que na Cerimónia de Promoção de Mestres, o Mestre Cláudio Temporário, actual Presidente da Associação Moçambicana de Tang Soo Do, foi promovido ao nível de Mestre Sénior do 5° Dan.

Ao todo foram 37 medalhas conquistadas por Moçambique no Mundial dos Estados Unidos da América, nomeadamente 14 de ouro, 14 de prata e 9 de Bronze.

Para além de Edson Roberto de Noronha que teve três medalhas de ouro na divisão de Cinturões Negros Seniores, outros atletas moçambicanas que conquistaram o ouro foram Marcos Perreira e Fábio Afonso, que arrecadaram duas medalhas.

Com o prata ficaram Martin Pereira (duas), Yangalane Walle, Lério Cunha, Fábio Afonso e Kleider Lemos (uma medalha cada), enquanto com a medalha de broze ficaram Michael Lee e Lério Cunha (duas cada), Yangalane Walle, Martin Pereira e Kleider Lemos (uma medalha cada).

Na divisão dos Cinturões a Cores Veteranos onde Titos Munhequete foi o grande vencedor ao arrecadar três medalhas de ouro, Naira Lemos conquistou duas medalhas de ouro e uma de prata, Dishita Patel venceu uma medalha de ouro, outra de prata e mais uma de bronze, Joaquim Tamela teve uma de ouro e outra de prata, Alfredo Matavele teve duas de prata, mesmo número que Shubh Patel obteve, adicionando a mais uma de bronze.

No Quadro de Honra foi distinguido como Instrutor do Ano da World Tang Soo Do Association, o instrutor Michael Lee, da escola Mumemo Dojang em Marracuene.

A maior parte da delegação moçambicana que esteve neste Campeonato do Mundo de Tang Soo Do nos Estados Unidos da América desembarca no país na quinta-feira, pelas 10h.

Caso Guilherme Malagueta poderá ser levado ao Gabinete Central de Combate à Corrupação. O árbitro é acusado de ter recebido 100 mil meticais para favorecer o Textáfrica de Chimoio, no jogo contra a Associação Black Bulls, partida que terminou em escaramuças. A Liga Moçambicana de Futebol já está a investigar o caso, para depois encaminhar aos órgãos de Justiça.

O jogo entre o Textáfrica e Associação Black Bulls, referente à décima jornada do Moçambola, continua no centro das atenções. A partida foi marcada por actos de violência praticados pelos adeptos dos “fabris” do Planalto, que reclamavam a má actuação da equipa de arbitragem, chefiada por Guilherme Malagueta, por este, supostamente, não ter assinalado uma grande penalidade a favor da sua equipa.

A situação levou a Polícia da República de Moçambique a recorrer a gás lacrimogénio para dispersar os adeptos, tendo, em consequência disso, havido feridos, entre eles jornalistas. Depois dos acontecimentos, a Liga Moçambicana de Futebol convocou uma reunião de emergência com a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol, CNAF, e os 12 clubes que participam na prova, a fim a de analisar o assunto.

Através deste comunicado, a LMF fez saber que caso se constate a existência de matéria de índole criminal, endossará o respectivo expediente ao Gabinete Central de Combate à Corrupção.

Num outro comunicado, tornado público depois da sessão ordinária realizada na quarta-feira, 10 de Julho, que tinha em vista, mais uma vez, analisar os acontecimentos de Chimoio, o delegado da partida indica, no seu relatório, que, depois do jogo, o presidente do Textáfrica, Alfredo Dézima, exigiu a devolução do valor de 100 mil meticais ao árbitro do encontro, Guilherme Malagueta. O valor em causa foi pago a título de suborno para facilitar o resultado. No entanto, o clube nega qualquer envonvimento no caso de corrupção.

O Conselho de Disciplina da LMF entende que há necessidade de se apurar a verdade material, pois há sanções a serem aplicadas, à luz do Regulamento de Disciplina do organismo. Nesse sentido, nomeiou uma comissão de inquérito para investigar. Gimo Patrício fala de perseguições contra a sua equipa.

Segundo Regulamento de Disciplina, no seu artigo 49 das infracções disciplinares muito graves, como é o caso da corrupção da equipa de arbitragem.

“O clube que, através das dádivas, presentes, ofertas, promessas de recompensa ou de qualquer outra vantagem patrimonial ou não patrimonial a qualquer elemento da equipa de arbitragem, obtiver uma actuação parcial daqueles por forma a que o jogo decorra em condições anormais ou com consequências no seu resultado, ou que seja falseado o bolentim do encontro será punido nos seguintes termos:

a) Baixa divisão

b) Multa de 200.00,00MT (duzentos mil meticais) a 300.00,00MT (trezentos mil meticais)

Conhecido nos meandros desportivos, o jurista e advogado Roque Gonçalves esclarece que se trata de matéria criminal e, por isso mesmo, não tem limitações da FIFA. Nesse sentido, afirma que a Procuradoria-geral da República pode investigar o caso. Para tal, o jurista sugere que a Liga Moçambicana de Futebol deve encaminhar o processo à PGR.

A Comissão Nacional de Árbitros de Futebol, através do seu presidente, Francisco Machel, promete pronunciar-se nos próximos dias, depois da conclusão do inquérito dirigido pela LMF.

A Politécnica e Ferroviário de Maputo jogam, esta sexta-feira, às 19h45, no pavilhão dos “politécnicos”,  o acesso à finalíssima da Taça Maputo Jogabets 100 Paus. O vencedor desta partida, inserida na jornada 8 da prova, vai defrontar o Costa do Sol, detentor do troféu, no duelo de decisão do título.

É pegar ou largar. Jogo de definição do segundo finalista da Taça Maputo JogaBets em seniores masculinos, jogo de elevada emoção. Interrompido em Junho último, devido ao estado escorregadio da quadra do pavilhão d’A Politécnica, o duelo entre “politécnicos” e “locomotivas” coloca, esta sexta-feira, todos os holofotes da modalidade da bola ao cesto na capital virados para o bairro central.

Onde, de resto, o vice-campeão nacional e candidato à conquista das provas em que participa  bate-se com um conjunto de “putos”  irreverentes e com total disponibilidade na quadra.

À entrada desta ronda decisiva, o Ferroviário de Maputo, vice-campeão nacional, é terceiro classificado com 17 pontos, menos um que a A Politécnica.

Pelo que os comandados de João Mulungo e Gerson Novela (Gone) têm que ganhar ou ganhar. Depois da derrota na estreia frente ao Costa do Sol, os “locomotivas” somaram por vitórias todos jogos até então realizados na Taça Maputo Jogarbets 100 Paus.  Para  ombrearem com o Costa do Sol na decisão de um título, uma vez mais, terão que se apresentar na quadra concentrados e com elevada capacidade defensiva e clarividência ofensiva.

Sem muita pressão de título e muito forte nas transições , a A Politécnica, um conjunto onde não há estrelas da companhia, tem sido um exemplo de resiliência. Pois, ao perder muitos dos seus activos época após época, o “coach” José “Matilo” Macuácua consegue montar uma estrutura que lute pelos lugares de pódio.

De tal forma que, ano passado, foi finalista da Taça Maputo JogaBets 100 Paus e, esta  temporada, colocou em sentido o Costa do Sol, detentor do troféu, adversário a quem venceu por 60-59.

Em estado de graça,  a A Politécnica  vai procurar manter o rolo compressor e chegar à vitória que abra caminho para continuar a cotar-se na bolsa do basquetebol moçambicano.

 

Comissão de gestão da ABCM repreende dois árbitros internacionais

Do futebol ao basquetebol! O fim-de-semana foi fértil em casos envolvendo arbitragens, que, regra geral, geram contestação dos treinadores e adeptos.  Na quadra, o emotivo duelo entre o Desportivo de Maputo e Costa do Sol em seniores masculinos, que terminou com a vitória dos “canarinhos” por 73-71, resultado que permitiu o seu apuramento para a finalissíma da Taça Maputo, foi marcado por reclamações por da parte dos “alvi-negros”.

É que, num dos lances da partida, a equipa de Carlos Manuel Ferro (Carlinho) contestou uma decisão dos árbitros António Sitoe (internacional) e Hermenegildo Mandevo que terão favorecido os “canarinhos” e, causa-efeito, ditado o desfecho da partida.

Tal situação não passou despercebida à Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM) que deu uma repreensão registada aos  mesmos por “erro registado no jogo realizado no dia 6/7/2024 entre o Costa do Sol e Desportivo em seniores masculinos, a contar para a 11.ª jornada da Taça Maputo Jogabets.”

Ainda no rol de repreensões registadas, a árbitra internacional Maria Liliana Bagnath foi advertida pela Comissão de Gestão da ABCM por postura incorrecta perante o treinador da equipa sénior feminino de basquetebol do Desportivo de Maputo, Lourenço Buque. A árbitra, sabe “O País”, terá se dirigido ao “coach” depois deste ter reclamado um lance por si ajuizado que prejudicava a sua formação de forma ofensiva, considerando que esta não ganha jogos.

“Queremos, desde já, afirmar que a Comissão de Gestão condena veementemente este e outro tipo de comportamentos que não abonam em nada o jogo de basquetebol, bem como a verdade desportiva, pautando por falta de deontologia profissional e desrespeito pelo próximo. E serão levadas a cabo medidas mais severas para inibir estes comportamentos por parte da arbitragem, treinadores e atletas”, adverte a Comissão de Gestão de Basquetebol da Cidade de Maputo em comunicado.

A nota refere ainda que, “assim sendo, estaremos mais atentos e comunicativos para que estas e outras situações sejam evitadas para o bem do basquetebol, e em prol da verdade desportiva que é um dos lemas desta Comissão de Gestão.”

Dique Salvador Muxanga, Ângelo Almeida Nguenha e Jonas Chochota são os árbitros moçambicanos escolhidos pela Confederação Africana de Futebol, CAF, para ajuizarem o embate entre Nigéria e Mauritânia, da segunda mão da eliminatoria de acesso à fase final do Campeonato Africano das Nações, CAN de Futebol de Praia.

Dique Salvador Muxanga será o árbitro principal do encontro que vai acontecer em Abuja entre os dias 26, 27 e 28 de Julho corrente, enquanto Ângelo Almeida Nguenha será o segundo árbitro do campo. Jonas Chochota foi designado como terceiro árbitro do encontro.

Este trio de árbitros moçambicanos junta-se a um angolano e um são-tomense na estrutura da arbitragem que vai ajuizar o embate entre Nigéria e Mauritânia. Eliano Domingos Tito Iacala, angolano, será o árbitro que vai controlar o tempo que os guarda-redes levam com a bola nas mãos, enquanto Adalberto Luís Fonseca Catambi será o comissário do jogo.

Mauritânia e Nigéria defrontam-se para a primeira mão na próxima semana em Nouakchott, numa eliminatória em que o vencedor das duas mãos qualifica-se à fase final que terá lugar ainda este ano no Egipto.

 

Moçambique acelera preparação

Entretanto, a selecção nacional de futebol de praia continua a preparar a eliminatória de acesso à fase final do Campeonato Africano das Nações, CAN de Futebol de Praia. O adversário é a Seychelles, tida como estando em crescendo, o que poderá criar dificuldades ao combinado nacional.

Nesta recta final da preparação dos “guerreiros de praia”, Saidate Mouveia tem estado a priorizar princípios de jogos, com destaque para as transições entre a defesa e o ataque com a bola no ar, os aspectos técnicos e tácticos, onde se trabalha a resistência e a entrega dos jogadores, e a organização ofensiva, com destaque para o posicionamento dos jogadores e a criação de espaços que permitam remates à baliza contrária.

Os “guerreiros de praia” realizam, nesta última de preparação treinos bidiários e Saidate Mouveia continua a trabalhar com o grosso dos pré-convocados, aos quais deverá escolher os que vão representar o país nesta eliminatória.

O vencedor desta eliminatória de duas mãos garantirá a qualificação para o CAN da modalidade, que ocorrerá este ano no Egipto. O primeiro jogo será disputado entre os dias 19 e 21 deste mês de Julho, em Vitória, capital das Seychelles, enquanto a segunda partida terá lugar entre os dias 26 e 28 do mesmo mês, provavelmente na Arena de Vilankulo, palco do CAN de 2022, onde Moçambique conquistou o quarto lugar.

Para já, Saidate Mouveia trabalha com os seguintes jogadores: Martinho Manuel, Ângelo Tomás, Bachir Mussa, Hélder Mahumane, António Namape Júnior, Júlio Manjate, Ramossete Cumbe, Rachide Simithe, Paulo Gervásio, todos do Ntsondzo FC, Gonçalves Bila, Jaime Sitoe, Yuran Malate, Hermínio Ernesto, Hélio Mahota (Vulcano), Trezenta Eduardo, Jordão Mungone (Polana Cimento), Fidel, Mário Mazuze (Polana Caniço), Nelson Manuel, Manuel Tivane (Ferroviário de Maputo), Horácio Tivane (Brera), Fábio Coana (CAP), Benedito Mulungo (Estrelas de Macaneta), João Couana July (Macaneta), Paulo Alexandre Macuacua (Chamanculo), Manuel Júnior (Mafalala), Filipe Vilanculos (Bagamoyo), e Alfredo Djedje (Costa do Sol).

Continua a dar o que falar a violência protagonizada pelos adeptos do Textáfrica de Chimoio, domingo, no campo da Soalpo, em contestação ao trabalho da equipa de arbitragem, liderada por Guilherme Malagueta, no jogo entre a formação da casa e a Black Bulls.

Entre as vítimas, há dois profissionais da comunicação, nomeadamente, Nelson Benjamim, jornalista da Tv Sucesso, que fracturou o braço direito, e José Algy, operador de câmera da TVM, que perdeu os sentidos na sequência da inalação de gás pimenta.

O Secretariado Provincial do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) condena os actos que vitimaram dois membros da classe.
Em comunicado, a agremiação diz que foi “com justificada tristeza e preocupação” que tomou conhecimento do “ferimento de jornalistas de diversos órgãos de comunicação social”.
Na nota, o SNJ lamenta ainda que Nelson Benjamim e José Algy tenham caído nas malhas da violência provocada por excesso de zelo dos membros da PRM, quando estes exerciam as suas actividades.

“Segundo relatos de testemunhas, os jornalistas sofreram ferimentos quando os adeptos do Textáfrica começaram com acções de contestação da actuação da equipa de arbitragem, tendo de seguida a Polícia da República de Moçambique (PRM) disparado granadas de gás lacrimogéneo, para, supostamente, dispersar os manifestantes, numa altura em que os profissionais da imprensa faziam o seu trabalho normal no campo. Da actuação policial, alguns jornalistas foram afectados, ora por intoxicação pelo gás lacrimogéneo, ora por queda na tentativa de escapar da violência policial que disparou a substância, indiscriminadamente, para toda a extensão do campo. Com efeito, o jornalista da TV Sucesso, Nelson Benjamim, contraiu ferimentos graves e fracturou o braço direito e o operador de câmera da TVM, Algy José, perdeu os sentidos em pleno recinto de jogos, após inalar a substância tóxica”, lamenta o Sindicato Nacional de Jornalistas.
Ainda no comunicado, o SNJ diz que um dos feridos não teve o tratamento adequado quando deu entrada no Hospital Provincial de Manica, porquanto esta unidade sanitária deparava-se com falta de gesso.

“O balanço preliminar indica que outros colegas se queixam de ferimentos de gravidade diversa em resultado das escaramuças. O SNJ condena de forma veemente o sucedido e manifesta a sua total e profunda indignação pela actuação menos cautelosa da Polícia, que sabendo que no campo também estavam profissionais em serviço, que nada têm a ver com o desenrolar do espectáculo do jogo, decidiu cair por cima de tudo e todos. A situação agravou-se quando alguns dos profissionais feridos ou afectados pelo excesso de zelo de alguns agentes da PRM não puderam ter atendimento adequado no Hospital Provincial de Chimoio, para onde foram encaminhados, uma vez que aquela unidade sanitária de referência na província de Manica, à hora dos factos, debatia-se com falta de gesso. Por isso, alguns dos jornalistas feridos estão, neste momento, abandonados à sua sorte, nas suas casas, onde buscam assistência alternativa, estando assim impedidos de desenvolver a sua função de informar o povo”.

Aos organizadores do Moçambola-2024, aos clubes e demais actores, o Sindicato Nacional de Jornalistas apela para a criação de todas as as condições de segurança nos recintos desportivos.
“Apelamos às entidades envolvidas na organização deste tipo de eventos para melhorar as condições de segurança para doravante assegurar o melhor exercício da actividade jornalística em campos de futebol, sobretudo no campo da Soalpo, onde são recorrentes escaramuças, além de dificuldades de acesso à imprensa para cobertura dos jogos de futebol envolvendo a equipa da casa”.

Já arrancou o estágio dos sete atletas moçambicanos que vão representar o país nos Jogos Olímpicos Paris 2024, a partir do dia 26 deste mês, em Paris, França. Os atletas, acompanhados dos respectivos treinadores, encontram-se na cidade francesa de Saint-Paul-lès-Dax, desde a passada quinta-feira, para cumprirem um estágio de 15 dias antes da sua participação nos Jogos Olímpicos.

Os atletas beneficiam do estágio oferecido pelo Comité Olímpico de Moçambique que pretende ver os índices de confiança elevados, para além de dar oportunidade aos mesmos de se habituarem às temperaturas daquele país europeu.

Alcinda Panguana, do boxe feminino, Deisy Nhaquile, da vela, Jacira Ferreira, do Judo, estas que conseguiram presença graças aos seus resultados, Steven Sabino, no atletismo, Tiago Muxanga, no Boxe, Denise Donelli e Matthew Lawrence, ambos na Natação, são os atletas que vão representar o país na maior competição interplanetária.

Os sete atletas estão acompanhados pelos respectivos treinadores, indicados pelas cinco federações representadas na competição.

As olimpíadas de Paris 2024 marcam os 100 anos desde a última vez que a capital francesa sediou os Jogos, e muita coisa mudou desde então. Das competições artísticas às corridas de velocidade que lançaram a lenda do filme Carruagens de Fogo, a competição de 1924 teve muitas estreias e momentos marcantes.

Cerca de 3089 atletas competiram em 126 eventos de 17 modalidades desportivas, mas agora, um século depois, os Jogos Olímpicos tornaram-se superdimensionados.

Paris 2024 terá 329 eventos de medalhas em 32 modalidades desportivas. Nos últimos cem anos, muitas provas saíram do programa olímpico e muitas outras entraram; recordes foram repetidamente quebrados e a tecnologia e as instalações evoluíram ao ponto de se tornarem irreconhecíveis.

Embora os Jogos Olímpicos de 2024 pareçam muito diferentes de edições mais distantes, estarão presentes 10 500 atletas para participarem no seu calendário desportivo.

A equipa da UP-Maputo de voleibol de sala em femininos parte, esta quarta-feira, para Macau, República Popular da China, onde vai disputar o Torneio Internacional Universitário, em representação do país. Segue viagem nesta empreitada uma delegação de 20 membros, entre dirigentes, treinadores, atletas e staff de apoio.

Representar o país condignamente é o objectivo da equipa sénior feminina de voleibol de sala da Universidade Pedagógica de Maputo, que parte esta quarta-feira, para Macau, China, onde vai participar num Torneio Internacional Universitário.

Esta terça-feira, a equipa principal realizou o seu último ensaio em solo pátrio, onde os treinadores procuraram aprimorar os aspectos técnicos e tácticos, bem como todos os sistemas de defesa e ataque, como forma de dotar as atletas de traquejo para enfrentar as adversárias que terão pela frente.

Para esta odisseia, a equipa leva 14 jogadoras que têm a missão de representar o país no Torneio Internacional Universitário. Júlia Fulaho, capitã das estudantes, diz que a equipa está preparada para esta competição, tendo em conta a experiência das suas jogadoras em outras provas internacionais.

“A equipa está muito feliz, estamos unidas e muito convictas de vencer e estamos com todo o foco para ganhar”, disse Júlia Fulaho.

Já outra atleta da UP-Maputo disse que “vamos tentar representar da melhor forma possível o país e vamos tentar colocar em prática tudo aquilo que fomos treinando neste período, para termos uma boa performance nesta prova”.

Foram muitos meses de trabalho, tendo em vista alcançar a forma necessária para atacar a prova, evento que vai juntar várias universidades do mundo.  Lourenço, treinador da equipa, assume que não foi fácil, mas tudo será feito para que a equipa esteja em condições de representar o país.

“Neste momento, a equipa está na sua melhor forma, apesar de termos uma e outra lesão. No entanto, acreditamos que, com o tipo de trabalho que elas têm estado a fazer, até a competição estarão em condições de ajudar a equipa”, disse, referindo-se às atletas que estão com mazelas.

Por seu turno, o presidente dos estudantes falou dos aspectos organizativos e logísticos. “Em termos organizacionais, temos tudo pronto para a viagem, uma vez que temos todo o material logístico organizado para esta viagem, faltando apenas a hora para nos concentrarmos e viajarmos”, disse.

Esta não é a primeira vez que a Universidade Pedagógica de Maputo participa em eventos similares.

Na manhã desta terça-feira, a equipa despediu-se do reitor da UP-Maputo, Jorge Ferrão.

Fazem parte da comitiva, liderada pelo presidente do clube, Lemos Ngovene, dezanove elementos, entre os quais atletas, treinadores e massagistas.

O conjunto será orientado por Ângelo Lourenço, treinador principal, e Délcio de Sousa Soares, assistente. Seguem para o palco da competição as atletas Joana Amome Simone, Martina Alexandre Manganhela, Júlia Lucas Fulaho, Elisa José Mwalane, Natália Rabeca Buvane, Luana Mário Monjane, Rosa Ismael Muianga, Vânia Precina José Miambo, Verónica Carloss Roque, Nádia Júlio Bango, Marlene David Muchanga, Vanessa Casimiro Muianga e Ângela Dércia Tembe.

O Baía de Pemba, por seu turno, emitiu um comunicado, esta terça-feira, em que diz sentir-se perseguido e prejudicado pelos árbitros do Moçambola. Numa nota, o clube revela que, desde a segunda jornada da prova, tem sido um alvo a abater.

O comunicado do Baía de Pemba surge depois da guerra de comunicados entre a União Desportiva do Songo e a Associação Black Bulls, em que as duas equipas trocavam acusações sobre supostos esquemas de viciação de resultados envolvendo árbitros.

Numa nota tornada pública na página oficial do clube, o Baía de Pemba diz sentir-se perseguido e prejudicado pelos árbitros do Moçambola, tomando como exemplo o jogo diante do Ferroviário de Nampula, referente à décima jornada, no domingo.

Na referida partida, o clube entende que a equipa de arbitragem chefiada por Wilson Muianga foi tendenciosa, facto que condicionou o resultado final. Mas não pára por aí. O Baía de Pemba revela, na mesma nota, que tem sido prejudicado desde a segunda jornada do Moçambola por todos os árbitros nomeados para os seus jogos.

“Têm-se verificado de forma recorrente actos propositados e fraudulentos dos árbitros contra o Baía de Pemba com o único intuito de prejudicar, sem se importar com as regras a si impostas. Foi assim no jogo contra a Black Bulls na segunda jornada, Textáfrica, na sexta, Ferroviário de Lichinga, na sétima, e contra o Ferroviário de Nampula, desta feita para a décima jornana”, escreve o Baía.

Ainda assim, o Baía diz que nunca veio a público manifestar a sua insatisfação, uma vez que “entende que o futebol deve ser praticado por jogadores e não por outros autores externos”.
O clube alerta que apenas os jogadores devem ser as estrelas do jogo e não as equipas de arbitragem. Ainda na mesma nota, o Baía distancia-se do comportamento dos adeptos na partida diante do Ferroviário de Nampula.

Os baianos escrevem na sua nota que “repudiam o comportamento de alguns adeptos que estiveram presentes no estádio e tentaram, sem sucesso, graças à pronta intervenção dos agentes de protecção e segurança pública, pautar por atitudes agressivas contra os árbitros e até mesmo contra alguns membros da direcção do Baía de Pemba”, sendo por isso que se distanciam dessas atitudes “que em nada abonam o futebol”.

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